Texto da Mãos Dadas Responde 2

Uma história para você contar e mobilizar crianças

Na segunda edição do periódico online Mãos Dadas Responde, publicamos uma história sobre o Movimento das Crianças pela Paz na Colômbia. Este movimento nasceu no coração de um grupo pequeno de adolescentes. Veja o relato do seu crescimento assombroso e como é possível mobilizar crianças e adolescentes para tornar este mundo um mundo melhor.

Movimento de Crianças pela Paz na Colômbia: a luta pela paz exige coragem
O conflito armado da Colômbia, que começou em 1964 e se arrasta até hoje, tem três lados: as forças revolucionárias formadas por guerrilheiros, as forças do exército colombiano e os paramilitares. Em 1996, os três lados recrutavam crianças e adolescentes para a luta armada. Apesar de a maioria ter entre 15 e 17 anos de idade, era frequente encontrar crianças de 12 , e até 8 anos, entre eles.

De acordo com um relatório da UNICEF, uma a cada 6 vítimas de assassinato era criança, uma a cada 5 crianças-soldado já tinha matado alguém, 66% já tinham presenciado um assassinato, 33% já tinham assistido à tortura de alguém e mais de 80% já tinham se sentido à beira da morte.

Nesta época estimava-se que 1,5 milhões de pessoas estavam deslocadas dentro do próprio país, fugindo de ameaças, tentando encontrar um lugar mais seguro. Membros de uma família se perdiam uns dos outros deixando muitas crianças desamparadas. O número de órfãos crescia a cada dia.

Foi nesse contexto que um grupo de 27 crianças e adolescentes se uniram e fundaram, com a ajuda de várias ONG’s, o Movimento de Crianças pela Paz. Dentre elas, cinco se destacaram como líderes: Farliz Calle, Juan Elias Uribe, Mayerly Sanchez, Dilia Lorenzo, Wilfrido Zambrano, cada um com a sua própria história de perda e sofrimento.

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Cosmovisão orienta nosso dia a dia

Cosmovisão orienta o nosso dia a dia

Com apenas 3 anos de idade, meu filho chegou em casa e foi logo me ensinar o que fazer em caso de incêndio. Estávamos morando no exterior e como eu realmente não sabia nada sobre o assunto, segui suas orientações e tratei de aprender. Ele me disse muito autoritário: “Mamãe, caia, role e vá engatinhando.” Eram as ordens de comando ensinadas na escola.

As ordens faziam sentido. Se a criança pegasse fogo, era necessário primeiro apagar as chamas, e para tanto, o melhor que ela podia fazer era rolar no chão, ao invés de sair correndo, dando mais ímpeto para o fogo. Engatinhar para fora da casa era indicado por conta da maior presença de oxigênio em lugares mais baixos. Depois da demonstração, ele me perguntou qual era a saída de incêndio da nossa casa. Novamente, fiquei perplexa. Não tinha a mínima ideia!

Toda semana as crianças eram relembradas de alguma medida de segurança que precisavam internalizar.

Nunca gostei das mil e uma comparações que nós brasileiros gostamos de fazer entre nós e os países desenvolvidos da Europa e América do Norte, geralmente unilaterais, polarizadas e preconceituosas. Mas diante da tragédia ocorrida neste fim de semana em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, fico pensando se não seria o caso de aprendermos um pouco sobre prevenção e segurança com os nossos amigos do hemisfério norte. Continue lendo →

André

Desde 2008 Deus tem movido o Missionário Severino, (Bill Crente) e sua esposa Cléa a fazer um gesto simples e amoroso para os missionários inseridos no sertão nordestino.
Todos os anos no final de dezembro o casal programa uma rota pelo agreste para entregar cestas de natal. É o “Natal Missionário”, chegando de surpresa em cidades e povoados para passaram alguns minutos em conversas de encorajamento, leitura da palavra e oração com aqueles que os recepcionam. A alegria das crianças, filhos dos missionários é evidente. Natal se torna mais real para elas, mais especial!  Continue lendo →

Veja que interessante a história da mulher por trás da primeira versão da Declaração Universal dos Direitos da Criança, conhecida como a Declaração de Genebra de 1924. Um detalhe importante: em algum momento na sua juventude, ela teve uma visão de Cristo. Foi uma experiência de afirmação e transformação de vida e nos anos que se seguiram, sempre que enfrentava um grande obstáculo ou desafio ela se perguntava: “O que faria Jesus?” A Igreja Episcopal, da qual Eglantyne foi membro, celebra sua vida todos os anos no dia 17 de dezembro.

http://herstoria.com/?p=663

Eglantyne Jebb, intelectual à serviço das crianças

Nasceu numa família de intelectuais, era a quarta de seis filhos, de sangue galo-inglês por parte de pai, escocesa e irlandesa por parte de mãe. Herdou de seu ascendente céltico o dom da poesia, o senso de humor e sensibilidade de artista, possuindo a energia indomável própria do caráter britânico. Estudou História em Oxford, estudos que completou no Magistério de Stockwell, em Londres, para dedicar-se à prática do ensino, porém durante um ano somente, pois sua saúde delicada lhe impediria de continuar, e o mal que a levaria – ainda relativamente nova – já se fazia sentir. Uma vez instalada em Cambridge, interessou-se pelas Ciências Sociais e começou um estudo sobre a situação social na cidade. Em 1913, encontrando-se nos Bálcãs, em guerra, tomou consciência da miséria das crianças. Em 1919, sentiu ainda mais a necessidade de atuar em favor delas. Continue lendo →

Foto de arquivo pessoal

Quézia antes de descobrir o câncer, com Débora, sua fiel consoladora

Quézia Queiroz é jornalista, mora em Brasília com seu marido David Magri e aos 30 anos, 7 anos após o seu casamento, descobriu que estava com câncer de ovário. Durante os 8 meses de luta contra a doença ela descobriu muitas coisas importantes que mudaram e continuam mudando sua forma de viver e de ver a vida. Entre elas está sua experiência com as crianças:

Depois de certa idade, a vida te permite acompanhar o crescimento de algumas crianças próximas, desde o nascimento. Quando menos percebe, já assumiu o lindo papel de “tia” com todo o pacote especial que ele trás. E eu não falo aqui de laço sanguíneo. Eu falo de uma criança que entra na sua vida e te escolhe como tia, te escolhe para amar.

Conheci a Débora na mesma semana que ela conheceu o mundo. Ela nasceu grande e forte, e tão cheia de cabelos! Por ser filha de uma família de amigos muito próximos, sempre esteve comigo. Lembro-me de várias fases: o primeiro aniversário, a ‘capatora’ – como ela conseguia pronunciar catapora – os primeiros dias na escola…

Quando descobri que estava doente, passei uma semana me preparando para dar a notícia aos outros. Acredite, contar a quem você ama que está com câncer é tão difícil quanto receber o diagnóstico. Mas naquela semana eu não queria pensar na doença. Eu não queria pensar em morte, nem no tratamento difícil que me aguardava. Eu queria uma companhia doce e leve. Eu queria estar com a Débora. E foi o que fiz. No quarto, fechamos a porta e brincamos por horas. Nenhuma conversa sisuda. Apenas abraço sincero e sorriso fácil.  Continue lendo →

Carão parte do material do Projeto Calçada

Imagem do cartão que salvou Amina!

Clenir T. Xavier dos Santos é diretora nacional do Projeto Calçada e membro da Igreja Batista Memorial da Tijuca- Rio de Janeiro (RJ). Desde 1999 ela promove uma metodologia de atendimento na área de cura interior voltado para crianças em situação de vulnerabilidade social. Há alguns anos Clenir coordena também a implantação do ministério em vários países da África. O Projeto Calçada é uma metodologia de atendimento individual para crianças mediante treinamento do educador e a utilização de uma bolsa conhecida como a Bolsa Verde. O programa é mantido pela SGM Lifewords e conta com a parceria de igrejas e organizações sociais cristãs envolvidas em ministério com crianças. Veja o relato que ela nos enviou sobre uma menina com pensamentos suicidas atendida pelo Projeto Calçada na Uganda:

Entre a vida e a morte…

É difícil imaginar a profundidade do desespero que poderia tomar conta de uma menina adolescente para ela se achar tão sem valor, e tão abusada, que na verdade merecia morrer.  Amina acreditou tanto nisso, que começou a considerar tirar a própria vida. A dor era tão profunda, ela se sentia tão desprezível, que suicídio lhe parecia na verdade uma boa opção. Continue lendo →

Rodrigo e Rita são missionários de Asas de Socorro que se dedicam a contar as histórias daqueles que têm pouca voz. Recentemente publicaram o relato de vida da menina Heila, hoje com 11 anos. Ouça a voz de um pai amoroso, desejoso de dar o melhor para sua filha. Você pode fazer parte da história de Heila. É só entrar em contato com Asas de Socorro, escrevendo para Eunice Cunha Menezes pelo e-mail: eunice.cunha@asasdesocorro.org.br


Heila from Rodrigo Santos on Vimeo.

Cartoon de Elaine Mazlish

AO INVÉS DE PRESTAR ATENÇÃO MAIS OU MENOS…

Entre os direitos preconizados pela Convenção dos Direitos da Criança de 1999, está o “direito de se expressar livremente” que só pode ser garantido para aquelas crianças que convivem com pessoas dispostas a ouvi-las.  Ouvir uma criança, no entanto, não é tarefa tão simples como parece, especialmente para nós, pais e mães acometidos pela síndrome moderna do déficit de atenção por excesso de afazeres (*).

Adele Faber é norte americana,  especialista em comunicação entre adultos e crianças e escritora de vários livros dedicados à educação de filhos sendo ela mesma mãe de três. É conhecida pela frase “Eu fui uma excelente mãe antes de ter meus filhos.” No seu livro “How to talk, so kids will listen, and listen so kids will talk”, ela nos revela várias dicas para melhorarmos nossa escuta e consequentemente o clima em nossos lares.

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Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Mateus 11:25

Publicamos aqui algumas falas e feitos de crianças e adolescentes que circulam na Rede Mãos Dadas. São histórias que nos animam a continuar nesta causa. Cada relato revela uma virtude do Reino de Deus, um reino vindouro no qual o leão andará com o cordeiro, e uma criancinha os guiará! (Isaías 11.6)

Acolhimento, hospitalidade — “No ano passado foi solicitado a nossa instituição, Associação Refúgio, que recebesse um menino recém-nascido que tinha sido vítima de violência
brutal por parte dos pais. O menino tinha sido encontrado todo mordido e desfigurado. Naquela mesma noite, fui até a casa-lar e antes de dar a notícia me sentei com todas as meninas e a mãe social. Conversei com elas sobre maus-tratos e bons tratos e juntos construímos um painel de ações que considerávamos maus-tratos e ações que fazem parte do bom tratamento que devemos ter especialmente para com crianças e adolescentes. Foi bom demais aquele tempo juntos! No final disse que a casa ia receber um bebê de apenas 45 dias. Você precisava ver a alegria das nossas meninas! Começaram a fazer mil perguntas, os olhos brilhavam, os sorrisos eram escancarados. Então contei a elas o caso. Aquelas meninas foram um bálsamo para o bebê e ele, por sua vez, proporcionou restauração para aquela casa. Uma convivência terapêutica aconteceu ali.” Carlos Más, Associação Refugio, Sorocaba, SP. Continue lendo →