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Veja se você é capaz de ler este depoimento sem que um sorriso aflore no seu rosto!

Por Lissânder Dias

Há uma espécie de reino de alegria na Igreja Ação Evangélica, em Imaculada, uma cidadezinha de 12 mil habitantes, localizada a 376 quilômetros de João Pessoa, PB. A pequena igreja de 100 membros recebe visitas de muitas crianças: mais de 70 por dia. Elas vêm de escolas públicas de várias cidades da região com sorrisos nos rostos e encantamento. O motivo é um parquinho de diversão construído ao lado da igreja e que já virou ponto turístico da cidade. É o único num raio de 300 quilômetros de distância em uma região semiárida quente e seca, marcada por sofrimento e pobreza. A estrutura do parquinho é simples, mas bem feita, com madeira e ferro. Tem balanço, gangorra, carrossel, escorregador, entre outros brinquedos.

um_reino_alegriaO projeto chamado Playground começou há dois anos e meio. Movido pelo desejo de oferecer um espaço de lazer às crianças da comunidade e livrá-las do perigo do alcoolismo, o pastor da igreja, Lindon Carlos Vieira Santos, de 35 anos, escreveu o projeto e foi buscar ajuda. Enquanto isso, durante um mês os adultos e as crianças da igreja reuniam-se em oração no terreno vazio. Com o apoio de uma organização social parceira, a ACEV Social, Lindon Carlos conseguiu um grupo de pessoas dispostas a financiar os gastos.

“O reino de Deus está aqui nesta região”, empolga-se o pastor Lindon Carlos, quando vê as crianças brincando, os pais participando de projetos sociais e diversas famílias entregando suas vidas a Deus. Suas palavras lembram as do apóstolo Paulo, quando disse que o reino de Deus é “justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17).

Com o parquinho, a satisfação invadiu esta pequena comunidade no sertão pobre da Paraíba. “É uma alegria só”, conta Lindon Carlos. Segundo ele, a igreja caiu na simpatia de todos e foi possível quebrar muitas barreiras culturais. “Gente que nem passava na frente da igreja, agora nos visita e participa de nossos projetos”.

Mas quem realmente saiu ganhando foram as crianças. Acostumadas com uma realidade de privações e espaços improvisados para lazer, quando entram no parquinho, elas sentem-se acolhidas e experimentam a sensação de dignidade. Pelo menos neste reino simples de alegria elas fazem parte da nobreza. (L. D.)

lissander-diasLissânder Dias
é editor web na Editora Ultimato.

 

 

 

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Artigo publicado originalmente na Revista Mãos Dadas 24, em março de 2010.

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