terças

 

 

 

 

 

O Rei e seu ReinoO  recurso “O Rei e seu Reino” foi criado pelo  Lucas Rolim, que atualmente é  coordenador na instituição da Rebusca. O recurso conta com devocionais sobre Jesus e suas parábolas, que é uma ferramenta para quem trabalha com adolescentes.

Para saber como utilizar a ferramenta e motivar os adolescentes de seu projeto ou igreja, leia o texto que está disponível no pdf!

Para ter acesso ao pdf com os devocionais aqui!

 

segundasPor Elsie Gilbert

Eu já elegi minhas prioridades, as minhas “pedras grandes” estão no lugar. Posso dizer honestamente que procuro o reino de Deus e a sua justiça no meu dia a dia. Mas todo o resto está completamente fora do lugar. O que fazer?

Comecei a minha vida adulta com um tema que perdurou os primeiros sete anos de meu casamento: mudança. Mudamos 9 vezes neste período! Numa destas mudanças nós perdemos praticamente todos os nossos documentos (uma pasta inteira foi deixada para trás no banco de uma parada). Não há nada mais desconcertante que viver numa situação em que tudo está fora do lugar, do talão de cheque à pasta de dente. Socorro!

Asas de Socorro in Sabina PAVivo assim nestes dias. Estou no meio de uma mudança que já completa dois meses e ainda não entrei na casa onde vou habitar. Escrevo este post do estacionamento, dentro de um carro, aproveitando a internet do prédio ao lado. Minha família está dividida em três países diferentes: o filho mais velho na Inglaterra, o segundo no Brasil e o restante da família aqui nos EUA, tentando ajudar a minha sogra que está doente.

No meio desta bagunça, pergunto ao meu Senhor: o que se deve fazer quando tudo está fora do lugar?

A primeira resposta que ele me deu: pratique a gratidão!

A lista de razões pelas quais eu devo estar grata a Deus é tão grande que é melhor eu não começar a enumerá-las aqui. Este exercício diário me dá a serenidade e o equilíbrio para navegar estes dias caóticos. Uma coisa é certa, o fato de eu ter perdido momentaneamente algo precioso faz com que eu perceba aquilo que via de regra é meu para desfrutar. No momento consigo ver, mais do que nunca, o valor da estabilidade. E quantas crianças e adolescentes crescem e vivem no meio do caos?

Talvez seja justamente este o nosso chamado no trabalho social: ajudar as pessoas a encontrarem uma estabilidade possível e nos momentos de caos aprenderem a dar graças à Deus pela sua companhia, pela sua provisão, pelo fato de que ele nunca nos abandona.

A ele seja dada toda a glória.

 

Por Elben M. Lenz César

Uma das histórias mais tocantes envolvendo o Exército de Salvação brasileiro aconteceu na capital de São Paulo em 1936. Helene Londahl, uma missionária norueguesa de 33 anos, solteira, vendia o jornal Brado de Guerra, órgão oficial do Exército de Salvação, de bar em bar, quando, de repente, percebeu que estava dentro da zona de meretrício, na rua Timbiras, ali perto do largo Paissandu. O vocabulário, os corpos seminus, a comercialização de uma coisa que havia sido dom de Deus e um sentimento de profunda compaixão encheram a mente de Helene.

Dois anos depois, em 12 de fevereiro de 1938, o Exército de Salvação inaugurou o Rancho do Senhor, onde se amparam as mães solteiras, antes que as circunstâncias e a sociedade façam delas mulheres da vida. Este lugar, também chamado Lar das Moças, existe até hoje, 63 anos depois daquele humilde começo. Mais de 1.200 mães solteiras já passaram por ali e se livraram de cair no prostíbulo. Algumas tornaram-se membros do Exército de Salvação.

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* Texto adaptado do livro História da evangelização do Brasil, de Elben M. Lenz César, da Editora Ultimato (páginas 126 a 128).

 

elben-cesar-150x150Elben M. Lenz César

pastor e jornalista, é escritor e diretor da Editora Ultimato.

segundaspor Elsie B. C. Gilbert

Quando comecei a trabalhar com as mães de um projeto social no interior de Minas Gerais, aprendi uma dinâmica que eu usava com as mulheres para ensinar o valor de se ter as coisas nos seus devidos lugares.

769-1013alfy-stones1Eu pedia para que duas mães realizassem a mesma tarefa de forma diferente: preencher duas jarras grandes com pedras, pedrinhas, areia e água. Uma das mães podia executar a tarefa em qualquer ordem, a outra tinha que seguir uma ordem predeterminada: pedras grandes primeiro, depois as menores, em seguida a areia e por último a água.

Invariavelmente, a mãe que seguia esta ordem conseguia preencher a jarra sem entornar a água, ao passo que a outra, às vezes ficava sem espaço até para as pedras maiores.

Moral da história: nossas prioridades precisam começar a ser definidas pelas “pedras grandes”. O que é mais importante precisa ser o centro de nossas atenções primeiro. Continue lendo →

quartas

 

Espelho

Espelho, espelho meu…

De acordo com o psicólogo Paul Warren*, criancinhas formam seu primeiro conceito de Deus a partir da imagem que têm dos pais (pai e mãe). “Você é o dublê, o ator substituto, trabalhando no lugar da grande estrela. Você pode fazer um bom trabalho ou ter uma péssima atuação, mas de qualquer forma, você está representando. Não dá para evitar esta posição de ator substituto.”

Perguntamos a vários agentes sociais, ligados a duas organizações parceiras de Mãos Dadas, qual pessoa tinha exercido um papel inspirador e transformador em suas vidas. A maioria absoluta citou um dos pais ou pessoas que cumpriram o papel de cuidador da criança (avós, tias, irmãs mais velhas). Outras pessoas citadas foram professores, líderes, pastores e amigos.

Essas pessoas, modelos imperfeitos de Deus, exibiram traços de caráter encorajadores: eram honestas, amorosas, humildes, trabalhadoras, sinceras, pacientes, compreensivas, cuidadosas, dedicadas, solidárias, amigas… e a lista continua.**

Não perguntamos que características negativas essas pessoas possuíam, mas é uma pergunta válida para nós: que traços de caráter você precisa mudar? Ou melhor, em quais deles você precisa da atuação transformadora de Deus? Lembre-se que quanto mais próximo do caráter de Cristo, mais fácil será transmitir um bom conceito de Deus para as crianças e adolescentes com os quais convivemos, tanto no trabalho quanto em casa.

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* WARREN, Paul. My Preschooler. EUA: Thomas Nelson Publishers. 1949, p. 195.

** Participe dessa enquete no seu projeto, usando as instruções disponíveis AQUI.

terçasA nossa dica de hoje, é o livreto “Proteção a criança – Manual de Orientações e Práticas para a Proteção das Crianças nas Igrejas”  que foi desenvolvido pelo PEPE NETWORK como ferramenta destinada para encorajar as igrejas a terem o compromisso de nutrir e proteger suas crianças e as de sua comunidade.

O PEPE, em sua experiência e trabalho com crianças em situação de risco de diversas comunidades, se sente comprometido em promover a sensibilização e conscientização das igrejas locais, em relação à proteção infantil, a fim de que estas igrejas se tornem um lugar cheio de segurança e bondade para todas as crianças, e seus membros sejam capazes de lidar com estas questões no desenvolvimento do ministério.

 

Proteção a criança

 

 

 

Para baixar o pdf do livreto (clique aqui).

 

 

Por Alexis Andino

Durante muito tempo os trabalhadores da área de desenvolvimento aprenderam e colocaram em prática o princípio de que o ‘desenvolvimento’ parte das agências e está voltado para as comunidades. Acreditamos que somos os possuidores de uma gama de ‘idéias novas’, a qual temos desejo de compartilhar com as pessoas a fim de ‘levar o desenvolvimento à comunidade’.

Mesmo quando estas teorias são compartilhadas e guiadas pela participação comunitária, o nosso estilo de trabalho pode continuar a ser ‘de cima para baixo’. As idéias vêm de fora da comunidade e há pouco espaço para que ela desenvolva as suas próprias idéias.

Desenv_Comun-04-06-08Ao transmitir estes pontos de vista aos outros, cada um de nós é influenciado por situações, modelos e processos que nos ajudaram a pensar ou a nos comportar de uma certa maneira. No meu caso, foi a experiência compartilhada por um grupo de leitores leigos, pastores e trabalhadores comunitários que me ajudou a perceber que se nós não pensarmos cuidadosamente sobre o nosso papel como ‘agentes de mudança’, nós nos arriscamos a tirar o papel das pessoas em suas próprias comunidades. Com certeza, a nossa motivação é o amor cristão e o desejo de ajudar a solucionar os problemas daqueles que sofrem. No entanto, precisamos estabelecer limites entre o nosso comprometimento cristão e o paternalismo. Continue lendo →