Por Amanda Almeida

A criatura verde e peluda que detesta o Natal vai ganhar mais uma versão para o cinema em 2018, mas é difícil que haja um Grinch mais icônico do que aquele por Jim Carrey. Na época, a viúva de Dr. Seuss, autor de Como o Grinch roubou o Natal, de 1957, só foi convencida a deixar adaptarem a fábula escrita por seu marido porque o ator estava envolvido. E foi assim que O Grinch (2000) se tornou o segundo filme natalino mais lucrativo de todos os tempos, atrás de Esqueceram de Mim (1990).

Não parece haver lugar com mais “espírito natalino” que a Quemlândia. Árvores decoradas e pisca-pisca em todas as casas anunciam que o Natal logo vai chegar. As filas nas lojas e as pilhas de presentes carregados por todos os Quem, também. E, detestando o Natal, o Grinch bola um plano para acabar com tudo aquilo. O negócio é que, na superfície, esse “espírito natalino” não passa de uma estética natalina. E acabar com ela talvez ajude a revelar o que realmente importa.

Por mais que a proposta de O Grinch seja apresentar uma história de Natal um pouco assustadora, não deixa de ter temas bastante comuns aos filmes dessa época: a diferença que pequenas boas ações podem fazer, a possibilidade de redenção até daqueles de coração mais duro, e como valorizar só os nossos interesses e renegar os do próximo é algo vazio. Continue lendo →

Por Vinícius Vargas

A igreja é um corpo, Paulo já tinha dito isso (I Coríntios 12). No corpo, cada membro tem sua função. Temos o cabeça (Cristo); as mãos (seriam os diáconos?); os pés (os missionários); a boca (os que pregam a palavra). A lista segue… Todo mundo tem sua função. E qual é a função da juventude no corpo? Que parte do corpo será que ela representa? Nessa alegoria comparativa que estamos fazendo, tenho uma ideia de resposta: pra mim, a juventude é o nariz da Igreja!

O nariz é sempre a parte que chega primeiro. Está mais na frente no rosto. As inovações e novidades na igreja costumam chegar via juventude. Foram os jovens que brigaram pra modernizar a liturgia, e fazer a guitarra e a bateria terem lugar no culto. São os jovens a maioria dos voluntários nas áreas de design e multimídia das congregações. O nariz da igreja é o primeiro a sentir os ventos que chegam. Mas, como é nariz, não consegue processar as coisas. Ele respira as novidades e põe pra dentro do corpo. É preciso ter cuidado! Bons ventos oxigenam o corpo. Ventos contaminados envenenam e podem matar. Continue lendo →

Por Daniel Theodoro

Se você não esteve ausente do planeta Terra e nem orbitou fora da Internet nas últimas semanas, deve ter escutado falar de bitcoin, a moeda digital cujo valor monetário em 2010 não comprava uma pizza, mas hoje custa em torno de R$ 49 mil reais a unidade. Pois é, a roda da fortuna voltou a girar e parece ter escolhido o dinheiro virtual como a commodity da vez.

Como qualquer novidade, bitcoin representa, até o momento, mais incertezas do que certezas para o medroso mercado financeiro, contudo demonstra ser o atual melhor exemplo da velha manifestação humana de desejo por acúmulo de riqueza.

Só no ano de 2017, a criptomoeda – que é gerada a partir de uma cadeia de computadores e apenas por esta validada – passou por uma valorização de 1.500%!, um excesso de preço que assusta Bancos Centrais e dá sinais de que a moeda deixou de ser usada apenas para transações comerciais, adotando agora um viés mais especulativo. Analistas conservadores já dão conta de que 90% das pessoas que usam bitcoins o fazem para investir.

Se um lado da moeda é carregado de imprevisibilidade, o outro reflete uma tendência. As moedas digitais são apenas os primeiros sinais de uma grande transformação que está para ocorrer no ecossistema do mercado virtual nas próximas décadas. A transação sem mediadores (bancos), a blindagem contra má gestão de governos interventores, a segurança, e a redução da burocracia são apenas alguns exemplos dos benefícios que as bitcoins podem trazer em um futuro não tão distante. Aqui em São Paulo algumas instituições de ensino já aceitam pagamento de mensalidades com dinheiro virtual. No ano que vem, algumas redes de fast-food na Europa irão aceitar transações com bitcoins. Em algumas cidades suíças, impostos já são pagos com bitcoins. Continue lendo →

Por Rafaela Senfft

Se você abrir seu Facebook agora, é quase certo que verá discussões inflamadas e beirando o baixo nível, irmãos brigando e se acusando, deslegitimando a salvação e a fé do outro.

Vivemos tempos de polarização política extrema. Cada grupo escolheu um lado com o qual se identifica mais – seja por sua história de vida ou pela coerência. As ideologias têm problemas, nunca serão perfeitas, e hoje é comum escolher um lado e abraçar tudo que esse “combo” traz consigo. Isso é um perigo, pois quando se compra o pacote, consome-se tudo o que está lá.

Essas perspectivas polarizadas têm influenciado a igreja a ponto de ela perder o controle: ao invés da igreja ser modelo para uma sociedade justa, ultrapassando esses pontos ideológicos, a igreja tem vivido à sombra de teorias. Isso tem gerado intrigas e disputas no corpo de Cristo. Mas quem é que julga? Quem sonda corações?

Sentamos na cadeira do juiz. O Justo Juiz ficou à sombra das vaidades humanas. Jogamos para a tangente o que era pra ser o prumo. No âmbito cristão essa polaridade tem nomes: os progressistas de esquerda e os fundamentalistas conservadores; nomenclaturas dadas pelos oponentes aos grupos alheios.

Um grupo se diz ser todo Amor: Jesus é amor puro! Concordo.  O problema é o “amor vovô”: minar erros e negociar princípios inalienáveis em nome de um amor mal interpretado, não sacrificial.

O outro grupo se diz detentor do conhecimento teológico universal, da biblioteca de verdades, e qualquer experiência fora dessas estantes é heresia ou autoajuda. Limitam Deus a uma teologia e a um determinado modo de vida.

(Isso me lembrou um pouco os quadros feitos no Renascimento Italiano, nos quais os pintores registravam as cenas que se passavam no Oriente Médio com a estética italiana, pois só conheciam a Itália e pensavam que ali estava o centro da sapiência e de importância do mundo, então assim travestiam todo um cenário.) Continue lendo →

Nos campi universitários pelo mundo, existem almas com solos de todos os tipos. Nos esforços para levar o evangelho nesse ambiente, encontramos pessoas com diferentes perspectivas de vida. Alguns têm diferentes ramos de estudo, outros cresceram em famílias com crenças diferentes, tantos vêm de outros países.  Infelizmente, como Jesus menciona na parábola do semeador (Mt 13:1-23, Mc 4:1-20, Lc 8:4-15), poucos são aqueles que crescem e produzem frutos.

O pessoal do ministério The Great Exchange (TGE, em português, “A Grande Troca”), elencou alguns dos solos que encontramos pelos corredores das universidades:

Sementes à beira do caminho

Gostamos de fazer o paralelo das sementes que caem à beira do caminho, que logo são devoradas pelas aves, com aqueles estudantes que, ouvindo a verdade, viram o rosto, inventam desculpas, mudam a conversa, ou até dizem “Não preciso disso”. Infelizmente, no mundo acadêmico são incontáveis os alunos que julgam não precisar dessa semente. Muitas sementes lançadas nos corações de universitários nem mesmo encontram um solo.

Sementes no caminho pedregoso

O TGE planta sementes através de questionários, da oração pelos entrevistados, de um desafio que consiste em ler a Bíblia, e pela assistência da igreja local em discipulado. No período em que nos encontramos, de uma forte relativização de princípios, encontramos pessoas sedentas por verdade, esperança e redenção.

Embora 96% dos estudantes dizerem que gostariam de conhecer a Deus pessoalmente, poucas pessoas estão prontas para ouvir o evangelho. Glória a Deus por essas! Como na parábola contada por Jesus, vemos algumas dessas pessoas crescerem e até darem alguns frutos. Mas no caso de muitos, no entanto, a semente acaba não crescendo em suas casas, na sala de aula e no trabalho. Por falta de uma fé enraizada em Cristo, encontramos muitos que dizem “já fiz parte de algo parecido, mas não faço mais”. Continue lendo →