Imagem 40 diasMOTIVO 25 – PARA O DIA 30:

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Por Luciana Falcão

Jesus vivia cercado de pessoas e mostrava-se sempre disposto a ouvi-las, ensiná-las, curá-las. Ouvi certa vez que o ministério de Jesus era pessoas e que por isso ele tomava tempo em se colocar próximo a elas e abençoá-las.

No entanto, quando as crianças tentaram se aproximar trazidas por seus responsáveis, não encontraram lugar na agenda dos discípulos. E esse mesmo mal nos sobrevém ainda hoje. Tentamos controlar a agenda de Deus e limitamos suas bênçãos aos nossos preferidos. Os discípulos, embora quisessem muito ver o reino de Deus, não queriam tratar bem o que de melhor havia nesse reino: as crianças (Mc 10.14).

Jesus, muito mais que includente, é amigo das crianças. Indignado com essa atitude repreendeu os autores, valorizou cada pequenino e advertiu os adultos: “das crianças é o reino”. Rompido o cerco, posso imaginar as crianças ao redor de Jesus alegres, sentindo-se amadas, valorizadas e defendidas por ele. Posso vê-las sorrindo ao ouvir suas histórias, sentindo seu toque em suas cabeças e ouvindo sua doce voz. Jesus, ao contrário de muitos, não grita, não ofende, nem se mostra indiferente à presença dos pequeninos.

Hoje ao presenciar Jesus com as crianças, fico maravilhada. Eles se entendem perfeitamente. As crianças se integram a ele (e vice-versa) mais do que com palavras simplesmente, com o coração, esse coração puro que precisamos para ver a Deus.

10411310_244295155761165_5978710942121472191_nNo escritório do Projeto Calçada podemos ouvir as orações das crianças ao recebermos os Registros dos Aconselhamentos realizados no Brasil. Essas orações saem de um coração que muitas vezes confiou em adultos que não os tinham como seus preferidos. Nesse universo infelizmente ainda se encontram muitos de nós: pais, tios, avós, pastores e educadores. Durante o aconselhamento com a bolsa verde (um recurso desenvolvido pelo Projeto Calçada) cada criança tem garantido o direito de falar com Jesus e não apenas de conhecê-lo. A tarefa a que se dedica a SGM Lifewords, que desenvolve o Projeto Calçada, é apenas esta: deixar o caminho livre para que as crianças se encontrem com Jesus. Quando isso acontece, elas abrem seus corações sem reservas e expressam seus sentimentos, falam suas histórias sensacionais, suas dores, dúvidas, medos e alegrias, e creem que de fato há um Deus amoroso que as ouve e as responde.

E assim o projeto coleciona lindas histórias. Uma criança de 6 anos pediu para Jesus tirar seu pai da escuridão, já que ele havia deixado o seu caminho de luz. Passado algum tempo ele voltou para a casa de Deus. Outra de 8 anos, socorrida por conta do abuso sexual de um primo adulto, pediu a Jesus que tirasse o ódio e o rancor de seu coração e em seguida estava sorrindo e brincando, ainda no hospital. Uma menina que às portas de uma cirurgia disse que Jesus estaria com ela e que, portanto não teria mais medo. Alguns anos depois Jesus a levou. Ela sabia que não precisava ter medo, Jesus esteve ao seu lado o tempo todo e não a deixaria justamente no momento de levá-la para si.

Às vezes interferimos nesse diálogo, subestimando as crianças por acharmos que não possuem a nossa capacidade de articular uma teologia “adultocêntrica” e assim calamos a sua voz. É possível que ao nos observar a criança ache que oração não é uma coisa natural. Talvez veja mais protocolo do que espontaneidade.

Aprendo a cada dia com as crianças na minha igreja a estar mais na presença de Jesus. Suas mãos pequeninas se levantam em adoração e parecem apontar para a sala do trono. Suas falas e sorrisos conduzem à contemplação. Não sabemos orar como convém. Nossos argumentos teológicos às vezes nos impedem de chegar a Deus. Por isso não impeçamos as crianças de chegarem até Jesus, elas podem nos mostrar novamente o caminho.

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