Estou com muito medo de hoje ter sido o dia em que me perdi completamente, pois fiz uma conta no twitter!

Você deve estar se perguntando: do que ele está falando? O que fazer uma conta no twitter tem a ver com se perder? Se perder do que?

Bom, cresci ouvindo os adultos falarem mal da nova geração e da pós-modernidade, ouvi tanto que me cansei! Ao sair do seminário tomei uma decisão que iria mudar o destino do meu ministério pra sempre e, por que não dizer, da minha vida!

Resolvi assumir a pós-modernidade como minha época, pois não acredito que cinqüenta anos atrás, na era moderna, fosse um centímetro melhor que hoje. Era apenas diferente, nem melhor e nem pior.

Crescemos ouvindo dos adultos a famosa frase: “Na minha época isso não acontecia, pois bla bla bla…” e de fato não mesmo, mas o que percebi era que quando eles eram jovens ouviam a mesma coisa dos seus pais!

Vejo amigos brigando com o novo estilo de pensar, pregando o passado como se fosse a solução. Acabam gerando um geração alienígena que “tenta” viver isolado de tudo o que acontece em uma utopia retrógada.

Mas nunca quis viver a pós-modernidade acriticamente, simplesmente mergulhar de cabeça. Quero vive-la e aproveitá-la, pois é a era em que nasci, mas quero transformá-la também.

Por isso, decidi não só fazer peças de teatro, mas gravá-las e colocar na net. Não só pregar, mas postar em blogs. Não só ler, mas assistir. Não só escrever, mas responder e interagir.

Logo que fiz o blog, vim com a cabeça acadêmica de defender tese e fazer citações. Logo comecei a ver que ou eu me adaptava a esta nova mídia ou não iria atingir o meu objetivo de comunicar. Foi quando comecei a investir no visual do blog, a não passar de 1600 caracteres, a colocar vídeos, etc.

Twitter é uma espécie de blog, mas que você pode escrever no máximo uma linha por postagem (140 caracteres), um torpedo de celular, e que teoricamente postaria muito mais vezes no dia que um blog. Uma central de noticias suas 24h.

É aí que acho que me perdi. Até quando posso jogar este jogo com a minha geração? Será que não estou perdendo os valores e estou colaborando para criar uma geração imediatista, rasa em seus pensamentos e argumentos e preguiçosa? Ou será que estou ficando velho e não estou conseguindo acompanhar as mudanças de uma era rápida, precisa e direta?

Não sei se algum dia vou postar algo lá na minha conta do twitter, só sei que sinto que está na hora de parar e repensar até que ponto posso continuar mergulhando nesta água corrente sem que eu morra afogado!

www.twitter.com/marcosbotelho

  1. Eu também faço parte do grupo dos que cansaram de ficar à parte das coisas “novas”. Não quero sobreviver à pós-modernidade. Quero escrever parte de sua história!

  2. Uau…bom demais ler um texto desse, escrito por um jovem. Tenho 45 anos,sou casada, mãe de uma jovem e de um adolescente, tenho msn, orkut e blog. Tive a sensação que eu e vc, nos encontramos nesse texto.Como? Eu um pouco à frente e vc um pouco atrás. Nada tão arcaico, nada tão pós-moderno. Deus te abençoe.Ah…vou colocar esse texto no meu blog…lógico que citando a fonte.ABs.

  3. Tiago Nogueira de Souza

    Fala Marcos, blz?Cara gostei do seu texto, muito bom, bom mesmo, acho legal a gente para e reavaliar. Eu tenho meu blog, e demorei, mas, criei uma conta no twitter. Os seus questionamentos eu os faço, sempre, isso nos meus 28 anos. Acho que a geração atual (que já deixou de ser X ou Y) é muito rápida, talvez imediatista, talvez não. Qual será o nosso legado?Abraços e Deus Te Abençoe, sou fã seu e deu pai.Tiago Nogueira de Souzawww.tiagonogueira.com.br

  4. Grande Marcos paz seja convosco, sempre acompanho teu blog e está relacionado ao da minha igreja: http://www.ieqtorre.com, acho muito massa o jeito de evangelisar proposto por você, e digo: Temos que ir nessa direção, na época de Jesus ele pregou do barco no sntido contrario ao vento para que suas palavras chegassem aos que estava na praia…HEHEHE, foi a tecnologia que ele pode usar. Em nossa época devemos usar o que temos a mão: blog, msn, torpedos etcAbraço e fica na paz

  5. Poxa… eu tb tinha este medo. Mas percebi que o twitter, como tudo na vida, pode ser bom ou poder ser ruim. Ele pode representar o imediatismo, mas tb pode representar uma união entre pessoas. Pego como exemplo os blogs. Quando surgiram era perda de tempo, era coisa pra menina, o substituto dos antigos diários ou agendas. Passou uns 3 anos e empresas já o estavam usando… hoje nós discutimos até teologia neles hehehe.

  6. Eu tenho twitter… ele é bom por um lado e por outro é péssimo… é bom pq vc se atualiza com diversas coisas… seu conhecimento cresce… mas é ruim pq as vezes vc pode viciar… tipow querer olhar no twinter de 10 em 10 min pra ver se alguem atualizou… ae já vira problema… Eh como vc disse… vc tem que ver até onde vc pode ir sem se afogar!Paz e bemMari

  7. Um vez li uma frase bacana: “O grande malandro é aquele que usa do sistema sem ser pego por ele” Acho que um bom caminho é saber navegar tranquilamente entre as duas águas (Modernidade e Pós). Já que uma é reflexo da outra. Mesmo sendo muitas vezes contrárias umas as outras, elas estao interligadas, quer seja pelas suas teses ou antiteses. Entrar de cabeça na pós modernidade esquecendo-se da modernidade é entrar no futuro sem um passado, e viver na modernidade sem vivenciar a pós modernidade é viver um passado remoto em pleno futuro presente.

  8. Impressionante!!! Eu devia ter escrito esse texto!!!hehehehFoi exatamente assim que me senti essa semana…não pude deixar de postar no meu blog o que vc escreveu! Deus te abençoe sempre….sempre e sempre…

  9. Eu digo que o Twitter é concretização da lei do menor esforço, tanto pra quem escreve quanto pra quem lê.De qualquer forma, é muito bom poder usufruir da tecnologia que temos disponível. E você faz isso muito bem.Ótimos textos.Deus abençõe.

  10. Olá Marcos, graça e paz!Estava passeando pela net e achei blog. Li seu texto. Me fez pensar no seguinte: o fato de vivermos num período pós-moderno não indica que devemos nos deixar levar por tudo deste tempo. Temos o mesmo desafio que nossos pais e avós tiveram há décadas; o desafio de manter uma identidade. E neste caso, nossa identidade está em Cristo. Há blogs, twitters, orkut, msn e toda essa parafernália virtual que ocupa a mente da juventude moderninha, mas nada disso está acima dos princípios vindos do Senhor. Veja bem, antigamente, ser ator era sinônimo de vagabundo. Hoje temos a liberdade atuar dentro das Igrejas, seguindo os príncipios. Assim, como o seu (e o meu também) blog é usado para abençoar e discutir sobre estes princípios, o twitter também servirá. Com o desafio da quantidade limitada de caracteres! Um abraço,

  11. Só tome cuidado pra não acabar se salvando, mas deixar outros se afogarem hahaha.É realmente difícil entrar na água sem se molhar. Lembre-se do pato (exemplo do Kirschner) as penas dele são impermeáveis. Talvez a gente possa ficar “por cima” da pós modernindade sem nos molharmos com ela. Usar os seus meios, mas sem nos viciarmos ou nos corrompermos com eles.Abraços

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