Por Elsie Gilbert

A forma como Jesus se encontra com as crianças hoje é sempre única e especial. Ele se insere na nossa história de vida, respeitando o nosso contexto e o modo único como fomos formados. E toda vez que isto acontece, há festa e celebração nos lugares celestiais. 

Jesus se encontra com Eunice, 14 anos, no dia antes de uma grande fuga 

Eunice Chiquete tinha 14 anos em 1994. É angolana e por uma série de razões se encontrava num campo de refugiados, numa zona rural no interior de Angola. Já fazia 3 anos que ela, juntamente com a sua família, pai, mãe, dois irmãos e duas irmãs sobreviviam ali, esperando que a guerra acabasse. Certo dia, seu pai, pastor da Igreja Evangélica Sinodal de Angola, reuniu os filhos e disse: “Meus filhos, tudo o que eu pude fazer para proteger vocês eu já fiz. Mas agora eu preciso que vocês me ajudem a decidir o que fazer. Se ficarmos aqui, poderemos morrer, se arriscarmos uma fuga de volta para a cidade, pode não dar certo também. O que vocês acham que devemos fazer? Eu não quero que no futuro vocês me culpem por não ter tentado!”.

A família achou melhor arriscar a fuga. Teriam de percorrer 600 quilômetros de volta a cidade mais segura. Eram muitos os riscos! Depois dessa reunião, todos foram dormir apreensivos. Eunice conta que naquela noite ela se encontrou com Jesus. Até então, Jesus era o Senhor do seu pai, muito presente na vida da família. Mas, Eunice percebeu de repente, que ela não o tinha convidado para ser o seu Senhor. Se perdesse o pai no dia seguinte, o que aconteceria com Jesus? Ele iria embora, junto com seu pai? Eunice não suportaria tamanha perda! Naquela noite ela abriu o jogo com Jesus, submeteu a sua vida aos cuidados dele, e nunca se arrependeu por isto.

A travessia de volta à cidade mais segura levou 10 dias, nos quais Eunice viveu vários livramentos providenciados pelo seu Amigo e Senhor. Mais tarde Eunice cursou seminário teológico, casou-se e veio morar no Brasil com seu marido. Hoje, Eunice e Adalberto, pais de Chissola e Carlota, se preparam para voltar a Angola, onde Eunice pretende desenvolver um programa de fortalecimento dos ministérios para crianças nas denominações evangélicas do país.

Jesus se encontra com Siméa, 6 anos, no seu sonho 

“Neste sonho eu estava correndo do lado de fora da igreja quando um diácono me pegou pelo braço e disse meio bravo ‘Menina, vá sentar com a sua mãe!’. Eu entrei na igreja e vi um corredor bem comprido formado pelos bancos e a igreja muito cheia. Fui correndo pelo corredor e me sentei bem na frente. Aí, percebi que tinha sentado junto com os diáconos já prontos para servir a ceia do Senhor. Mas quando virei para o outro lado, vi Jesus sentado juntinho de mim. Eu tinha deixado o meu sapato cair. Ele se abaixou e calçou o meu pé. Depois se sentou novamente. Lembro que nesta hora o diácono olhou para mim com ar de quem diz ‘Quem você pensa que é, menina?’ Mas eu peguei na mão de Jesus e devolvi o olhar. ‘Quero ver você brigar comigo, olha quem está do meu lado’”

Hoje, pastora da Igreja Anglicana Água Viva, e fundadora de um ministério social junto às famílias que moravam no lixão de Olinda, PE, a Pra. Simea conta que há alguns anos atrás, num momento de luta no seu ministério, ela buscou ao Senhor, chorando e pedindo sua aprovação. Naquele momento ela ouviu do Senhor: “Siméa, você não se lembra que eu calcei os teus pés?”

Ela conclui o seu relato dizendo: “Jesus não só calçou os meus pés, ele continua me dando a mão. Em qualquer situação, eu sei que é ele a pessoa em quem eu posso confiar! Eu o louvo por ter estado tão presente, desde a minha primeira infância!”

Jesus se encontra com o adolescente Tommy, num enterro

O peso da culpa que Tommy, 16 anos, carregava era muitíssimo pesada no dia em que foi ao enterro de Paul, 15 anos, em janeiro de 2003, em Las Vegas, EUA. Tommy o atropelara ao dirigir alcoolizado. Perdera o controle do carro, subindo na calçada e matando o outro rapaz que voltava para casa de bicicleta.

Ao chegar perto do caixão, ainda de cabeça baixa, Tommy sentiu uma mão levantar sua cabeça e para sua surpresa ouviu a mãe do rapaz dizer: “Tommy, eu o perdoo, e quero que saiba que Jesus o ama.” O mais incrível é que olhando nos olhos dela, ele viu que ela não estava falando da boca para fora! Em seguida, ela tirou um anel do bolso (um anel que tinha sido de Paul) colocou no seu dedo e disse: “Todas as vezes que você olhar para este anel, eu quero que saiba que eu o perdoei e que Deus o ama. E não permita que ninguém lhe fale o contrário!”.

Jayne Post, a mãe de Paul, manteve sua promessa de perdão e continuou a procurar Tommy no ano seguinte ao trágico acidente. Um ano depois, na data de aniversário do acidente, Tommy entregou sua vida a Jesus. Hoje, ele mantém uma grande amizade com Jayne e se prepara para ser missionário.

Jesus tem prazer em se encontrar com as crianças!

Os três relatos mencionados aqui chegaram a mim a partir de uma pergunta simples: Como são os encontros de Jesus com as crianças, hoje? Faça você também esta pergunta, com frequência, e você também se surpreenderá com os resultados!