Crianças brincando nas ruas de Recife

Essa etapa exige bastante paciência aos pais que não possuem tempo suficiente para sair com os filhos, pois o que as crianças mais desejam é liberdade, movimento, brincar 24 horas! Veja abaixo um trecho do livro “O Direito de Brincar – Guia Prático para Criar Oportunidades Lúdicas e Efetivar o Direito de Brincar” sobre as necessidades da infância (6 a 12 anos) e algumas sugestões para brincar.

Pernas pra quê te quero!

Em áreas urbanas, o brincar nesta idade é, muitas vezes, restrito a esportes formais na escola e nos clubes ou em passatempos recreativos ‐ e isso é lamentável. Muitas crianças se voltam para jogos de computador e videogames para ter estímulo e excitação, e estes não proporcionam o desenvolvimento holístico de que necessitam. Outro fator que chama a atenção diz respeito a obesidade em crianças, que está aumentando, assim como outras tendências físicas pouco saudáveis, e o desenvolvimento das habilidades sociais pode ser negligenciado.


O brincar precisa ser facilitado em parques públicos e locais de “grande aventura” com uma série de atividades e precisa ser tanto seguro, quanto desafiador. Estas áreas de lazer podem incluir: pistas de skate, acampamentos, paredes de escalada, ciclovias, áreas onde “casas‐clube” podem ser construídas a partir de sucata, e assim por diante. Devem também ser incentivados: clubes que estimulem atividades lúdicas como escoteiros e guias, e programas extracurriculares, projetos sociais e grupos religiosos.
Nessa idade, os grupos sociais para as brincadeiras são maiores e podem evidenciar negociações cruéis de exclusão‐inclusão. As crianças começam a brincar fora de casa, o que pode ser bastante arriscado, se não tiver a supervisão de um adulto responsável. Estereótipos vêm à tona ‐ e precisam ser combatidos.

Sugestões no brincar:

• Áreas seguras ao ar livre para esportes, jogos, brincadeiras físicas desafiadoras (subir, balançar, explorar).
• Brincadeiras tradicionais da infância: pular corda, cama elástica, “amarelinha”, bolinha de gude, pião, jogos locais.
• Clubes para crianças, brincadeiras e atividades em grupo: jogos, caminhadas, visitas a lugares especiais, fogueiras.
• Esportes: regras e habilidades em jogos esportivos.
• Andar de bicicleta e skate. Talvez até patins. (Sempre com a proteção necessária).
• Jogos de estratégia: cartas, tabuleiros, xadrez, quebra‐cabeça e jogos de computador.
• Criatividade: projetos de arte, dança, teatro, coral, figurino, aprender um instrumento musical.
• Habilidades de artesanato: tricô, costura, utilizar ferramentas, confeccionar um brinquedo.
• Tendas, cabanas, casas, tocas, casas da árvore, fortes.
• Natação e brincar na água, mangueiras, piscinas infantis.
• Espaços privados para brincadeiras de imaginação e fantasia.
• Os adultos são necessários para serem agentes do brincar nos grupos de crianças e gerenciar programas e espaços para a brincadeira.

Que tipo de brincadeira desafiadora, as crianças mais gostam na infância?

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Veja mais baixando o PDF do livro “O Direito de Brincar – Guia Prático para Criar Oportunidades Lúdicas e Efetivar o Direito de Brincar”.

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