A Rede Mãos Dadas acompanha os números relativos a mortalidade infantil indígena no Brasil. A cada mil crianças indígenas nascidas vivas, 52,4 morrem na infância. Este índice é duas vezes maior do que o do restante da população, segundo carta da 6ͣ Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal.

Veja aqui um apelo de Rute Apurinã sobre o tema e em seguida uma declaração da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB) sobre a situação indígena.

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Por meio desta nota expressamos um amplo posicionamento evangélico em relação aos direitos dos povos indígenas do Brasil.

Apoiamos a luta e reivindicação dos povos indígenas por seu direito, garantia e proteção à terra, organização social, costumes, língua e tradição assegurado pela Constituição Federal (Art. 231) e Declaração Universal dos Direitos Humanos (Cláusulas XIX e XVII).abntcarta

Ressaltamos que só a conquista de territórios não garante aos povos indígenas a satisfação de todas as suas necessidades, sendo igualmente importante uma política de cooperação que lhes permita a sobrevivência com dignidade, integrados à comunidade nacional.

Compreendemos que os povos indígenas possuem o direito de livremente escolher suas prioridades em relação às suas crenças e desenvolvimento econômico, social e cultural, o que deve ser respeitado pelo Estado e sociedade civil brasileira (OIT – Convenção 169, Art. 3 §1º; Art 7 §1º).

Reconhecemos a grave necessidade do Estado, bem como da sociedade civil, de dialogarem com os povos indígenas em suas mais diversas realidades na busca por soluções específicas das condições que lhes causam sofrimento.

Valorizamos a responsabilidade social em face das necessidades humanas e solicitações de cooperação por parte de diversos povos indígenas. Destacamos que organizações e iniciativas evangélicas coordenam mais de 250 diferentes projetos sociais nas áreas de educação, saúde e subsistência entre mais de 80 povos indígenas. Como exemplo destas atuações, entre 2010 e 2012 agências missionárias evangélicas promoveram mais de 100.000 atendimentos médicos e odontológicos entre as populações indígenas do nosso país.

Destacamos o inestimável valor das línguas indígenas e nos alegramos com as iniciativas evangélicas envolvidas e comprometidas na valorização, grafia e preservação das línguas indígenas no Brasil.

Repudiamos qualquer tentativa de se patrulhar as comunidades indígenas, seja pelas missões cristãs, órgãos do Estado e mesmo esforços antropológicos.

Brasil, 19 de abril de 2013

Aliança Cristã Evangélica Brasileira
AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras)
CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos indígenas)

 

 

  1. No dia 19 de abril foi lançada a campanha “Criança Indígena, eu me importo” na Câmara dos Deputados. Foi um evento que pude presenciar junto com os outros alunos aqui da ALEM.
    Encorajo a todos a entrarem no site abaixo e assinarem a petição para que haja maior preocupação com a saúde das crianças indígenas.
    http://www.change.org/petitions/deputados-estaduais-federais-e-demais-autoridades-brasileiras-que-a-crian%C3%A7a-ind%C3%ADgena-receba-atendimento-de-sa%C3%BAde-digno#

  2. A ALIANÇA agora deu para soltar toda sorte de palavrório sobre assuntos que vão de deputado a índio!

    Que coisa mais ridícula! Será que não se enxergam? Que valor tem um negócio desses?

    Confesso ter a maior antipatia quando leio textos com esse ‘plural majestico’ do tipo nós isso, nós aquilo!

    Esse pessoal, temo, não tem muita coisa o que fazer e deve ficar procurando leite em pato para servir a causas que nem de perto lhes dizem respeito!

    Perderam o senso do ridículo!

  3. Muito bom o seu português, Rute. Onde vc aprendeu? Quem ensinou vc a falar tão bem assim? Vc mora em alguma aldeia dos Apurinãs, ou mora na cidade?

    Diga-me, Rute, vc faz exatamente o quê? Me refiro a alguma profissão. A quem exatamente vc está criticando? A FUNAI? O Governo Federal? Certamente as missões evangélicas deve ter dado e estão dando apoio aos índios.

    Mas, diga-me, Rute, o que vc acha (vou usar uma linguagem urbana, deslocada dos conceitos antropológicos) da ideia de deixar de viver da caça e da pesca e mudar-se para a cidade como tem feito a maioria daqueles que, outrora índios, resolveram se adaptar, aculturar à vida do civilizado?

    Voce leu o documento produzido pela CNA sobre a situação indígena no Brasil hoje?

    Tenho tentado enviar um ‘recado’ para os evangélicos que se servem dessa revista para falar tão bem da causa indígena, mas ninguém responde!

    Sabe, eu tenho muita pena, dó mesmo. Ajudo um pouco (Missão Caiuá), mas tenho que confessar-lhe que o índio também tem a sua responsabilidade em algumas tragédias.

    O STF no caso de Raposa Serra do Sol, por exemplo, expulsou os arrozeiros da reserva, e se deu o óbvio: fome, desemprego, êxodo de índios, Muitos foram morar em favelas e lixões. A Funai, as ONGs, a Fundação Ford e até o Rei da Noruega (ainda em visita a Roraima), continuam na busca do selvagem de Rousseau.

    Agora, por exemplo, perto de 40% das terras de Roraima serão reservas. Para que tanta terra, Rute? Por que os índios deixaram que o STF fizessem aquela monstruosidade lá. Muitos, muitos índios lá viviam há décadas junto dos brancos. Ninguém de vocês foi no STF pedir ao Ministro Ayres Brito, aquele deslumbrando que trocou a ‘toga’ por ‘tanga’ ouviu a palavra de bom senso: arrozeiros e índios vivem juntos ali há pelo menos 100 anos!

    Agora é tarde Rute! A FUNAI, essa excrescência federal quer acabar com vocês. Eles insistem na tal ‘preservação’ da cultura indígena e no vídeo voce parece que concorda. Venha para a cidade Rute, traga teu povo que ainda tem tempo!

    Os missionários podem exceder e exagerar na pregação da palavra, mas eles não concordam com a FUNAI e eu não concordo com aquele ‘museu vivo’ chamado Parque do Xingu. Aquilo é uma bobagem monstruosa.

    Vc já ouviu falar em Sílvio da Silva, líder de uma etnia em a Raposa Serra do Sol? Ele foi obrigado a sair da reserva para viver num lixão, e definiu bem essa turma de ONGs, FUNAI, e até o Rei da Noruega, que cansado do frio de lá, veio pegar um solzinho aqui às custas das mazelas de voces. Diz da Silva: “Eles querem que o índio volte a viver no passado, como viveram os nossos antepassados, que tinham raiz e usavam capemba de buritis [adereço] no pé, a bunda aparecendo. Hoje não, não quero fazer isso”.

    Pois é, Rute, ainda vai morrer muito Curumim. Eu lamento profundamente. Mas acho que vocês, índios e brasileiros, têm um pouco de responsabilidade e deveriam dar um grito de independência, digamos assim, e assumir que a civilização, para o bem ou para o mal, veio para ficar.

    Eu queria ver um Curumim lendo e falando um português tão lindo como o seu, mas com o seu apelo antiquado, Rute, ele e outros vão morrer.

  4. Infelizmente, Rute, o pessoal da FUNAI, a maior parte de ONGs de aloprados (Fundação Ford), ideias teológicas ultrapassadas (Novas Tribos) do século XIX e XX, gente encrustada em universidades com ideias teóricas sem dar a mínima para o índio como cidadão brasileiro, é que acreditam que o branco inventou a maldade, elaborou-a e, endeusando Rousseau, achou que preservar a cultura (algo que está sempre em processo de mutação e até de desaparecimento) do índio é a melhor forma de preserva-los.

    Eu já acho que o branco — uso a palavra nesse texto só para fazer o tradicional contraste com antropólogos do miolo mole — inventou a lei e o estado de direito.

    Descoberta que eu acho fantástica!

    PS. A propósito, vc está sabendo do tiroteio entre os Ianomâmis em Roraima ontem? Vc acha mesmo que quem detém 13% do território nacional com riquezas de ouro, pedras preciosas e madeira, só para ficar nessas três, conseguirá manter e preservar a sua cultura? Ledo engano. Reforço o convite a voce, Rute, venha para a civilização. Com certeza o número de Curumins sobreviventes será muito maior.

  5. Falta-lhes coragem para publicarem o que enviei? Talvez a intenção de ULTIMATO seja essa mesmo: passarem ao público evangélico uma ideia meio ”rousseana’ do bom selvagem? Ou quiçá insistir na ideia de que índio/indígena permanece mesmo aquele perfil que NOVAS TRIBOS deve ter, Aliança Cristã Evangélica Brasileira; AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras); CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos indígenas) e em momento algum estabelecer a realidade factual, exatamente como ela é.

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