Por Elben M. Lenz César

Uma das histórias mais tocantes envolvendo o Exército de Salvação brasileiro aconteceu na capital de São Paulo em 1936. Helene Londahl, uma missionária norueguesa de 33 anos, solteira, vendia o jornal Brado de Guerra, órgão oficial do Exército de Salvação, de bar em bar, quando, de repente, percebeu que estava dentro da zona de meretrício, na rua Timbiras, ali perto do largo Paissandu. O vocabulário, os corpos seminus, a comercialização de uma coisa que havia sido dom de Deus e um sentimento de profunda compaixão encheram a mente de Helene.

Dois anos depois, em 12 de fevereiro de 1938, o Exército de Salvação inaugurou o Rancho do Senhor, onde se amparam as mães solteiras, antes que as circunstâncias e a sociedade façam delas mulheres da vida. Este lugar, também chamado Lar das Moças, existe até hoje, 63 anos depois daquele humilde começo. Mais de 1.200 mães solteiras já passaram por ali e se livraram de cair no prostíbulo. Algumas tornaram-se membros do Exército de Salvação.

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* Texto adaptado do livro História da evangelização do Brasil, de Elben M. Lenz César, da Editora Ultimato (páginas 126 a 128).

 

elben-cesar-150x150Elben M. Lenz César

pastor e jornalista, é escritor e diretor da Editora Ultimato.

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