Not_02_10_14_Campanha_Crianca_EscutaA Rede Mãos Dadas, com o apoio de quatro parceiros institucionais (Editora Ultimato, Compassion, Visão Mundial e Sociedade Bíblica do Brasil) preparou uma novidade para o mês de outubro, o “mês da criança”. Trata-se da Primeira Escuta Nacional Igreja Amiga da Criança.

 

Veja mais sobre a campanha aqui!

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Por June Ribeiro

Jesus era, e ainda é, o Mestre por excelência! Seus métodos de ensino nos inspiram ainda hoje. Mas, a eficácia do Seu ensino não se deve apenas ao uso de ferramentas e estratégias poderosas como metáforas e, perguntas.

É nas interações que estabelece com “os alunos” que Jesus mais efetivamente nos inspira e evidencia princípios preciosos do Reino de Deus.

DSC01001Jesus era um professor itinerante. Viajava bastante a pé ou de barco. Vivia apertado entre as multidões, mal tinha tempo para comer  e, às vezes Ele se cansava. Porém, nunca reclamou. Ao contrário, sentia-se feliz em ministrar às pessoas. Seu ministério foi árduo, intenso e de muita responsabilidade. Neste aspecto, pais e  educadores em geral, se identificam com Ele, não é mesmo? Convido-o a continuar esta leitura na expectativa de que se identifique com Ele em sua amizade com as crianças.

Numa destas aulas, provavelmente sob sol forte e intensa demanda das multidões, aconteceu de algumas mães e pais trazerem as suas crianças na esperança de que  Jesus abençoasse seus filhos, pois estavam vendo com seus próprios olhos como era precioso o encontro com o Salvador.

A Bíblia não entra em detalhes, mas ouso imaginar esta turminha e este episódio, pois criança é criança em qualquer tempo e lugar: os mais curiosos vieram correndo na frente, pedindo licença com as mãos, outros chegaram agarrados às compridas túnicas dos pais, alguns no colo, tossindo incomodados com a poeira. O silêncio foi logo interrompido e os adultos franziram as sobrancelhas, como a gente faz na igreja, perguntando no íntimo: estas crianças não tem mãe? Continue lendo →

sextasLista para morderMeu vizinho foi mordido por um cão de rua que era raivoso.

Eu fui ver como ele estava e o encontrei escrevendo freneticamente em um pedaço de papel.

Eu disse a ele que raiva de cachorro pode ser tratada, e que ele não precisava se preocupar com isso.

Ele disse: “Será? Será mesmo?… Estou fazendo uma lista das pessoas que eu quero morder.”

 

Fonte: Larry no site The Good Clean Funnies List, traduzido por Beatriz A. de Paula.

 

segundas-1024x231June Ribeiro

Por June Ribeiro

Tenho pensado e escrito sobre ser amigo das crianças. Procurei ressaltar o lado prazeroso e enriquecedor da convivência com elas, buscando  refletir sobre o valor das mesmas e incentivar pais e educadores, em geral a investir nesta relação.

Mas não hoje. Pela manhã, recebi a triste notícia de que uma criança a quem eu vi nascer havia sido agredida por seu pai. Aconteceu no domingo à noite, logo após a família chegar do culto. A situação era corriqueira. O pai deu uma ordem direta, a criança retrucou e o pai partiu pra cima dela e da mãe que tentou impedir a agressão. Os irmãos menores também se envolveram e até os vizinhos tiveram que entrar no meio para separar.

Eu fiz várias coisas durante o dia, mas nada me fez esquecer. Daí comecei a ler a Bíblia e a escrever uma reflexão sobre a aquele texto em que Jesus abençoa as crianças. E, quanto mais eu pensava naquele que foi e é o maior e melhor amigo delas, tanto mais eu pensava naquilo que Ele afirmou:

Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar”. Mt. 18:6

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quartasPor Gerhard Fuchs

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“Talvez tenhamos todos um pouco de pescador.”

Quando aquele peixe enorme explodiu com selvageria na isca artificial, deixou todos os pescadores extasiados e coroou o esforço de meses de preparo.

Poucas vezes na vida temos a oportunidade de pegar um peixe grande e quando isto acontece  a adrenalina sobe, a atenção é total e o clima só pode ser de vibração, entusiasmo e celebração. Isto vale para a pescaria e vale para negócios e o qualquer outra atividade profissional.

Os companheiros de barco entusiasmados viram o enorme tucunare de 12 kg (ou mais?) dar 4 pulos de corpo inteiro para fora da água e levar a linha embora por cerca de 20 vezes até se entregar cansado ao seu captor, apenas para ser fotografado e solto novamente.

O fascinante neste tipo de pesca é conviver com a natureza em seu estado mais belo e bruto. Não é uma pescaria em que o pescador espera pacientemente o peixão na beira do barranco. Continue lendo →

 

Por Laís da Silva e Talitha Kumi 

Na busca por jovens protagonistas , fizemos algumas ligações para as organizações parceiras da Rede Mãos Dadas,  e através desta conversamos com a Marilza, uma funcionária do Exército de Salvação de Campos, que nos contou a história do Welber, um adolescente de 14 anos participante de um projeto desenvolvido pelo Exército de Salvação. Fomos atrás desse jovem e fizemos uma pequena entrevista para conhecermos um pouco mais sobre sua história e o projeto em que ele participa.

 

Welber

Welber Valentim

Como você conheceu o projeto?
Então, eu sou da Igreja desde que nasci, meus avôs e meus pais sempre foram de lá, e  com isso eu ouvi falar de um projeto de música gratuito na igreja e me interessei a participar.

 

Qual a sua participação na igreja?
Toco trombone na banda de metais da igreja e canto no coral teen.

 

Você acha importante que assim como você, os jovens tenham a oportunidade de participar de projetos como esses?
Sim, eu acho muito importante. Agora a igreja está com um projeto de ensinar música para crianças da comunidade próximo a igreja, e com isso essas crianças passam a ter um futuro diferente do qual elas poderiam ter se não participassem das aulas, e o melhor de tudo e que com isso elas passam a conhecer a Deus. Continue lendo →

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Por June Ribeiro

A gente fala e escreve, trabalha e ensina às crianças. Mas, o que pode ser mais inteligente e prazeroso do que conversar com elas?

Nestes dias, em que tenho pensado sobre o tema educador e igreja amiga das crianças, resolvi perguntar sobre o tema pra quem entende do assunto – uma criança. Foi uma conversa daquelas deliciosas com sabor de sorvete na praia, escorrendo pelos dedos.

Aecep_”Amigo é quem empresta brinquedo pra gente, quando a gente não leva um pra escola”. _”Amigo é quem brinca com a gente”. Continuei a conversa tentando saber o que ele pensa sobre amigos adultos e escutei uma frase esquisita: “Amigo adulto é aquele que dá um relaxo…” Como eu não sabia do que se tratava, ele explicou: “- relaxo vó, é quando a gente está muito cansado de fazer atividades e o adulto deixa a gente brincar”. Pura sabedoria do meu netinho Gabriel, de 5 anos de idade.

Ser amigo, para ele, está associado ao brincar e à brincadeira, ao prazer e à alegria infantil.  Continue lendo →

segundasPor June Ribeiro

Quantos amigos você tem? Esta é uma pergunta freqüente em nossos modernos tempos de redes, perfis e amizades virtuais.  Sem contar o whats  app que virou um verdadeiro “zap, zap” ,  zumbindo perguntas e respostas intermináveis em qualquer hora do dia e da noite.

Para responder corretamente às perguntas acima é preciso pensar sobre o significado da palavra “amigo” que é: aquele que ama, que demonstra afeto, benevolência, que tem expectativas favoráveis,  que ampara e defende,  que é ligado a…” E agora, quantos amigos você tem? Olhando para o real significado e valor da palavra  vemos diminuir assustadoramente a lista associada ao nosso perfil.

V&JL Continue lendo →

quartasSetembro e outubro deste ano serão meses nos quais daremos uma atenção especial à questões relacionadas à criança na igreja. Em outubro queremos que as igrejas se mobilizem para escutar as crianças perguntando a elas: “Somos uma igreja amiga de todas as crianças?” Mas por hora, gostaríamos de apresentar um artigo publicado na primeiríssima edição da Revista Mãos Dadas sobre o que fazer quando a violência sexual acontece nos lares de pessoas membros de nossa própria congregação!

 

por Carlos Grzybowski

O abuso sexual é uma das formas de violência doméstica mais difíceis de se combater, devido ao tabu e ao estigma que acompanham este assunto. Seus efeitos na vida da vítima são devastadores. Entretanto, a recomposição da criança ou do adolescente que sofreu abuso sexual é possível. A informação sobre o assunto nos mobilizará para ações preventivas e de proteção aos nossos menores. A primeira vez que me deparei com uma situação de abuso sexual foi quando trabalhava no Recanto da Paz, uma instituição cristã de ajuda a mulheres marginalizadas. O pastor Angus, diretor da instituição, chamou-me em seu escritório e informou-me que havia recebido um telefonema da Delegacia da Mulher, que solicitava sua presença para tratar de uma delicada questão desse tipo.

Mulher

E agora?

O caso era de um pai que mantinha relações sexuais com suas duas filhas, uma de 15 e outra de 13 anos na época, e as intimidava sob ameaças. A mãe das meninas tinha conhecimento do caso, mas temia a violência do marido caso ela o denunciasse. Ele era, na realidade, um homem desequilibrado e violento. A situação só havia sido revelada porque uma das filhas havia participado de um retiro espiritual dirigido por uma médica cristã que, falando sobre sexualidade, proporcionou um ambiente de confiança para a menina mais velha expor suas angústias. Toda a família frequentava regularmente uma igreja evangélica. Continue lendo →

segundasPor June Ribeiro

A maioria de nós se lembra daquele “melhor amigo” com quem  compartilhou segredos  e viveu aventuras na infância.

Estabelecer vínculos afetivos e  desenvolver amizades é uma habilidade humana que se inicia nas primeiras relações que a criança estabelece dentro da própria família e, progressivamente, se estende para outras esferas, especialmente a escola, a creche e a igreja.

FathersDay_1100013333-1013intAo entrar para a creche ou começar a frequentar a escola dominical, a criança começa a conviver com os coleguinhas e é bem fácil perceber o quanto é difícil para elas brincar de forma cooperativa e  dividir seus brinquedos. Ela brinca ao lado,  e não  com o outro. Para realizar seus desejos bate,  empurra e morde necessitando de intervenções e zelo constantse. À medida em que vai amadurecendo, começa a interagir de fato e chega um momento, no qual o colega se transforma num amigo.  Essa relação, a amizade, é  uma conquista que surge de doação mútua profunda e pessoal que ninguém pode viver ou desenvolver pelo outro.

Etimologicamente, amizade é uma palavra derivada de amicus, que possivelmente se derivou de amore. É uma forma de relacionamento  caracterizada por fidelidade, confiança e amor. Continue lendo →