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Dona Rosa, a senhora mais velha do grupo, na contramão do alongamento…

Nem todos os dias de trabalho são  produtivos, nem todos os dias são agradáveis. Então, quando Deus nos dá um dia especial, temos de celebrar!

Hoje fui ao projeto social chamado PIMC (Programa Integração Mãe Criança), um programa da Rebusca que reúne 15 mulheres muito pobres de um bairro periférico de Viçosa. Elas gastam suas tardes no projeto, aprendendo todo tipo de coisa com o objetivo de melhorar as condições de vida pessoais e de suas famílias.

Se eu pudesse, passaria todas as tardes com elas. Mas não posso, então acompanho a coordenadora do projeto, a Eva, no planejamento, monitoramento e avaliação do programa. Tento doar meu tempo como voluntária passando algumas tardes com elas. Na maior parte das vezes a benção recebida é maior do que a minha doação. Não foi diferente hoje.

Ontem, fizemos um “mini-enduro” no horto florestal da Universidade Federal de Viçosa. É um espaço público bem conhecido pelos habitantes da cidade e muitas pessoas aproveitam as sombras das árvores para fazerem caminhadas. As mulheres andaram pelo bosque muito animadas tentando seguir as pistas que eu tinha distribuído para elas acharem. Erraram o caminho mais do que acertaram, mas no final deram muitas risadas e uma delas resumiu bem a opinião do grupo “Nós  agradou desse lugar, vamos voltar aqui mais vezes?”

Hoje, fui ao bairro onde elas moram para conversarmos sobre a caminhada como uma forma de encarar a vida. Perguntei para elas como uma caminhada poderia ser comparada com a nossa vida. Obtive várias respostas interessantes que demonstram como há espaço para a aprendizagem e o amadurecimento na vida delas. Fiquei abençoada com suas respostas. Continue lendo →

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No ano passado, tive a oportunidade de falar com um grupo de professores de escola dominical em Jequié, BA, por ocasião da conferência “O Potencial Espiritual da Criança” organizada por Endres Neto, diretor do projeto social Sublime Tarefa.

Perguntei para o grupo de educadores cristãos reunidos que metáforas orientavam a forma como viam as crianças e como consequência, o trabalho que realizavam com elas. Surgiram comparações com soldadinhos, herdeiros, ovelhinhas, plantinhas, vasos, estrelas, e até jóias preciosas.

Por que isto faz diferença? Porque o trabalho a ser realizado com um soldado é o treino para a guerra. A pessoa que o realiza é o sargento. É preciso melhorar o condicionamento físico, investir em estratégias de ataque e defesa. Um soldado precisa de muita disciplina, de trabalho em equipe e de seguir comandos com uma hierarquia bem rígida.

Uma plantinha, por outro lado, precisa de terra fértil, água, sol, ar. Ela precisa de cuidado contra agentes externos como formigas, galinhas e cachorros. Precisa de proteção para não ser esmagada por algum objeto maior. Quem trabalha com a plantinha é o jardineiro. Ele, além de prover o cuidado e proteção, precisa de muita paciência, pois a sementinha plantada crescerá seguindo sua própria natureza, não adianta apressar ou querer mudar o seu DNA.

Você percebe como estas metáforas sobre a criança podem informar e orientar nossas ações para com elas no trabalho de educação cristã? Que tipo de professor ou professora você é? O sargento? O jardineiro?  É claro que existem várias outras comparações e que para cada comparação, não estamos apenas definindo como vemos a criança, mas também como vemos o nosso papel para com ela. Vale a pena conversar sobre isto com a equipe de ministério infantil da sua igreja local, do seu projeto social ou escola.

Algumas metáforas são muito boas, especialmente aquelas usadas por Jesus, outras deixam a desejar ou até nos induzem ao erro. Que tal avaliar a sua própria visão de ministério a partir das metáforas? Veja aqui o trabalho realizado por Scottie MayBeth PosterskiCatherine Stonehouse e Linda Cannell e traduzido por nós da Rede Mãos Dadas, com permissão da Wm. B. Eerdmans Publishing Co, A primeira parte do capítulo está disponível em PDF especialmente para você que deseja ministrar o amor de Jesus às crianças e adolescentes. Ele vem completo com instruções de como realizar uma oficina sobre o tema com a sua equipe de educação cristã. Aproveite este recurso e aguarde a segunda parte em breve! Veja PDF aqui


 

 

DTranscrevemos aqui o final da reflexão de Jorge Henrique Barro sobre criança e urbanidade contido no livro Para Falar de Criança. É leitura obrigatória para aqueles que lamentam o fim dos espaços livres percorridos pelas crianças de ontem, vedados e perigosos às crianças de hoje. Aprecie:

Vimos como as praças surgiram e se devolveram, passando a ter diferentes significados de acordo com as épocas. É certo que as gerações mais antigas lembram-se das praças com nostalgia. Mas também é certo que a geração atual mal a conhece pessoalmente. A vida urbana vai nos conduzindo para o sectarismo e individualismo. O futuro de nossas praças será para os animais fazerem suas necessidades, com donos que nem se prestam pelo menos a levar um saco plástico para retirá-los? Será um espaço paisagístico, verde, de passagem, mas sem vida humana? Será um espaço transformado em feiras regionais?

Minha posição foi clara: que a praça seja um espaço ordenado e controlado, mas aberto a todos por ser pública. Isso não significa que as pessoas podem fazer com a praça o que bem entendem por ter esse caráter público. Para a construção e desenvolvimento desse espaço ordenado e controlado é de vital importância se pensar e agir em parceria, com o poder público, as associações, federações e confederações de moradores do bairro, além das instituições, fundações e empresas. Juntos somos mais; juntos podemos mais. Se as praças não forem revitalizadas e re-conceitualizadas, restarão os espaços institucionais construídos por adultos privados e pagos, sendo mais uma vez uma forma excludente de convivência social.

O cantor cantou:

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Na segunda edição do periódico online Mãos Dadas Responde, publicamos uma entrevista com Serguem Jessui Silva, um líder cristão na luta por uma vida melhor para as crianças. Atualmente trabalha como representante no Brasil da Tearfund, uma oorganização social cristã do Reino Unido. Para ouvir  a entrevista em áudio completa clique aqui.

Não há em nenhuma organização mecanismos de expressão da crianças. É raro uma organização em que os adolescentes e as crianças expressam-se ou são levados em conta. Isso é interessante, porque é levado em conta a necessidade da criança e não o que ela tem a dizer sobre aqueles  assuntos.

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Foto Exploração Sexual

 Vivemos numa sociedade permeada pela violência e os noticiários diários confirmam esta triste realidade. No entanto, a forma mais perniciosa de violência é também a que menos aparece. Trata-se da violência que acontece na intimidade do lar e que não é denunciada por ser praticada por familiares, às vezes por anos seguidos. Estima-se que apenas 2% dos casos de abuso sexual contra crianças, dentro da família, são denunciados à polícia. Mais devastador que a violência em si é o sentimento de desamparo da vítima por não ter a quem recorrer. Pessoas submetidas a situações crônicas de violência apresentam uma debilidade gradual de suas defesas físicas e psicológicas e tendem a se tornar mais vulneráveis, aceitando a situação como inevitável. Assim, cabe às pessoas próximas romper com a indiferença e a cumplicidade social que perpetuam a impunidade dos agressores e o desamparo das vítimas.

A família é a base da nossa sociedade e da nossa história pessoal. Ele deveria ser um abrigo seguro, uma fonte de amor e proteção que ajuda a construir uma identidade sólida e relacionamentos maduros. Mas, para muitos, ela representa um lugar de desrespeito, de abuso físico, psicológico e sexual, de humilhação e dor. Nos lares violentos é difícil aprender a amar e a amar-se. Sem ajuda para romper o ciclo da violência, as pessoas tendem a se tornar ao mesmo tempo vítimas e algozes, repetindo modelos de relacionamento internalizados na primeira infância. A Bíblia inclusive nos adverte que o pecado não confessado e tratado alcança as gerações seguintes (Ex 20:5).

A família também é alvo da violência social. A crise econômica contribui para gerar uma situação de estresse que tenciona ainda mais as relações familiares. O pai teme o desemprego, a mãe se vê na obrigação de ajudar no sustento da família, ambos voltam para casa esgotados e tendem a descarregar nos filhos a tensão acumulada ao longo do dia. A relação conjugal também está em crise pela mudança na definição dos papéis sociais e nas expectativas em relação ao casamento. Por não ser mais o único provedor da família, o homem se sente humilhado e privado da autoridade que a tradição lhe outorgava. Ele busca compensar a perda de prestigio com posturas autoritárias visando impor pela força os privilégios que possuía. Com a conquista de novos espaços, as mulheres também adotaram atitudes beligerantes que contribuem para criar um clima de competição e luta pelo poder. Outras ainda resistem a sair do casulo e se submetem a situações humilhantes por sentimento de inferioridade e incapacidade de alcançar a autonomia. Continue lendo →

 

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Poço comunitário no Sítio Santo Antônio na Paraíba

Este ano, a ACEV, Ação Evangélica, uma denominação que atua na Paraíba, completará 75 anos de existência. De lá para cá, Deus abençoou o trabalho, mantendo o ânimo e multiplicando sua atuação evangelizadora e abençoadora em vários pontos do estado. Uma característica especial da ACEV é a maneira como ação social e implantação de igrejas sempre andaram juntas. Veja um dos relatos enviados pela ACEV em janeiro deste ano. A ACEV se destaca por se importar com a questão da seca, mobilizando as comunidades para furarem poços e construírem cisternas.

 

Iniciamos 2013 com o Avanço Missionário!LOGO75acev_final.1
Há 14 anos a ACEV promove anualmente um impacto evangelístico em municípios sertanejos com baixíssimo percentual cristão evangélico. Selecionados por ter pequenas igrejas e ou pontos de pregação para serem fortalecidos com a presença de 60 participantes inscritos para o evento durante 10 dias, considerados pontos de apoio para o cuidado daqueles que cremos, confessarão a Cristo e precisarão ser discipulados. Este ano o avanço aconteceu em Ibiara, Paraíba.

Ibiara é um município brasileiro localizado na microrregião da Itaporanga, estado da Paraíba. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano de 2010 (última pesquisa) sua população era estimada em 6.031 habitantes, distribuídos em uma área de 244 km².Município do sertão paraibano, está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

Dos 6.031 habitantes, 5663 são católicos, 305 evangélicos e os outros 63 estão entre os que não tem religião e os poucos seguidores de religião oriental.

Nos dias 11 a 21 de janeiro 62 pessoas, se dedicaram em verbalizar o evangelho de porta em porta, em cultos públicos em massa com louvor, coreografia, teatro e pregação da palavra. Também um programa de rádio estava ativo durante o avanço, Bíblias foram entregues em visitas nas casas, e o cuidado foi demonstrado à comunidade através do “Dia de Ação Social” na Igreja Ação Evangélica local, com aferição de pressão, aferição de glicemia com Perlânio de Patos PB, palestra com as crianças sobre higiene bucal com Gisliany Patos PB , cortes de cabelo e tratamento de beleza, palestra com assistente social para orientações de benefícios sociais. Os 4 pólos da ACEV: Imaculada, Patos, Campina Grande e João Pessoa apoiaram o avanço, através 15 igrejas representadas.
Os evangelistas também foram aos campos rurais sítio Vazante e a comunidade Quilombola Barra de Oitis. Comunidade em que perfuramos um poço e infelizmente não deu água. Mas não desistimos! A ACEV está junto com a comunidade lutando por seus direitos e mantendo uma pequena congregação.

Relatório:
Evangelismo Pessoal: 940 pessoas evangelizadas.
Cultos: 1.276 pessoas presentes.
Evangelismo infantil: 318 crianças alcançadas.
Alcance do programa de Rádio: 1.250 ouvintes.
Pessoas atendidas no Dia de Ação Social: 346.
Total: 4.130 pessoas alcançadas.
Reconciliações: 02.
Conversões: 08.
Folhetos distribuídos: 4.200.
Bíblias distribuídas: 50.

 

 

Conheça mais sobre a ACEV !

 

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Das embarcações mencionadas na Bíblia nenhuma é tão fascinante quanto a arca de Noé. Ela ilustra muito bem a salvação que temos em Jesus Cristo: só sobreviveu ao dilúvio quem nela entrou. E a arca tinha também a mesma missão de todas as embarcações: conduzir em segurança seres humanos, que não são totalmente adaptados à água, como gostariam de ser. O barco existe para contornar uma fraqueza e evitar um perigo certo: morte por afogamento.É curioso notar o número de instruções específicas dadas por Deus a Noé. Ele ditou a altura, a largura e a profundidade da arca. Determinou também o tamanho da porta, e a sua posição, número de andares da arca, e até o tipo de madeira (cipreste) e material para calafetá-la por dentro e por fora (betume).

Já pensou se Noé fosse do tipo que não gosta de seguir normas? Lá pelo trigésimo dia do dilúvio ele perceberia que o casco estava começando a vazar! Provavelmente por economia, usara o betume¹ somente pelo lado de fora. Por dentro usara uma resina natural mais fácil de manusear e com um cheiro menos desagradável. Chamaria a família para uma reunião urgente. Decidiriam aliviar a carga jogando fora os animais mais pesados… Você pode imaginar o resto.

Se Deus, na sua soberania, se importou com normas de segurança para salvar a criação, você não acha que nós também precisamos fazer tudo ao nosso alcance para conduzir a criança, obra-prima de Deus, por sobre as águas turbulentas de um mundo mal com todo o cuidado e segurança?  Continue lendo →

_JBG7556Kit Um Lugar Seguro é composto por 5 volumes: 4 guias e um DVD. É um material de altíssima qualidade, que está desde 2001 sendo desenvolvido por 11 grandes organizações sociais não-governamentais no Reino Unido e na Suíça. Elas trabalharam juntas com o propósito de compartilhar conhecimentos e experiências comuns e de identificar as melhores formas de oferecer proteção às crianças, especialmente nos ambientes institucionais nos quais elas passam muito tempo. Essas organizações formaram a Keeping Children Safe Coalition . Hoje elas somam 26 organizações que incluem algumas com atuação no Brasil: Plan, Save the Children, Tearfund, Terre des Hommes International Federation, Viva, Visão Mundial e Kindernothilfe.

A coalizão nasceu da convicção de que tantas experiências vividas em muitos lugares do mundo ao longo de vários anos precisavam ser compartilhadas, analisadas e transformadas em orientações e diretrizes para o trabalho atual. Assim surgiram os Padrões Internacionais para a Proteção da Criança.

O material tem foco especial na responsabilidade de cada instituição em implementar padrões de proteção que sirvam como prevenção aos maus tratos e abusos de crianças e adolescentes nos ambientes onde elas passam uma boa parte do seu tempo: escolas, projetos sociais, igrejas, etc.

A tradução para o português e sua adaptação foi realizada em trabalho cooperativo de organizações filiadas à Rede Mãos Dadas e está disponível sem custo para organizações sociais que trabalham com crianças. Para fazer o seu pedido do kit em português clique aqui. Para ir ao site da Coalizão Internacional e ver o material em  PDF, clique aqui

Geovana no exato momento em que tirou o lenço de Quézia

Quézia Queiroz é jornalista, mora em Brasília com seu marido David Magri e aos 30 anos, 7 anos após o seu casamento, descobriu que estava com câncer de ovário. Durante os 8 meses de luta contra a doença ela descobriu muitas coisas importantes que mudaram e continuam mudando sua forma de viver e de ver a vida. Entre elas está sua experiência com as crianças:

 

Repouso! É tudo que te recomendam depois da quimioterapia. E é, ao mesmo tempo, o que menos te atrai. Não fazer nada parece assustador, sobretudo, depois de meses em tratamento. O paciente com câncer, em geral, não vê a hora de frequentar lugares cheios de gente, comer muita salada crua – o que é proibido por muito tempo – andar sem máscara protetora por aí e, também, exibir os primeiros fios de cabelo.

Como ficar horas em frente à TV nunca foi o meu forte, quando meu corpo obedecia, eu fazia caminhadas no parque mais próximo de casa, visitava meus avós, jogava Uno com os amigos e… cuidava da Geovana. Isso mesmo! Banquei a babá da filha do meu pastor, que tinha 1 ano e meio de idade. O que eu não imaginava era o quanto aquela criança me faria bem e como ela me ajudaria a mudar uma página da minha vida. Continue lendo →

 

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Atividade para baixar, imprimir e usar com a galera!

 

 

 

 

   O primeiro passo na formação de um movimento é ter alvos comuns. Só dá para movimentar um grande grupo se todos quiserem ir para o mesmo lugar. A Convenção sobre os Direitos da Criança é isto: um grande primeiro passo em direção a um mundo melhor para as crianças.

Nas palavras cruzadas abaixo você descobrirá 12 direitos da criança e adolescente:

 

Horizontal
2. Direito de ser amado em… (pessoas unidas em por laços de afeto e cuidado)Atividade_cruzadaMDR2
3. Direito de se… (falar o que pensa)
7. Direito à… (o contrário de morte)
8. Direito de ser bem… (forma de agir uns com os outros)
10. Direito de desfrutar de um limpo… (lugar onde se vive)
11. Direito de ter… (o contrário de injustiça)

Vertical
1. Direito de não… (fazer coisas para ganhar dinheiro)
3. Direito de ter uma boa… (escola)
4. Direito de ser atendido com prioridade em… (situações perigosas)
5. Direito de ser… (o contrário de igual)
6. Direito a viver em… (o contrário de guerra)
9. Direito de receber especial… (defesa)

 

Esta e outras atividades estão disponíveis no periódico online Mãos Dadas Responde. Confira aqui! Em toda edição, dedicamos duas páginas para atividades prontas para serem baixadas e usadas em sala de aula. Aproveite!