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Por June Ribeiro

A gente fala e escreve, trabalha e ensina às crianças. Mas, o que pode ser mais inteligente e prazeroso do que conversar com elas?

Nestes dias, em que tenho pensado sobre o tema educador e igreja amiga das crianças, resolvi perguntar sobre o tema pra quem entende do assunto – uma criança. Foi uma conversa daquelas deliciosas com sabor de sorvete na praia, escorrendo pelos dedos.

Aecep_”Amigo é quem empresta brinquedo pra gente, quando a gente não leva um pra escola”. _”Amigo é quem brinca com a gente”. Continuei a conversa tentando saber o que ele pensa sobre amigos adultos e escutei uma frase esquisita: “Amigo adulto é aquele que dá um relaxo…” Como eu não sabia do que se tratava, ele explicou: “- relaxo vó, é quando a gente está muito cansado de fazer atividades e o adulto deixa a gente brincar”. Pura sabedoria do meu netinho Gabriel, de 5 anos de idade.

Ser amigo, para ele, está associado ao brincar e à brincadeira, ao prazer e à alegria infantil. 

Brincar – Está ai uma excelente contribuição de quem se diz amigo da criança.  Estamos tão “revestidos” da  responsabilidade de educar e cuidar que nos esquecemos de rir, de emprestar brinquedos, de dar “um relaxo” na vidinha delas que   muitas vezes é tão sofrida ou cheia de compromissos que nem parece infância.

Brincar – profissão e compromisso de criança, tão essencial e necessário quanto se alimentar e dormir. Professores, psicólogos, e educadores em geral, ressaltam a importância desta atividade para o seu pleno desenvolvimento.

A bíblia também a menciona. Numa clara alusão à restauração das promessas e propósitos de Deus para o seu povo, Zacarias declara: “… as praças da cidade ficarão cheias de meninos e meninas que nela brincarão”. (Zc. 8:5) . Crianças brincando nas praças! Risos soltos, cabelos voando, testas suadas, joelhos esfolados! Alegria, lembranças, aprendizado e construção de vínculos.

Tenho visto tantas restrições  e tantos “não toque nisso, não faça aquilo” nas igrejas, escolas e no seio das famílias cristãs que ouso perguntar: em que medida  e com que seriedade  educadores e igreja amiga das crianças têm  pensado na infância como um tempo de aprender sim, mas também de brincar e de gargalhar?

Gabriel finalizou o papo de forma tão profunda quanto divertida: – Vó meu melhor amigo é Jesus. Ele fez aquele “milagre das minhas coisas erradas” (entenda-se salvação)  e sempre me ajuda a fazer o bem.

Que possamos levar muitas crianças a conhecerem este grande amigo que é Jesus!

 

June RibeiroRepresentante executiva da Aecep e coordenadora curricular do Colégio Batista Getsêmani

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