“Éramos uma dupla dinâmica. (…)”

Recontado por Elsie Gilbert

“Sou um cara que ama esportes, especialmente o futebol americano,” declara Patrick John Hughes, para explicar sua grande decepção ao descobrir que seu primeiro filho, grandemente esperado, tinha nascido com uma síndrome rara. Antes do nascimento do menino, o pai fantasiava seu papel. Imaginava-se jogando a bola para ele, ensinando tudo o que sabia até que um dia, presenciaria seu filho atuando no time de futebol americano da Universidade de Louisville, estado de Kentucky onde moram. Todos os sonhos caíram por terra ainda nas primeiras horas do nascimento de Patrick Henry. O menino tinha nascido sem um olho e somente parte do outro. Ele também não tinha o acetábulo (parte côncava que recebe a cabeça do fêmur formando uma articulação). Sem esta articulação seria impossível andar. Estas más formações congênitas receberam o diagnóstico de síndrome de pterígio múltiplo. Era possível que o bebê apresentasse comprometimento cognitivo também.

Patrick John confessa que se sentiu lesado por Deus. “Como o Senhor pode fazer uma coisa dessas comigo?” Ele, que desejava ser um pai exemplar merecia mesmo receber de Deus um filho assim? São tantos os pais drogados e incompetentes que têm filhos perfeitamente saudáveis! E neste estado de mágoa, confusão e medo, o pai permaneceu até o dia em que sua esposa resolveu adverti-lo para sair da autocomiseração. Ele conta que ela olhou firme para ele e disse: “Você já parou para pensar que Deus nos deu Patrick Henry precisamente porque nós temos o que é necessário para cuidar dele? Estou começando a duvidar se de fato você vai amar o seu filho do jeito que ele é. Você precisa tomar uma atitude porque eu não posso continuar sozinha.” Mais >