Conteúdo de “Mais na Internet” da revista Ultimato 365

Por Jacqueline Meireles

1.

Defina a “Teoria da Mudança” (Theory of Change) de seu projeto: muito utilizada pela Unicef, a Teoria da Mudança é basicamente uma descrição e uma ilustração sobre como e porque uma mudança ocorreria em um determinado contexto. A ideia é, a partir da mudança final desejada, decompor esta meta em condições que devam ser atendidas para que a mudança ocorra no longo prazo. A partir deste mapeamento, ficam, então, mais claras as intervenções necessárias e seus pontos de controle, para que o projeto cumpra seu propósito. Mas atenção: não podemos definir a Teoria da Mudança para a população-alvo. É de extrema importância ouvir e considerar os anseios dessa população – caso contrário, corremos o risco de construir algo que vai na contramão de seus interesses.

2.

Defina o escopo de atuação de seu projeto detalhadamente: a partir da definição da sua teoria da mudança, você deve trabalhar na definição e priorização do seu trabalho de intervenção (o escopo). Este deve ser sempre definido levando em consideração as expectativas da população atendida, dos potenciais doadores e de seus potenciais voluntários. Lembre-se de que um projeto social existe para servir à sociedade, e buscar um denominador comum entre esses três atores é fundamental para a longevidade de seu projeto. Continue lendo →

Por Luane Souto | Edição: Phelipe Reis

Oficina sobre “Juventude Global” com o pastor Pipe Bastos

“Juventude Global” é uma das 37 oficinas que aconteceram durante o Vocare 2017. Com o intuito de mostrar como o pensamento secularizado e humanista está ganhando força atualmente ao redor do mundo, o pastor Pipe Bastos, da Comunidade Gólgota de Curitiba e integrante da Organização Steiger, falou como o relativismo tem influenciado até mesmo o pensamento dentro da igreja contemporânea.

Individualismo, fé em si, ceticismo, hedonismo, materialismo, falta de esperança, rebeldia, agnosticismo, falsa liberdade e relativismo fazem cristãos abraçarem mais as lutas sociais e o próprio contentamento do que o evangelho genuíno. Pipe ainda ressalta que esse comportamento é prejudicial à fé cristã. “Pessoas cansadas da instituição resolvem viver um cristianismo isolado. Como consequência, o número de desigrejados tem aumentado significativamente no Brasil”. Continue lendo →

Foto: Natália Martinez

Eu não tava muito na pilha de ir pro Vocare, essa é que é a real. Ainda mais depois que dei uma olhada no site e vi que o início da programação era seis da manhã. Seis da manhã, cara! Acordar cinco e tal em pleno feriadão? Aí é tenso, né. E outra: a última atividade do dia rolava até duas da madruga. Como assim, mano? Quatro horas pra dormir, é isso mesmo? Na boa, zero disposição pra isso. Se ainda fosse uma parada mais agitada, sei lá, a gente acaba empolgando e beleza, mas eu já fui num monte desses lances que a igreja faz pra jovem, e tipo… é legal e tudo, mas é quase sempre a mesma coisa, saca?

Mas, assim, o grande lance é que eu sinto sim essa coisa do tal “chamado missionário”. Já fiz de tudo pra tentar descobrir qual é a dessa parada. Fui a um milhão de convenções, de “semanas missionárias” e blá blá blá, por isso eu já tinha praticamente decorado tudo o que rola nesses eventos: bota lá uns missionários pra falar dos perrengues que passam no campo, de alguma coisa que construíram, todo mundo se emociona, canta, ora… tudo muito lindo e tal, só que depois ia geral embora e lá ficava eu na mesma de antes: perdidaço, nem ideia pra onde ir. Sinceridade? Não tava a fim de passar por isso de novo não, velho. Muito frustrante. Tava numa de esperar Deus me dar um sinal ou sei lá. Continue lendo →

Por Aléxia Duarte

Uma coisa que me chama atenção ao observar o evento da ressurreição é o fato de Jesus ter aparecido primeiro às mulheres.

Ele poderia ter aparecido aos mestres da lei, a Pilatos ou aos membros do Sinédrio, evidenciando sua vitória sobre a morte para aqueles que o condenaram. Todavia, contrariando nossa lógica, ele se releva à Maria Madalena e a outra Maria e lhes abraça com afago e amor.

É sabido que no judaísmo do primeiro século, as mulheres possuíam um status social bastante reduzido e não tinham o direito legal de servir como testemunhas.

Como Peter Kreeft e Ronald Tacelli colocam, “se o túmulo vazio fosse uma lenda inventada, seus perpetradores com certeza não teriam declarado que mulheres haviam encontrado o túmulo vazio, pois o testemunho delas seria considerado desprezível.

Em contrapartida, se os escritores estivessem simplesmente relatando o que viram, teriam de contar a verdade, independente da inconveniência social e legal”.

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Por Jeverton “Magrão” Ledo

As primeiras flores começam a deixar a cidade mais colorida, é perceptível o sorriso aberto, os gramados e canais tomados por pessoas de todas as idades.

Sim, mais uma primavera, e a sensação é sempre indescritível. A cidade se transforma, e a atmosfera é contagiante. Buscando um lugar calmo para sentar abrir um livro, desfrutar o sol, e a temperatura agradável.

Ao caminhar entre as pessoas percebo o ar alegre nas conversas, jovens deitados na grama, crianças brincando, qualidade de vida, e eu um observador incorrigível.

Um eu, sempre intrigado com a mente humana. Perguntando o que realmente se passa dentro da cabeça desses tantos?

Os tons cinzas, o olhar fechado, e, por vezes, o caminhar como se não existisse mais nada ao redor ficaram para trás. Afinal, estamos em uma nova estação.

Você pode pensar, mas todo ano o ciclo se repete, e o que temos de novo?

Sim, o que temos de novo? Eu devolvo a pergunta. A vida não se resume a uma mera repetição. Muito menos a uma mudança, uma troca nos tons das roupas. Continue lendo →