Por Cleisse Andrade

A oração feita por um justo alcançará resultados muito grandes. ” Tiago 5.16

Talvez você já tenha lido muitas vezes essa expressão de Tiago, e tenha pensado nesse ‘justo’ como um adulto, uma pessoa madura na fé que quando ora Deus atende.  Nós do Projeto Calçada temos experimentado que ‘justo’ pode ser também uma criança ou um adolescente que, com fé, recorre a Deus em oração com seu coração aberto pedindo sua intervenção. Assim tem sido nesses 16 anos de existência do programa.

Como prática no trabalho que realizamos, as crianças são incentivadas a desenvolverem um relacionamento pessoal com Jesus. Algumas delas estão acostumadas a terem um adulto intermediando, seja na repetição das palavras na oração, seja dizendo o que elas devem pedir, por exemplo. Mas quando elas experimentam abrir o coração a Jesus e pedem o que lhes veem à mente, algo extraordinário acontece. O relacionamento delas com esse amigo que é presente em cada momento de suas vidas, se transforma e elas passam a enxergar as respostas aos seus pedidos, respostas do Todo-Poderoso.

Com sua criatividade, imaginação e necessidades específicas, as crianças falam pra Jesus o que querem, com toda espontaneidade que a oração deve ter.  Elas pedem brinquedos que sonham receber, emprego para seus pais, que seus irmãos deixem as drogas, que tenham comida na mesa, que eles parem de apanhar, que Jesus lhes dê uma família, etc. Ou como uma menininha simplesmente pediu: “Jesus, vem ser meu amigo”. Continue lendo →

Por Elsie Gilbert

Celebraremos a Paixão de Cristo como o maior evento histórico com consequências diretas não só para a história da humanidade, mas também para a minha e a sua vida em particular. Nossas ações de celebração em geral são muito tímidas e inadequadas para fazer jus ao tamanho da obra realizada por Jesus há 2.000 anos atrás! Ainda bem que o céu sabe celebrar melhor do que a terra, a vitória do Cordeiro que tira o pecado do mundo!

Ainda assim, qual é a parte da nossa fé que não podemos abrir mão, que precisa estar sempre diante de nós? O escritor cristão Joseph A. Tetlow acredita que é a crença em “um amor tão completo que o Filho estaria disposto a acolher toda a experiência de ser humano—até mesmo o sofrimento e a morte.”

Tetlow continua, “Sabemos o que a fé nos ensina: Jesus sacrificou sua vida por amor a nós. Mas lutamos para compreender um amor tão completo que continua fiel quando não é correspondido. Amar e não ser correspondido é uma forma profunda de experimentar o sofrimento. E no caso de Jesus, seu amor não foi apenas mal correspondido, ele foi violentamente e desdenhosamente rejeitado. Não é possível conhecer este amor se você não o tiver experimentado. Deus sabe o quanto isto é verdade. Ele sabia disto em relação ao seu próprio povo. Então Deus enviou o Filho para que ele nos mostrasse este amor, e Jesus o fez, sofrendo rejeição e execução públicas”.

Tetlow completa o pensamento: “Daí, ele nos convida a amar uns aos outros como eu tenho amado vocês”. (Jo 15.12)

O amor de Pai se dispõe a proteger e exige obediência e respeito. Este é temperado na Trindade pelo amor do Filho que está pronto a se sacrificar e a sofrer, ainda que não seja correspondido imediatamente. Paradoxalmente, precisamos praticar os dois com as crianças sob nossos cuidados. Qual dos dois você pratica com mais frequência? Qual dos dois você acha mais difícil de compreender e que, portanto, tem mais dificuldade de vivenciar com as crianças e adolescentes do seu convívio?

“Ensina-nos a orar”

Domingo de Ramos está as portas! Damos início à maior festa do cristianismo não só de todos os tempos como também em quase todo o mundo!

Esta grande festa que celebra o grande ato de redenção da criação pelo seu Criador, tem tudo a ver coma razão de ser da Rede Mãos Dadas. Existimos para dizer a todas as crianças que em Jesus há esperança de uma vida plena. No estudo bíblico abaixo nós adultos, descobriremos entre outras coisas, como Deus usou as crianças para abençoar a Jesus nos dias que antecederam a sua paixão!

 

Baixe o Estudo Bíblico (AQUI!)

 


O Estudo Bíblico escrito por James Gilbert

 

 

Foto: guiame – Edméia Willians no Conselho de Pastores do Estado de São Paulo

A missionária e conferencista Edméia Willians falou sobre a parábola do Bom Samaritano na noite de abertura da Conferência Anual do CADI 2017. Este texto se encontra em Lucas 10. 25:37

Ela destacou em sua leitura os dois verbos usados por Jesus para conduzir a narrativa: descer e seguir. Lembrou os conferencistas que “descer a Jericó” é uma frase um tanto quanto contraditória já que Jericó era também uma cidade edificada em um lugar alto.

Ela então propôs uma outra leitura. Disse que Jericó significava “lugares altos apodrecidos” e que possivelmente quando Jesus usa o verbo “descer” tanto para o sacerdote como para o levita, ele quer associar o verbo “descer” a uma correspondente “decadência” espiritual. Ela concluiu: “Quando a liderança espiritual está em decadência, as pessoas ficam jogadas pelo caminho. ”

Você consegue ver um paralelo entre esta afirmação e a situação atual da igreja evangélica brasileira?

O que devemos fazer para “seguir” como fez o Bom Samaritano ao invés de “descer” como fizeram os líderes religiosos da parábola de Jesus?

Segundo Milena Silva, quase nove mil crianças são atendidas pela ONG Visão Mundial na região de Nova Iguaçu.  Foto: Cléber Júnior / Extra

Alunos da Escola Municipal Vale do Tinguá, em Tinguá, Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, vão protagonizar, no próximo dia 29, uma história de cidadania e educação. Com a campanha #DoeUmaEscolha, a ONG Visão Mundial vai distribuir kits escolares aos 156 estudantes matriculados na unidade.

No Rio, além da escola em Tinguá, a ideia é beneficiar outras crianças cadastradas em programas da ONG na região.

— Estamos trabalhando com essa temática: há crianças que podem fazer escolhas; outras, não. No início do ano, os estudantes gostam de ir à escola com materiais novos, mas nem todos têm esse direito. Pretendemos proporcionar escolhas a essas crianças — explica a coordenadora pedagógica do projeto, Jovani Nascimento.

Rosiane Moraes com o filho Rodrigo Moraes. Ela conta que muitas famílias não têm condições de comprar material. Foto: Cléber Júnior / Extra

Só em Nova Iguaçu a organização já beneficiou quase nove mil crianças, explica a coordenadora programática, Milena Silva:

— Trabalhamos com articulação de rede e temos parceiros na região. São 5.200 crianças de Santa Rita até Tinguá, e 3.510 do Jardim Nova Era ao Jardim Palmares.

Em cada kit há caderno, lápis, borracha, tesoura, régua, apontador, cola branca e caneta. Para a merendeira Rosiane Moraes Duarte, mãe de Rodrigo, a doação vai favorecer famílias carentes.

— Algumas crianças mal têm condições de ir à escola. Meu filho está no 8º ano. Nessa idade, usa muito lápis e caneta. O que a gente compra no início do ano não dá — afirma a merendeira.

A diretora da escola, Suzana Gomes, também aprovou os projetos que vão ser realizados pela ONG:

— Esse presente que estamos ganhando chegou em boa hora. Tem alunos que vêm pedir caneta emprestada aqui na direção. Continue lendo →

Por Elsie Gilbert

A forma como Jesus se encontra com as crianças hoje é sempre única e especial. Ele se insere na nossa história de vida, respeitando o nosso contexto e o modo único como fomos formados. E toda vez que isto acontece, há festa e celebração nos lugares celestiais. 

Jesus se encontra com Eunice, 14 anos, no dia antes de uma grande fuga 

Eunice Chiquete tinha 14 anos em 1994. É angolana e por uma série de razões se encontrava num campo de refugiados, numa zona rural no interior de Angola. Já fazia 3 anos que ela, juntamente com a sua família, pai, mãe, dois irmãos e duas irmãs sobreviviam ali, esperando que a guerra acabasse. Certo dia, seu pai, pastor da Igreja Evangélica Sinodal de Angola, reuniu os filhos e disse: “Meus filhos, tudo o que eu pude fazer para proteger vocês eu já fiz. Mas agora eu preciso que vocês me ajudem a decidir o que fazer. Se ficarmos aqui, poderemos morrer, se arriscarmos uma fuga de volta para a cidade, pode não dar certo também. O que vocês acham que devemos fazer? Eu não quero que no futuro vocês me culpem por não ter tentado!”.

A família achou melhor arriscar a fuga. Teriam de percorrer 600 quilômetros de volta a cidade mais segura. Eram muitos os riscos! Depois dessa reunião, todos foram dormir apreensivos. Eunice conta que naquela noite ela se encontrou com Jesus. Até então, Jesus era o Senhor do seu pai, muito presente na vida da família. Mas, Eunice percebeu de repente, que ela não o tinha convidado para ser o seu Senhor. Se perdesse o pai no dia seguinte, o que aconteceria com Jesus? Ele iria embora, junto com seu pai? Eunice não suportaria tamanha perda! Naquela noite ela abriu o jogo com Jesus, submeteu a sua vida aos cuidados dele, e nunca se arrependeu por isto.

A travessia de volta à cidade mais segura levou 10 dias, nos quais Eunice viveu vários livramentos providenciados pelo seu Amigo e Senhor. Mais tarde Eunice cursou seminário teológico, casou-se e veio morar no Brasil com seu marido. Hoje, Eunice e Adalberto, pais de Chissola e Carlota, se preparam para voltar a Angola, onde Eunice pretende desenvolver um programa de fortalecimento dos ministérios para crianças nas denominações evangélicas do país. Continue lendo →

O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.” (Provérbios 16.9)

 

Este versículo nos mostra o quanto somos dependentes de Deus. Podemos planejar um ano de muitas conquistas, de avanços nos campos missionários, com igrejas plenamente envolvidas com Missões Mundiais, orando e ofertando por esta causa. Mas nada disso acontecerá se não entregarmos diariamente ao Senhor nossos anseios, projetos, agradecimentos e tudo mais. E como Ele nos orienta? Se pedirmos à Ele em oração. Esta é a nossa grande força contra os desafios que tentam impedir a igreja de salvar vidas para Cristo. Valorizamos o poder da oração e sabemos que sem ela nada acontece.

No dia 12 de março a Junta de Missões Mundiais convida você, sua igreja, amigos e familiares a participar do Dia de Oração por Missões Mundiais, que acontece todos os anos, sempre no segundo domingo do mês de março, que também é o Dia de Missões Mundiais.

Acesse www.missoesmundiais.com.br/diadeoracao e programe-se para participar de uma série de atividades que envolverão ainda mais a igreja com o Programa de Intercessão Missionária (PIM).

E para ser um intercessor oficial de Missões Mundiais, escreva para pim@jmm.org.br informando nome completo, CPF e telefones para contato. O cadastro também pode ser feito no canal de relacionamento: www.missoesmundiais.com.br/relacionamento. Você poderá participar de encontros online de oração, receber pedidos de oração dos missionários presentes em mais de 90 países e ter acesso a materiais exclusivos das campanhas de orações da JMM. Continue lendo →

Foi em 2007, que a ONU declarou o dia 20 de fevereiro como o Dia Mundial da Justiça Social. Essa data se tornou importante, para que a sociedade trabalhe incansavelmente por igualdade.

Segundo o IBGE de 2015,  a população brasileira total e de menores de 14 anos de idade que possuem classe de rendimento mensal domiciliar per capita de até meio e até um quarto de salário mínimo. Classificadas respectivamente como pobres e extremamente pobres é de 55.409.890, isso representa pouco mais do que 26,75% da população brasileira que atualmente possui 207.105.700 de habitantes.

Por isso na próxima segunda-feira dia 20, ajude a amparar as medidas e esforços que vem sendo feitos para que a pobreza possa ser erradicada, por melhores oportunidades de trabalhos dignos, pelo bem-estar, pela igualdade de gênero e por justiça para todos.

 

Veja abaixo o artigo escrito por Por Lucas Oliveira:

A Justiça e o Estado de bem-estar social

Essa ideia parte do princípio de que não é possível falar em desenvolvimento de uma sociedade considerando apenas o crescimento econômico. Nesse sentido, a noção de justiça social está atrelada à construção do que é chamado de Estado de Bem-Estar Social, isto é, um tipo de organização política que prevê que o Estado de uma nação deve prover meios de garantir seguridade social a todos os indivíduos sob a sua tutela, o que significa que o acesso a direitos básicos e as ações de seguridade social devem ser estendidos a todos.

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Somente aos 17 anos, Vitória conseguiu obter o seu registro civil de nascimento, no qual consta apenas o nome da mãe

Viver sem o registro de nascimento ou trazer nos documentos apenas o nome da mãe. Esses problemas ainda são comuns na periferia de Fortaleza, onde programas tentam reduzir os índices

 

Vitória levou 17 anos para obter o seu registro civil de nascimento. Aos olhos do Estado, ela não existia. Lidiane foi registrada apenas por sua  mãe e, durante  anos, sofreu calada por não saber a origem do pai.  Moisés morou em abrigos e nas ruas do Rio de Janeiro e, já adulto, conseguiu emitir  os documentos. Os nomes de seus pais, entretanto, resumem-se a apenas duas letras (NC), de “Não Conhecido”.

 

Edna contava os dias para conseguir o  registro dos três filhos caçulas, de 9, 7 e 6 anos, mas ainda faltavam provas dos nascimentos. Ricardo, numa demonstração de amor, fez o reconhecimento de paternidade tardia dos dois filhos biológicos e do seu enteado, de 14 anos.

A família de Ricardo foi uma das beneficiadas pelo projeto Pai Presente, coordenado pela Corregedoria Geral da Justiça do Ceará. O órgão também é responsável pelo Programa de Erradicação do Sub-Registro Civil de Nascimento, que tirou Vitória do anonimato e a transformou numa cidadã de fato e de “direitos”.

 

Veja abaixo o relato do Manuel Santana, educador social e membro do Comitê

Em Fortaleza – CE, os dados são que 6.509 crianças não possuem certidão de nascimento, segundo a Secretaria de Direitos Humanos. Infelizmente esse número pode ser muito maior, pois na maioria das vezes os pais dessas crianças, também não possuem o registro. Os casos relatados, são de famílias com extrema vulnerabilidade social, que na maioria dos casos não se resolvem pela burocracia dos documentos necessários para haja o reconhecimento de suas origens.

 

A história sobre a origem das pessoas é muito mais relevante do que se imagina. Para quem foi registrado logo após o nascimento, não consegue mensurar o quanto as “não informações” podem interferir no cotidiano.

Por esses caminhos, quase sempre tortuosos, seguimos neste DOC mostrando a falta que faz não ter documentos – ou tê-los incompletos. Ausência ainda mais sentida quando a certidão, uma vez conquistada, revela a inexistência do nome do pai.

 


Publicado originalmente no Diário do Nordeste (Aqui)

No dia 24 de janeiro, o CADI lançou o Centro Virtual de Treinamento (CVT), uma plataforma de educação à distância, em parceria com o Instituto EneaLumen, com a RBA Assessoria e com a Entre.pontos. Os treinamentos são 70% práticos e 30% conceituais, sendo ministrados por facilitadores que atuam com reconhecida competência na área e o programa foi idealizado para proporcionar uma experiência singular a líderes, gestores, empreendedores sociais, educadores e missionários, no aprimoramento das suas qualidades e potencialidades como agentes de transformação social.

Inicialmente, serão dois treinamentos: Formação em Educador Social e Captação de Recursos para Organizações do Terceiro Setor. Continue lendo →