Por James Gilbert

Quanto pesa uma criança

Qual é o peso de uma criança?

Na perspectiva bíblica as crianças são bênçãos de Deus. Não apenas uma bênção para o moderno núcleo familiar, mas também para a tribo, nação e até para o mundo inteiro. Isso parece contrariar muitas visões de mundo modernas. Hoje parece que as crianças são fofas, adoráveis, mas são também um fardo inconveniente e não muito prático.

Portanto, o senso comum estabelece que precisamos limitar o número de filhos. Na China isso faz parte da legislação: uma criança por casal. No Ocidente livre, a cultura parece ditar: ter um filho é prudente, dois filhos é bom, três é exagero, quatro é um pouco de loucura. (Quando digo às pessoas que tenho quatro, há um momento de avaliação silenciosa, quando me olham e tentam perceber se sou rico, negligente, um viajante do passado, ou só gosto de viver perigosamente!) Claro que mais de quatro rotula o casal como irresponsável.

Conclusão: parece que o equilíbrio entre fofo e adorável por um lado e inconveniente, inviável por outro, diz aos cidadãos conscientes para terem uma ou duas crianças.¹

Em nossa economia de desigualdades, eles podem estar certos. Ter crianças “extras” significa que você provavelmente terá de abrir mão das bênçãos do progresso tecnológico e do livre mercado: tablets, telefones celulares, carros de última geração; viagens de avião, aparelhos nas mais diversas cores, aplicativos, upgrades, etc. Para se dar o direito de ter mais filhos, o casal teria de praticar as antigas virtudes de negar a si mesmos, viver com limites e escolhas responsáveis. Claro, abrir mão dessas bênçãos modernas pode dar a entender que são amaldiçoados. Continue lendo →

2015.01.10_untitled_X-T1-2 - CopyEm 2016 cristãos ao redor do mundo se reunirão no primeiro fim de semana de junho, dias 3, 4 e 5, para juntos intercederem ao Pai pelas crianças e adolescentes que sofrem todo tipo de adversidade e que habitam todos os cantos do planeta. O primeiro Mutirão de Oração pelas Crianças Socialmente Vulneráveis aconteceu há 21 anos. Uma geração inteira nasceu e cresceu nestes 21 mutirões de oração! Será que nossas orações foram atendidas? Será que tiveram uma infância melhor, mais próxima do ideal de Deus para elas?

A Rede Mãos Dadas recebe poucos ecos dos grupos que se formam para orar pelas crianças durante os mutirões. Sabemos que uma menina em Campinas, SP, orou pedindo uma casa para sua família. Os irmãos daquela igreja ficaram curiosos e foram visitar a menina. Constataram com surpresa que ela e toda sua família viviam num terreno baldio. A igreja se organizou e hoje a menina tem uma casa! Ouvimos do grupo de adolescentes atendidos pelo Projeto Três Corações em São Paulo cuja oração foi respondida em 15 minutos, algo que muito impressionou aqueles meninos marcados pelos conflitos de rua e embates com a polícia. Ouvimos de uma criança raptada na fronteira do Brasil com o Uruguai que por meio da intercessão, foi resgatada. Ouvimos ecos de lugares distantes como a África e a Ásia na forma de relatos enviados a nós por nossa parceira nesta iniciativa, a Viva.

Mas a pergunta continua a incomodar. Será que a nossa intercessão fez diferença para esta geração? As crianças que nascerem em 2016 estarão entrando num mundo melhor do que o mundo no qual as crianças entraram há 21 anos? Em algumas áreas nós avançamos, em outras retrocedemos. Veja a avaliação dos últimos 25 anos da infância brasileira num relatório produzido pelo UNICEF em 2015. O fato é que milhões de crianças brasileiras entram num Brasil muito hostil para elas ainda hoje!

Então, porque insistir na intercessão?

1. Porque as crianças e adolescentes estão no rol dos “pequeninos” de Jesus. As crianças de hoje continuam vulneráveis tanto quanto as crianças de ontem! Enquanto houver disputa por poder, corrupção, guerras, ganância, ódio e desejo de vingança, egoísmo e a persistente cultura de idolatria do próprio eu, o mundo continuará a oprimir os seus pequeninos. Jesus, no entanto, foi muito claro: ele está sempre do lado dos pequeninos. Continue lendo →

just-hands-1550395-640x480-300x225Por Lissânder Dias


Pai Nosso que estás nos céus!
Seja tu também o pai das crianças vítimas de abuso e exploração sexual.

Santificado seja o teu nome
Seja a tua santidade a barreira contra toda maldade humana, em qualquer lugar, em qualquer momento.
Seja o furor da tua pureza como cordas impedindo adultos de abusarem de crianças e adolescentes.

Venha a nós o teu Reino;
Que o teu Reino inunde cada canto escuro e insalubre do Brasil onde crianças são presas, manipuladas, exploradas.
Que brilhe como uma aurora a esperança de salvação que vem de ti! E que venha, de fato, o teu reino.

Seja feita a tua vontade
Assim na terra como no céu
Que o desejo louco do pecado seja enfraquecido pela vontade poderosa do Senhor.
Que haja arrependimento e transformação nas mentes de quem abusa de crianças, mesmo que para isso seja necessário privação de liberdade e dor pelas consequências.

Continue lendo no blog de Lissânder Dias aqui!

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Sua condição não anula o fato de que ela é uma benção!

por James Gilbert

Uma coisa que nós brasileiros pedimos a Deus com muita frequência é para sermos abençoados. Ao menos no mundo evangélico com o qual estou familiarizado, pedimos a Deus bênçãos no culto, na escola dominical e em nossos diferentes grupos dentro da igreja. Além disso, rogamos a Deus que nos abençoe em nossas orações em família e nas orações individuais. Nosso desejo para que Deus nos abençoe é algo bom. Já está previsto nas Escrituras.

Mas o que estamos pedindo, quando oramos a Deus para que nos abençoe?

No início, Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, então os abençoou. “E lhes disse: ‘Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra’”. (Gn 1.28). A primeira bênção registrada na história é a de ter filhos, netos e bisnetos e assim por diante. Isso mesmo, no início da criação, a primeira bênção para nossos pais foi ter filhos, e muitos deles.

Algum tempo depois, quando Noé sai da arca e entra na “nova terra”, Deus o abençoa, juntamente com sua família: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei a terra”. A bênção de Deus para o justo Noé e sua família, foi a de ter filhos.

Quando Deus chama Abraão e lhe conta o que vai acontecer, abençoa-o e registra que ele vai ser bênção para todos os povos da terra. Como isso aconteceria? Por meio de um dos descendentes de Abraão. Este descendente foi Jesus Cristo e o mundo inteiro foi por ele abençoado. A bênção das bênçãos veio por meio daquela benção original de Deus, a de ter filhos.

Este não é um discurso sobre retidão e fertilidade, mas sobre as crianças como bênçãos. Será que você e sua comunidade de fé agradecem a Deus por todas as bênçãos que Ele lhes deu? Vocês incluem nesta gratidão até aquelas crianças que não são da sua comunidade de fé? Ou as crianças que têm necessidades especiais, ou aquelas que não foram planejadas? O poeta indiano Rabinranath Tagore disse com propriedade “Toda criança vem com a mensagem de que Deus ainda não desistiu do ser humano”

Por ocasião do Mutirão Mundial de Oração pelas Crianças Socialmente Vulneráveis, oremos para que Deus mude a nossa atitude e percepção das crianças. Que ele nos ajude a vê-las da forma como ele as vê e aprecia!

James GilbertA Rede Mãos Dadas preparou mais uma ferramenta de apoio que vai te ajudar durante a campanha do Mutirão Mundial de Oração 2016. Utilize o power point para apresentar o mutirão  e ore junto com os membros da sua igreja, nele você encontrará orações e muito mais.

Para baixar o power point clique aqui!

Para baixar em pdf, clique aqui!

Participe você também do Intercâmbio de Oração. Clique qui!

 

 

Acabamos de lançar no site da Rede Mãos Dadas o guia para o 21º Mutirão de Oração pelas Crianças Socialmente Vulneráveis. O guia é uma produção do Instituto Lado a Lado para a Rede Mãos Dadas. Por que não só traduzir o guia do inglês para o português? Achamos que um guia com a nossa cara, tendo como referência o nosso contexto cultural seria mais bem aproveitado por nós todos. O Guia contém dados sobre as crianças e adolescentes, estudo bíblico para adultos, dinâmica de oração para crianças, história de orações respondidas e até uma chamada para você participar com o seu grupo de crianças no Intercâmbio de Oração 2016. Confira!

Um guia bem brasileiro para um desafio global!

Um guia bem brasileiro para um desafio global!

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Foi no silêncio que Ele me deu colo!

Por Elsie B. C. Gilbert

O meu terceiro Dia das Mães como uma jovem mãe foi triste. Estava em luto pela perda do meu pai que acontecera havia apenas 3 meses.  Pensando nas mães que estarão tristes por viverem dias de luto neste domingo, resolvi contar a minha história do dia em que Deus me deu colo. Ele me consolou com a simplicidade e ternura que ele dispensa com frequência a todas as mães que buscam nele estas qualidades maternais!

Meu pai vivia os últimos capítulos de sua longa luta contra o câncer. Eu vivia meus primeiros dias como mãe do meu segundo filho. Naquele domingo em meados de fevereiro de 1996, a angústia da morte dominava o meu coração de tal forma que pedi a meu marido que me levasse para passear de carro sem rumo certo. Eu precisava de ar!

Não funcionou. Voltamos para casa e eu finalmente liberei meu marido que ficou cuidando de nossos dois pequenos. Estava na hora de entrar no silêncio, no escuro, num canto a sós e pedir socorro a Deus. Meu problema era o seguinte: na eventual morte do meu pai, que parecia tão iminente, eu confiava que ele entraria na presença de Deus e que o seu sofrimento daria lugar à alegria. O que me feria profundamente naquele momento era vê-lo sofrer, definhar, ser maltratado pela doença. Meu pai era um homem de Deus, vê-lo sofrer daquele jeito me fazia temer que afinal de contas Deus nos abandona, mesmo que temporariamente.

Falei isto tudo para Deus. Perguntei se ele estava presente naquele quarto de hospital. Fiquei quieta na presença de Deus naquela salinha escura até sentir as lágrimas secarem e uma quietude invadir a minha alma. Logo em seguida, comecei a ouvir uma melodia. Ela começou bem suave e foi crescendo. Mas eu continuava sem conseguir identifica-la. Eu sabia que era um hino da minha infância e que era do Cantor Cristão, hinário da Igreja Batista. Continue lendo →

curso_especial_30_abril_miniaturasA Aliança Pró Evangelização das crianças (APEC), promove o curso para Discipulado da Criança com Deficiência para o próximo dia 30 de abril.
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O curso terá uma abordagem sobre a importância de dar atenção para crianças com deficiência que muitas vezes é incompreendida. Ser portadora de uma deficiência não a impede de fazer muitas coisas e sim a limita. Por isso, muitas não entendem quando são tratadas como “ninguém” ou como “um castigo”.
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O curso defende que não temos direito de colocar à margem, crianças que possuem algum tipo de deficiência. Precisamos dar oportunidade e ajudá-las a conhecer Jesus como seu único e suficiente salvador para que possam ter uma vida vitoriosa e frutífera diante de Deus no meio cristão.
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Participe! (Clique aqui)
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*As inscrições on-line  poderão ser realizadas até dia 29/04/2016 após esta data solicite informação pelo telefone (11) 5089-6634 / 5089-6635
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Informações importantes do curso: 
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Data e Hora: 30/04 das 09h00 hrs às 12h00 hrs.
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Local: Sede Nacional da APEC – 2º andar
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Investimento: R$ 35,00 (para inscrições antecipadas) / R$ 40,00 (para inscrições no dia, se houver vaga)
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Endereço: Rua Tenente Gomes Ribeiro, 216 – Vila Clementino CEP: 04038-040 – São Paulo – SP (Atrás da Estação do Metrô Sta. Cruz)
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Leia também:
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Que segredos ela se vê obrigada a guardar?

Por Elsie Gilbert

A história transcrita abaixo ilustra de forma comovente o peso de um segredo guardado por uma menina de apenas 5 anos. Foi contada por Angela Yuan no livro “Out of a Far Country”, que relata sua longa jornada de reconciliação com marido e filho após seu encontro com Deus, já na meia idade. Adultos às vezes desprezam o quanto as crianças sofrem quando pedem para elas guardarem segredos, segredos estes que quebram a inocência da infância . A história a seguir ilustra os efeitos de um segredo imposto a uma criança por uma “mãe do mal”.

Primeiro uma “mãe do mal”

“Eu era menina, com mais ou menos cinco anos de idade, com cabelos escuros que caiam sobre meus ombros em duas madeixas lizas e brilhantes. Eu era gordinha e angelical, e meus pijamas largos me envolviam a medida que eu me remexia na cama naquela noite. Meu pai, um marinheiro mercantil, estava longe em alto mar, e eu dividia a cama com a minha mãe—algo comum para crianças chinesas. De repente meus olhos se abriram. Algo não estava certo.

Tentei entender o porquê do balanço que eu sentia. Toc, toc, toc, toc. A cabeceira da cama batia contra a parede e quando me virei vi uma figura escura em cima de minha mãe. Ouvi suspiros e gemidos e os sucos gástricos em meu estômago subiram para a minha boca. Deixei escapar um grito que perfurou o silêncio da noite—e continua a reverberar na minha cabeça até hoje. Então, comecei a chutar com tanta força que os lençóis foram jogados para longe da cama. Na luz da lua, vi Sr. Lee, um homem que eu reconheci como colega de trabalho da minha mãe. Ele pulou, nu, segurando as calças contra suas partes íntimas. Minha mãe o levou para fora do quarto, fuzilando-me com o olhar por sobre seus ombros.

Eu sentei na cama, puxei meus joelhos até meu queixo e chorei, chorei e chorei. Clamei por meu pai, mas ele não estava lá. Estava a milhares de quilômetros em algum lugar escuro do oceano. Ninguém veio me consolar, ninguém veio me dizer que estava tudo bem. Fiquei lá sentada, engasgando nas minhas lágrimas enquanto todo o meu corpo estremecia. Continue lendo →

shutterstock_236757922Deus responde as nossas orações. Jesus nos ensinou isto! “Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” Mt 7.11. Mas nem sempre a resposta é imediata. A oração da minha avó Sebastiana Franco Bueno feita em favor de sua filha de 6 meses, levou 70 anos para ser respondida! E tem também aquelas petições que ele responde imediatamente como a resposta que Jesus deu ao ladrão durante sua crucificação: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”.

Este é um relato de resposta imediata. Em junho de 2008, no Projeto Três Corações, localizado no bairro Liberdade, São Paulo, capital, 30 adolescentes da Fundação Casa se reuniram para orar em favor das crianças do mundo. O Projeto Três Corações, mantido pelo Exército de Salvação, tinha o propósito de oferecer capacitações para adolescentes cuja trajetória os colocara em conflito com a lei. Estavam ali para cumprir medidas socioeducativas no programa de liberdade assistida do estado de São Paulo.

O Mutirão Mundial de Oração pelas Crianças e Adolescentes Socialmente Vulneráveis daquele ano tinha como tema a passagem de Mateus 25.35 e 36: “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.” E contido no material da campanha de oração daquele ano liam-se as seguintes instruções:

“As crianças precisam de roupas, abrigo e segurança. Precisam do apoio de uma família e da oportunidade de estudar. Porém, muitas vivem sem isso. Jesus pede uma resposta prática e cristãos ao redor do mundo estão estendendo a mão e fazendo a diferença. Ore pelas crianças que passam dias e até noites nas ruas. Ore por segurança e oportunidades. Ore pelas crianças que tentam cuidar de si mesmas – e dos irmãos – sem a ajuda dos pais. Agradeça a Deus por ser nosso provedor e por usar seu povo para suprir as necessidades de crianças vulneráveis.”

Milka Luzia dos Santos, atual Secretária Nacional da Obra Social e então coordenadora do projeto, conta que os adolescentes levaram a sério este momento de oração. Quinze minutos depois das orações, a campainha tocou. Era uma turma do Colégio Júlio Verne, dali, do próprio bairro, que queria fazer uma doação de agasalhos e precisava de ajuda dos adolescentes para distribuí-los. “Eles se sentiram importantes de serem envolvidos pelo pessoal do colégio. E mais, sentiram-se importantes porque Deus tinha atendido suas orações. ‘Meu, a gente orou e as roupas vieram!” lembra Milka.

É fácil para alguns atribuir este acontecimento à mera coincidência. Para os adolescentes este foi um momento de pedagogia divina: Deus nos ouve! Um momento que com certeza repercutiu na eternidade!

 

Participe do 21° Mutirão Mundial de Oração pelas Crianças e Adolescentes Socialmente Vulneráveis.