Por Moisés da Silva Lima

Foto do Moisés, que é biólogo e fotógrafo.

Como sobreviver com a cosmovisão ateísta!? Essa é a pergunta que faço hoje, mas nem sempre foi assim. Fui descrente durante a maior parte da vida, achava que não era necessário existir um Deus para explicar a complexidade da vida. Isso se agravou quando ingressei no curso de Biologia na faculdade, onde fui doutrinado a achar que a cosmovisão materialista/evolucionista é a única e a melhor forma de entender o universo. Mas havia esperança.

Ao longo do curso acreditei que sim, lobos evoluíram para baleias, que as aves de hoje são os dinossauros de ontem, que tudo começou do nada e que no fim não haveria coisa alguma além do túmulo. Mas comecei a me perguntar se não era necessário ter fé na matéria para que essa cosmovisão me trouxesse conforto, e foi exatamente a essa conclusão que cheguei. Como eu poderia acreditar nisso tudo sem questionar?

Foi aí que meus pensamentos começaram a se abrir, mas não posso deixar de complementar meu testemunho com o de outra pessoa. Havia um amigo cristão na minha turma, e ele manteve sua fé durante todo o curso, mesmo quando o “perseguimos” com brincadeiras sobre a Bíblia. Depois de alguns anos, quando estávamos perto de formar, eu estava em conflito e queria uma entender: Como tudo isso pode existir? Qual o propósito? E a resposta veio. De maneira indireta, mas veio.

Meu amigo cristão estava anunciando para toda a turma que iria viajar como missionário para África, e neste momento eu disse “cara, você vai morrer lá!”. E ele respondeu: “se for morrer para Cristo, eu não me importo”. Claro que na hora eu ri com meus demais colegas de classe, mas aquilo internamente foi uma bomba! Como alguém pode querer morrer por algo que supostamente não existe? Mais >