Hoje no Brasil temos um déficit habitacional de quase 8 milhões de moradias, atingindo mais de 30 milhões de pessoas

Hoje a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos. Documento importante, costurado com muito cuidado nos pós-guerra, para que o mundo tivesse um marco regulatório no tocante à preservação da dignidade humana e não vivesse mais, por exemplo, o horror do nazismo alemão.


Nós brasileiros podemos nos orgulhar de termos sido um dos primeiros signatários da declaração e de nossa constituição ser embasada nela.
O momento é de alegria? Sim, principalmente por que eu procuro viver a recomendação de que o Apóstolo Paulo fez, na sua primeira carta a igreja de Tessalônica, de “em tudo dar graças”.

Graças, pelos avanços, graças pela existência desse documento, graças porque pelo menos uma vez por ano paramos para reler e refletir se nossas ações e posicionamentos garantem ou retiram direitos das pessoas. Mas é momento de preocupação também, pois nesse momento estamos diante de muitas atrocidades que precisam ser combatidas.


O confronto na Síria está completando 8 anos e já contabiliza meio milhão de mortos. Hoje no Brasil temos um déficit habitacional de quase 8 milhões de moradias, atingindo mais de 30 milhões de pessoas. No continente africano vários países estão em guerra civil e a luta contra a fome ainda é um desafio que parece ser impossível de ser vencido. Na Índia a perseguição religiosa está matando muitas pessoas. Já na Venezuela a liberdade de expressão é retalhada pelo governo. E pra fechar a resumida lista, os ganhadores do Nobel da Paz, o doutor Denis Mukwege e a Nádia Murad são ativistas contra a violência sexual. Ele é dono de um hospital no Congo que atende gratuitamente mulheres, em seu pré-natal, que foram vitimas de estupro, e ela foi mantida durante três meses como escrava sexual do Estado Islâmico. Todas essas violações são combatidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos.


Como cristão que sou, acima de qualquer declaração está a Bíblia e quero compartilhar duas afirmações do Apóstolo João que julgo ser pertinente a essa reflexão.

A primeira está em sua terceira carta.
“Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus.”

E a segunda na primeira carta.
“Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.”

Por fim, desejo que o amor fraternal tome nossos corações, e por consequência de nossas famílias, comunidades, cidades, estados e do nosso Brasil.

“Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”. Artigo I – Declaração Universal de Direitos Humanos

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Para saber mais, veja:

Direitos humanos: o que a igreja tem a ver com isso?

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