Já reparou que a gente costuma sentar no mesmo local todos os domingos na igreja? Sem pensar, quando entramos, já vamos direto para lá e pior,  às vezes “achamos” que o lugar é nosso.

A maioria das pessoas não gosta de mudanças e é por isso que elas incomodam. Gostamos de ficar nos nosso conforto, mas crescimento requer mudanças.

Vira e mexe alguém me pergunta por que esta geração não se contenta com o que está na igreja, por que sempre estamos querendo mudar as coisas.

Não somos estátuas e nem somos feitos em séries, estamos o tempo todo em movimento, gerando novas culturas, novas necessidades e novos questionamentos.

Sinto que às vezes a igreja está dando respostas para uma pergunta que fizemos há 15 anos. O problema é que não nos lembramos mais dela porque já fizemos centenas de outras perguntas depois.

Há uns 10 anos  fui em uma igreja na Califórnia que não tinha templo, eles se reuniam em escolas, já que aos domingos as escolas estão fechadas. Ao entrar, vi lá na frente uma faixa: “Uma igreja para quem não gosta de igreja”. Fiquei abismado com a proposta na hora, mas hoje eu entendo.

Fomos fazer uma série com Liturgia 2.0 (procurar em outros textos) para pessoas que não gostam de igreja, e uma das pessoas que estavam construindo essa série comigo me perguntou: “Não seria melhor a gente investir naqueles que gostam de igreja?”

Pensei: “Não é isso que fazemos todos os domingos?”.

Hoje eu sei o porquê busco mudar e continuar reformando a nossa igreja: porque eu seria um daqueles que gostaria muito de Jesus e do evangelho, mas não me adaptaria com a igreja.

Andy Stanley certa vez falou que “devemos casar com nossa missão e namorar a metodologia”.

O problema é que fazemos o contrário, casamos com a “forma”, porque não gostamos de mudanças, e acabamos enfraquecendo os nossos laços com a missão da igreja.

Eu diria que devemos casar com a missão e ficar com a forma, só usá-la e, quando ela não estiver sendo mais útil para a missão, devemos jogá-la fora.

O que não muda é a missão, é o nosso Deus. A  forma tem que estar em mudança o tempo todo. Assim, as pessoas não vão recusar a essência (Deus) em detrimento da forma (liturgia).

Acho que é por isso sou um cara incomodado que as vezes incomoda, porque fico sempre pensando:  “quantos Marcos Botelhos, Andrés, Ricardos estão aí fora sem ter experimentado o que é a igreja na essência, a vida no corpo de Cristo, e estão batendo cabeça sozinhos?”

  1. Cara,muito muito bom.Eu também estou sempre querendo fazer mudanças na igreja,inovar,isso é necessário.
    Melhor parte: “Eu diria que devemos casar com a missão e ficar com a forma, só usá-la e, quando ela não estiver sendo mais útil para a missão, devemos jogá-la fora”.
    Essa foi ótima esculacho no ficar. kkkkkk

    Que Deus continue te abençoando.

  2. Boa mano…Quando estava lendo o artigo me lembrei de um texto, e acho que se você estuda-lo vai conseguir fazer um grande sermão nesta mesma ótica… Gálatas 4:8-10 Forma X conteúdo. Dá uma olhada!
    Abraço

  3. por isso que o blog chama-se pensando fora da caixa, mas tenho uma opinião que tem pessoas que precisam disso tudo que nos incomoda, lugar, banco, terno etc, de outra forma não conseguem servir a Deus, portanto devemos ponderar os dois lados.

  4. De fato, a igreja nunca será perfeita. Só no paraíso. Mais burocrática, mais liberal, jovem ou velha… precisará de AMOR e PERDÃO para se aturar e crescer.
    A “igreja de dentro” precisa de cuidado. Ela é o Corpo de Cristo.
    Parece doente? Sim…
    Mas é este Corpo que, quando UNIDO e quebrantado, fará a maravilha (ou o escândalo!) que o mundo precisa ver. “Aturar a igreja” em amor, fé e paciência faz parte do processo. Nós somos a família agora. E família também é aturar; isso nos ensina a amar. E, juntos (apesar de TANTAS diferenças!), é que temos poder.

  5. Cara, sempre gosto de ler teus textos. Eu penso nisso com frequência, nas mudanças e em como elas se aplicadas da maneira certa nos renovam, dão um up nas nossas as idéias.. o problema é quando a gente não encontra terreno pra esse tipo de atitude ou pior quando as pessoas querem mudar baseadas nos seu próprio pensamento e sem fundamento nenhum..ai ai é triste, é o que mais tem me incomodado ultimamente e o que me tem feito pensar até quando vale a pena fazer parte desse tipo de “igreja”?

  6. Igreja para quem não gosta de igreja é para quem não sabe o que é Igreja de verdade .Corpo, comunhão , amor mutuo, refugio . Não é o lugar ou a forma. Tanto faz escola, templo ou cinema antigo.Nós somos Igreja, independente da roupa ou do estilo de discurso. Nós é que devemos nos reformar

  7. Acho que você tem mesmo razão Marcos. É essa teimosia em perenizar o que deve ser passageiro o que mais prejudica a pregação do evangelho. Quando estiver na Nova Jerusalém vou falar ao Senhor: Meu Senhor, com todo respeito, a mensagem que o Sehor deixou era demais mas os seus marketeiros… Nunca vi jogar tanto contra o patrimônio. kkkkkkkkkkkkkkkkkk

  8. OI Marcos, vc tem sido um dos meus referenciais….e concordo que não gostamos de mudanças, sofro num departamente (jovem) quando tentamos implatar algo novo , com propositos….e a minha liderança (nostalgica) começa a pregar contra….tenho estado muito triste com isso….não quero perder o foco do reino.
    Deus continue te abençoando.

  9. Dar a volta e falar de coisas que falamos anos atrás, isso é o que fazemos; falar do Evangelho e gastar tempo nisso, gastar energia e recursos no trabalho cotidiano de evangelizar, discipular, curar, alimentar, servir. “Discutir a relação” com a instituição é dar socos no ar e fazer de conta que fazemos algo. Quem “nasce na igreja” pode estar de saco cheio, cansado e não gosta de igreja por nunca ter sido igreja de verdade, só nasceu entre os crentes e fala, e até se parece com os crentes, mas por dentro é triste, raramente ou nunca se alegra aos domingos. Se falar sobre este assunto para quem a igreja, (a instituição) é o porto seguro, essa pessoa vai descobrir que você é só alguém desapontado consigo mesmo, que não mudou intimamente e vive tentando mudar o exterior, o palpável. Não foi a liturgia ou a instituição que lhe decepcionaram, foi, certamente a mesmice que lhe ensinaram. Nós, que chegamos depois, amamos o ajuntamento dos crentes e todas as expressões litúrgicas e/ou “eucarísticas”, pois nelas percebemos a face do Deus invisível. Nada vai mudar o amor que “gente assim” e faço parte dessa gente assim sente pela igreja, sinônimo de dias alegres e amorosos. Passaremos a vida procurando problemas e defeitos nas expressões visíveis da igreja até o dia que tivermos coragem de estancar este discurso estéril e fazer alguma coisa da qual nos lembraremos com satisfação. Tente descobrir as tristezas de quem concorda com você e ajude essas pessoas, de verdade, não de faz de conta.

  10. Eu sou daqueles que não gostam de mudanças. Amo o culto tradicional, hinos do cantor cristão (batista), sem palmas, sem bateria, sem danças. As vezes me pergunto o que será de mim qdo não houver mais nenhuma igreja assim. Será que dá para pensar nos “girássicos” como eu e ter pelo menos 1 domingozinho por mês para os da “velha guarda”?

  11. Marcos, quando leio na Bíblia as cartas às igrejas, sempre se referem ao nome das cidades onde estão reunidos os crentes em Cristo Jesus. Essa carta, creio eu, chegava a todos os cristãos da cidade, e não apenas a uma das igrejas da cidade. Jesus voltará para Sua Igreja e não uma específica.. Ele voltará para os cristãos reunidos nos 4 cantos da terra. O importante é sermos igreja, vivermos como igreja, Amando a Deus em primeiro lugar e ao próximo. Essa igreja só se constrói amando primeiro os de dentro de casa, depois os “parentes” com placas de diferentes denominações.. Ou será que estamos precisando de uma reforma?

    • e tbm tem outra coisa, a igreja somos nos,e cada 1 de nos fazemos diferenca, se vc acha acha q a igreja esta muito separada fassa vc mesmo a diferenca qualquer um q vive em cristo com fe…pod mudar qualquer coisa(com oracao)

  12. “quantos Marcos Botelhos, Andrés, Ricardos estão aí fora sem ter experimentado o que é a igreja na essência, a vida no corpo de Cristo, e estão batendo cabeça sozinhos?” — Não sei, mas tem uma Sinara aqui que entra no grupo.

    Enquanto isso, vou aprendendo contigo ^^

  13. desde pequena ia a igreja ,e agora não gosto mais meus fazem de tudo me agridem só para me converter odeio isso .digo a eles deixem eu por si só me converter a igreja que gosto. e eles novamente me AMEAÇAM !

  14. http://www.youtube.com/watch?v=tZFb5QTtjkM&feature=player_embedded
    Encarnando Jesus na nossa cultura. Este vídeo com Carlinhos Veiga diz algo maravilhoso sobre isto que estamos a discutir. Enfim, esta discussão sobre liturgia creio ir muito além do que ela inicialmente propõe. Chegando finalmente no Amor de Cristo. o famoso versículo de João, diz que Deus amou o Mundo. e isto já basta, é o suficiente para promover a nossa comunhão em cada congregação, unindo-as como Igreja, e casando com o nosso Senhor. Seja mudando a ordem da reunião ou mudando o nosso coração. Amém.

  15. acho q é por isso que existe um conflito muito grande na igreja q frequento, um conflito de geração, onde uma nova forma é apresentada,mas logo é discriminada pelos irmãos que estão presos a forma não a missão! valeu e que Deus abençoes seu trabalho!

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