Pedimos ao missionário fotógrafo James Gilbert para nos enviar as cinco imagens que ele considerou mais importantes no seu trabalho durante o ano de 2012. Aqui está a primeira. Você concorda com o título que demos a ela? “Dignidade está no olhar!”

Esta família foi fotografada em estúdio montado nas dependências da Rebusca, organização social cristã que atua na cidade de Viçosa, MG, há mais de 30 anos. A Rebusca conduz um programa específico para mães chamado Programa de Integração Mãe-Criança. As mães (em condição de pobreza e que tenham sob seus cuidados crianças menores de três anos) participam de atividades sócioeducativas durante quatro tardes por semana. Esta foto foi tirada para que a família possa registrar seus momentos e suas conquistas ao longo do tempo.

Família atendida pelo Programa PIMC, Rebusca, Viçosa, MG

Dignidade está no olhar!

 

Recentemente caiu em minhas mãos uma cartilha muito interessante sobre educação financeira das crianças para pais, produzida pela Câmara de Deputados Federais (baixe PDF aqui). Ela vem repleta com considerações  sobre a diferença entre querer e precisar, finanças na hora da compra, parâmetros para a mesada, como se divertir com o ato de poupar, alertas sobre o poder da publicidade na vida das crianças, o consumo consciente e o mais pertinente aos dias de férias e festas: “Arte de doar, arte de se doar”.

Experimentei na prática as lições apresentadas na cartilha quando decidi, pela primeira vez, pedir para minha filha que escolhesse roupas para doar antes do natal, já que é provável que ela ganhe mais roupas para serem guardadas num armário  já super barrotado! Continue lendo →

RENAS e LAM – Latin America Mission promoveram encontro em Curitiba para discussão sobre enfrentamento do abuso e exploração sexual de crianças.

No dia 21 a 23 de agosto de 2012, aconteceu no Residencial Laggus, em Curitiba um encontro inédito, liderado pela Renas- Rede Evangélica Nacional de Ação Social, com a campanha Bola na Rede. O evento juntou alguns líderes de organizações evangélicas, que trabalham com famílias e crianças em situações de abuso e exploração sexual. O objetivo desse encontro foi criar ações em conjunto. O desejo é que as organizações disponibilizem seus recursos e assumam alguns compromissos para assim poderem se complementarem, e assim melhorar a resposta contra o abuso e exploração sexual de crianças.

Esse encontro contou com a participação de organizações como CPPC – Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos, Eirene, Claves, Aliança Pro Família e Mãos Dadas, para um trabalho com o Dr. Steve Mounce, especialista americano no tratamento em situações de abuso sexual.

Vemos abaixo o que Débora Fahur, membro da coordenação nacional da RENAS, tem a nos contar sobre o evento:

“ Pudemos falar sobre nossos limites de atuação e buscar parcerias para enfrentar o tema do enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes, seja nos mega eventos esportivos – Copa do Mundo e Olimpíadas, ou nas ações propostas por igrejas evangélicas. Fomos ainda ministrados pela Palavra de Deus, que nos ensina sobre o perdão, e a necessidade de ver a igreja como espaço de cura e transformação para famílias envolvidas na questão do abuso sexual. O meu desejo é que no processo de resposta redentora, estejamos com nossos ouvidos atentos e sensíveis a ouvir e acolher vítimas de abuso e exploração sexual. Precisamos buscar um ambiente redentivo, cheio de amor, um ambiente envolto com o poder do sangue de Jesus. Como RENAS, tivemos a oportunidade de exercitar pela primeira vez, o aprendizado de encontrar com diferentes redes de atuação, neste caso, organizações e pessoas que trabalham com o fortalecimento da dinâmica familiar em ambientes terapêuticos, visando principalmente a cura emocional.”

 

A cada hora nascem 321 bebês no Brasil. São 5,36 por minuto ou um a cada 11,2 segundos. Mas, infelizmente, um pouco mais de mil mães acabam morrendo por complicações da gestação ou parto. O número de bebês que morrem no Brasil antes de completar um ano de idade chegou a 35.000 em 2010. Diante destes problemas o Governo Federal criou os seguintes programas:  Continue lendo →

Phiona Mutesi tem hoje 14 anos, mora na vila Katwe, na periferia de Kampala, Uganda, e luta bravamente, com sua mãe e três irmãos, pela sobrevivência. Perdeu o pai para o grande inimigo das crianças Ugandenses, a AIDs.

Sua vida mudou quando teve um encontro com Robert Katende, um jovem órfão cujo sonho era jogar futebol profissionalmente. Tinha potencial e foi jogador por um tempo mas teve de desistir do esporte após ter sofrido um acidente. Em 2003, seu ex-técnico de futebol o convidou para trabalhar como missionário cristão na Igreja Ágape na empoeirada vila de Katwe. Lá, além de ensinar futebol, ele passou a dar aulas de xadrez, jogo que até então era desconhecido das crianças.

Começou com apenas 6 crianças nas dependências daquela igrejinha. Hoje conta com 37, todas crianças muito pobres que talvez comecem a frequentar o programa muito mais interessadas nas refeições oferecidas ali do que no jogo propriamente dito.

Estima-se que em Katwe 50% das adolescentes já são mães. Os perigos daquele contexto são muitos e os horizontes muito extreitos especialmente para as meninas. Assim Phiona, muito consciente, afirma: “Xadrez é muito parecido com a minha vida, se você fizer movimentos inteligentes, talvez escape do perigo, mas se fizer uma decisão errada, essa pode ter sido sua última chance”.

Aos 9 anos, a menina seguiu um garoto na esperança de conseguir algo para comer, sem imaginar que isso contribuiria para mudar seu destino. O garoto era um dos alunos de Robert. Ao chegar ao local Phiona ficou encantada com o que viu. Retornou ao local várias vezes na esperança de receber comida. Um dia Robert Katende convidou-a para jogar. Phiona lembra: “Quando vi os meninos jogando, tão felizes e animados, eu quis essa chance de ser feliz também.”

Phiona passou a andar seis quilômetros, todos os dias para poder jogar xadrez. O primeiro jogo que ganhou, após perder umas 50 vezes, foi contra Joseph Asaba, um menino que antes ganhara dela de uma forma humilhante, com apenas 4 movimentos. Com um ano, Phiona já era capaz de ganhar de seu próprio treinador, Robert. A menina continuou a crescer no jogo. Passou a jogar contra universitários e os derrotou. É uma jogadora focada e dedicada, e faz isso como se sua vida dependesse do jogo, o que não está longe da verdade. Logo se tornou a campeã nacional de xadrez da Uganda.

Em 2010 ela representou seu país na 40ª Olimpíada de Xadrez em Istambul, Turquia em setembro de 2012. Não levou nenhum troféu para casa mas não deixou de impressionar, competindo com os melhores do mundo de igual para igual quando ainda não sabia sabia ler ou escrever.

De volta para casa, Phiona foi alfabetizada, continua estudando, ajudando sua mãe e sonhando com um futuro melhor. Você pode ver um documentário em inglês sobre esta campeã improvável no You Tube. No documentário ela diz que seu desejo é dar orgulho para a África e mostrar para o mundo o seu Deus.

Sua história está contada no livro “The Queen of Katwe”, escrito pelo jornalista norte-americano Tim Crothers e publicado em outubro de 2012 pela editora Scribner.

Este relato foi compilado a partir de artigos publicados na revista Reader´s Digestr e ESPN Online Magazine.

 

 

 

 

Que tal aproveitar este material para promover a prevenção antidrogas para crianças com as quais você convive? Trata-se de uma historinha criada nos estúdios Maurício de Souza na qual a Turma da Mônica ajuda um colega a sair das drogas. O material ajuda a criança a compreender os efeitos das drogas assim como as consequências do envolvimento com o tráfico. Ao final, como não poderia deixar de ser, a historinha acaba com um final feliz: uma coelhada da Mônica garante a prisão do carinha do mal.

A iniciativa não é nova e foi resultado de uma parceria entre a Secretaria Nacional Antidrogas e o Departamento de Projetos Especiais dos Estúdios Maurício de Souza. Ela está disponível no site do Instituto Cultural Maurício de Souza, juntamente com muitos outros quadrinhos da Turma da Mônica que podem tornar o tempo da garotada na internet bem mais educativo. Confira!

 

 

 

 

Nove fatores; a pobreza, a baixa escolaridade, a exploração do trabalho infantil, a privação da convivência familiar e comunitária, os assassinatos, a gravidez, a exploração e o abuso sexual, o uso e abuso de drogas e as doenças sexualmente transmissíveis e o hiv/aids, por causa da desigualdade brasileira. Afetam de diferentes maneiras os 21 milhões de adolescentes de 12 a 17 anos. As quatro formas de desigualdade são: Cor da pele, ser adolescente homem ou mulher, ter algum tipo de deficiência, e o local onde vive.

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