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Boz Tchividjian

Primeiro a notícia.  Ainda esta semana publicaremos reações sobre esta informação.

O campo missionário é um “ímã” para abusadores sexuais, disse Boz Tchividjian, professor de direito na Liberty University, que investiga abusos, nesta quinta-feira (26 de setembro) a uma sala cheia de jornalistas por ocasião da conferência da Religious Writers Association (Associação de Escritores Religiosos) em Austin, Texas, EUA.

Ao comparar a resposta dos evangélicos ao abuso em relação à reação dos católicos ele afirmou, “Eu acho que estamos pior “, e continuou dizendo que muitos evangélicos “sacrificam as almas” de jovens vítimas . “Protestantes podem ser muito arrogantes quando apontam os erros dos católicos “, disse Tchividjian, neto do evangelista Billy Graham e diretor-executivo da organização GRACE (Godly response to Abuse in Christian Environment), organização que conduz investigações onde há denúncias de abuso sexual .

No início deste verão, GRACE liderou uma petição online criticando o “silêncio” e “desatenção” dos líderes evangélicos ao abuso sexual em suas igrejas. Agências missionárias, “onde o abuso é mais prevalente”, muitas vezes não relatam o abuso , porque temem ser impedidos de trabalhar em países estrangeiros, disse ele. Abusadores são enviados para casa e podem se juntar a uma outra agência. Dos dados conhecidos de casos de abuso sexual, 25 por cento são reincidências, disse ele. Ainda assim, ele vê alguns movimentos positivos entre alguns protestantes. Bob Jones University contratou GRACE para investigar alegações de abuso sexual. Este iniciativa anima Tchividjian, um ex-promotor de justiça da Flórida. “Bob Jones University é como a nave-mãe do fundamentalismo “, disse ele. Seu avô rompeu com Bob Jones University num conflito entre fundamentalistas e evangélicos.

“A cultura protestante é definida pela independência”, disse Tchividjian. Evangélicos freqüentemente desaprovam a transparência e a prestação de contas.  Ele afirmou ainda que muitos protestantes confiam mais nas Escrituras do que em seus líderes religiosos, em comparação com os católicos .

Abusadores desencorajam a denúncia, condenando a fofoca para tentar impedir que as pessoas denunciem abusos, disse ele. As vítimas também são instruídos a proteger a reputação de Jesus. Muitas instituições protestantes têm sacrificado almas, a fim de proteger suas instituições, disse ele. “É um evangelho de traz pra frente,” afirmou. Tchividjian disse que ele está em conversas com Pepperdine University, uma escola filiada à Igreja de Cristo na Califórnia, sobre a criação de um centro GRACE de âmbito nacional.

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Publicado em Religion News Service, escrito por Sarah Pulliam Bailey, 26 de setembro de 2013

    • Nury, também sou missionária e penso que nenhum grupo humano, qualquer que seja, está milagrosamente livre das amarras do pecado. O grande perigo acontece quando elegemos alguns como santos! Não somos. Vigiar e orar se aplica a nós também!

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