“Não as empeçais de vir a mim”.

Por Marcos Costa

História de esperança, desta vez, veio da zona leste de São Paulo. Era um culto de domingo, aniversário de 36 anos da igreja do bairro. Louvor “bombando”, pregador de fora e tudo muito bonito.

O preletor da noite prega, faz um desafio para igreja, até que no final ele pergunta:
– Tem alguém aqui que quer entregar sua vida para Jesus?
Um silêncio paira pela igreja e seus corredores. Só fica o eco da voz do pastor e o fundo musical tocado por mãos no piano.

De repente, o silêncio é quebrado e duas mãozinhas erguem-se dos bancos. Eram dois meninos, um negro e outro branco, aparentemente com idade entre quatro e seis anos.

Os dois queriam entregar sua vida para Jesus!

Acredito que de imediato o Espírito Santo deve ter soprado no ouvido do pastor:

– “Não as empeçais de vir a mim”.

O pastor, com muito respeito e a maior normalidade, convidou as duas pessoas crianças que viessem até a frente. Não ficou insistindo para que algum adulto levantasse para validar seu apelo. Talvez porque ele tenha entendido que estas duas pessoas crianças decidiram entregar sua infância para Jesus, isto é, era tudo que elas tinham: sua infância que passa tão rápido e não volta nunca mais.

O pregador convida outro pastor para orar com as duas pessoas crianças.

A grande esperança desta história é que a igreja, às vezes adultocêntrica, não desprezou a ida daquelas duas pessoas crianças rumo aos pés de Jesus. Talvez a igreja tenha se lembrado que foi um menino quem ensinou os mestres no templo, e que Deus tinha dito para o famoso profeta (Jeremias) que o tinha escolhido quando ainda era o desconhecido nascituro, ou que o menino, que não
reconhecia a voz de Deus, (Samuel) seria quem ungiria o maior rei da História de Israel (Davi).

Mais um vez, a pessoa criança, sem palavras, somente com um gesto, ensinou a multidão.

Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana…assegurando-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento … espiritual … em condições de liberdade e de dignidade. Lei. Federal 8.069

Marcos Costa é consultor da Rede Igreja Amiga da Criança – RIA Criança, um dos escritores do Livro: Binho o menino que tinha medo do Conselho Tutelar, Assistente Social (PUC- SP), Licenciado em Artes, Consultor e palestrante. Já atuou nas seguintes organizações: Projeto OBA, Casa de Cultura – Projeto Gente, Exército de Salvação, Instituto Paulo Freire, Fundação São Paulo – PUC/SP, Missão Aliança e Rede Mãos Dadas. Articulador do CETI – Centro de Estudos Teológicos Interdisciplinares – São Mateus – SP.

Contatos: ria.crianca@yahoo.com.br; FacebooK: livrodobinho; Youtube: binho o menino que tinha medo do conselho tutelar

Participe da Quarta Campanha Igreja Amiga da Criança, (clique aqui!)

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