Por Gisele Celes

CD-PurplesA banda independente Purples já apareceu aqui no Ultimato Jovem e agora, completando um ano de existência, retorna com o lançamento de seu primeiro álbum: Puro e Simples. O título do CD é também a origem do nome da banda, que, inspirado no livro de C.S. Lewis, cria um neologismo rápido e de fácil assimilação.

O álbum é eclético, pois, mesmo com forte influência do pop internacional, mistura estilos diferentes entre as faixas. Em sua maioria as canções são congregacionais e hits como “Grandioso Deus”, “Rei Desta Nação” e “Oração” já têm sido cantadas e tocadas em diversas igrejas em todo o país.

O destaque, porém, são as letras. Exclusiva e literalmente bíblicas, elas reforçam a ideia da pureza e simplicidade do Evangelho. Proporcionam reflexão e tocam fundo no coração, pois são orações ao único e vivo Deus. Esta é a essência: o louvor e a honra ao verdadeiro Senhor!

Ministrando em diversas cidades do Brasil, em igrejas de diversas denominações, a banda limeirense alcança especialmente o público jovem. A jornada da Purples já tem movimentado quase 25 mil internautas brasileiros e estrangeiros em suas redes sociais: Facebook, Instagram, além dos acessos aos vídeos de seu canal no Youtube.

Vale a pena escutar!

Confira o primeiro hit desse pessoal, “Grandioso Deus”:

Gisele Celestino• Gisele Celestino, 34 anos, é missionária e líder de adolescentes da Igreja Presbiteriana do Jardim Santana, em Limeira/SP.

Maísa foi líder de Pequeno Grupo (PG)

Maísa (centro) foi líder de Pequeno Grupo (PG)/ Foto: Vocare2016

 

Por Maísa Haddad

Sou envolvida no mundo missionário há 21 anos. Minha mãe foi estudar no Centro Evangélico de Missões (CEM), em Viçosa (MG), quando eu tinha 1 ano de idade, e eu cresci no meio de missionários, de pessoas que tinham algo peculiar dentro de si. Vivi aproximadamente 7 anos no CEM, e descobri desde cedo que pessoas entregavam sua vida a Cristo por amor a Ele e ao próximo.

Era comum achar que eu era cristã e que entendia esse mundo do reino quase paralelo ao mundo “real”. Era normal pra mim me sentir parte de uma igreja, da escola dominical, das boas ações etc. Mas foi com 13 anos, em um acampamento de adolescentes, que eu realmente entendi o que era missão e onde eu me encontrava nela. Tive plena certeza naquele dia que eu queria ser missionária, ainda que para isso eu tivesse que abrir mão de muitas coisas. Mas eu entreguei minha vida a Cristo confiante no cuidado dele.

Participei de alguns cursos preparatórios, fiz trabalhos de evangelização com crianças na África do Sul, programas de impacto na Inglaterra, estudei em escolas de treinamento e me planejei para ser líder de pequenos grupos em um evento chamado Vocare.

Um desses missionários, que me viu crescer, foi quem me chamou para participar do Vocare. Me lembro bem que ele disse: “Maísa, você já é vocacionada. Vá como líder de PG”. Aquilo ficou no meu coração por um ano. Somente na segunda edição do encontro foi que eu pude participar. Arrumei minha mala, preparei minha mochila com bons biscoitos e peguei o avião pro Paraná.

Apesar de eu ter certeza da minha vocação transcultural e de saber que esse é mesmo o caminho que quero e devo seguir, nada foi mais esclarecedor pra minha vida vocacional quanto o Vocare. Eu finalmente entendi, depois de 21 anos nesse meio, que minha missão é apenas ser. Descobrir quem sou, e ser. Finalmente entendi que minha missão não é mostrar algo, mas sim Alguém.

Minha missão é mostrar o Cristo para todos com quem eu estiver, ser o Cristo onde quer que eu esteja. Minha missão é apenas ser Maísa, e utilizar isso em função do reino; compartilhar o tesouro que me foi dado com quem precisa dessa riqueza: que não é riqueza material, é riqueza de alma. Ter plena certeza de que eu nunca serei completamente vocacionada, pois minha vocação é aprimorada todos os dias; e que muito além de ensinar, eu vim aprender. Aprender mais de Deus, aprender mais do outro, aprender a amar. E que se esse amor é inspirado por Deus, que ele seja o transformador da minha geração, o transformador do meu século.

Que esse amor cresça em você e em mim todos os dias, e que amemos os mínimos detalhes, e que descubramos o que é amar com o amor do Pai, que deu seu único filho para morrer por nós.

Meu chamado é amar. Minha vocação é amar. Sejamos o amor de Deus nesse mundo cada dia mais frio. Sejamos Vocare, a voz que clama no deserto e prepara o caminho para o Senhor: o caminho aos corações.

 

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Podcast_Painel_Minorias

Quais são os segmentos menos evangelizados no Brasil? Com esta pergunta, pesquisadores da AMTB (Associação de Missões Transculturais Brasileiras) levantaram dados e elaboraram uma lista dos oito grupos menos alcançados. Destes, os “mais pobres dos mais pobres” e os “mais ricos dos mais ricos” foram os únicos escolhidos a partir de critérios socioeconômicos.

O Vocare2016 realizou um painel com especialistas ou representantes de sete destes segmentos: ciganos, sertanejos, quilombolas, refugiados, surdos, indígenas e ribeirinhos. O painel ocorreu na tarde do dia 22 (sexta-feira), com duração de aproximadamente 90 minutos, e reuniu cerca de 300 pessoas. Compuseram o painel:

Facilitadores
: Lissânder Dias (Ultimato) e Paulinho Degaspari (Irmaos.com)

Painelistas
:
1. Sandra Gomes (Missão Amigos dos Ciganos)
2. Bettina Siemens (JUVEP)
3. Rodrigo Tinoco (Conectar)
4. Alyson Melo (Missão Mais)
5. Saulo Xavier (AMTB)
6. Gilson Silva (Missão Evangélica aos Índios do Brasil)
7. Henrique Terena (CONPLEI)
8. Márcio Garcia (MEAP)

O Painel foi gravado e virou um podcast do site Irmaos.com. Ouça-o e faça seu download gratuito: AQUI

 

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Encerramento_oracao_joelhosOKPor Lissânder Dias

Terminou na manhã deste domingo (dia 24) o encontro Vocare2016. Foram quatro dias intensos de palavras, conversas, orações e troca de saberes nas dependências da Universidade UNICESUMAR, em Maringá (PR). Cerca de 1.100 pessoas participaram animadamente de toda a programação. O encerramento foi marcado pela leitura coletiva do último capítulo da Bíblia, após uma maratona que começou na quinta-feira com Gênesis 1 e terminou com centenas de pessoas lendo, juntas, Apocalipse 22. O texto é uma palavra profética de esperança do próprio Deus que diz: “Certamente venho logo!”.

O último preletor a falar no Vocare2016 foi Sandro Baggio, da Missão Steiger, que tem como missão “comunicar a mensagem da cruz para a juventude global”. Ele também é pastor da igreja Projeto 242, no contexto urbano de São Paulo.

Sandro Baggio ressaltou a esperança dos discípulos ao verem Jesus ressurreto e, com isso, assumiram, mesmo no sofrimento, a missão de serem testemunhas de Cristo no mundo. Relembrou como os cristãos de séculos anteriores enfrentaram as adversidades extremas em lugares longínquos para cumprir o chamado que Deus lhes deu. “Se Jesus ressuscitou, ele é a maior autoridade, e somos testemunhas disso. Se entendermos isso, nenhum sacrifício será maior para nós”.

Sandro Baggio 1OKBaggio terminou desafiando os jovens a se perguntarem: “E hoje, com tantas facilidades, com tanta tecnologia em nossas mãos, o que faremos para cumprir o chamado de Deus?”. E acrescentou: “comece servindo em sua igreja local e fazendo diferença onde você está”. “Fazemos parte da missão de um Deus que não abandonou o mundo, mas continua agindo nele”, afirmou.

Os últimos momentos do congresso foram marcados pelo sentimento de gratidão pelo que aconteceu nestes dias, para também pelo resultado da unidade experimentada pelas 26 organizações que se juntaram para realizar o evento. A oração final foi feita de joelhos, com cerca de 40 pessoas à frente. Elas irão para o campo missionário nos próximos meses. Juntos, os presentes oraram pela vida deles, pedindo intrepidez e coragem para que cumpram o trabalho.

“O melhor está por vir”, disse Weslley Silva, integrante da equipe coordenadora. “O  melhor do Movimento Vocare é o que faremos quando sairmos daqui”, concluiu.

Você pode relembrar o que rolou no Vocare2016 na nossa cobertura especial.

• Lissânder Dias é editor do Portal Ultimato Online e coordenou a equipe de comunicação da Ultimato no Vocare2016.

— Texto corrigido em 26/04/2016, às 12h18.

Por Camila Nogueira

Foi ao som de “Minha Pequena Luz”, com o grupo Arte de Transformar, que o último Celebra Vocare começou na noite de ontem, sábado (23), e animou os jovens participantes, no ginásio da Unicesumar em Maringá (PR).

Com muitos jogos de luzes, animação e criatividade, o grupo ADT levantou o público no início da celebração, com direito a danças, músicas com tambores, e até mesmo fogo e faíscas. Ao final da apresentação, a palavra Jesus podia ser lida nos tambores da equipe.

De muitos, um

Os testemunhos da noite ficaram com Ricardo Poquiviqui Terena e Henrique Terena, nativos da etnia Terena em membros do Conselho Nacional de Pastores e Líderes Indígenas Evangélicos (Conplei). Ricardo não escondeu a emoção ao falar da realidade indígena hoje no Brasil, lembrando que no começo da história do país havia cerca de 6 milhões de índios, e hoje em dia apenas 800 mil.

Ricardo contou sobre como a evangelização dos povos indígenas tem ocorrido e fez o público refletir com palavras fortes: “Algumas pessoas acham que elas não têm chamado para trabalhar com indígenas. Mas elas deviam se lembrar, que antes de ser chamado para um grupo específico, somos chamados para compartilhar a salvação com todas as pessoas”.

Henrique Terena falou sobre o Conplei Jovem, um encontro para jovens indígenas. Ele contou que em edição passada o congresso chegou a reunir 1800 jovens de diferentes etnias. Ele convidou todos os presentes para comparecerem ao próximo Conplei.

Ao final do testemunho, Ricardo, de maneira simbólica, colocou um cocar na cabeça de Rodrigo Gomes, líder do Vocare, simbolizando a unidade da igreja. “Nós somos todo iguais. Que possamos caminhar juntos”, afirmou.

O evento termina, mas o Movimento continua

Foi a vez de José Libério, da Toca do Estudante, trazer momentos de reflexão e desafios. “Eu sou Vocare”, fez o público falar em coro. “E sabe o que isso significa? Eu sou chamado”, afirmou. Libério ressaltou mais uma vez a mensagem de que todos têm uma vocação, um chamado.

Ele contou também um pouco da sua história e sobre como Deus revelou seu chamado e missão. “Eu entrei numa luta, levantei bandeira de partido, achando que quando nosso país elegesse um presidente, as coisas mudariam. Nós elegemos, e nada mudou. Então eu resolvi ser padre, porque as pessoas gostam de religiosos, e eu queria fazer a diferença. No seminário eu levei uma rasteira do Senhor. Ele falou comigo e disse que ia transformar meu coração de pedra em carne”, contou emocionado.

José chamou atenção para a paciência de Deus e a maneira com que Ele nos revela sua vontade. “Para fazermos diferença, temos que andar com aquele que foi diferente. A glória do Deus eterno nos foi oferecida, e mais importante: Ele nos aceitou, e repartiu essa glória conosco”, afirmou.

Em um momento de apelo e oração, Cassiano Luz relembrou três valores do Movimento Vocare: todos somos vocacionados, todos somos iguais e alguns são chamados para funções específicas. Ele também destacou aos participantes que “o Vocare não acaba hoje. Ele começa”.

O melhor está por vir! Sê Valente.

Após o apelo, Weslley Silva, um dos coordenadores do evento, anunciou oficialmente o Vocare 2017. Os jovens aplaudiram animados após a confirmação do encontro, que deve acontecer nos dias 21, 22 e 23 de abril. Weslley enfatizou: “o melhor ainda está por vir”.

Depois das reflexões e tantos desafios, o encerramento da última noite do Vocare2016 ficou por conta do som de Marcos Almeida. O jovem que decidiu levar a sério sua vocação, mas ainda tem dúvidas e medo sobre os próximos passos, pôde cantar e ouvir em alto e bom som: “O medo se vai quando ouço a voz do alto a me dizer: Sê valente, Sê valente!”.

• Camila Nogueira é estudante de jornalismo e integra a equipe comunicação da Ultimato no Vocare2016.