Por Joyce Hencklein

“Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro: mas, ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhe falaram: Por que buscais entre os mortos o que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galileia, quando disse: Importa que o filho do homem seja entregue nas mãos de pecadores e seja crucificado e ressuscite no terceiro dia. Então se lembraram das suas palavras” Lucas 24:1-9

Quando criança, aprendi na igreja que a palavra “Páscoa” significa “passagem”. E essa ideia sobre passagem estava relacionada com a história dos judeus no Egito. Na verdade, relacionada com a passagem dos judeus pelo Mar Vermelho quando finalmente conseguiram sair do Egito.

Podemos dizer então que, no caso dos judeus, a Páscoa pode ser associada à passagem do estado de escravidão para a liberdade. No entanto, essa ideia inicial da Páscoa tomou outros rumos e ganhou até um novo personagem, o coelhinho, “garoto propaganda” da páscoa, que, cá entre nós, nada tem a ver com significado de passagem. A questão é: que páscoa celebramos? Qual é o seu significado?

A páscoa cristã também diz respeito à passagem, tem um homem judeu como centro de sua história e se inicia em um momento bem difícil: a morte desse homem – JESUS. Mas sabemos que essa história não termina triste, pois Jesus ressuscitou. A páscoa que celebramos é, então, sobre vida, mas devemos falar da morte para sabermos o preço do nosso pecado.

A morte de Jesus foi a solução encontrada para nos livrar do cativeiro: “Porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23a). Jesus morreu da pior forma possível, sendo humilhado e sofrendo muito na cruz, mas Ele não merecia isso. Primeiro porque ele é Deus, e segundo porque não tinha pecado algum. Porém, o amor de Jesus por nós foi tamanho que ele carregou os nossos pecados e morreu em nosso lugar. Chegado o terceiro dia, ressuscitou, afinal a morte não pôde segurá-lo. Com sua ressurreição Ele nos livrou e nos deu a vida eterna.

A nossa páscoa diz respeito à passagem da morte para a vida de Jesus, e para todo aquele que Nele crer, é claro, o bem mais precioso: a passagem da morte eterna para a vida eterna. Continue lendo →

Fazer parte da missão de Deus no mundo é um privilégio gratificante! E com o Vocare à vista, a gente traz ainda mais conteúdo sobre vocação aqui no Blog Jovem. O congresso, que acontece em Maringá (PR) entre os dias 21 e 23 de abril, é pensado para que jovens reflitam sobre qual o chamado de Deus para suas vidas.

Você já encontrou sua vocação? Ainda está no caminho de descoberta? Independente do seu lugar nessa resposta, confiar que o Senhor sempre indica nosso próximo passo e obedecê-lo é essencial.

Reunimos aqui uma seleção de frases e versículos sobre chamado e vocação que podem te ajudar a pensar melhor sobre isso ou a reforçar suas convicções e propósitos. Ainda dá para compartilhar à vontade em suas redes sociais, espalhe as frases e versículos como incentivo por aí! Quem sabe ler uma mensagem dessas não é o que um amigo precisa para também começar a trilhar essa jornada?

Faça aqui sua inscrição para o Vocare 2017! Continue lendo →

Foto: © Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Por Lucas Peterson Magalhães

Na última quarta-feira foi disputado um dos mais tradicionais clássicos do futebol, que completa 100 anos de história. Jogaram, em Itaquera, Corinthians e Palmeiras.

De início é importante destacar um fato sobre o autor deste texto: suas paixões pelo clube de verde e branco podem (e vão) influenciar na redação dos parágrafos abaixo.

Dito isso, voltemos ao jogo. Estava daquele jeito, muito disputado, algumas jogadas mais firmes, mas o árbitro conduzia bem a partida. O placar não saíra do 0x0. Até que aos 45 minutos do primeiro tempo, em um contra-ataque alviverde, o atacante Keno, que partia em velocidade na direção do gol, é derrubado pelo corintiano Maycon (de camisa nº 30). Falta clara, punível com cartão amarelo.

O árbitro, contudo, se confunde e, ao invés de dar o amarelo para o Maycon, o mostra ao volante Gabriel (nº 5), que até ano passado defendia as cores do Palmeiras e fora contratado nesta temporada pelo Corinthians (“Judas! Traíra!”). Como ele já tinha outro amarelo, foi expulso.

Em que pese a acentuada reclamação dos jogadores alvinegros e as orientações da equipe de arbitragem, Thiago Duarte Peixoto, árbitro da partida, não voltou atrás e manteve a injusta expulsão do (traíra, ops, digo) volante Gabriel.

E é aqui que vem minha surpresa. Nenhum jogador ou integrante da comissão técnica do Palmeiras avisou o árbitro do erro. É impossível imaginar que pelo menos uma pessoa que vestia verde naquele estádio não tenha visto o lance como de fato ele ocorreu. E se viram, por que ninguém foi avisar o árbitro de seu erro?

Ora, porque acontece no futebol o mesmo que acontece na minha e na sua vida. Temos uma vontade imensa de sempre nos dar bem, e na maioria das vezes é isso o que guia as nossas decisões. Continue lendo →

Por Phelipe M. Reis

O que uma nutricionista, um contador, um engenheiro e duas professoras de dança têm em comum? Nada, a princípio. Não fosse o fato de que, em fevereiro deste ano, estes cinco jovens de três estados diferentes deixaram suas cidades de origem e se mudaram para Viçosa, no interior de Minas Gerais, para fazer o curso de Missão Integral, no Centro Evangélico de Missões (CEM).

Da esquerda para direita: Nayama, César, Nayara, Evellin e Victor

Mas isso não é tudo. Sem se conhecer, os cinco participaram de um mesmo evento: o Vocare 2016. E foi lá que eles tiveram mais clareza a respeito da vocação específica de Deus para suas vidas e, a partir daí, decidiram fazer um curso que os ajudasse nessa caminhada. Alguns deles já tinham ouvido falar sobre o CEM, mas foi visitando o stand da organização durante o Vocare que eles tiveram a convicção para dar um passo em direção ao cumprimento de suas vocações.

O Victor, de São Bernardo do Campo (SP), participou do Vocare em 2015 e 2016. No primeiro ano o que mais lhe impactou foi Hangout – um espaço que acontece durante todo o evento, onde os jovens podem conversar, tirar dúvidas e orar com outras pessoas que estão em diferentes fases do desenvolvimento vocacional. “Eu conversei com um missionário e expus minhas dúvidas e pensamentos. Conversamos bastante. Ele me deu vários conselhos e me ajudou a enxergar as possibilidades que Deus poderia me usar, tendo em vista as minhas habilidades e talentos. Nós terminamos a nossa conversa com uma oração e saí dali com muitas dúvidas resolvidas e com mais direção da vontade de Deus para mim”. Continue lendo →

Por Jeferson Rodolfo Cristianini

Ainda paira sobre os evangélicos brasileiros a falsa percepção de que a obra de Deus e a expansão do Reino de Deus é um dever apenas dos missionários, evangelista e pastores. Ainda temos grandes dificuldades de entender que todos nós somos chamados a sermos cristãos missionários.

Como bem disse o pastor C.H. Spurgeon, “todo cristão ou é um missionário ou é um impostor”. Ser cristão e não encarnar a missão dada por Jesus não faz sentido. Não podemos ser embaixadores do reino celeste e não falarmos das maravilhas desse reino. Não dá para provar da graça e do amor que emana da cruz e não compartilhar.

Todos nós cristãos somos chamados por Jesus a sermos missionários. Uns com habilidades para falar e pregar, outros para ensinar, outros para evangelizar, outros para discipular, outros para visitar e/ou acolher, outros para cantar e tocar algum instrumento. O que deve estar claro para nós é a missão do “ide pregai o evangelho” não é opcional para o cristão, é uma ordem dada por Jesus. Ele mesmo disse “assim como Pai me enviou, eu também vos envio”. Jesus nos enviou ao mundo para proclamarmos e vivermos testemunhando o poder do evangelho.

Todos nós somos chamados. Todos nós somos vocacionados a colocar nossos dons a serviço do reino de Deus.  A nossa concepção de campo missionário na maioria das vezes é o campo distante, é a tribo indígena não alcançada, é uma etnia africana, um povo que não é civilizado; assim sendo, a projeção de campo é um local distante.

Com essa visão muitas vezes esquecemo-nos de pensar e ver a nossa realidade, e as cidades com suas carências são deixadas de lado em detrimento das necessidades do campo longínquo.

Nas palavras de Jesus, o campo é o mundo, tanto onde estamos (o campo local) quanto os povos não alcançados (o campo distante). O cristão missional, que encarna a missão de Jesus como estilo de vida, vive olhando, orando e trabalhando em prol das obras missionárias ao redor do mundo, mas contempla e investe em seu contexto local para que o maior número de pessoas sejam alcançadas pela mensagem do evangelho. Todos nós somos chamados.

Todos nós somos vocacionados a nos engajarmos no que Deus está fazendo no mundo. Todos nós temos que responder positivamente ao Senhor e ao chamado de ser luz e sal para as nações. Todos nós precisamos estar engajados na obra missionária, seja aqui ou acolá, seja no bairro ou na cidade, e/ou no outro continente. Continue lendo →