Deus está realizando sua missão no mundo. Quer fazer parte disso?

Vários jovens que querem direcionamento e preparo em suas jornadas vocacionais já estão na expectativa para o Vocare 2017, que acontece de 21 a 23 de abril em Maringá (PR).

Mais que um congresso, o Vocare é um movimento, sob a liderança da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras), que reúne organizações, agências missionárias e ministérios que levam a sério a juventude e também a experiência espiritual do chamado de Deus que afeta a vida toda em todas as dimensões.

Ainda dá tempo de fazer sua inscrição e estar com mais de mil outros jovens durante esses dias, em momentos de aprendizado, conexões, vivência missionária e muito mais. Vamos? O Movimento Vocare já começou!

 

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Por Dani Marçal

Estamos diante de uma geração que tem o mundo na palma da mão, com acesso a tudo que é bom e ruim, ao mesmo tempo e no mesmo lugar. Não há como negar a falta de equilíbrio entre vida real e vida virtual. É uma característica dessa geração, por isso, não temos como mudá-la, mas podemos influenciá-la, usando os recursos que realmente a atinge.

Como adultos ou jovens que fazem parte dessa geração, somos sábios no uso de nossas redes sociais? Somos verdadeiros cristãos (cristinhos) em nossas postagens e mensagens?

Infelizmente, de modo geral, nós cristãos fazemos péssimo uso das redes… É incrível o número de indiretas, desabafos, maledicências, fofocas, discussões, “cutucões”, fotos impróprias, frases e slides “anticristãos” que observamos diariamente. No que isso contribui para que nossos contatos tenham conteúdo de qualidade nas redes? Podemos notar uma falta de testemunho imensa, a ponto de afastar ainda mais as pessoas da igreja, da nossa vida e da Verdade que conhecemos, mas não proclamamos.

Devemos, então, postar e compartilhar somente versículos bíblicos, mensagens e pregações? Será? Acredito que isto pouco influenciará a juventude ou grande parte dos seus contatos, provavelmente seremos vistos como “fanáticos”.

Carecemos de pensantes e influenciadores que conheçam e amem a juventude, a ponto de demonstrar esse amor também nas redes.

A galera ama ver fotos de família e amará ainda mais uma pequena descrição que traga valor e reflexão; ama ler todos os comentários da foto postada por ela e amará ainda mais se nosso comentário for bom, amável e com transmissão de valor; ama pequenos vídeos e amará ainda mais se postarmos um que ensine alguma coisa e marcá-la; ama saber o que estamos fazendo e amará ainda mais se perceber que estamos lendo um bom livro; ama ficar lendo um monte de postagens e amará ainda mais se forem postagens de coisas que fazem bem ao coração. Continue lendo →

Registros da Mariáh no Vocare 2016

O Vocare 2017 já está chegando! A expectativa é que cerca de 1500 jovens se reúnam entre os dias 21 e 23 de abril, em Maringá (PR) para aprenderem mais sobre a Missão de Deus e seus papéis como vocacionados. A ideia é o que o Vocare não acabe no último dia de congresso, mas que o movimento continue, com jovens dispostos a transformar as realidades ao seu redor.

Esse foi o caso da Mariáh Coutinho. Ela tem 20 anos, é técnica em Informática e agora cursa Sistemas de Informação no Instituto Federal Fluminense. Mariáh ficou sabendo do Vocare através de uma amiga, que tinha ido ao congresso no ano anterior. Em 2016, depois de sete horas de viagem de Porciúncula (RJ) à capital, mais uma hora de voo até São Paulo e mais uma até Maringá, Mariáh chegou ao Vocare, sozinha. E valeu a pena.

Aqui ela conta pra gente como o Vocare fez – e está fazendo – parte de sua caminhada vocacional. Quem sabe esse não é o incentivo que faltava para você decidir fazer parte desse movimento também?

 

– Quais eram seus maiores questionamentos sobre vocação?

Eu queria descobrir a minha. Havia muitas dúvidas na minha mente. Se o meu chamado era transcultural ou não, por exemplo, e o que eu precisava fazer pra descobrir isso. Então parti pro Vocare.

– Como foi sua experiência no Vocare?

Absolutamente incrível. Deus me mostrou lindamente como Ele opera na História, o que Ele está fazendo nas nações e que Ele quer que eu faça parte disso. A missão é diversificada e colorida. Pude ver a beleza disso lá no Vocare. Além disso, conheci e fiz amizades sólidas e verdadeiras.

– Qual momento do congresso mais te marcou?

Vários momentos me marcaram, difícil escolher só um. Mas acho que um dos mais marcantes foi o testemunho de um pastor iraquiano, que sabe o que é ser perseguido por causa de Cristo. A fala dele foi muito impactante e até hoje ainda consigo me lembrar de suas palavras.

– Depois daqueles dias em Maringá, quais passos você começou a tomar para cumprir sua vocação?

Eu comecei a me aprofundar no relacionamento com Deus, assim Ele foi mostrando as decisões que eu deveria tomar. Participei de uma Escola de Missões (do Iris Global), em Janeiro, e foi mais um tempo que Deus trabalhou em mim e me conectou com diversas pessoas engajadas na Missão.

Eu ainda estou descobrindo quem sou, e assim, descobrindo minha vocação. Procuro usar meus talentos em prol do Reino. Hoje sou umas das líderes de um movimento universitário chamado ABE (Aliança Bíblica Estudantil), me engajo com jovens e adolescentes da minha igreja, estudo empreendedorismo social, trabalho um pouco com mídias sociais e design gráfico. Deus pode nos usar em diversas áreas, basta estar apto. Continue lendo →

Por Renan Vinícius

Há algumas semanas vários amigos compartilharam em seus perfis no Facebook um texto intitulado “Nós, os nascidos na igreja”. Fui ler e, assim como eles, me identifiquei bastante com vários assuntos abordados na publicação, que retrata bem a realidade de quem teve a oportunidade de “nascer na igreja” e crescer nela. Boa parte das minhas recordações, por exemplo, se referem a momentos que passei na igreja, seja nas aulas da escola dominical, nos ensaios da banda – que, quando criança, eu ia com um sax de brinquedo – ou simplesmente quando ficava esperando todo mundo ir embora para pedir que os diáconos me deixassem apagar as luzes.

O texto também falava que muitos dos nascidos na igreja poderiam, em algum momento, se distanciar. Foi exatamente o que aconteceu comigo. Quando estava terminando o ensino médio, passei a frequentar cada vez menos os cultos da minha igreja. Também deixei de participar da banda na qual eu tocava – agora um sax de verdade. De repente, eu simplesmente não estava mais frequentando igreja alguma.

Certa vez, já na faculdade e morando em uma outra cidade, alguns amigos me convidaram para ir a uma igreja. Aceitei o convite e, por alguns finais de semana, estive lá. Vergonhoso, evitava o culto de jovens aos sábados, mesmo tendo sido muito bem recebido. Uma prova aqui, outra acolá, e desculpas surgiram para deixar de frequentar os cultos. Recentemente alguém me disse que “quanto mais você frequenta uma igreja, mais você quer ir”. Da mesma forma, quanto menos você frequenta, menos você tem vontade de ir. E não é que é verdade?

Minha memória não me ajuda muito, mas lembro de frequentar alguns cultos quando estava com alguma prova muito complicada por perto. E lembro também que, sempre que eu ia, as mensagens me tocavam. Não esqueço de uma vez em que cheguei e uma senhora me recebeu com um caloroso abraço e um sincero “que bom que você está aqui”. Me senti em casa, como se estivesse com uma família ali e, a partir de então, pedi a Deus que tirasse de mim a preguiça que surgia sempre que eu pensava em ir à igreja. Mas eu já estava terminando a graduação e não moraria ali por mais tempo.

Foi quando me mudei para São Paulo que voltar à igreja foi praticamente inevitável. Inicialmente, tentei relutar. Depois de três semanas, visitei uma igreja e comecei a frequentar os cultos. Também com vergonha, demorei um pouco mais para ir ao primeiro culto de jovens. Num desses cultos, foram tratados alguns temas sob o olhar da graça e de um Jesus que odeia o pecado, mas ama o pecador. Embora desde pequeno soubesse quem é Jesus, passei a querer aprender mais sobre Ele e a conhecê-lo melhor.

A cada semana, no discipulado, eu chegava com mais e mais perguntas. Saía com respostas, um coração agradecido e um sentimento de “meu Deus, eu não mereço tudo isso, por que me amas tanto mesmo eu sendo assim, tão imperfeito?”, que me fazia voltar com ainda mais perguntas na semana seguinte. Em um dado momento, tudo passou a fazer sentido. Aquele Jesus de quem eu sempre falei e sempre ouvi falar não era alguém que morreu na cruz por morrer, mas que morreu em meu lugar para me dar vida. Aquele Jesus de quem eu sempre ouvi falar abriu mão de sua glória para sofrer em meu lugar e para me perdoar, embora eu não merecesse.

Embora tenha nascido na igreja e crescido nela, meu verdadeiro encontro com Jesus foi acontecer só na juventude. Não tardiamente, mas quando eu compreendi que precisava de um salvador. Um salvador que me ama de tal maneira que nada pode nos separar. Não por minhas obras, mas pela sua infinita graça.

“Portanto, fiquemos firmes na fé que anunciamos, pois temos um Grande Sacerdote poderoso, Jesus, o Filho de Deus, o qual entrou na própria presença de Deus. O nosso Grande Sacerdote não é como aqueles que não são capazes de compreender as nossas fraquezas. Pelo contrário, temos um Grande Sacerdote que foi tentado do mesmo modo que nós, mas não pecou. Por isso tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a graça de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos graça sempre que precisarmos de ajuda.” (Hebreus 4:14-16 NVI)

  • Renan Vinícius tem 23 anos, é paulista de certidão e goiano de coração. Faz mestrado em computação, onde investiga a utilização de recursos computacionais no processo de reabilitação motora. É membro da Igreja Presbiteriana de Higienópolis, em São Paulo. Escreve em seu blog pessoal, Assim eu sou.

Por Moisés da Silva Lima

Foto do Moisés, que é biólogo e fotógrafo.

Como sobreviver com a cosmovisão ateísta!? Essa é a pergunta que faço hoje, mas nem sempre foi assim. Fui descrente durante a maior parte da vida, achava que não era necessário existir um Deus para explicar a complexidade da vida. Isso se agravou quando ingressei no curso de Biologia na faculdade, onde fui doutrinado a achar que a cosmovisão materialista/evolucionista é a única e a melhor forma de entender o universo. Mas havia esperança.

Ao longo do curso acreditei que sim, lobos evoluíram para baleias, que as aves de hoje são os dinossauros de ontem, que tudo começou do nada e que no fim não haveria coisa alguma além do túmulo. Mas comecei a me perguntar se não era necessário ter fé na matéria para que essa cosmovisão me trouxesse conforto, e foi exatamente a essa conclusão que cheguei. Como eu poderia acreditar nisso tudo sem questionar?

Foi aí que meus pensamentos começaram a se abrir, mas não posso deixar de complementar meu testemunho com o de outra pessoa. Havia um amigo cristão na minha turma, e ele manteve sua fé durante todo o curso, mesmo quando o “perseguimos” com brincadeiras sobre a Bíblia. Depois de alguns anos, quando estávamos perto de formar, eu estava em conflito e queria uma entender: Como tudo isso pode existir? Qual o propósito? E a resposta veio. De maneira indireta, mas veio.

Meu amigo cristão estava anunciando para toda a turma que iria viajar como missionário para África, e neste momento eu disse “cara, você vai morrer lá!”. E ele respondeu: “se for morrer para Cristo, eu não me importo”. Claro que na hora eu ri com meus demais colegas de classe, mas aquilo internamente foi uma bomba! Como alguém pode querer morrer por algo que supostamente não existe? Continue lendo →