sextasO que pode acontecer em uma colônia de pescadores cercada por riquezas naturais escondidas no fundo do mar, em que reside uma missionária que faz mergulho e que gosta de crianças?!

A resposta está no album de fotos abaixo! Conheça o trabalho da missonária Alison M. Worrall…

Entre os dias 03 a 09 de abril 2015, aconteceu nas dependências da Igreja Cristã Nova Vida em Maracaípe, a exposição: Pascoa, Peixes e o Pontal – “Conhecendo seu quintal” promovida e produzida pela missionária Alison M. Worrall. A exposição foi composta por 18 fotos, 152 visitantes e 84 crianças da escola municipal.

Formada em fotografia na Escola de Arte de Plymouth na Inglaterra Alison se especializou em fotografia aquática no único curso de nível superior oferecido na europa. Mas, durante os últimos 25 anos ela tem trabalhado em defesa dos direitos das crianças e adolescentes com diversos projetos sociais no Brasil atuando como educadora artística/social e também como Facilitadora da Rede Mãos Dadas no Nordeste. Continue lendo →

 

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Por Vanderlei Schach

Em tempos difíceis, ele me esconderá no seu abrigo. Ele me guardará em seu Templo e me colocará em segurança no alto de uma rocha (Sl 27.5).

Frequentemente a mídia exibe reportagens sobre atrocidades macabras cometidas contra pessoas. Os agressores não poupam crianças e mulheres. As reportagens trazem notícias sobre estupro em público, coletivo, chacinas, assassinato com esquartejamento e assim por diante. Estas notícias sempre são destaque nacional e até internacional.

ViolenceAo ler a Bíblia, o cenário parece não ser muito diferente. Ao ler alguns capítulos, dá a impressão de se estar lendo uma página policial de algum jornal. Mas o que é verdade mesmo é que a Bíblia não esconde a maldade e violência do ser humano. Tudo o que acontecia a milhares de anos passados em termos de violência, ainda acontece atualmente, apesar do avanço da ciência e tecnologia para combater o mal (ou para praticá-lo?).

Muito antes da época de Jesus Cristo, os israelitas fizeram um santuário para que Deus pudesse habitar no meio deles (Êx 25.8). Com a chegada de Jesus Cristo, Deus passou a habitar de forma individual e coletiva no meio do seu povo, ou seja, o santuário em que Deus habita não é mais de pedras e objetos, mas de vidas preciosas. A habitação de Deus deve ser um lugar onde as pessoas possam buscar segurança em tempos difíceis. Continue lendo →

segundas-1024x231Por Vanderlei Schach

Numa dimensão sociológica, segundo estudiosos do assunto, em poucas palavras podem-se descrever três estágios em que a família passou e está passando por modificações: primeiramente a família “tradicional”, regida pelo poder do pai; em segundo lugar a família “moderna”, o casal se escolhe sem a interferência dos pais e o poder sobre os filhos é dividido entre os pais/mães e o Estado e em terceiro a família contemporânea ou pós-moderna, na qual a transmissão da autoridade vai ficando cada vez mais complexa em virtude das rupturas [divórcio] e recomposições que a família sofre. É com base nesta configuração familiar que quero discorrer sobre algumas questões que afetam as crianças. A imagem de família tradicional é cada vez mais rara em nossa sociedade. Gary Collins observa que o que se vê atualmente na maioria das vezes são:

famílias que só têm um dos pais; instabilidade conjugal que gera divórcio, um novo casamento e a consequente formação de uma família composta dos filhos que os cônjuges trazem das antigas uniões; inversão dos papéis pai-filho, em que o jovem assume um comportamento paternal (proteger, apoiar e cuidar), enquanto o pai ou mãe procura agradar ou receber a sua aprovação; coalizões pai-filho, em que um dos genitores joga um ou dois filhos contra o outro genitor e seus aliados; ou envolvimento exagerado na vida dos filhos, quando os pais se intrometem demais nas atividades, trabalhos de casa e estilos de vida dos filhos. (COLLINS, Gary. Aconselhamento cristão. 2004, p. 517-518).

2013.03.26_Asas_de_Socorro_Sabina_PA_D800-174Collins também afirma, a partir de sua experiência profissional, que diante desta nova recomposição ou configuração familiar os filhos ainda pequenos sentem-se confusos a respeito de seus papéis dentro da família. Também ficam imobilizados quando numa situação de crise que cria pressões, ninguém sabe quem deve fazer o quê. Isso significa que, na perspectiva da família pós-moderna, os filhos já não têm mais noção de autoridade e, como a família está diretamente ligada à sociedade, acabam por transferir essa responsabilidade a ela. Continue lendo →

quintasPor Marli Marcandali 

No dia 12/03, fui à Cracolândia junto com o pessoal do JEAME. Eram somente 16:00hs. Passamos como sempre no “meio do furacão” e tudo acontece a céu aberto. De repente, no meio do inferno, uma jovem nos aborda e olha para o Virgílio Vieira, perguntando se ele não lembrava dela da FEBEM. Foi uma alegria. Daí aparece outro e pede para tocar uma música no violão da Verna. Foi tremendo. Nunca vi aquilo. No meio daquela “muvuca” do crack, no meio do pessoal doidão, e de vários cachimbos acesos, de repente sai um louvor e um monte de usuários rodeando a gente, cantando, chorando, dançando ao som de louvores; alguns deles vieram pedir também para tocar louvores no violão, as vozes eram lindas e muitos que passavam reconheciam e se juntavam.

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Continua JEAME a brilhar!

Vários deles vieram pedir o nosso contato pedindo ajuda. Foi um mover de Deus no meio do inferno, como a equipe nunca viu. Eu olhava em volta de nós, no meio da desgraça pura e não conseguia segurar as lágrimas, pois explodia um louvor alto no meio da rua que contagiava, que provocava, que comovia, que nos ensopava como chuva… assim como a chuva que começou a cair também. Continue lendo →

segundas-1024x231Por Vanderlei Schach

Respondeu Maria: “sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra”. Então o anjo a deixou (Lc 1.38).

O Dr. “Lucas, médico amado” (Cl 4.14) descreve a situação de duas mulheres grávidas. A descrição encontra-se em seu evangelho 1.26-56. Ao observar a descrição bíblica, alguns fatos saltam aos olhos. Primeiramente, Isabel era idosa e estéril (1.7). Seu marido Zacarias era sacerdote e também já idoso. “Ambos eram justos aos olhos de Deus, obedecendo de modo irrepreensível a todos os mandamentos e preceitos do Senhor” (Lc 1.6). Enquanto Zacarias servia a Deus como sacerdote no templo, recebeu a visita do anjo Gabriel que lhe prometeu um filho, porém Zacarias duvidou da palavra de Gabriel e ficou mudo. No lado oposto, está a virgem Maria, ainda solteira, embora estivesse comprometida com seu noivo José, comprometimento que em caso de infidelidade por parte da mulher poderia gerar uma carta de divórcio motivada pelo noivo. A mesma promessa que Gabriel havia dado a Zacarias, também deu a Maria, contudo, quando Isabel já estava no sexto mês de gravidez (Lc 1.26).

2013.03.26_Asas_de_Socorro_Sabina_PA_D700-23O segundo fato que chama atenção é que, após a visita do anjo Gabriel, Maria está perplexa, abrigando em seu coração a promessa divina e em seu ventre aquele que viria a ser nosso Salvador. Mesmo como feto, ele já foi saudado e adorado por Isabel quando Maria chegou à casa dela para visitá-la. Daí pode-se imaginar quanto assunto as duas mulheres grávidas tinham em comum e diferente para conversar. Mas o que Maria está buscando? Maria está em busca de comunhão. Parte para as montanhas certa de que seria mãe, pela fé em Deus. Talvez a sua mãe ou seu pai já havia falecido e mais a vergonha da gravidez (para aquela época) a faz buscar alguém confiável. Provavelmente seus familiares e amigos a expunham ao ridículo. Ela não sofreu de mudez como Zacarias, mas sua situação era de opróbrio. A solidão para Maria poderia lhe parecer traumática. Porém, ela sabe que a comunhão entre pessoas da mesma fé e experiência lhe traria consolo para a alma atribulada. Enquanto isso, Zacarias de lábios cerrados, apenas ouvia e via a fé e a alegria que as duas compartilhavam por “cerca de três meses” (Lc 1.56). Continue lendo →

Contra ou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos? Veja o artigo publicado no blog Carta Capital, escrito por Douglas Belchior.

 

Por Douglas Belchior

1º. Porque já responsabilizamos adolescentes em ato infracional – A partir dos 12 anos, qualquer adolescente é responsabilizado pelo ato cometido contra a lei. Essa responsabilização, executada por meio de medidas socioeducativas previstas no ECA, tem o objetivo de ajudá-lo a recomeçar e a prepará-lo para uma vida adulta de acordo com o socialmente estabelecido. É parte do seu processo de aprendizagem que ele não volte a repetir o ato infracional.

Por isso, não devemos confundir impunidade com imputabilidade. A imputabilidade, segundo o Código Penal, é a capacidade da pessoa entender que o fato é ilícito e agir de acordo com esse entendimento, fundamentando em sua maturidade psíquica.

2º. Porque a lei já existe, resta ser cumprida – ECA prevê seis medidas educativas: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. Recomenda que a medida seja aplicada de acordo com a capacidade de cumpri-la, as circunstâncias do fato e a gravidade da infração.

Muitos adolescentes, que são privados de sua liberdade, não ficam em instituições preparadas para sua reeducação, reproduzindo o ambiente de uma prisão comum. E mais: o adolescente pode ficar até 9 anos em medidas socioeducativas, sendo três anos interno, três em semiliberdade e três em liberdade assistida, com o Estado acompanhando e ajudando a se reinserir na sociedade.

Não adianta só endurecer as leis se o próprio Estado não as cumpre.

Estado

3º. Porque o índice de reincidência nas prisões é de 70% – Não há dados que comprovem que o rebaixamento da idade penal reduz os índices de criminalidade juvenil. Ao contrário, o ingresso antecipado no falido sistema penal brasileiro expõe as (os) adolescentes a mecanismos/comportamentos reprodutores da violência, como o aumento das chances de reincidência, uma vez que as taxas nas penitenciárias são de 70% enquanto no sistema socioeducativo estão abaixo de 20%.

A violência não será solucionada com a culpabilização e punição, mas pela ação da sociedade e governos nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que as reproduzem. Agir punindo e sem se preocupar em discutir quais os reais motivos que reproduzem e mantém a violência, só gera mais violência. Continue lendo →

segundas-1024x231Por Vanderlei Schach

Pois vejam! Criarei novos céus e nova terra, e as coisas passadas não serão lembradas. Jamais virão à mente! (Is 65.17).

Atualmente há muitas pessoas que vivem pensando em seu passado. Algumas com razão devido à violência sofrida na infância ou mesmo na idade adulta e não conseguem administrar as consequências decorrentes da violência sofrida. Outras simplesmente se lamentam dizendo que se as situações passadas tivessem sido melhores, o presente também poderia ser melhor. Seja como for, parece que Deus já sabia dos dilemas humanos.

The-Chronicles-Of-Narnia-001No texto bíblico de Isaías 65.17-25 o profeta menciona que Deus fará novas todas as coisas e as antigas não serão mais lembradas. O povo deverá ter alegria pelas coisas novas que Deus criará, porque não se ouvirá mais voz de choro de tristeza. Crianças viverão muitos dias, ou seja, para sempre. Pessoas construirão casas e morarão nelas, plantarão lavouras e colherão e comerão do seu fruto. É uma indicação que o povo viverá em segurança. Uma citação importante é que as pessoas ou os pais não trabalharão mais em vão, mas terão uma retribuição digna de seu trabalho e, mais importante ainda é que não gerarão filhos para desgraça, isto é, os filhos serão protegidos de doenças, violência e a mortalidade infantil não será conhecida (veja Lv 26.16). Assim as gerações terão sucessivamente a bênção de Deus e as linhagens familiares continuarão sem interrupção e com os idosos testemunhando os feitos de Deus. O ápice dessa narrativa ocorre no verso 24: “Antes de clamarem, eu responderei; ainda não estarão falando, eu os ouvirei.” Isto significa que o relacionamento entre Deus e seu povo será restaurado assim como a relação da vítima com seu predador (65.25), que aponta para a reconciliação da humanidade e a natureza criada por Deus. O mesmo verso ainda declara que “ninguém fará mal nem destruição…” aponta para a reconciliação entre os seres humanos. A partir dessa narrativa bíblica podemos olhar com otimismo e esperança para o futuro. Continue lendo →