Por Jeverton “Magrão” Ledo

As primeiras flores começam a deixar a cidade mais colorida, é perceptível o sorriso aberto, os gramados e canais tomados por pessoas de todas as idades.

Sim, mais uma primavera, e a sensação é sempre indescritível. A cidade se transforma, e a atmosfera é contagiante. Buscando um lugar calmo para sentar abrir um livro, desfrutar o sol, e a temperatura agradável.

Ao caminhar entre as pessoas percebo o ar alegre nas conversas, jovens deitados na grama, crianças brincando, qualidade de vida, e eu um observador incorrigível.

Um eu, sempre intrigado com a mente humana. Perguntando o que realmente se passa dentro da cabeça desses tantos?

Os tons cinzas, o olhar fechado, e, por vezes, o caminhar como se não existisse mais nada ao redor ficaram para trás. Afinal, estamos em uma nova estação.

Você pode pensar, mas todo ano o ciclo se repete, e o que temos de novo?

Sim, o que temos de novo? Eu devolvo a pergunta. A vida não se resume a uma mera repetição. Muito menos a uma mudança, uma troca nos tons das roupas. Continue lendo →

Por Maurício Avoletta Júnior

Confesso que por muito tempo não entendi o porquê da famosa afirmação do Apóstolo São Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e nossa fé” (1Co 15:14). Não conseguia entender o paralelo entre a ressurreição de Cristo e a nossa fé. O que uma coisa tinha com a outra? Mas um dia, lendo o Evangelho segundo São João, eu finalmente entendi o peso dessa afirmação, compreendi porquê sem a ressurreição nada mais fazia sentido.

No capítulo 20 do Evangelho segundo São João, mais especificamente dos versículos 19 ao 21, nos deparamos com uma cena extremamente triste e desesperadora, pois o Cristo que eles tanto esperaram, aquele que eles seguiram por tanto tempo e creram que era o Cristo verdadeiramente Deus e homem, estava morto. A única esperança deles havia morrido como qualquer outro ser indigente da época. A aparente esperança da humanidade havia sido presa no madeiro e morta. Com a morte de Jesus, deu-se início a uma perseguição a aqueles que antes eram seus seguidores. Os discípulos estavam todos trancados, escondidos com medo da morte, sem esperança alguma. De repente, entra Jesus no local onde eles estavam, sem abrir as portas e de uma forma maravilhosa e aliviadora diz “Que a paz seja convosco”.

Quando me deparei com isso, a fala de Paulo fez total sentido. O significado de Cristo ter desejado a paz para os discípulos mesmo em meio à situação de perseguição na qual eles se encontravam, é algo fantástico, ainda mais pelo fato de os discípulos terem visto Ele morrendo crucificado. Cristo aparecer em meio a uma situação de desespero e desesperança, e de maneira calma e tranquila desejar-lhe a paz, era a esperança de que há algo além de todo o sofrimento, há algo melhor e mais sublime do que essa realidade em que vivemos. Todo o ministério de Cristo ganha um sentido ainda maior depois disso: ele veio para trazer vida e vida em abundância (Jo 10:10).

Se Cristo não ressuscitasse, tudo o que ele havia falado sobre o reino dos céus seria apenas uma grande mentira, seria mais fácil Ele ter ensinado alguma forma da nossa vida ficar melhor aqui, pois não haveria uma vida tudo acabaria aqui e no final toda a existência seria um fruto do acaso e Cristo teria sido apenas um grande mentiroso ou um grande louco: nada mais, nada menos. Continue lendo →

Sabe que dia é hoje? Além de ser o 103º dia do ano no calendário gregoriano, o dia em que a Hungria se tornou república, e o dia em que o rei Henrique IV decretou o Edito de Nantes, dando liberdade de religião aos protestantes da França, 13 de abril também é o dia do jovem!

Essa data não podia passar em branco por aqui! Por isso a gente preparou uma seleção de livros que são a sua cara com 50% de desconto pra você. É só inserir o código DIADOJOVEMOFF no campo “vale presente” no carrinho de compras para ter seu desconto nos livros listados abaixo, até 16/04/2017!

Ah! E ainda tem um bônus: a assinatura jovem da revista (para quem tem até 29 anos) sai por R$ 19,90. É o menor preço do ano! É só até esse domingo, então espalhe a boa notícia pra todo mundo aproveitar!

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Por Rafael Reis

Se tem algo que me anima bastante é quando alguém compartilha seu desejo de fazer uma viagem missionária. Primeiramente dá vontade de ir junto, aí a realidade puxa você para o chão, mas dá pra ousar a flutuar mais uma vez dizendo “Eu vou com você, com minhas orações e doações”.

É muito gratificante ofertar na vida das pessoas. É tipo quando você gasta dinheiro em uma coisa que você realmente gosta! A alegria aumenta quando você lembra que aquele investimento não é perecível, ele vai durar por toda a eternidade.

Vivemos numa realidade que ainda não é fácil falar de missões, onde aqueles que querem doar suas vidas têm vergonha de encontrar aqueles que desejam doar suas horas de trabalho representados em papel moeda. Somente o nosso contexto explica a vergonha das pessoas, além do desconforto de alguns, em receber a notícia de uma viagem missionária, interpretando como “mais um que vem me pedir dinheiro”.

Todos os nossos esforços missionários ainda não foram suficientes para alcançar o mundo inteiro, então Deus irá continuar chamando pessoas até que o evangelho se espalhe definitivamente. A pergunta que resta é “Você quer participar disso?”, pois independente da sua posição, Deus vai continuar realizando missões através dos seus filhos.

Então aí vai um conselho, aceite toda iniciativa missionária como um recado de Deus pra te lembrar do seu real propósito de vida no mundo. Não é uma questão de dinheiro, é uma questão de entrega e consciência.

Não diminua a missão a uma relação monetária, missões não é sobre dinheiro, capitalismo é. Acolha todo missionário com um “como posso te ajudar?”. O missionário está interessado principalmente na sua companhia e não tem nada de errado nisso porque Cristo é conhecido na nossa unidade. Pois a missão tende a ser solitária, uma vez que é um assunto abafado no meio gospel.

Então como podemos solucionar a nossa relação com os missionários?
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Por Daniel Theodoro

Maria Durvalina – 27 anos, negra, mãe de Júnior, Ismael e Davi, ex-prostituta, liberta da Lei do pecado há 10 anos e sob proteção da Lei Maria da Penha atualmente – transborda de alegria e quase acorda a sonolenta casa com um sonoro “Glória a Deus!” quando, ainda de madrugada, recebe no celular pré-pago a confirmação da seleção para a vaga de empacotador temporário em abril, em uma fábrica de chocolates, na Zona Leste de São Paulo. Não é mentira. No primeiro dia do mês, a mensagem de texto ressuscita em Durvalina a expectativa por uma efetivação, embora ela tenha aprendido a não contar com o resoluto carimbo da empresa na Carteira de Trabalho ao final de um curto período de contratação.

Experiente na rotina de fazer bicos, ela sabe como será o mês. Verá pouco as crianças, trabalhará muito e dormirá menos. Pensa que perderá a cantata de páscoa porque não terá tempo para os ensaios – se o anúncio da vaga não deixava claro o plantão aos sábados e domingos do mês, a recrutadora fará questão de tirar a dúvida logo no primeiro contato com os aspirantes. Na verdade, muitos novatos são antigos visitantes do quadro rotativo de funcionários temporários nos meses em que a produção exige mais mão-de-obra. Da última vez em que esteve na fábrica, um ano atrás, Durva – como é chamada pelos efetivos – aprendeu um nome novo para a função: freelancer, palavra cujo significado não sabe, mas ela gosta porque é inglês e dá maior de dignidade ao trabalhador.

Empregada, sabe que passará a gastar, pelo menos, quatro horas no transporte público todos os dias de abril. Na viagem, observará algo novo: ficará para depois o compensatório cochilo no banco gelado do trem, que sai ainda de madrugada da estação Grajaú, zona sul da capital. Perceberá que os vendedores informais, que eram poucos nos vagões meses atrás, se multiplicaram – talvez reflexo da tal recessão de que ela escuta falar no rádio – e aproveitam para promover uma verdadeira gritaria sobre trilhos, vendendo pen drives, porta-cartões, água e chicletes, antes que o fiscal recolha tudo e determine um ponto-final onde todos descerão. Impossível estender o sono no trem barulhento. Continue lendo →