Somente aos 17 anos, Vitória conseguiu obter o seu registro civil de nascimento, no qual consta apenas o nome da mãe

Viver sem o registro de nascimento ou trazer nos documentos apenas o nome da mãe. Esses problemas ainda são comuns na periferia de Fortaleza, onde programas tentam reduzir os índices

 

Vitória levou 17 anos para obter o seu registro civil de nascimento. Aos olhos do Estado, ela não existia. Lidiane foi registrada apenas por sua  mãe e, durante  anos, sofreu calada por não saber a origem do pai.  Moisés morou em abrigos e nas ruas do Rio de Janeiro e, já adulto, conseguiu emitir  os documentos. Os nomes de seus pais, entretanto, resumem-se a apenas duas letras (NC), de “Não Conhecido”.

 

Edna contava os dias para conseguir o  registro dos três filhos caçulas, de 9, 7 e 6 anos, mas ainda faltavam provas dos nascimentos. Ricardo, numa demonstração de amor, fez o reconhecimento de paternidade tardia dos dois filhos biológicos e do seu enteado, de 14 anos.

A família de Ricardo foi uma das beneficiadas pelo projeto Pai Presente, coordenado pela Corregedoria Geral da Justiça do Ceará. O órgão também é responsável pelo Programa de Erradicação do Sub-Registro Civil de Nascimento, que tirou Vitória do anonimato e a transformou numa cidadã de fato e de “direitos”.

 

Veja abaixo o relato do Manuel Santana, educador social e membro do Comitê

Em Fortaleza – CE, os dados são que 6.509 crianças não possuem certidão de nascimento, segundo a Secretaria de Direitos Humanos. Infelizmente esse número pode ser muito maior, pois na maioria das vezes os pais dessas crianças, também não possuem o registro. Os casos relatados, são de famílias com extrema vulnerabilidade social, que na maioria dos casos não se resolvem pela burocracia dos documentos necessários para haja o reconhecimento de suas origens.

 

A história sobre a origem das pessoas é muito mais relevante do que se imagina. Para quem foi registrado logo após o nascimento, não consegue mensurar o quanto as “não informações” podem interferir no cotidiano.

Por esses caminhos, quase sempre tortuosos, seguimos neste DOC mostrando a falta que faz não ter documentos – ou tê-los incompletos. Ausência ainda mais sentida quando a certidão, uma vez conquistada, revela a inexistência do nome do pai.

 


Publicado originalmente no Diário do Nordeste (Aqui)

No dia 24 de janeiro, o CADI lançou o Centro Virtual de Treinamento (CVT), uma plataforma de educação à distância, em parceria com o Instituto EneaLumen, com a RBA Assessoria e com a Entre.pontos. Os treinamentos são 70% práticos e 30% conceituais, sendo ministrados por facilitadores que atuam com reconhecida competência na área e o programa foi idealizado para proporcionar uma experiência singular a líderes, gestores, empreendedores sociais, educadores e missionários, no aprimoramento das suas qualidades e potencialidades como agentes de transformação social.

Inicialmente, serão dois treinamentos: Formação em Educador Social e Captação de Recursos para Organizações do Terceiro Setor. Continue lendo →

“Éramos uma dupla dinâmica. (…)”

Recontado por Elsie Gilbert

“Sou um cara que ama esportes, especialmente o futebol americano,” declara Patrick John Hughes, para explicar sua grande decepção ao descobrir que seu primeiro filho, grandemente esperado, tinha nascido com uma síndrome rara. Antes do nascimento do menino, o pai fantasiava seu papel. Imaginava-se jogando a bola para ele, ensinando tudo o que sabia até que um dia, presenciaria seu filho atuando no time de futebol americano da Universidade de Louisville, estado de Kentucky onde moram. Todos os sonhos caíram por terra ainda nas primeiras horas do nascimento de Patrick Henry. O menino tinha nascido sem um olho e somente parte do outro. Ele também não tinha o acetábulo (parte côncava que recebe a cabeça do fêmur formando uma articulação). Sem esta articulação seria impossível andar. Estas más formações congênitas receberam o diagnóstico de síndrome de pterígio múltiplo. Era possível que o bebê apresentasse comprometimento cognitivo também.

Patrick John confessa que se sentiu lesado por Deus. “Como o Senhor pode fazer uma coisa dessas comigo?” Ele, que desejava ser um pai exemplar merecia mesmo receber de Deus um filho assim? São tantos os pais drogados e incompetentes que têm filhos perfeitamente saudáveis! E neste estado de mágoa, confusão e medo, o pai permaneceu até o dia em que sua esposa resolveu adverti-lo para sair da autocomiseração. Ele conta que ela olhou firme para ele e disse: “Você já parou para pensar que Deus nos deu Patrick Henry precisamente porque nós temos o que é necessário para cuidar dele? Estou começando a duvidar se de fato você vai amar o seu filho do jeito que ele é. Você precisa tomar uma atitude porque eu não posso continuar sozinha.” Continue lendo →

Crianças da comunidade de São Felix do Araguaia / Amazon - Brazil, 2011. ©Neil Palmer/CIAT

Amazon – Brazil, 2011. 
©Neil Palmer/CIAT

 

Por Welinton Pereira da Silva

As crianças no Brasil representam o segmento mais vulnerável de nossa sociedade. São as maiores vítimas da discriminação e violência. Segundo a UNICEF, a violência contra as crianças e adolescentes manifesta-se em todos os lugares. Pode ser na comunidade onde moram, na escola, na família e, infelizmente, até nas igrejas. Assim como a cultura do machismo contribui para a violência contra as mulheres, ideias equivocadas, algumas até baseadas em interpretações da Bíblia, contribuem para perpetuar a grande escalada de violência contra as crianças.

Em muitos lugares de nosso país a figura do pai é a grande ausência e muitas casas de nossas cidades são lideradas por mulheres, como se elas tivessem a capacidade de dar a luz sem a participação dos homens. Em 1959, a ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou uma declaração que contém os dez direitos das crianças, que devem ser defendidos e protegidos. Infelizmente, vemos muitos exemplos de desrespeito a esses direitos:

1 – Todas as crianças, independentemente de cor, sexo, língua, religião ou opinião, têm os direitos a seguir garantidos.

2 – A criança será protegida e terá desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social adequados.

3 – Crianças têm direito a nome e nacionalidade.

4 – A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica.

5 – Crianças deficientes terão tratamento, educação e cuidados especiais.

6 – A criança precisa de amor e compreensão.

7 – A criança terá direito a receber educação, que será gratuita pelo menos no grau primário.

8 – As crianças estarão, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.

9 – A criança será protegida contra qualquer crueldade e exploração. Não será permitido que ela trabalhe ou tenha ocupação que prejudique os estudos ou a saúde.

10 – Toda criança terá proteção contra atos de discriminação. Continue lendo →

Por Sandra Duarte de Souza

Historicamente testemunhamos o sexismo da sociedade brasileira, levado a cabo por meio da organização patriarcal das relações sociais. O estatuto social diferenciado de homens e mulheres se materializa nas desigualdades de gênero observadas no país. Essa desigualdade está presente também em muitos outros lugares do mundo.

17354411936_bbfc923809_cOs avanços tecnológicos, a industrialização, as mudanças políticas, não foram suficientes para erradicar o abismo existente entre os sexos. As mulheres constituem a maioria das pessoas empobrecidas, sendo consequentemente a maioria das pessoas famintas da terra, estando mais expostas a doenças e epidemias. As mulheres têm menos acesso ao direito à terra e ao crédito. No campo da educação, a maioria das pessoas não alfabetizadas do mundo são mulheres. O mercado formal de trabalho é menos permeável à presença feminina do que à masculina, obrigando as mulheres a se submeterem a subempregos e a salários inferiores aos dos homens. A violência doméstica acomete majoritariamente meninas e mulheres adultas, e o feminicídio é realidade no mundo todo. Também são as mulheres as que estão mais expostas ao assédio e a abusos sexuais. Anualmente milhões de mulheres de distintas idades são traficadas e submetidas ao trabalho escravo e à prostituição. Menos de 20% das mulheres do mundo são legisladoras, e isso tem implicações diretas sobre a afirmação e garantia de seus direitos.

Todos os dados acima apresentados podem ser ainda mais problematizados se considerarmos também o dado da raça/etnia, da regionalidade, da idade e muitos outros. Existe uma explícita articulação e integração das diferentes formas de dominação. As desigualdades de gênero estão articuladas com as desigualdades de classe, de raça/etnia, de idade e assim por diante. No Brasil, por exemplo, uma mulher negra ou indígena, pobre e idosa, tem menos probabilidade de acessar direitos básicos se comparada a uma mulher jovem, branca, de classes mais favorecidas. Isso significa que há mulheres que estão em condições ainda mais marginais do que outras, e essa situação precisa ser denunciada e combatida. Continue lendo →

curso-teologia-da-crianca

Promovido por André Decotelli e Kely Decotelli, o Curso Teologia da Criança tem a proposta de enxergarmos o Reino de Deus como coisa de criança, tal qual pensou Jesus.

Durante o curso será abordado o percurso desde o lugar da criança no contexto bíblico até a invenção da infância moderna. Tudo isso com atravessamentos filosóficos, pedagógicos, psicológicos e poéticos-literários.

 

Data: 10 de dezembro – sábado (das 09 às 18h)
Investimento: R$ 120,00 para matrícula
Facilitadores: André Decotelli e Kely Magalhães Decotelli


Local: Instituto Compassio
Rua Figueiredo de Magalhães, 286 sala 712
Copacabana

Faça já a sua matrícula pelo e-mail incompassio@gmail.com ou pelo telefone (21) 9-9315-5628

Por Eliad Dias Santos

Cristo deu a sua vida por nós. Por isso nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos. 1 João 3:16

pipaPARA INÍCIO DE CONVERSA
Edson Rogério Silva dos Santos. Ele tinha 29 anos quando foi assassinado com tiros por homens encapuzados. Outros jovens como ele foram vítimas de uma onda de assassinatos ocorridos entre os dias 12 e 16 de maio de 2006 que ficou conhecida como os “crimes de maio”. O episódio foi uma reação de grupos de extermínio com a participação de agentes do Estado a ataques. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil. Todo ano, 23.100 jovens negros de 15 a 29 anos são mortos. A taxa de homicídios entre jovens negros é quase quatro vezes a verificada entre os brancos, o que reforça a tese de que está em curso um genocídio da população negra. Essa é uma das constatações do Relatório final CPI do Senado sobre o Assassinato de Jovens.

 

NA REAL
Ao acabarmos o nosso culto ou aula quantos jovens negros estarão mortos? Quantos jovens negros fazem parte da minha comunidade de fé? No Brasil e especialmente nas igrejas existe uma “dificuldade” em se falar do racismo, da exclusão. “Somos todos iguais, somos todos seres humanos, filhos e filhas do mesmo Deus e todo “mundo” sofre algum tipo de preconceito e bla, bla, bla.

Com tais discursos, anula-se a perspectiva de pensar, refletir sobre o racismo e o genocídio da população negra. Usar o texto de Paulo Gálatas 3:28: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Não resolve, porque não somos todos iguais, não neste mundo!” Continue lendo →

Por Martin Barcala

Neste ano a Igreja Metodista lança uma campanha com o objetivo levar o tema dos Direitos Humanos para o cotidiano das comunidades locais. Para isso, o tempo do Advento foi escolhido como período no qual as igrejas terão à sua disposição subsídios litúrgicos, estudos, reflexões para diversas ocasiões.

shutterstock_317665499A proposta é trabalhar, em cada semana, um tema relativo aos Direitos Humanos, relacionando com o tema do Advento e os textos bíblicos do Lecionário. Além disso, há orações, afirmações e fé e litanias preparadas com muita atenção por colaboradores e colaboradoras da DH3RE.

A fuga para o Egito, ou como uma nação outrora inimiga acolheu a família do Senhor.

Não é preciso ser um leitor experiente da Bíblia para perceber que o Egito representou, ao lado da Assíria, Babilônia e Roma, um dos lugares mais indesejáveis para o povo de Deus. De certo modo, a própria imaginação da “Nova Jerusalém”, cidade celestial descrita com detalhes impressionantes no livro do Apocalipse, constitui-se na inversão radical dos valores adotados e praticados pelas potências políticas da Antiguidade, com destaques evidentes para Roma, Babilônia e Egito. Muitas descrições bíblicas do Egito limitam-se a uma sentença: “terra da servidão”. Evidentemente, aquele país não figurava entre os primeiros da lista de “lugares que desejo conhecer” da maioria dos judeus.

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doe-esperanca_jmmpor Willy Rangel, da Redação de Missões Mundiais

Campanha de Natal promovida pela JMM quer resgatar infância da chamada “geração perdida”. Oferte e envie mensagens

Mais um fim de ano se aproxima e você vê o agravamento de muitos problemas no mundo, vários deles afetando milhares de crianças. E com o Natal chegando, você já se perguntou o que elas poderiam ganhar de presente?

Na quinta edição da campanha Doe Esperança, queremos convidar você a se juntar à JMM na missão em resgate da “geração perdida”, crianças que nasceram na guerra e já sofreram perdas irreparáveis. Fazendo a doação simbólica de um brinquedo, doando e também enviando uma mensagem são as formas de participar do Doe Esperança em 2016.

Segundo a ONU, mais da metade dos cerca de 20 milhões de refugiados em todo o mundo tem menos de 18 anos de idade. Dos três países que mais acolhem refugiados em seu território, dois estão no Oriente Médio, onde através da campanha Doe Esperança, Missões Mundiais quer iniciar o projeto Tenda de Brincar.

Inicialmente, cada Tenda de Brincar receberá, diariamente, cerca de 25 crianças de 4 a 6 anos de idade divididas em dois turnos. Através do projeto, elas poderão ter um momento de paz em meio à guerra em que vivem e, com isso, também ser apresentadas à verdadeira esperança, que é Jesus.

Outro aspecto da Tenda de Brincar é que as atividades desse espaço serão desenvolvidas por missionários-educadores devidamente capacitados ao convívio com pessoas marcadas por feridas emocionais e espirituais.

 

Como participar

Com a sua doação, será possível equipar a Tenda de Brincar com brinquedos e materiais que permitam às crianças atendidas pelo Doe Esperança fazer o que mais gostam e devem fazer na idade delas: brincar. Você pode fazer sua doação a partir de R$ 25,00 no site da www.doeesperanca.org.br e no Canal de Relacionamento da JMM, em www.missoesmundiais.com.br/relacionamento. Também é possível fazer sua doação pelos telefones 2122-1901/2730-6800 (cidades com DDD 21) e 0800-709-1900 (demais localidades) nos dias úteis das 8h às 19h (horário de Brasília) ou e-mail centraldeatendimento@jmm.org.br.

A outra forma de participar do Doe Esperança é enviando sua mensagem, que pode ser um vídeo, fotos e até um texto sobre a brincadeira que você mais gostava quando era criança. Essas mensagens serão usadas para estimular a criatividade dos missionários-educadores da Tenda de Brincar no convívio com as crianças.

A “geração perdida” precisa ser encontrada e salva pela verdadeira esperança. Por isso, faça parte dessa missão e Doe Esperança neste Natal e no ano inteiro! As crianças refugiadas são alvo do seu amor.

 

Por Carolina Chueire

300 crianças assistidas pelo Centro de Educação e Inclusão Social Betânia participaram de ação da Samaritan’s Feet do Brasil
As 300 crianças atendidas pelo Centro de Educação e Inclusão Social Betânia, em Colombo, no dia 28 de outubro, foram surpreendidas com atividades especiais! Tiveram seus pés lavados, um momento de carinho e conversa sobre seus sonhos com voluntários, e ganharam meias e calçados novos. A doação faz parte do programa “Calçados Podem Salvar Vidas”, parceria entre Samaritan’s Feet Brasil com a Merkator Feira e Eventos. A ação contou com a participação de cerca de 60 voluntários.

Lava-pés demonstra doação de amor pelas crianças

Lava-pés demonstra doação de amor pelas crianças

“Por meio do exemplo de lavar seus pés, mostramos que o futuro das crianças pode mudar a partir daquele momento. O calçado é apenas um sinal de que as coisas podem melhorar. O impacto para quem doa e quem recebe vai muito além do calçado”, explica Wesley Oliveira, diretor executivo da Samaritan´s.

Diversos parceiros foram responsáveis pela iniciativa junto com a Samaritan´s, como a Merkator, que doou os tênis, Puket e Crossfit Widia, que doaram as meias; Cargolift, no transporte dos calçados, e a Advocacia Arns. Também várias instituições participaram através do voluntariado, como a Ong Amor Viral, Atletas de Cristo e Projeto Atleta Bom de Nota. “Conversamos com as crianças no momento do lava-pés, mas quando pegávamos o tênis, a reação delas era inexplicável! Já fui ajudada quando era criança, isso marcou minha vida. Sei que essa ação vai fazer a diferença na vida delas. Isso é muito gratificante!”, afirmou a voluntária Camila Xavier, da Ong Amor Viral.

A ação contou com a presença do ex-jogador uruguaio Marcelo Lipatín, que iniciou a carreira em Curitiba, ainda no futebol de salão, tendo jogado no Coritiba, Paraná Clube, Grêmio e Paris Saint Germain ao longo de 17 anos de carreira. Hoje é um dos coordenadores da entidade Atletas de Cristo Curitiba.

“Mesmo quando servimos por alguns minutos, somos abençoados pelas crianças. A gente vê o rosto ingênuo delas, abraça, conversa e passa amor”, conta Marcelo.

Veja mais fotos das crianças (Aqui!)