Nos últimos anos vemos as coisas ao nosso redor mudarem rapidamente, muito mais rápido do que nós estávamos preparados. O que demorava décadas para mudar em uma sociedade, agora em poucos anos, tudo fica diferente.

Isso tem pegado desprevenidos muitos líderes políticos, professores, empresários e pastores, pois perceberam que o jeito que fazíamos antigamente (e dava certo), não é eficaz e eficiente para atingir o objetivo nessa geração.

Assim também aconteceu com a liturgia de nossas igrejas. Lembrando que liturgia é um ato cultural e humano, para através dela, o crente ser inserido na realidade da sua salvação.

As pessoas estão mudando, a cultura está mudando e a liturgia tem que mudar para atingir o seu objetivo.

Nos últimos 15 anos a internet tem moldado o jeito desta geração se relacionar, consumir e aprender. Nesse sentido, pensando em uma nova forma de assimilar e aprender, proponho três modelos de liturgia 2.0 possíveis:

Oval com vários focos (Altas Horas)

O exemplo deste modelo é o programa Altas Horas (antigo Programa Livre).

Uma forma de culto oval e com vários focos supre várias necessidades do processo de aprendizagem dessa geração.

O palco desce e o público sobe, e todos sentam em círculos, proporcionando um sentimento de que aprendemos uns com os outros, olhando nos olhos.

Quando estamos assistindo o programa percebemos que não são os cenários que estão atrás do apresentador ou do entrevistado, e sim a plateia. Nós olhamos para eles e eles estão “olhando” para nós, criando um ambiente de construção coletiva, onde todos podem dar sua opinião, pois perguntas e opiniões são abertas ao público.

Apesar de toda a programação ser baseada em um tema, temos vários entrevistados, diversidade de música e músicos e um dinamismo impressionante onde ninguém fica com o foco (olhar) voltado para o mesmo lugar por mais de 5 minutos, pois de qualquer lugar do ambiente pode estar vindo a próxima atração.

Este formato é dinâmico, interativo, formado no coletivo, e eclético de opiniões.

Os cuidados que os líderes devem ter: dominar o tema que será exposto, pois virão opiniões de todas as perspectivas e, também saber colocar o ensino da bíblia com autoridade, acima das opiniões sem desvalorizá-las.

Informativo e Pessoal (Glocal Mídia)

Um modelo onde a mídia é mais valorizada que nos outros, onde todos tenham uma boa visão de telões gigantes e as cadeiras são móveis (como as de plástico que usamos hoje).

Nesse formato o pregador não tem mais a função de gerar conteúdo, esta função é repassada para os vídeos.

Com isso em cada reunião a igreja poderá ouvir palestras, em 15 minutos, de âmbito global: pregadores do mundo todo (de um bom pregador brasileiro até John Stott legendado), um especialista (um psicólogo, sociólogo, cientista), algo histórico (último discurso de Luther King ou de um pregador que já morreu) e até a opinião de alguém famoso (Bono Vox, Obama, etc.).

Todos estes vídeos são selecionados com antecedência por um colegiado que está pensando na mensagem bíblica que quer passar para a igreja.

Quando o vídeo é de outro pregador, o pregador local tem a função de aplicar a mensagem para os membros da igreja local, mas quando o vídeo é só informativo ele tem a função de expor o que a bíblia fala sobre o assunto e aplicar logo depois.

Lembrando que os vídeos não são pequenos exemplos para apoiar o pregador ou introduzir o assunto. Eles são o assunto (a tese) e o pregador é quem vai dar a opinião bíblica e aplicar em 15 minutos.

No final da mensagem todos podem virar suas cadeiras em pequenos grupos, conversar e orar sobre o assunto.

Este formato destaca um conteúdo global, com aplicações bíblicas e claras para o dia-a-dia e os relacionamentos.

Os cuidados que os líderes devem ter são: não querer gerar mais informação na hora de aplicar, pois esta é a função dos vídeos. Deve tomar cuidado com o tempo, pois o vídeo e a aplicação não devem ultrapassar 30 minutos.

Aplicação em mesa (Lausanne 3)

Neste modelo teremos um palco com várias atividades como louvor, peças, danças, vídeos, testemunhos e pregação.

A grande diferença é que todos estão sentados em mesas e após cada apresentação é dado o mesmo tempo para discutir o que foi visto e o que isso tem a ver com o dia-a-dia de cada um.

Este modelo consegue manter o formato de culto que estamos acostumados, mas a aplicabilidade e os relacionamentos são muito mais fortes, pois as pessoas estão em volta de uma mesa. Teve que alterar também as apresentações, para serem menores e mais precisas.

Foi exatamente assim o congresso mundial de missões em 2010 (Lausanne 3). Colocaram 4.000 pessoas sentadas em mesas, onde os melhores pregadores do mundo dividiram seu tempo com peças, danças, vídeos e músicas.

Os cuidados que os líderes devem ter são: integrar todos os ministérios para que falem a mesma mensagem,  disciplina para serem curtos e profundos, trabalhar para suavizar as transições constantes entre palco e mesa.

Conclusão

Como foi exposto, estes são apenas possíveis modelos, e se você perceber que  mesclá-los será mais útil para o propósito da sua liturgia, em sua cultura local, você tem a obrigação de fazê-lo.

  1. Pow cara!! Artigo massa!! Gostei mt!! Na verdade ND do q acontece qd se muda o “visual” d alguma coisa é por acaso. É mt legal saber o q tem por trás dessas mudanças. Por outro lado, é bacana mostrar isso p´q podemos levar pras nossas igrejas. Mt legal!!

  2. Muito bem exposto. A liturgia deve ser interativa, a oratória clássica está a perder lugar e relevância. Outro exemplo é o “fantástico” da Globo que passou de Oratória telejornalística para interatividade. Onde eles conversam entre si, pedem a opinião das pessoas e isso faz ele ser o mais influente no seu horário.
    Contextualizar já não é mais apenas uma opção, mas uma necessidade para a igreja atual, “tendo Davi servido sua geração, adormeceu…”
    Abraço em Cristo.
    Deus te use cada vez mais!

  3. Esse é o desafio de igrejas em média e grandes cidades, porém, para uma pequena cidade fica o desafio, cujos recursos são pequenos e enfrentam dificuldade até para “pagar” seu obreiro, onde mais de 80% ainda são igrejas pequenas. Fica o desafio para, quem sabe, escrever sobre a realidade maior das igrejas brasileiras. Uma realidade tupiniquim. Com respeito e carinho pelo trabalho do amado.

    • Gilberto, é por isso que coloquei como “modelos”.

      Tirando a Glocal, as outras dois modelos não precisam nem ter dinheiro e nem ser em uma cidade grande.

      Não precisa estar em uma grande cidade para um culto ter interatividade com o preletor e com os outros, voltado ao relacionamento, construido pela comunidade, ter aplicações pessoais em mesa, estar antenado com o que esta acontecendo globalmente e ser atual.

      Lá em Arujá, de onde vim, com 60 mil habitantes, os jovens são tão pos-modernos quanto aqui em São Paulo.

      Mas valeu pelo comentário, assim pude esclarecer para os que não entenderam isso.

      Ps. não podemos cair no erro de pensar que o que usa muita tecnologia não seja tupiniquim.

  4. Oi Marcos, você como sempre, inovando e criando… muito interessante!!!

    Vejo que as igrejas muito conservadoras, acabam não crescendo. E acredito sim, que a igreja precisa acompanhar a evolução dessa geração.

    Parabéns Marcos! Deus continue te abençoando. Forte Abraço.

  5. Também acho fundamental discurmos a liturgia, principalmente no culto jovem. E acredito que os modelos que levam a uma maior participação e que incentivam os relacionamentos são o caminho. Mas Marcos, você acha que esses modelos dariam para ser usados toda semana? Porque uma vez fizemos igual ao primeiro modelo que você sugeriu e realmente foi muito bom, mas é complicado conseguir os “entrevistados” pra toda semana. O que você acha?

  6. Paz Marcos,

    Achei incrível este artigo, eu já tenho usado novos “meios” de fazer o culto de adolescentes em minha igreja, pois o convencional…não da mais …
    Na minha opinião nós lideres temos que nos contextualizar a realidade. E fazer um culto jovem, sim!
    Eu ouço muita critica na minha igreja, e diversas vezes ja me chamaram de maluca.
    No culto de adolescentes eu tendo deixar o mais interativo possível … vemos videos … debatemos assuntos do momento .. (a igreja não pode ser alienada! como foi a minha geração)

    Deus abençõe Marcos .. esse artigo é muitooo bom

  7. Marcos, muito bom! É de constatações como esta que precisamos. Mudar não só a forma, mas também o conteúdo. Deixar que as pessoas falem, coloquem suas angústias, medos, aflições e realizações e com isto aproximem-se mais uma das outras e principalmente de Deus.
    Que o Senhor continue te inspirando!

  8. A Igreja de maneira nenhuma pode se omitir no que toca a acompanhar as mudanças em prol de uma melhor ênfase sobre as boas – novas; agora, estranha – me muito o fato de pouco se ouvi falar da relevância de sermos reconciliados com Cristo e diante disto trilhamos por uma perspectiva de sentido; sem isso, todos os atrativos não conseguiram nos tornar em novas pessoas.

    • Só pude ver os videos agora, e quanto ao primeiro discordo plenamente. Muito fraco o argumento, simplesmente por um motivo, todos usam metodos, ele usou o video para criticar, usou o discurso em tese para contrapor, usa um pulpito p pregar? usa instrumentos p louvar? usa roupas para ir a igreja? Bobagem o q ele falou!!!

      O segundo ja tinha visto e é um dos videos que mais gosto feito pela igreja mais hi tec q já vi North Point, quando eles fizeram este video perguntamos para eles o por que? Eles falaram que foi para se divertir e mostrar que sabem que a tecnica não é nada sem o Espirito.

  9. Andre,

    Essa sua preocupação é a mesma que a minha, a essencia não pode ser perdida, mas não podemos fazer do metodo ou forma algo sagrado. Estamos perdendo uma geração porque não mudamos e não acompanhamos as necessidades dela. Acho que pode existir algo relevante com a proposta do Marcos e ao Mesmo tempo algo solido e firme que o Paul Washer tanto prega. Acho que o correto e fazer um mix das coisas, lembrando que o Marcos só falou a respeito do formato. Tenho certeza que o conteudo que é o que interessa não vai ser mudado. Entendo o que o Paul Wahser fala, mudar o formato e alterar o seu conteudo tornando a igreja uma grande enterterimento é realmente perigoso e anti biblico.

    • Marcos, a paz!

      Eu entendi o 1º vídeo do Paul Washer de outra forma.
      Para mim, ele está criticando a superficialidade do “conteúdo” do evangelho que está sendo apresentado hoje aos jovens e a igreja de forma geral. Ele está criticando a ênfase nos métodos, e a forma muitas vezes escolhidas p/ segurar jovens na igreja que nada mais são do que métodos carnais (balada gospel, shows, e por aí vai), não envolve renúncia, é apenas entretenimento.
      Eu vejo ele criticando a substituição da centralidade dos métodos, ao invés de focarmos no conteúdo, na mensagem e aplicação do evangelho (Jesus Cristo) em nossas vidas.
      Eu concordo plenamente com ele! Ou será que estou equivocado em minha interpretação deste vídeo?

      Abraços, em Cristo.

  10. Marcos,
    gostei muito do seu artigo. Trabalho com a juventude na PIB de Petrópolis e enviei seu texto para os outros integrantes. Também converso com pastores de outras igrejas e vários vem falar da falta de interatividade dentro do templo. Muitas vezes é como se as pessoas estivessem indo a igreja pelo simples fato de ir. Não estão de corpo e espírito, mas somente um corpo presente. Hoje temos a internet 2.0 com facebook, blogs entre outras coisas. Todos vivem com interação. Trazer isso para o ambiente espiritual, não vejo como “diminuir ou prejudicar” nossa comunhão com Deus. A Palavra será levada, e o mais importante, com a interação Ela será bem recebida por essa nossa geração 2.0.
    Abs e fique com Deus.
    Daniele Pessôa

  11. Olá Marcos,

    realmente muito interessante o lance da liturgia 2.0.

    Já pensava muito a respeito e este texto me impulsionou ainda mais.

    Escrevi um pequeno projeto para a juventude da igreja que faço parte. Estamos pensando isso junto com o pastor de jovens e os líderes. É uma mistureba de altas horas, com circo do edgard e muito conteúdo que aprendi numa missão para-eclesiástica com adolescentes que faço parte da liderança (Se chama Joy! e é muito parecida com Alvo e Youg Life (EUA) na verdade veio da Young Life dos EUA com os missionários que lideram hoje.

    Enfim, o problemas são as barreiras na igreja. Minha igreja é presbiteriana em campinas e estamos sofrendo e muito com um êxodo dos jovens para fora da igreja. Há muita apatia também. Você acha que a nossa antiga e atual forma de fazer liturgia e levar trabalhos de juventude contribui para isso, para a saída dos jovens da igreja? A que nível? É importante considerar isso?

    grande abraço

  12. 1º Quero dizer que fiquei sabendo de você através da twittcam do Oficina G3 na IBAB, e me tornei seu “fã”, vc é muito legal em tudo que faz. 2º Essa matéria veio para me dar força… porque há um ano nós estamos fazendo o “Rede Jovem” na nossa igreja (Igreja de Deus no Brasil- Perus) e desde então estamos usando o “Oval com vários focos (Altas Horas)” e pensava que aquilo talvez não iria dar muito certo com o passar do tempo. Mas percebo que essa liturgia é agradável aos nossos jovens. Valeu pela dica!!!

  13. Até que pontop as “transformações culturais” devem influenciar no conteúdo e na forma de adorarmos a Deus? Essa é uma pergunta bastante complexa. devemos enfrentá-la com temor e tremor. Quanto ao conteúdo do culto entendo que já está estabelecido na Palavra de Deus. Não temos o que acrescentar ou diminuir. Nós, presbiterianos afirmamos )todos nós no ato da ordenação) que seguimos o princípio regulador do culto “O que não foi ordenado por Deus na Sua Palavra, é proibido no culto”. Somos confessionais. Quanto à forma, realmente a luta é maior. Até que pnto a forma não prejudica o conteúdo? Alguns princípios são inegociáveis: O culto é de Deus e para Deus. Ele deve ser elaborado segunbdo os padrões divinos e não segundo os anseios humanos. Não é uma contrução democrática. Deve se firmar na Palavra. O ministro do evangelho tem essa responsabilidade de supervisionar, coordenar a liturgia e responderá por isso diante de Deus (Devemos temer e tremer diante dessa responsabilidade). Além de tudo isso, devemos nos conscientizar dos perigos de nos amoldar a uma cultura depravada, secularizada, prejudicada pelo pecado. Até os movimentos mundanos entendem que devemos ser “críticos da cultura”. Não somo nós, súdito do Reino dos Céus, que vamos nos relacionar ingenuamente com este século. Com essa cultura distanciada da verdade. O culto de Deus deve ser tratado com muita cautela, temor. Ousadas asseverações firmadas em argumentos antro´pológicos devem ser observadas com muita cautela! Que Deus nos dê sabedoria!

  14. Caro Marcos

    Você já conhece minha opinião. A forma está carregada de conteúdo. Qualquer forma traz consigo uma mensagem específica. Creio que em um momento de escola dominical, algumas das suas sugestões podem ser aproveitadas, pois não se trata de culto e pode-se discutir os temas de várias formas (inclusive com monólogos, pois em um “contrato” discursivo o ethos prévio que o enunciatário espera é o do professor que sabe e ensina enquanto ele está ali para aprender). Quanto ao culto, ele não tem esta forma à toa: Deus está falando por sua Palavra, portanto, calem-se os demais e ouçam. Eu posso refletir mentalmente e o Espírito aplicar ou não o que se está pregando, ams Deus deve ser o centro do culto em absoluto. Mudar posições de bancos e outras sugestões que você dá não é algo tão inocente assim: Deus deixa de ser o centro e o culto se torna antropocentrico.
    Contínuo a bater na mesma tecla, da qual já falamos: vamos nos submeter ao espírito da época? E quando este modelo também “falir”, o que seguiremos? Lembre-se, irmão, a cultura é feita por homens pecadores e precisa ser redimida ou, em alguns casos (quando completamente corrompida) anulada para que “todo pensamento seja levado cativo à Cristo”. Vamos pensar na cultura jovem da qual você está falando. Olhando para o que já está acontecendo, logo, logo eu vou ter que perguntar a eles o que eles desejam ouvir, evitando correção ou coisas que aos seus olhos pareçam “chatas”, pois seus pais não masi os educam a ouvir e obedecer.
    Em amor
    Laércio

      • Querido Marcos

        Se o pregador abre a Bíblia, a lê e expõe o que o texto diz, como dizer que o centro está nele? A sua dúvida não estará apenas neste modelo que você critica, mas emqualquer modelo – principalmente onde a forma ganha corpo em relação ao conteúdo. Eu concordo com você: exitem muitos pregadores hoje que viraram centro e querem todos os holofotes para si. Mas, não ganhamos nada quando o culto passa a ser centrado no adorador e não no Deus da Palavra.
        Volto a dizer: se não for um momento de culto, se auxiliar o aprendizado em uma Escola Dominical suas sugestões são ótimas. Mas, culto é e sempre será culto.

        Valeu

  15. Marcos;
    Compartilho de algumas de suas preocupações: O “êxodo” das juventuda das igrejas; a preocupação com uma liturgia dinâmica e apropriada ao nosso tempo e povo. Contudo, discordo da proposta por causa dos pressupostos que encerram.
    Veja, os modelos participativos lembram a proposta de Jean Piaget, e neste ponto, não dá pra concordar. O culto deve ser diretivo e apontar para um alvo que é pre-definido, qual seja, a pregação.
    Neste ponto Paul Washer tem razão no vídeo que está no you tube: usando métodos carnais só se consegue atrair pessoas carnais.
    Uma outra coisa que me incomoda é esta preocupação excessiva e unilateral. Por que a igreja tem que ser atraente somente para o Jovem? Ninguém mais deve se interessar pelo evangelho? Se as coisas continuarem no ritmo que estão, teremos que projetar uma igreja para cada segmento etário; o que na minha opinião perde muito do conteúdo do evangelho, cujo poder de derrubar barreiras que separam gerações é diluido neste mix jovial voltada para um público específico. A igreja é para todos, logo, seu culto também deve ser.
    Por último, conquanto não queira fechar os olhos para a realidade à nossa volta, penso que seria mais relevante apresentar uma proposta com um teor bíblico. As suas propostas revelam preocupação, ao passo que revelam que seus métodos pouco levaram em conta uma bibliocentricidade básica. Um colunista de uma revista tão lida, um alguém de origem e formação tão essencialmente teológica deveria preocupar-se em ser um promotor de verdade fortemente amparadas bíblicamente, e disso senti falta nas propostas e modelos.
    Concordo que todos usamos métodos e tecnologia. Mas o pressuposto básico e o alvo fundamental é agradar ao Deus adorado no culto; outra preocupação que não li mencionada nas propostas.
    Deus lhe conceda da sua graça e saber
    abcs

    • Jonatas,
      Nos dois mil anos que a Biblia foi escrita existe varias formas de culto e metodos… Metodo é humano, por isso sempre tem que ser revistos e avaliados… A igreja de cem anos atras não é biblica, assim como a que eu proponho, pois ja mudo com o tempo e as pessoas… (mas devemos ter o Deus da bíblia no centro como antes).

      Discordo de igrejas que seguem uma faixa etária (que é o que tem acontecido), mas isso aconteceu porque a igreja tradicional não foi sensível para ir mudando com a mudança da epoca e das pessoas (mudança nem sempre é para pior)… Através do Espírito vamos lutar para uma igreja para todos, pois só Ele pode fazer isso.

      Por ultimo, a bíblia não é fonte de metodologia, e sim da revelação de Deus… Não fico usando a bíblia para os metodos proposto por querer, pois não quero ficar dando mais valor aos metodos (divinizando-os) para ser pensado e aceitos. Vejo isso muito em pastores e teologos, colocam a bíblia na parada para defender os seus pensamentos e métodos. isso é covardia com o leitor. Eu poderia pegar varias passagens e ir encaixando nos metodos, mas não seria honesto, pois os métodos de hoje, puritanos, romanos e até judaicos não são sagrados. Sagrado é o Deus para que eles apontam.

      • Caro Marcos;
        Todo método é humano, tão humano quanto a teologia. Mas tanto esta quanto aquele devem ter raízes bíblicas, não?
        Entendo que a Bíblia, em si mesma, não é fonte de qualquer outra coisa senão da revelação de Deus. Mas os métodos precisam não somente ter algum amparo bíblico, mas apontar deliberadamente para sustentar algum entendimento derivado da Palavra de Deus.
        Confesso minhas dificuldades com suas propostas pelo fato de parecerem centralizar-se no participante. Embora eu mesmo não tenha uma proposta para fazer….rs
        Quando à insensibilidade das igrejas, até certo ponto houve. Mas grande parte de sua não preocupação com certos assuntos se deve ao seu foco, que não era andar conforme os ditames de sua época.
        Como você citou os 2 mil anos de história cristã, e não de escrita bíblica, é bom lembrar que houve tempo em que éramos o carro chefe, que o mundo tinha que vir até nos (a igreja cristã) para aprender competência, oratória, seriedade, honestidade, etc… Hoje o caminho está inverso, é isto que me incomoda: busca modelos fora e não apresentar uma criação interna!
        Você diz que seu chamado é para o humor. Embora eu não tenha um “chamado” para o humor, muito me agrado dele e sou até um piadista amador… isto temos em comum. Mas se eu pudesse avisa-lo de alguma coisa, seria algo como: nem tudo nessa vida é ou deve ser entendido pelo viés da informalidade, da brincadeira. Há coisas mui sérias, uma delas é o culto.
        ah… e sobre encaixar textos nos métodos… bom, é justamente do oposto que precisamos, não? De métodos encaixados em texto bíblicos, não do inverso…
        abração

  16. Caro Marcos Botelho,

    Lamento profundamente seu post. Com todo respeito, muito raso e usa como referência fontes que não a Palavra de Deus. Liturgia é uma expressão que vem do grego “leiturgos”, como “serviço público”. Esta palavra foi traduzida na Septuaginta como “serviço sagrado” ou serviço dos sacerdotes no templo. No NT, pode significar servir ao Senhor em adoração, ou também práticas religiosas, como oração, por exemplo. Você começou mal, porque não definiu corretamente o que é liturgia. Depois a coisa continuou mal porque Deus estabelece na Escritura o que se deve fazer no culto (atos litúrgicos). No entanto, você recorreu a fontes como o programa “Altas Horas”. Você não deveria ser pastor ou candidato presbiteriano, para ser honesto, pois como você juraria fidelidade aos símbolos de fé da IPB, sendo que você não usa o princípio regulador do culto nela expresso? O problema de invenções segundo as imaginações humanas é que, ainda que seja recheada de boas intenções, pode ocorrer alguma prática que Deus não queira (veja que não somos nós que estabelecemos a vontade de Deus; ela está expressa nas Escrituras). Marcos, reveja esses conceitos, meu irmão, porque o seu conceito de culto está focalizado no homem e não em Deus. Note como você acentuou a comunicação do dirigente com os “espectadores”, sendo que o culto é para Deus! Não sou contra usar os métodos aconselhados por você, desde que numa reunião de jovens, uma festa, sei lá! Mas culto não, meu irmão! Liturgia é a ordem do culto a Deus e é tão claramente prescrita na Bíblia que não cabem essas invenções.

    Um abraço!
    Charles Melo de Oliveira

  17. Creio que todo o artigo depende inteiramente da definição de culto.
    Culto é um “ato cultural e humano para inserir o crente na realidade da salvação”? Concordo que essa definição se encaixa perfeitamente no que diz o artigo, mas não posso concordar que ela seja a definição bíblica. Concordo que a linguagem deve ser adaptada para os novos dias, mas não concordo que precisemos mudar o princípio fundamental, ou seja, que o próprio Deus diga como quer ser adorado. Será que o jeito que fazíamos antigamente o fazíamos só porque “dava certo”?
    A interatividade, a comunicação entre apresentador e platéia fica bem numa palestra ou um encontro que não seja culto. Culto é vertical – nós oramos e cantamos a Deus e Deus fala a nós. No culto Deus é a “platéia”. É ele quem deve ser agradado. Segundo a definição de culto na qual acredito, todo o conteúdo deve ser gerado pela Escritura somente.
    Considero tradicionalismo o argumento de fazer como sempre foi feito só porque sempre foi feito assim. Mas considero bíblica a tradição reformada que ensina que só o que Deus prescreve para seu culto deve ser oferecido a ele.

    • Nunca coloquei em questão a parte vertical do culto: Deus é o centro do culto, por isso estamos lá. Devemos ter em um culto sempre 3 atos: Oração (pode ser cantada), exposição da Palavra e sacramentos. O resto é enfeite nosso!!!

      • Marcos,

        Se é culto – na persprctiva bíblica, então o que vc msm chama de “resto” tem de ficar de fora.

        Há tantas outras oportunidades e momentos para gente se divertir como pessoas, cidadão e, que bom! salvos em Cristo.

        Abraço.

  18. Só uma observação aos colegas de denominação, eu escrevo no meu blog e para a Ultimato para um publico de várias denominações… sei separar isso muito bem.

    Enquanto continuarmos bíblicos trabalharei com todo respeito que me confiaram na igreja presbiteriana.

  19. Caro Marcos Botelho,

    Admirável sua preocupação em transmitir a mensagem do Evangelho, principalmente a uma geração que está sintonizada com mídias recentes. Todavia, como diz David Wells no livro Coragem para ser Protestante: amantes da verdade, marqueteiros e emergentes no mundo pós-moderno, “por mais inocente que pareçam as intenções, o experimento com a forma, sempre afeta o conteúdo. A metodologia transforma a fé sempre que a graça é colocada à venda.” Com todo o respeito, creio que seu artigo necessita de embasamento bíblico. A cultura não pode sobrepujar o Evangelho. Abraço.

  20. Marcos, Spurgeon tem um texto bastante divulgado denominado “Apascentando ovelhas ou entretendo bodes”. Como calculo que já conheça, posto dois trechos:
    “O demônio raramente fez algo tão engenhoso quanto insinuar à igreja que parte de sua missão é prover entretenimento para o povo visando alcançá-lo.”
    “Não escuto [Jesus] dizer: ‘Corre atrás deste povo Pedro. E diga-lhes que teremos um estilo diferente de culto da manhã; algo curto e atrativo, com uma pregação bem pequena. Teremos uma noite agradável para eles. Diga-lhes que, por certo, gostarão. Seja rápido, Pedro, nós devemos alcançá-los de qualquer jeito!'”

  21. Caro Marcos,

    Diante do que já foi exposto, pelos que concordam e pelos que discordam do seu texto, não quero ser repetitivo. Apenas deixo registrado a minha opinião, concordante com os que declararam o seu método como admissível a um contexto diferente de culto.
    O culto é devido a Deus, e, somente, na forma explicitada na Bíblia. No antigo testamento, essa forma era bem definida. No NT não temos uma forma tão clara, assim, mas os principios, apontados em toda a Bíblia, nos sugerem a idéia de reverência extrema à santidade de Deus, e sua centralidade no momento culto público.
    Creio que o mais importante no culto não seja o que eu quero, o que eu penso e/ou o que eu gosto; mas o que Deus quer, pensa e gosta. E devo adorá-lo do jeito e da forma que Ele prescreve, e não ao sabor das modalidades sugeridas pela minha, ou qualquer outra, geração de pecadores, distantes de Deus, e mais centrados em suas próprias vaidades, do que cultuar e aprender do verdadeiro Deus, o qual, jamais, se preocupou em agradar ou satisfazer a vontade dos homens, mas teve a benevolência de alertar sobre o destino que o pecado nos conduz, e nos favoreceu, graciosamente, com o sacrifício cabal, santo e único da morte do seu filho unigênito para nos redimir de todo o pecado. Deus te abençoe e te ilumine.

  22. Não é atoa que a chamada Igreja da atualidade vai mau, gente (até certo ponto bem intensionada) está mais interessada em gente do que no próprio Deus nos chamados “Atos Cultuais” que são (por causa da limitação humana ‘de gente’) dirigidos por “Métodos Litúrgicos”.
    Parece-me que não foi atoa que Isaías registrou o texto seguinte: “Estatelai-vos, e ficai estatelados, cegai-vos e ficai cegos; bêbedos estão, mas não de vinho, andam cambaleando, mas não de bebida forte. Porque o Senhor derramou sobre vós um espírito de profundo sono, e fechou os vossos olhos, que são os profetas; e vendou a vossa cabeça, que são os videntes. Todavia a visão já se vos tornou como as palavras dum livro selado, que se dá ao que sabe ler, dizendo: Lê isto; peço-te; e ele responde: Não posso, porque está selado; e dá-se o livro ao que não sabe ler, dizendo: Lê isto; peço-te; e ele responde: Não sei ler. O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim, e com a sua a boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu, continuarei a fazer obra maravilhosa no meio deste povo; sim, obra maravilhosa e um portento; de maneira que a sabedoria dos seus sábios perecerá, e a prudência dos seus prudentes se esconderá. Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do Senhor, e as suas próprias obras fazem às escuras, e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece? Que perversidade a vossa! Como se o oleiro fosse igaual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez; e a coisa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe”. Is 29. 9 – 16.
    Sei que todos conhecem esse texto, e bem, aparentemente ele não tem nada a ver com o culto, porém, lá no Capítulo dois do mesmo livro, verso 19, lemos: “Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra”. E aqui o assunto é exatamente o culto (Na minha leitura um dos temas principais do Livro de Isaías), pois Deus disse que os serviços cultuais aqui oferecidos não eram, nem mesmo, requeridos por Ele, muito menos aceitos; então meus queridos, não venham me dizer que Deus não dita pra nós pelo menos aquilo que Ele não aceita como culto, e se você sabe ler; toda moeda tem dois lados.
    Todos sabemos queridos, o que os crentes de hoje (na verdade de todas as épocas) precisam é da Palavra de Deus que é o “O poder de Deus pra salvação de todo aquele que crê”. Rm 1.16. E também sabemos só os verdadeiramente creem podem verdadeiramente cultuar a Deus, pois o fazem “em espírito e em verdade” e não mediante os recursos e métodos pós-desenvolvidos pro entretenimento dos que não sabem quem são e nem pra que vieram à existência.
    Que Deus tenha misericórdia dos profetas humanistas.

  23. “Gostei muito das ideias ( o formato “altas horas” já uso a algum tempo na igreja e no evangelismo nas escolas) trabalho com adolescentes a 7 anos e entendo muito bem quando vc fala de mudanças rapidas eu mesmo tenho que atualizar minhas aulas e palestras a cada mês coisa que fazia a cada ano. Que Deus continue te abençoando na criatividade. E que os cristãos entendam que não há pregação sem conexão.
    Claud Silva
    Minsterio +QV
    “Adolescer em Cristo”

  24. Eu vi um bom modelo de liturgia 2.0 na EBF aqui na igreja. Um culto com Teatro, louvor e palavra sempre com muita interatividade e um momento onde as crianças se dividiam em pequenos grupos com uma atividade para que elas pudessem interagir e aprender juntas de uma maneira divertida.

  25. Cadeira confortavel, ar condicionado, ventilador, projetor, slide, sistema de som. Tudo isso faz parte do sistema atual , para facilitar um culto, ou seja para fazer com que as pessoas se sintam melhores. E nem por isso é uma atitude antropocentrica ou focada nos homens, e simplesmente uma mandeira de melhor atender e conseguir levar a msg da melhor maneira possivel. Acho que isso se aplica a essas formas de cultos também, nao se trata de mudar a verdade somente melhorar a forma com que a verdade vai ate as pessoas. Legal! muito legal.

  26. muito bom suas colocações idéias muito mais muito boa msm….

    usar e abusar da TECNOLOGIA que está a nossa volta mas firmado na vdd e racha que é JESUS CRISTO!!!!

    MARCOS CONTINUE 100PRE!!!!!!!!!!

  27. bem não sou teologo mais vou comentar aqui, priemeiramente adorei o formato proposto pelo marcos.fico feliz que tem alguém que pensa na nossa geração..e conhece a multiforme graça de Deus. e que a maneira de cristo pregar as vezes era num barco, numa sinagora ou até no cemiterio se for preciso. aos religiosos por favor calem a boca… é muito tradicionalismo, conservadores inuteis, graça ao UM JESUS PÓS MODERNO, POIS ELE SE RENOVA A CADA DEI e a um envagelho pós moderno, que eu fui alcançado..amem.

  28. Fiquei impressionado com os comentários de muita gente. Acho que o grande problema do mundo, e principalmente dos cristãos, é que não nos esforçamos para entender as pessoas. Em nenhum momento vi o Marcos propondo entretenimento.

    Como testemunho pessoal, digo que a juventude onde congrego esta rendendo muitos frutos com cultos em grupo. O relacionamento pessoal é essencial para muitos jovens, e facilita muito o discipulado e aconselhamento.

    Precisamos acordar porque enquanto os jovens sentam nos bancos e ouvem sobre coisas fora da sua realidade, seus anseios e desejos são esquecidos. Sua vontade de se comunicar, de falar, de se expressar é esquecida. Nosso Deus é um Deus pessoal. Um Deus que se relaciona. Quem vem até a terra para morrer. Este é o escândalo da Cruz.

    Para os críticos não há diálogo. Como fazer isso com uma juventude que se comunica com sua roupa, seu cabelo, sua linguagem, seu celular e etc?

    Deixo como lembrança as palavra de Paulo aos Coríntios:
    “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.
    Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.
    E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
    A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
    Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. ”
    1 Coríntios 3:10-14

  29. Também não vi nenhuma proposta de entretenimento no artigo. Ao REVERENDO Charles e outros arautos da INABALÁVEL IPB: o espaço aqui é plural, não do gueto de vocês! Aliás, o modelo que vcs adotam não está acima dos demais, apesar de ter sido criado a séculos por iluminados! É isso que dá essa ênfase protestante na “verdade”. Cada um quer impor a sua aos outros.

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