segundas-1024x231June Ribeiro

Por June Ribeiro

Tenho pensado e escrito sobre ser amigo das crianças. Procurei ressaltar o lado prazeroso e enriquecedor da convivência com elas, buscando  refletir sobre o valor das mesmas e incentivar pais e educadores, em geral a investir nesta relação.

Mas não hoje. Pela manhã, recebi a triste notícia de que uma criança a quem eu vi nascer havia sido agredida por seu pai. Aconteceu no domingo à noite, logo após a família chegar do culto. A situação era corriqueira. O pai deu uma ordem direta, a criança retrucou e o pai partiu pra cima dela e da mãe que tentou impedir a agressão. Os irmãos menores também se envolveram e até os vizinhos tiveram que entrar no meio para separar.

Eu fiz várias coisas durante o dia, mas nada me fez esquecer. Daí comecei a ler a Bíblia e a escrever uma reflexão sobre a aquele texto em que Jesus abençoa as crianças. E, quanto mais eu pensava naquele que foi e é o maior e melhor amigo delas, tanto mais eu pensava naquilo que Ele afirmou:

Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar”. Mt. 18:6

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quartasPor Gerhard Fuchs

Peixe Grande 001

“Talvez tenhamos todos um pouco de pescador.”

Quando aquele peixe enorme explodiu com selvageria na isca artificial, deixou todos os pescadores extasiados e coroou o esforço de meses de preparo.

Poucas vezes na vida temos a oportunidade de pegar um peixe grande e quando isto acontece  a adrenalina sobe, a atenção é total e o clima só pode ser de vibração, entusiasmo e celebração. Isto vale para a pescaria e vale para negócios e o qualquer outra atividade profissional.

Os companheiros de barco entusiasmados viram o enorme tucunare de 12 kg (ou mais?) dar 4 pulos de corpo inteiro para fora da água e levar a linha embora por cerca de 20 vezes até se entregar cansado ao seu captor, apenas para ser fotografado e solto novamente.

O fascinante neste tipo de pesca é conviver com a natureza em seu estado mais belo e bruto. Não é uma pescaria em que o pescador espera pacientemente o peixão na beira do barranco. Continue lendo →

 

Por Laís da Silva e Talitha Kumi 

Na busca por jovens protagonistas , fizemos algumas ligações para as organizações parceiras da Rede Mãos Dadas,  e através desta conversamos com a Marilza, uma funcionária do Exército de Salvação de Campos, que nos contou a história do Welber, um adolescente de 14 anos participante de um projeto desenvolvido pelo Exército de Salvação. Fomos atrás desse jovem e fizemos uma pequena entrevista para conhecermos um pouco mais sobre sua história e o projeto em que ele participa.

 

Welber

Welber Valentim

Como você conheceu o projeto?
Então, eu sou da Igreja desde que nasci, meus avôs e meus pais sempre foram de lá, e  com isso eu ouvi falar de um projeto de música gratuito na igreja e me interessei a participar.

 

Qual a sua participação na igreja?
Toco trombone na banda de metais da igreja e canto no coral teen.

 

Você acha importante que assim como você, os jovens tenham a oportunidade de participar de projetos como esses?
Sim, eu acho muito importante. Agora a igreja está com um projeto de ensinar música para crianças da comunidade próximo a igreja, e com isso essas crianças passam a ter um futuro diferente do qual elas poderiam ter se não participassem das aulas, e o melhor de tudo e que com isso elas passam a conhecer a Deus. Continue lendo →

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Por June Ribeiro

A gente fala e escreve, trabalha e ensina às crianças. Mas, o que pode ser mais inteligente e prazeroso do que conversar com elas?

Nestes dias, em que tenho pensado sobre o tema educador e igreja amiga das crianças, resolvi perguntar sobre o tema pra quem entende do assunto – uma criança. Foi uma conversa daquelas deliciosas com sabor de sorvete na praia, escorrendo pelos dedos.

Aecep_”Amigo é quem empresta brinquedo pra gente, quando a gente não leva um pra escola”. _”Amigo é quem brinca com a gente”. Continuei a conversa tentando saber o que ele pensa sobre amigos adultos e escutei uma frase esquisita: “Amigo adulto é aquele que dá um relaxo…” Como eu não sabia do que se tratava, ele explicou: “- relaxo vó, é quando a gente está muito cansado de fazer atividades e o adulto deixa a gente brincar”. Pura sabedoria do meu netinho Gabriel, de 5 anos de idade.

Ser amigo, para ele, está associado ao brincar e à brincadeira, ao prazer e à alegria infantil.  Continue lendo →

segundasPor June Ribeiro

Quantos amigos você tem? Esta é uma pergunta freqüente em nossos modernos tempos de redes, perfis e amizades virtuais.  Sem contar o whats  app que virou um verdadeiro “zap, zap” ,  zumbindo perguntas e respostas intermináveis em qualquer hora do dia e da noite.

Para responder corretamente às perguntas acima é preciso pensar sobre o significado da palavra “amigo” que é: aquele que ama, que demonstra afeto, benevolência, que tem expectativas favoráveis,  que ampara e defende,  que é ligado a…” E agora, quantos amigos você tem? Olhando para o real significado e valor da palavra  vemos diminuir assustadoramente a lista associada ao nosso perfil.

V&JL Continue lendo →

quartasSetembro e outubro deste ano serão meses nos quais daremos uma atenção especial à questões relacionadas à criança na igreja. Em outubro queremos que as igrejas se mobilizem para escutar as crianças perguntando a elas: “Somos uma igreja amiga de todas as crianças?” Mas por hora, gostaríamos de apresentar um artigo publicado na primeiríssima edição da Revista Mãos Dadas sobre o que fazer quando a violência sexual acontece nos lares de pessoas membros de nossa própria congregação!

 

por Carlos Grzybowski

O abuso sexual é uma das formas de violência doméstica mais difíceis de se combater, devido ao tabu e ao estigma que acompanham este assunto. Seus efeitos na vida da vítima são devastadores. Entretanto, a recomposição da criança ou do adolescente que sofreu abuso sexual é possível. A informação sobre o assunto nos mobilizará para ações preventivas e de proteção aos nossos menores. A primeira vez que me deparei com uma situação de abuso sexual foi quando trabalhava no Recanto da Paz, uma instituição cristã de ajuda a mulheres marginalizadas. O pastor Angus, diretor da instituição, chamou-me em seu escritório e informou-me que havia recebido um telefonema da Delegacia da Mulher, que solicitava sua presença para tratar de uma delicada questão desse tipo.

Mulher

E agora?

O caso era de um pai que mantinha relações sexuais com suas duas filhas, uma de 15 e outra de 13 anos na época, e as intimidava sob ameaças. A mãe das meninas tinha conhecimento do caso, mas temia a violência do marido caso ela o denunciasse. Ele era, na realidade, um homem desequilibrado e violento. A situação só havia sido revelada porque uma das filhas havia participado de um retiro espiritual dirigido por uma médica cristã que, falando sobre sexualidade, proporcionou um ambiente de confiança para a menina mais velha expor suas angústias. Toda a família frequentava regularmente uma igreja evangélica. Continue lendo →

segundasPor June Ribeiro

A maioria de nós se lembra daquele “melhor amigo” com quem  compartilhou segredos  e viveu aventuras na infância.

Estabelecer vínculos afetivos e  desenvolver amizades é uma habilidade humana que se inicia nas primeiras relações que a criança estabelece dentro da própria família e, progressivamente, se estende para outras esferas, especialmente a escola, a creche e a igreja.

FathersDay_1100013333-1013intAo entrar para a creche ou começar a frequentar a escola dominical, a criança começa a conviver com os coleguinhas e é bem fácil perceber o quanto é difícil para elas brincar de forma cooperativa e  dividir seus brinquedos. Ela brinca ao lado,  e não  com o outro. Para realizar seus desejos bate,  empurra e morde necessitando de intervenções e zelo constantse. À medida em que vai amadurecendo, começa a interagir de fato e chega um momento, no qual o colega se transforma num amigo.  Essa relação, a amizade, é  uma conquista que surge de doação mútua profunda e pessoal que ninguém pode viver ou desenvolver pelo outro.

Etimologicamente, amizade é uma palavra derivada de amicus, que possivelmente se derivou de amore. É uma forma de relacionamento  caracterizada por fidelidade, confiança e amor. Continue lendo →

quartas
Por Elsie Gilbert

Há alguns anos atrás me vi diante do seguinte dilema. Trabalhava como missionária numa organização social cristã. Meu trabalho era levar as mães das crianças atendidas a um relacionamento com Jesus Cristo, só que eu não queria fazer proselitismo no sentido de tentar mudar a religião delas para a minha. Neste contexto, eu comecei a conversar com as mulheres sobre a vida espiritual delas.

Lembrei a elas que gastavam bastante tempo se preocupando com os aspectos físicos da vida: moradia, alimentação, medicamentos, exercício físico, etc. Elas também gastavam tempo com o lado emocional e relacional de suas vidas: conversando, visitando, ajudando familiares, buscando forma de recrear, etc. Finalmente perguntei: “Que tempo vocês dedicam à sua vida espiritual?” Percebi que tinha acertado minha estratégia quando pedi a um pastor para falar com elas e ele contou para elas sobre como Jesus queria ouví-las, no quarto, em secreto. A forma como elas receberam esta mensagem foi impressionante. Era como se estivessem sendo alimentadas num nível profundo e satisfatório. Elas estavam com fome na alma!

2013_Exposição_Liturgia-14Ao final eu sempre dizia: “Vocês precisam alimentar o espírito. Em que lugar há outras pessoas buscando fazer a mesma coisa? Não é no banco da praça, nem na sala em frente da TV. Mas também não precisa ser na minha igreja. De qualquer forma vocês precisam buscar este lugar!

Talvez hoje eu seria mais enfática. Eu acredito na igreja. Imperfeita, disfuncional, problemática, a igreja continua porque ela não é projeto nosso e sim de Deus! À medida que meus filhos crescem e eu convivo com mais adolescentes e jovens, percebo a dificuldade que é para muitos acreditar na igreja e investir nela. Eles pertencem a uma geração que contabiliza tudo em termos de “retorno sobre seu investimento.” O que vou ganhar? O que ela tem para me oferecer? Continue lendo →

terçasMaristasO Instituto Marista de Assistência Social/IMAS divulga um fascículo sobre Conferências Livres dos Direitos da Criança e do Adolescente. O recurso ajuda àqueles que querem incluir a voz da criança e adolescentes nas discussões sobre seus próprios direitos. Se vamos discutir sobre as crianças e adolescentes, vamos incluí-los na conversa também! A proposta do fascículo é contribuir para que a  participação desses públicos nas nas discussões de políticas públicas seja efetiva.

 

Para baixar o PDF completo (clique aqui!)

Para baixar o guia com as orientações (clique aqui!)

segundaspor Elsie B. C. Gilbert*

“Alegrem-se sempre.” 1 Tessalonicenses 5.16

São vários os verbos no português que indicam o ato de ter prazer em algo: saboreie a comida, aproveite o sol, aproveite a vida, desfrute sua aposentadoria, aprecie esta fotografia, divirta-se na festa, curta a sua netinha. Em inglês há uma palavra que reúne todos estes significados: ENJOY. En no latim significa “fazer”, e joy vem do francês arcaico e significa “alegria”. Ficar alegre com alguém ou alguma coisa parece uma atitude um tanto passiva, que depende mais da circunstância do que de uma decisão. O que eu gosto no verbo ENJOY é que ele é ativo. Eu determino, faço a partir da minha vontade, com que eu tenha prazer em algo, alguém, alguma coisa.

Com certeza, isto é mais fácil de falar do que praticar. Até aqui, nenhuma novidade! Mas de vez em quando estas lições, já lidas e relidas em passagens bíblicas ficam mais evidentes para nós. Continue lendo →