Nós jovens temos o orgulho de sermos a geração da tecnologia, de sabermos mexer nas maquinas de última geração muito mais do que os nossos pais. É muito engraçado ver um pai de 45 anos pedindo (ou até implorando) ao seu filho de 15 anos para ensinar a mexer no computador novo que ele comprou.

Alguns adultos tentam desprezar, outros até a menosprezar a tecnologia, mas o fato é que nossa sociedade está cada vez mais dependente dela, e esta é mais acessível e controlável pelos jovens.

Os jovens não pedem mais o telefone das meninas e sim o e-mail ou o endereço do “messenger”. Nossa geração não brinca mais no quintal (nem temos mais quintal), preferimos passar horas jogando em nossos computadores ou em nossos videogames avançados, e as meninas não têem mais diários e sim palms.

Dizem que somos da geração que está conectada com o mundo, mas eu fico pensando se isso é verdade ou não. Nós jovens temos o sistema de comunicação avançado aos nossos pés (ou em nossas mãos), mas acredito que este sistema não responde as nossas ansiedades.

Desde que inventaram o radio, capacitando o homem a ouvir o que estava acontecendo à distância, depois o telefone onde possibilitou a conversa mesmo com os que estão longe; logo veio a televisão permitindo-nos ver ao vivo os acontecimentos no mundo, e agora a internet que nos permite fazer tudo isso junto. Desta maneira foi passado para nós que o mundo se globalizou, e virou um grande bairro e que estamos conectados com o mundo.

Mas ao invés de ver nossa geração feliz por estar conectada com todos, vejo jovens cada vez mais sós e insatisfeitos. É claro que ao invés de conversar, nós preferimos nos isolarmos do mundo com nossos Ipods para ouvirmos nossas bandas prediletas. Não precisamos chamar mais nossos amigos e vizinhos para vir em casa, já que temos os jogos eletrônicos que vem completo (até com o parceiro). Nem quero comentar muito da TV que tirou toda aquela conversa entre pai e filho na varanda, pois bem sabemos que o jornal, a novela e o futebol são mais importantes que isso, não é?

Ouvi falar que antigamente as famílias iam visitar os avós uma vez por mês, é claro que agora isso já não precisa mais, pois temos celulares e podemos ligar toda semana para ver como eles estão.

E por último, mas não menos importante, temos a maravilhosa internet na qual eu entro e gasto horas todos os dias. Percebi que tenho muito mais “amigos” lá dentro do que aqui fora. Afinal de conta minha conta no orkut ta lotada! Lá eu não sou tímido e nem tenho nenhum complexo, pois posso ser quem eu quiser (ou quem eles querem que eu seja).

Apesar de todas estas facilidades da comunicação eu vejo uma juventude solitária. O que era para nos unir nos deixou mais sós. E é por isso que eu volto a afirmar: O que nós jovens precisamos não é de mais veículos de comunicação em nossa vida, mais tecnologia, nós precisamos de pessoas, mais relacionamentos, mais amor. Precisamos mais é de amizade, de abraços, de toques, de sentir o cheiro do outro, de um bom cafuné da mamãe. A geração da tecnologia clama: Pai me ensina o que é relacionamento!!!

(Escrito em 2005 para BibliaWorld)

  1. olá marcos…Mto bom sua reflexão sobre a falta de tempo e de relacionamentos hoje em dia.´Estive pensando sobre isso, e percebi que a “IGREJA” de hoje só está assim, vivendo de uma forma irrelevante por que deixamos de nos importar com os problemas e as necessidades dos outros.Como lider da juventude na minha igreja, percebo que a cada dia as pessoas estão mais individualistas, mas que ao mesmo tempo elas estão carentes de contato interpessoal, seja da familia, seja dos lideres ou dos amigos. Espero que haja um despertamento nessa geração. Que o “NETWORK” seja “usado” não apenas nas empresas, mas nos relacionamentos, por que se analisarmos JESUS era o MAIOR CULTIVADOR DE CONTATOS.BJOS CAMILA RODRIGUES

  2. Ei Marcos, não sabia que vc tinha um blog como este. Muito legal seus textos, não li todos, mas gostei dos que li. Este em especial fala de algo que chama a minha atenção….o paradoxo que existe na globalização. Hoje o mundo não é mais vertical com hierarquias e classes bem definidas, estamos em uma época de horizontalismo, conectados com todo mundo, sem hierarquia, sem classe definidas e tudo isso, na minha opinião, poderia servir para a sociedade dar mais valor ao outro, mas não é isso que vemos, a classe que eu sou filiada hoje se chama “eu mesma” hehe….ou seja, não existem mais referências e parâmetros e, talvez, por isso que nos fechamos tanto no nosso próprio mundinho dos iPods, palms, perfil de orkut, etc….É isso e parabéns pelo blog, um dia ainda construo um! =DUm grande abraço e que Deus te abençoe! Lívia Batista (Maringá – PR)

  3. Poxa Lívia, muito legal esta idéa da suposta “igualdade” na globalização, principalmente na internet. A grande diferença entre ela e o evangelho, eh que ela nos igual (mentirosamente) por cima, pois todos somos ótimos na net. E o evangelho nos iguala (uma verdade que estava oculta) por baixo, pois todos são pecadores e precisão de um milagre.Vou escrever algo sobre isso. Gostei! Valeu!

  4. Eu acho engraçado o lance de tipo, quando é aniversário de alguém, não há mais aquele lance de ligar, conversar, bater papo, é simples, vc manda uma mensagem e pronto! A tecnologia aproxima os que estão bem longe e afasta os que estão bem perto!Essa é a grande verdade.

  5. Pastor Rodrigo Almeida

    Você não imagina como tem sido benção na minha vida cara! Qualquer dia posto aqui um comentário sobre o que Deus tem feito na minha vida usando você.

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