UltJovem_22_06_16_selo_meulugarnomundo-01Não, não foi o seriado “Malhação” que inventou esta frase. De fato, esta é uma sentença que todos desejamos pronunciar e completar: “o meu lugar no mundo é…”. Para o cristão, é mais do que realização pessoal; é encontrar-se nos planos de Deus. E isso faz toda a diferença em nossa caminhada.

Por isso, a Ultimato vai inaugurar na próxima edição da revista um selo editorial chamado “O Meu Lugar no Mundo”, que trará depoimentos de cristãos (jovens e adultos) sobre a jornada vocacional de cada um, suas dificuldades, suas vitórias. Para começar, selecionamos quatro depoimentos de jovens e publicamos em um “Especial” na revista que entrará em circulação em julho. Este é o link para conferir todos os depoimentos em breve. (Você já vai encontrar lá alguns conteúdos sobre vocação).

Quer participar? Envie-nos também seu testemunho. Responda: qual o seu lugar no mundo?

 

 

BlogUlt_01_06_16_Capa_alta2Quem somos diz muito sobre todo o resto. O que defendemos? Como nos comunicamos? Que música cantamos? Quem amamos? O que escolhemos? Enfim, a cultura é a expressão da nossa identidade.

Em se tratando de igreja evangélica brasileira, está cada vez mais difícil responder QUEM SOMOS. Diante de tanta incerteza agravada por uma religiosidade capenga e superficial, é inevitável perguntar: por que a cultura brasileira é avessa aos evangélicos? Se por um lado nossa relação com a realidade é mesmo ambígua (já disse Jesus), por outro, não podemos esconder a luz debaixo da gaveta, não é mesmo?

Talvez a produção artística seja um dos sinais mais evidentes deste conflito sobre nossa identidade diante da cultura brasileira. Daí partiu a reflexão do pastor e músico Gerson Borges em Ser Evangélico Sem Deixar de Ser Brasileiro, nosso lançamento do mês.

Se você, jovem, vive o mesmo conflito do autor, que tal lê-lo? Que tal ir um pouco mais fundo na confirmação (ou até descoberta) de quem você é? Evangélico? Brasileiro? Ou os dois?

 

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Por Daniel Theodoro

Foi no despretensioso jardim da casa de minha avó onde descobri o valor da ressurreição. É claro que, como criança nascida em berço cristão reformado, já tinha tido contato com a abstrata palavra na Escola Bíblica Dominical e, em especial, durante a celebração da Páscoa. Sabia que estava tudo bem documentado na Bíblia e bem representado nas cantatas. Porém, foi naquele jardim rosado, cravado de hortelãs e violetas, onde o substantivo tornou-se verbo e habitou em minha mente.

Na minha perspectiva pueril, a casa da vó Dora era a materialização da alegria. Afinal, as férias de dezembro se passavam lá. Tinha cômodos grandes, um quintal lateral espaçoso perfeito para partidas de futebol, sem contar a piscina no fundo, único ambiente capaz de trazer algum refrigério ao corpo em plena quente Bauru, no interior de São Paulo. Tinha ainda uma sauna que fora transformada em depósito, em função da baixa demanda por quererem transpirar entre quatro paredes já que, a céu aberto, o Sol provocava um suadouro danado na gente.

Tinha ainda um feliz desarranjo familiar naquele lar: minha vó se mudara para aquela casa ao se casar pela segunda vez, depois de passar anos viúva. A cerimônia de casamento foi na própria residência, uma festa com direito a comida, bebida, muita gente e até fogos de artifício. Nesse dia, meus pais me explicaram que aconteceu um milagre: após um simples sim, eu ganhei um avô, muitos primos e tios. Assim, minha conclusão era que se tratava de uma casa incrível, com capacidade de multiplicar vida e alegria. Continue lendo →

Por Thales RiosUltJovem_13_06_16_quem-vc

Num passado distante cientistas foram desafiados a criar um complexo sistema mundial de interligação de computadores para troca de informações à distância. As possibilidades eram enormes: poderiam enviar informações militares e científicas de um continente a outro, acessar dados bancários, conversar com pessoas do outro lado do mundo, comprar e vender sem sair de casa. Décadas mais tarde, cá estou eu, me dedicando a gastar tempo nesse tal complexo sistema mundial de interligação de computadores para fazer testes em que descubro qual seria meu Pokémon na vida real.

Por mais tonto que seja, é muito divertido responder 5 perguntas e descobrir que no universo de Friends eu seria o Ross (droga, sempre quis ser o Chandler), que no Star Wars eu seria o Jar Jar Binks (o que é indiscutível, infelizmente) e que dentre as princesas da Disney eu seria a Branca de Neve (sim, eu já fiz esse teste mesmo). Os resultados são meio deprimentes, mas é viciante demais pra parar com isso.

Fora estes testes bisonhos de “quem é você na fila do pão” e “quem é sua alma gêmea” (nunca funciona, acreditem em mim), tem outros realmente interessantes por aí, alguns que dá até pra botar certa fé e parecem ter algum embasamento de psicologia por trás. Meus favoritos são aqueles em que você tem que imaginar um cenário com vários elementos e depois descobre que aquele deserto é a representação da sua vida patética e sem sentido, o cavalo rebelde é sua pessoa amada que está pisando na única flor do jardim, que representava seu último amigo. (Baseado em fatos bizarramente reais de um amigo meu esse exemplo.)

Meu primeiro contato com testes assim foi na época em que a Internet ainda era tudo mato. Quando criança, conheci uma velhinha muito simpática que parecia ter poderes sobrenaturais. Ela estava em casa conversando com minha mãe e do nada me pediu pra desenhar uma estrada, árvores e uma casa. Achei tonto da parte dela (e não disse isso porque eu era um menino muito educado), mas fiz lá o tal desenho pra velhinha. Ela pegou o papel na mão, abaixou os óculos de velha dela e começou a me descrever completamente se baseando no desenho: “Olha, menino, estas árvores inclinadas pra direita mostram que você gosta de imaginar muito as coisas antes de fazê-las; a cerca na estrada feita assim me diz que você tem muito medo de arriscar nas suas decisões; o caminho com curvas deste jeito mostra que você é muito desorganizado; e esta casa com telhado deste jeito e um cachorro na porta me indicam que você gosta muito de cachorro, porque eu nem pedi pra desenhar cachorro”. Caramba! Não lembro bem como foi que ela descreveu as coisas na verdade, mas ela parecia saber mais de mim do que eu mesmo! Em seguida pegou meu caderno da escola e descobriu pela minha letra que eu era impaciente, distraído e sentia ciúmes da menina que gostava (o que era verdade mas neguei, obviamente). Depois de desnudar meus sentimentos e personalidade ela deu um sorrisinho, fez alguma piadinha sobre poderes mágicos e me deixou anos pensando que ela era prima da Morgana ou algo do tipo. Continue lendo →

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Ozan Diril / Freeimages.com

Dia dos Namorados chegando: para você que é solteiro, leia com urgência. E se já está namorando, faça um raio-x do seu namoro. Casado? Eu também sou e valeu muito a pena seguir os dez mandamentos abaixo antes de dizer “sim” para a minha esposa.

1 – Seja racional e não sentimental
As maiores causas de separação e divórcios hoje são: incompatibilidade de gênero, vida financeira e sexo. Veja bem com quem você está casando. Não veja só a embalagem, avalie bem o produto com a sua razão. Procure belezas que não passam.

2 – Repare na maneira como ela/ele trata os pais
Analise muito bem as palavras que ela/ele usa para tratá-los. Será provavelmente a maneira como essa pessoa irá tratar você. Quem honra os pais também honra o cônjuge. Um mau filho não será um bom marido. Não é a toa que às vezes eu ouço da minha esposa: “Você acha que eu sou sua mãe?”, mas a gente se perdoa. Ninguém é perfeito.

3 – Ouça seus pais
Escute-os. A maioria dos casais que se unem com a desaprovação dos pais não vai adiante com o relacionamento. Procure também a opinião de pessoas que você respeita, seus líderes, livros sobre o assunto e amigos mais experientes. Não seja levado pela síndrome adolescente do “eu já sei de tudo”.

4 – Descubra os princípios de vida dessa pessoa
Ela certamente tem convicções firmes sobre verdade, família, caráter, honestidade, sonhos, trabalho, carreira, bondade, respeito. Você sabe quais são? Isso deve ser analisado antes e não depois do casamento. Se a pessoa que você quer namorar deseja levar você logo para cama, certamente não gosta de você. A verdade é que ela/ele quer apenas aproveitar e usar você, depois jogar fora. Respeito é fundamental. Conheça bem os seus valores.

5 – Procure alguém que ama a Deus e a sua Palavra
Veja quais são as suas convicções a respeito da Bíblia, Cristo, culto, oração, igreja, espiritualidade, etc. Não se relacione com alguém que é indiferente para com Deus. Se essa pessoa for indiferente para com Deus, certamente também será para com os valores absolutos da Bíblia, na prática da oração, não terá vontade de ir aos cultos e muito menos ter relação com pessoas da Igreja. Isso faz toda a diferença. Continue lendo →