Você tem interesse por estudos ligados às nossas origens, a como o mundo natural pode apontar para Deus? Conhece alguém que cursa biológicas e ciências afins e que tem dificuldade em ler Gênesis e relacionar com o que estuda na faculdade, ou está em conflito sobre como a fé pode ser válida nesse campo?

Alguns livros que podem ajudar bastante nessa jornada são os lançamentos da série Ciência e Fé Cristã publicados pela Editora Ultimato em parceria com a Associação Brasileira de Cristãos na Ciência.

Os lançamentos de 2016 foram esses aqui:

A Ciência de Deus – Uma Introdução à Teologia Científica, de Alister McGrath;

Verdadeiros Cientistas, Fé Verdadeira, com Francis Collins, Alister McGrath, John Houghton, entre outros;

Fé, Esperança e Tecnologia de Egbert Schuurman;

Deus e Darwin – Pensamento evolutivo e teologia natural, de Alister McGrath;

Mentes, Cérebros, Almas e Deus – Uma conversa sobre fé, psicologia e neurociência, de Malcolm Jeeves;

O Mundo Perdido de Adão e Eva – O debate sobre a origem da humanidade e a leitura de Gênesis, de John Walton e colaboração de N. T. Wright.

Imperdível, não é? E ainda vão vir por aí mais 6 volumes da série por aí, num total de 12 volumes até o final de 2017.

O Pedro Dulci, do canal Perguntar Não Ofende, e a dupla Felipe e Yago, do Dois Dedos de Teologia, já leram, curtiram e postaram suas impressões e indicações em vídeo. Confira aí! Quem sabe você também não se anima, grava e manda pra gente também?

sebastian-pichler-unsplashPor Jean Francesco

Quero aqui dar uma palavra aos cristãos que namoram não cristãos.

Realmente não é uma atitude sábia iniciar um namoro e muito menos um casamento com alguém que não compartilha a mesma fé. Os motivos já foram dados e repetidos no texto anterior (Cristãos devem namorar não cristãos?). Contudo, sei que alguns dos que leem esse texto vivem essa realidade, por isso, sinto-me na obrigação de ajudá-los de alguma forma. Portanto, tenho três conselhos para você que está em um namoro ou caminha para se casar nesse estado.

Primeiro, inclua o seu(sua) namorado(a) na vivência da sua igreja local. Na maioria das vezes os não crentes têm uma visão distorcida sobre o que é a igreja. Pensam que os pastores são ladrões e que os membros são alienados – às vezes estão até corretos. Mostre para ele(a) que a igreja é um ambiente favorável a relacionamentos verdadeiros e transformadores. Envolva-o num ambiente de amor e de conversas saudáveis. Conheço várias pessoas que, por meio da convivência cristã com a pregação do Evangelho, se entregaram para ele. Esse é o primeiro passo. Deus pode mudar a direção do coração e fazer ele(a) se converter a Cristo.

Segundo, saiba bem quais são as convicções dessa pessoa sobre Deus e sobre os princípios que você adota. Creio firmemente que o relacionamento amoroso entre crentes e não crentes não é uma atitude sábia, porém, quando os não crentes são pessoas tementes a Deus ou têm alguma noção bíblica sobre ética, princípios e valores, a aproximação é menos problemática.

Já quando a relação se dá entre crentes e ateus, agnósticos, orientalistas, ou pessoas que têm uma moral oposta à da fé cristã, eu incentivaria a desistir de vez. Rute era uma moabita, não era do povo de Israel e, ainda assim, se casou com Boaz, um israelita, pois tinha valores sólidos sobre família e sobre Deus. Não posso negar que exceções realmente acontecem, todavia, ninguém deve viver pautado nelas.

Faça esse teste: A pessoa dá alguma importância a Deus? Ela respeita minhas opiniões espirituais de criação de filhos, moralidade, sexo etc?

Terceiro, teste se a pessoa está disposta a se casar. A vontade de Deus para namorados é o casamento. Se essa pessoa com quem você namora não é crente e ainda não pensa em se casar, certamente não é uma pessoa ideal para desenvolver um noivado e, pior, um casamento. Geralmente, quando um(a) namorado(a) não pensa em casamento, ela pensa em outras coisas e, na maioria das vezes, o que se pensa desrespeita radicalmente os seus valores morais cristãos.

Pergunte-se: Namorar, noivar ou casar com essa pessoa vai me aproximar mais de Deus? Vai me tornar mais santo? Vai me dar mais segurança para o futuro?

Então vamos colocar os pesos na balança. Suponhamos que essa pessoa gostou de frequentar sua igreja local, fez amizades com os seus amigos e mudou sua concepção sobre o que é igreja. Parabéns! Um passo enorme já foi dado. E mais, se ele(a) teme a Deus de alguma forma e respeita os limites da sua santidade, parabéns, pela segunda vez. Terceiro: Se o seu(sua) namorado(a) também pensa em casamento, ótimo, ele está agindo como se fosse um cristão, seria bom você perguntar a ele(a) se deseja seguir a Jesus em definitivo. Vimos isso acontecer algumas vezes em nossa Igreja e, no fim das contas, houve verdadeira salvação.

Entretanto, se você incluiu a pessoa na vivência da igreja local, ela ouviu o Evangelho de forma clara, analisou profundamente as crenças que ela tem sobre Deus e fez o teste do respeito, santidade e casamento, mas tudo deu errado, cuidado! Se algum dos três testes falhar, eles provavelmente irão ruir juntos.

Quem não quer fazer parte da sua igreja local, respeitar seu Deus, seus princípios e não quer saber de casamento, na verdade, não quer saber de você. Do fundo do meu coração, te aconselho a abrir mão da sua vontade e buscar a vontade de Deus. Alimentar algo que nitidamente está fora de direção do Pai produzirá muitas frustrações desnecessárias. Não vale a pena trilhar este caminho. Entretanto, se a pessoa reagiu bem a estes três quesitos, tem se interessado pelo Senhor e busca uma nova vida, graças a Deus, você faz parte das exceções.

Como dito anteriormente, Deus não é obrigado a salvar ninguém, Ele salva pela Sua livre graça. Por isso, seja grato a Ele e não seja mais teimoso, fazendo o seu próprio querer, mas que sempre a vontade dEle seja feita na sua vida.

 

Jean Francesco é pastor da Igreja Presbiteriana da Penha (SP). Acompanhe seu canal no Youtube.

Foto: Sebastian Pichler/Unsplash

natalie-collins-unsplashPor Levi Agreste

“Então disse: ‘Já sei o que vou fazer. Vou derrubar os meus celeiros e construir outros maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. E direi a mim mesmo: Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se’. Contudo, Deus lhe disse: ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?’” (Lucas 12:18-20)

Acordou cedo, embora não houvesse razão. Seus olhos simplesmente não se cerravam. Não estava devidamente preocupado ou ansioso – o que, por sua vez, deixava-o preocupado e ansioso. Ao lado, dormia profundamente uma bela loura de olhos castanhos. Lembrava que ela lhe havia dito seu sobrenome, mas não o conseguia lembrar. Percebia agora, também, que roncava: um leve som suíno, nada encantador.

Vestiu o roupão e iniciou os ritos de preparo do café: armário, xícara, pires, prato, copo, mesa. Gaveta, colher, faca. Pó de café, pão, requeijão. Água, pó de café, cafeteira. Pão, torradeira. Enquanto ouvia os gemidos do café, ligou a televisão.

“Menino de dez anos é morto, vítima de bala perdida em uma das comunidades do complexo da Maré”. Pensava agora na reunião que teria assim que chegasse amanhã ao trabalho. Clientes exigentes – precisava apresentar os resultados da maneira mais contagiante possível.

“Indústria automobilística prepara plano de demissão voluntária com meta de três mil desligamentos”. O celular tocou, lembrando-lhe que deveria agendar a revisão do conversível ainda esta semana. Olhou em direção à garagem, admirando a coleção que tanto demorara a conquistar.

“Escolas públicas paulistas são forçadas a fechar as portas por falta de água”. A cafeteira soou. O pão na torradeira pulou. Preparou a mesa e sentou-se. Olhou para a comida de modo ponderado. O café cheirava-lhe a tédio. Pegou o prato e a xícara, derramou o líquido na pia e a torrada no cesto de lixo. Não estava com tanta fome assim.

***

O celular despertou, embora ainda não houvesse luz invadindo a cortina furada. “Este horário de verão…”, pensava enquanto calçava o sapato. A esposa nunca conseguiu se acostumar com seus movimentos matutinos e abriu os olhos de relance, murmurando algo. “O quê?”, perguntou o homem, “Não entendi”. “Disse bom dia”. É óbvio que havia dito bom dia, fazia-o todas as manhãs. Riu de si mesmo por fazer uma pergunta tão estúpida. “Do que está rindo?”. O bom negro inclinou-se e beijou a mulher nos lábios. Cheirava a amaciante. “Estava rindo de você”.

Quando saía do quarto, percebeu a mulher levantando. “Não, fica! Você não precisa trabalhar hoje”. “Vou preparar seu café”, respondeu a boa negra. Observava seus quadris enquanto ela abria os armários à procura do pó de café. Retirou de um deles o último recipiente. “Temos pouco. Acho que não dá nem para uma xícara”. “Não tem problema”. Esperou pacientemente o café ser coado e, sem perceber, soltou uma oração, agradecendo pela vida que tinha. A esposa serviu-lhe o café ralo e esperou que ele o tomasse. “É o melhor que já tomei”. Beijou a esposa e saiu para o trabalho.

 

  • Levi Agreste, 24 anos, graduado em Letras pela Unicamp, leciona em três escolas da região metropolitana de Campinas, faz parte da coordenação da ONG Soprar e escreve no blog umanovaviagem.

Foto: Natalie Collins/Unsplash

Punlife-cdor Fagner Santos

Indico e boto fé em uma banda de rock chamada Unlife, de São Paulo, capital. Eles já têm alguns anos de estrada, mas deram um tempo e voltaram esse ano com um álbum chamado “Um mundo inteiro em um homem só” (possível referência ao sacrifício de Jesus), com letras e som bem alternativo, impactante e uma arte gráfica bacana da capa do disco, que se assemelha a grafite e tal.

A música que mais curti foi “Aqui embaixo” (faixa 6), que termina o acróstico feito em cada título das faixas, tornando um sentido completo. Entendo que ela fala sobre nossa proximidade com o Cristo humano e divino que desceu da sua glória e veio “aqui embaixo” na Terra, pra restaurar a nossa relação com Deus e com o próximo, e para nos salvar, perdoar e transformar.

O álbum completo, lançado em julho, está disponível para download no Bandcamp da banda.

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  • Fagner Santos tem 20 anos e é de São Sebastião (SP).

halloween-julia-raasch-unsplashPor Jean Francesco

Certa vez dois garotos bateram na minha porta e disseram: “Gostosuras ou travessuras?” Além de ter achado engraçado ver os dois meninos rindo com as sacolas cheias de balas e bombons, isso me fez pensar em toda a polêmica em torno do Halloween. O que é, afinal, essa festa tão polêmica?

Existem muitas lendas sobre sua suposta origem. A mais confiável remete à festa de Samhain, celebrada pelos celtas nas Ilhas Britânicas entre 600 e 800 d.C. A festa não tinha absolutamente nada a ver com bruxas ou feiticeiros; era basicamente uma celebração em favor dos mortos, organizada pelos sacerdotes druidas, que marcava o fim do verão entre 31 de outubro até 2 de novembro.

Como uma festa pagã, alguns acreditavam que os espíritos dos familiares voltavam para abençoá-los de alguma maneira. Mas que fique bem claro, não havia abóboras, bruxas, disfarces e nem gostosuras ou travessuras.

Com a entrada do cristianismo nas ilhas britânicas e a conversão dos celtas, aconteceu uma mescla entre essas duas culturas. As festas da tradição cristã começaram a se misturar e a transformar a festa dos celtas. Encurtando a história, depois de algum tempo a festa cristã do “Dia de todos os santos”, ou “Dia de finados” ou “Dia dos Mártires”, pulou do mês de Maio para o mês de Novembro, assim o Samhain foi adaptado e passou a ser comemorado na véspera do “Dia de todos os santos”.

A Igreja tentou mostrar aos celtas que Cristo venceu o poder da morte. Essa é a razão do nome “All Hallow’s eve” = “véspera de todos os santos” ou “Hallow Evening” = “noite sagrada”. As palavras foram se aglutinando até que chegamos ao conhecido Halloween. Na Idade Média, enquanto comemoravam a festa, crianças saíam de porta em porta pedindo bolos, doces, em troca de orações por cada membro da família.

No século 19, os irlandeses emigraram para os Estados Unidos e trouxeram a festa junto com eles. Na América, então, começou a descaracterização da celebração cristã-celta. Continue lendo →