Emily morreu após ser atingida por tiros. Mãe e pai também foram atingidos em Anchieta (Foto: Reprodução/ TV Globo)    —-      Jeremias foi morto a tiros na Maré (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Ontem terça-feira (6), duas crianças foram vítimas da violência no estado do Rio de Janeiro.  Emily de 3 anos e do Jeremias de 13.  A lista de crianças e adolescentes vítimas de violência cresce a cada dia.

Emily estava no carro dos pais que foi abordado por criminosos, ao sair de uma lanchonete num posto de gasolina em Anchieta, na Zona Norte da cidade, na madrugada de terça-feira. O pai se assustou, acelerou e os criminosos atiraram várias vezes e fugiram sem nada levar. Os pais ficaram feridos e a menina morreu.

Horas depois, um segundo caso foi registrado na cidade, na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Jeremias, de 13 anos, tinha saído de casa para jogar futebol, e acabou baleado durante um confronto entre traficantes e policiais.

Emily e Jeremias foram mortos no mesmo dia. E entraram para um triste estatística feita pela ONG Rio de Paz.

O fundador Antônio Carlos Costa, deu uma entrevista para o Bom Dia Rio e fez um balanço da situação das crianças vítimas de balas perdidas que desde 2007, 44 crianças morreram assim no Rio de Janeiro. Em 2017, dez crianças foram mortas violentamente no Rio.

“Em geral, as crianças que tiveram as suas vidas interrompidas pelo crime, eram pobres, moradoras de favelas e que morreram por força de confronto entre policiais e traficantes, entre os próprios traficantes e assalto.” Antônio ainda ressaltou: “O problema já foi elucidado, eu poderia apresentar 10 estudos que apresentam diagnósticos precisos, sobre as causas dessas violências e que também revelam que se medidas forem implementadas, ‘medidas exequíveis’ salvarão vidas. O problema é que não há vontade política. E a sociedade, infelizmente ainda continua lidando com indiferença com essas mortes. Os especialistas em segurança pública, nós de direitos humanos, estamos falando as mesmas coisas. Há muito tempo, eu não ouço numa entrevista uma novidade, porque as causas estão diante dos nossos olhos. Repito: o diagnóstico já foi feito, o que precisamos é de vontade política, para que este quadro seja alterado.”

Veja a entrevista completa na página do Bom Dia Rio: AQUI!

 

Antônio Carlos A.S. Costa. Teólogo, jornalista e ativista social. Plantador da Igreja Presbiteriana da Barra (Rio de Janeiro) e fundador da ONG Rio de Paz. Autor dos livros “Convulsão Protestante”, “As Dimensões da Espiritualidade Reformada” e “Teologia da Trincheira”. Nascido no Rio de Janeiro em 1962. Casado com Adriany. Pai de três filhos: Pedro, Matheus e Alyssa.

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