O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.” (Provérbios 16.9)

 

Este versículo nos mostra o quanto somos dependentes de Deus. Podemos planejar um ano de muitas conquistas, de avanços nos campos missionários, com igrejas plenamente envolvidas com Missões Mundiais, orando e ofertando por esta causa. Mas nada disso acontecerá se não entregarmos diariamente ao Senhor nossos anseios, projetos, agradecimentos e tudo mais. E como Ele nos orienta? Se pedirmos à Ele em oração. Esta é a nossa grande força contra os desafios que tentam impedir a igreja de salvar vidas para Cristo. Valorizamos o poder da oração e sabemos que sem ela nada acontece.

No dia 12 de março a Junta de Missões Mundiais convida você, sua igreja, amigos e familiares a participar do Dia de Oração por Missões Mundiais, que acontece todos os anos, sempre no segundo domingo do mês de março, que também é o Dia de Missões Mundiais.

Acesse www.missoesmundiais.com.br/diadeoracao e programe-se para participar de uma série de atividades que envolverão ainda mais a igreja com o Programa de Intercessão Missionária (PIM).

E para ser um intercessor oficial de Missões Mundiais, escreva para pim@jmm.org.br informando nome completo, CPF e telefones para contato. O cadastro também pode ser feito no canal de relacionamento: www.missoesmundiais.com.br/relacionamento. Você poderá participar de encontros online de oração, receber pedidos de oração dos missionários presentes em mais de 90 países e ter acesso a materiais exclusivos das campanhas de orações da JMM. Continue lendo →

Foi em 2007, que a ONU declarou o dia 20 de fevereiro como o Dia Mundial da Justiça Social. Essa data se tornou importante, para que a sociedade trabalhe incansavelmente por igualdade.

Segundo o IBGE de 2015,  a população brasileira total e de menores de 14 anos de idade que possuem classe de rendimento mensal domiciliar per capita de até meio e até um quarto de salário mínimo. Classificadas respectivamente como pobres e extremamente pobres é de 55.409.890, isso representa pouco mais do que 26,75% da população brasileira que atualmente possui 207.105.700 de habitantes.

Por isso na próxima segunda-feira dia 20, ajude a amparar as medidas e esforços que vem sendo feitos para que a pobreza possa ser erradicada, por melhores oportunidades de trabalhos dignos, pelo bem-estar, pela igualdade de gênero e por justiça para todos.

 

Veja abaixo o artigo escrito por Por Lucas Oliveira:

A Justiça e o Estado de bem-estar social

Essa ideia parte do princípio de que não é possível falar em desenvolvimento de uma sociedade considerando apenas o crescimento econômico. Nesse sentido, a noção de justiça social está atrelada à construção do que é chamado de Estado de Bem-Estar Social, isto é, um tipo de organização política que prevê que o Estado de uma nação deve prover meios de garantir seguridade social a todos os indivíduos sob a sua tutela, o que significa que o acesso a direitos básicos e as ações de seguridade social devem ser estendidos a todos.

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Somente aos 17 anos, Vitória conseguiu obter o seu registro civil de nascimento, no qual consta apenas o nome da mãe

Viver sem o registro de nascimento ou trazer nos documentos apenas o nome da mãe. Esses problemas ainda são comuns na periferia de Fortaleza, onde programas tentam reduzir os índices

 

Vitória levou 17 anos para obter o seu registro civil de nascimento. Aos olhos do Estado, ela não existia. Lidiane foi registrada apenas por sua  mãe e, durante  anos, sofreu calada por não saber a origem do pai.  Moisés morou em abrigos e nas ruas do Rio de Janeiro e, já adulto, conseguiu emitir  os documentos. Os nomes de seus pais, entretanto, resumem-se a apenas duas letras (NC), de “Não Conhecido”.

 

Edna contava os dias para conseguir o  registro dos três filhos caçulas, de 9, 7 e 6 anos, mas ainda faltavam provas dos nascimentos. Ricardo, numa demonstração de amor, fez o reconhecimento de paternidade tardia dos dois filhos biológicos e do seu enteado, de 14 anos.

A família de Ricardo foi uma das beneficiadas pelo projeto Pai Presente, coordenado pela Corregedoria Geral da Justiça do Ceará. O órgão também é responsável pelo Programa de Erradicação do Sub-Registro Civil de Nascimento, que tirou Vitória do anonimato e a transformou numa cidadã de fato e de “direitos”.

 

Veja abaixo o relato do Manuel Santana, educador social e membro do Comitê

Em Fortaleza – CE, os dados são que 6.509 crianças não possuem certidão de nascimento, segundo a Secretaria de Direitos Humanos. Infelizmente esse número pode ser muito maior, pois na maioria das vezes os pais dessas crianças, também não possuem o registro. Os casos relatados, são de famílias com extrema vulnerabilidade social, que na maioria dos casos não se resolvem pela burocracia dos documentos necessários para haja o reconhecimento de suas origens.

 

A história sobre a origem das pessoas é muito mais relevante do que se imagina. Para quem foi registrado logo após o nascimento, não consegue mensurar o quanto as “não informações” podem interferir no cotidiano.

Por esses caminhos, quase sempre tortuosos, seguimos neste DOC mostrando a falta que faz não ter documentos – ou tê-los incompletos. Ausência ainda mais sentida quando a certidão, uma vez conquistada, revela a inexistência do nome do pai.

 


Publicado originalmente no Diário do Nordeste (Aqui)

No dia 24 de janeiro, o CADI lançou o Centro Virtual de Treinamento (CVT), uma plataforma de educação à distância, em parceria com o Instituto EneaLumen, com a RBA Assessoria e com a Entre.pontos. Os treinamentos são 70% práticos e 30% conceituais, sendo ministrados por facilitadores que atuam com reconhecida competência na área e o programa foi idealizado para proporcionar uma experiência singular a líderes, gestores, empreendedores sociais, educadores e missionários, no aprimoramento das suas qualidades e potencialidades como agentes de transformação social.

Inicialmente, serão dois treinamentos: Formação em Educador Social e Captação de Recursos para Organizações do Terceiro Setor. Continue lendo →

“Éramos uma dupla dinâmica. (…)”

Recontado por Elsie Gilbert

“Sou um cara que ama esportes, especialmente o futebol americano,” declara Patrick John Hughes, para explicar sua grande decepção ao descobrir que seu primeiro filho, grandemente esperado, tinha nascido com uma síndrome rara. Antes do nascimento do menino, o pai fantasiava seu papel. Imaginava-se jogando a bola para ele, ensinando tudo o que sabia até que um dia, presenciaria seu filho atuando no time de futebol americano da Universidade de Louisville, estado de Kentucky onde moram. Todos os sonhos caíram por terra ainda nas primeiras horas do nascimento de Patrick Henry. O menino tinha nascido sem um olho e somente parte do outro. Ele também não tinha o acetábulo (parte côncava que recebe a cabeça do fêmur formando uma articulação). Sem esta articulação seria impossível andar. Estas más formações congênitas receberam o diagnóstico de síndrome de pterígio múltiplo. Era possível que o bebê apresentasse comprometimento cognitivo também.

Patrick John confessa que se sentiu lesado por Deus. “Como o Senhor pode fazer uma coisa dessas comigo?” Ele, que desejava ser um pai exemplar merecia mesmo receber de Deus um filho assim? São tantos os pais drogados e incompetentes que têm filhos perfeitamente saudáveis! E neste estado de mágoa, confusão e medo, o pai permaneceu até o dia em que sua esposa resolveu adverti-lo para sair da autocomiseração. Ele conta que ela olhou firme para ele e disse: “Você já parou para pensar que Deus nos deu Patrick Henry precisamente porque nós temos o que é necessário para cuidar dele? Estou começando a duvidar se de fato você vai amar o seu filho do jeito que ele é. Você precisa tomar uma atitude porque eu não posso continuar sozinha.” Continue lendo →

Crianças da comunidade de São Felix do Araguaia / Amazon - Brazil, 2011. ©Neil Palmer/CIAT

Amazon – Brazil, 2011. 
©Neil Palmer/CIAT

 

Por Welinton Pereira da Silva

As crianças no Brasil representam o segmento mais vulnerável de nossa sociedade. São as maiores vítimas da discriminação e violência. Segundo a UNICEF, a violência contra as crianças e adolescentes manifesta-se em todos os lugares. Pode ser na comunidade onde moram, na escola, na família e, infelizmente, até nas igrejas. Assim como a cultura do machismo contribui para a violência contra as mulheres, ideias equivocadas, algumas até baseadas em interpretações da Bíblia, contribuem para perpetuar a grande escalada de violência contra as crianças.

Em muitos lugares de nosso país a figura do pai é a grande ausência e muitas casas de nossas cidades são lideradas por mulheres, como se elas tivessem a capacidade de dar a luz sem a participação dos homens. Em 1959, a ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou uma declaração que contém os dez direitos das crianças, que devem ser defendidos e protegidos. Infelizmente, vemos muitos exemplos de desrespeito a esses direitos:

1 – Todas as crianças, independentemente de cor, sexo, língua, religião ou opinião, têm os direitos a seguir garantidos.

2 – A criança será protegida e terá desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social adequados.

3 – Crianças têm direito a nome e nacionalidade.

4 – A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica.

5 – Crianças deficientes terão tratamento, educação e cuidados especiais.

6 – A criança precisa de amor e compreensão.

7 – A criança terá direito a receber educação, que será gratuita pelo menos no grau primário.

8 – As crianças estarão, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.

9 – A criança será protegida contra qualquer crueldade e exploração. Não será permitido que ela trabalhe ou tenha ocupação que prejudique os estudos ou a saúde.

10 – Toda criança terá proteção contra atos de discriminação. Continue lendo →

Por Sandra Duarte de Souza

Historicamente testemunhamos o sexismo da sociedade brasileira, levado a cabo por meio da organização patriarcal das relações sociais. O estatuto social diferenciado de homens e mulheres se materializa nas desigualdades de gênero observadas no país. Essa desigualdade está presente também em muitos outros lugares do mundo.

17354411936_bbfc923809_cOs avanços tecnológicos, a industrialização, as mudanças políticas, não foram suficientes para erradicar o abismo existente entre os sexos. As mulheres constituem a maioria das pessoas empobrecidas, sendo consequentemente a maioria das pessoas famintas da terra, estando mais expostas a doenças e epidemias. As mulheres têm menos acesso ao direito à terra e ao crédito. No campo da educação, a maioria das pessoas não alfabetizadas do mundo são mulheres. O mercado formal de trabalho é menos permeável à presença feminina do que à masculina, obrigando as mulheres a se submeterem a subempregos e a salários inferiores aos dos homens. A violência doméstica acomete majoritariamente meninas e mulheres adultas, e o feminicídio é realidade no mundo todo. Também são as mulheres as que estão mais expostas ao assédio e a abusos sexuais. Anualmente milhões de mulheres de distintas idades são traficadas e submetidas ao trabalho escravo e à prostituição. Menos de 20% das mulheres do mundo são legisladoras, e isso tem implicações diretas sobre a afirmação e garantia de seus direitos.

Todos os dados acima apresentados podem ser ainda mais problematizados se considerarmos também o dado da raça/etnia, da regionalidade, da idade e muitos outros. Existe uma explícita articulação e integração das diferentes formas de dominação. As desigualdades de gênero estão articuladas com as desigualdades de classe, de raça/etnia, de idade e assim por diante. No Brasil, por exemplo, uma mulher negra ou indígena, pobre e idosa, tem menos probabilidade de acessar direitos básicos se comparada a uma mulher jovem, branca, de classes mais favorecidas. Isso significa que há mulheres que estão em condições ainda mais marginais do que outras, e essa situação precisa ser denunciada e combatida. Continue lendo →

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Promovido por André Decotelli e Kely Decotelli, o Curso Teologia da Criança tem a proposta de enxergarmos o Reino de Deus como coisa de criança, tal qual pensou Jesus.

Durante o curso será abordado o percurso desde o lugar da criança no contexto bíblico até a invenção da infância moderna. Tudo isso com atravessamentos filosóficos, pedagógicos, psicológicos e poéticos-literários.

 

Data: 10 de dezembro – sábado (das 09 às 18h)
Investimento: R$ 120,00 para matrícula
Facilitadores: André Decotelli e Kely Magalhães Decotelli


Local: Instituto Compassio
Rua Figueiredo de Magalhães, 286 sala 712
Copacabana

Faça já a sua matrícula pelo e-mail incompassio@gmail.com ou pelo telefone (21) 9-9315-5628

Por Eliad Dias Santos

Cristo deu a sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. 1 João 3:16

pipaPARA INÍCIO DE CONVERSA
Edson Rogério Silva dos Santos. Ele tinha 29 anos quando foi assassinado com tiros por homens encapuzados. Outros jovens como ele foram vítimas de uma onda de assassinatos ocorridos entre os dias 12 e 16 de maio de 2006 que ficou conhecida como os “crimes de maio”. O episódio foi uma reação de grupos de extermínio com a participação de agentes do Estado a ataques. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. Todo ano, 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos são mortos. A taxa de homicídios entre jovens negros é quase quatro vezes a verificada entre os brancos, o que reforça a tese de que está em curso um genocídio da população negra. Essa é uma das constatações do Relatório final CPI do Senado sobre o Assassinato de Jovens.

 

NA REAL
Ao acabarmos o nosso culto ou aula quantos jovens negros estarão mortos? Quantos jovens negros fazem parte da minha comunidade de fé? No Brasil e especialmente nas igrejas existe uma “dificuldade” em se falar do racismo, da exclusão. “Somos todos iguais, somos todos seres humanos, filhos e filhas do mesmo Deus e todo “mundo” sofre algum tipo de preconceito e bla, bla, bla.

Com tais discursos, anula-se a perspectiva de pensar, refletir sobre o racismo e o genocídio da população negra. Usar o texto de Paulo Gálatas 3:28: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Não resolve, porque não somos todos iguais, não neste mundo!” Continue lendo →

Por Martin Barcala

Neste ano a Igreja Metodista lança uma campanha com o objetivo levar o tema dos Direitos Humanos para o cotidiano das comunidades locais. Para isso, o tempo do Advento foi escolhido como período no qual as igrejas terão à sua disposição subsídios litúrgicos, estudos, reflexões para diversas ocasiões.

shutterstock_317665499A proposta é trabalhar, em cada semana, um tema relativo aos Direitos Humanos, relacionando com o tema do Advento e os textos bíblicos do Lecionário. Além disso, há orações, afirmações e fé e litanias preparadas com muita atenção por colaboradores e colaboradoras da DH3RE.

A fuga para o Egito, ou como uma nação outrora inimiga acolheu a família do Senhor.

Não é preciso ser um leitor experiente da Bíblia para perceber que o Egito representou, ao lado da Assíria, Babilônia e Roma, um dos lugares mais indesejáveis para o povo de Deus. De certo modo, a própria imaginação da “Nova Jerusalém”, cidade celestial descrita com detalhes impressionantes no livro do Apocalipse, constitui-se na inversão radical dos valores adotados e praticados pelas potências políticas da Antiguidade, com destaques evidentes para Roma, Babilônia e Egito. Muitas descrições bíblicas do Egito limitam-se a uma sentença: “terra da servidão”. Evidentemente, aquele país não figurava entre os primeiros da lista de “lugares que desejo conhecer” da maioria dos judeus.

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