Já imaginou ir a um restaurante e ser atendido por um robô? Isso pode virar realidade mais cedo do que a gente imagina. Tudo bem, talvez você não seja atendido por um robô no estilo dos Jetsons quando for a um restaurante, mas são altas as chances de que garçons de carne, osso e avental sejam substituídos por algum tipo de software que desempenha a mesma atividade.

Pelo menos é o que aponta o relatório intitulado The New Work Order (A Nova Ordem do Trabalho), divulgado pela Foundation for Young Australians (FYA). Segundo os resultados, a probabilidade de robotização da função do garçom nos próximos 20 anos é de 93,7%.

Talvez também fique cada vez mais raro ver alguém dizendo que é cartógrafo, já que a probabilidade de robotização desses chega a 87,9%. Operadores de telemarketing então devem entrar em extinção: 99%. Até juízes entram na tabela, com uma probabilidade de 40,1%.

No relatório, a FYA concluiu que a maioria dos estudantes da Austrália busca hoje por profissões que, por conta dos avanços da tecnologia, vão se tornar obsoletas. Diante desse quadro, a recomendação no documento é para que os jovens deem mais ênfase às habilidades digitais e ao empreendedorismo.

Quer descobrir se sua carreira tem alto potencial de robotização? Confira alguns dos resultados da pesquisa aqui.

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Por Renan Vinícius

Em sua segunda carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo relata que sofre com um “espinho na carne”. Muito se discute sobre o que seria este “espinho na carne”. As especulações são as mais diversas possíveis. Seja uma doença física ou um desejo pecaminoso, o espinho na carne causava dor e sofrimento em Paulo.

Acontece que ler este relato do apóstolo me traz, na realidade, conforto. Não que eu me alegre com o sofrimento de Paulo, muito pelo contrário, mas é interessante ver como este personagem tão importante na história era “gente como a gente”. Após o encontro com Jesus, a vida de Saulo de Tarso mudou radicalmente – até o nome -, mas isso não quer dizer que a vida dele na Terra seria livre de aflições. O próprio Jesus disse que “neste mundo vocês terão aflições” (João 16:33 NVI).

Quando relata o espinho na carne, Paulo diz que “para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar” (2 Coríntios 12:7 NVI). Acredito que, de uma forma ou de outra, todos temos um espinho na carne, por mais sigiloso e íntimo (ou não) que seja. O espinho na carne pode, para alguns, ser o vício em bebida; para outros, em pornografia; e por aí vai.

É interessante destacar o que Paulo diz no versículo seguinte: “três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim” (2 Coríntios 12:8 NVI). Muitas vezes, com nossa natureza pecaminosa, tendemos a pensar que Paulo, por ser um plantador de igrejas, teria uns pontinhos a mais com Deus e, por isso, seu pedido seria prontamente aceito. A verdade é que, com Deus, as coisas não funcionam na base da permuta, da justiça própria, como estamos tão acostumados neste mundo. A resposta de Deus para Paulo é simples: “Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9 NVI).

Muito provavelmente boa parte das pessoas ficaria revoltada com esta resposta de Deus e, até mesmo, “exigiria” uma absolvição, mas as próximas palavras de Paulo são lindas: “Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte” (2 Coríntios 12:9-10 NVI).

Refletindo sobre esse texto, penso que meu espinho na carne me faz entender que sou extremamente dependente de Deus. Sem o seu amor e a sua misericórdia, não passo de alguém que não consegue sequer lutar contra sua natureza corrompida pelo pecado. Ao mesmo tempo, o meu espinho na carne me faz ser solidário com meus irmãos, buscando ajudá-los em suas lutas e tribulações. O meu espinho na carne me faz desejar, cada dia mais, que nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo, volte o quanto antes, pois como disse Paulo, “considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (Romanos 8:18 NVI). Continue lendo →

O tempo! Senhor cruel, devastador, incontrolável, tão rápido. Muitos, por terem esse olhar, não desfrutam das oportunidades. Por vezes, segundos são capazes de nos presentear com experiências que se eternizarão em nossa memória.

Peço um tempo curto, não quero gastar seu precioso tempo, para um breve relato de encontros com amigos queridos.

Visitas breves, tempo de abraços afetuosos, momentos significativos ao redor da mesa, compartilhar sorrisos, momentos de celebração, nascimento e crianças.

Crianças são livres, sinceras. Na verdade podem até te estranhar em um primeiro momento, mas ao se quebrar esse curto espaço entre o mundo adulto e o universo dos primeiros passos, das primeiras palavras, do comer sozinho ou quase isso, dos brinquedos espalhados, mergulhamos e nadamos nesse oceano de descobertas e nos reconectamos com o melhor do nosso eu.

Nos libertamos de nossas próprias prisões, damos um tempo, como dizem, e nos deixamos levar pelas mãos ainda tão pequenas que nos conduzem pelo caminho de outrora, embalados por antigas cantigas e pelas doces lembranças que o tempo levou.

Me vi criança, dancei, joguei, corri e como me diverti. Sorriso largo, coração e alma leves.

Caminhando e desfrutando da companhia de meu pequeno amigo James, pude ressignificar o meu próprio caminhar, ajustei minhas próprias impressões, percebi que aquela criança não foi esquecida, quem sabe adormecida, mas que boa notícia: continua viva e pulsando aqui dentro. Continue lendo →

Por Amanda Almeida

Sabe quando tem um tantão de sobremesas na ceia de Natal e você sabe que uma delas é a melhor, então deixa essa aí para o final? Talvez, desavisado, você acabe comendo a melhor primeiro, mas aí as outras que vêm em seguida não são tão boas, e você fica com vontade de repetir a primeira para que a ceia acabe num ponto alto, mas não tem mais jeito, seu primo acabou de pegar o último pedaço daquela torta maravilhosa, e o último sabor da sua ceia acabou sendo um mousse doce demais mesmo.

Comparações alimentícias à parte, é basicamente desse mal que sofre Passageiros (2016). O filme, estrelado por Chris Pratt e Jennifer Lawrence, é vendido assim: “uma espaçonave transportando milhares de pessoas que viajam para um planeta colônia distante tem um mau funcionamento em suas câmaras de hibernação. Como resultado, dois passageiros são despertados 90 anos mais cedo”. Um baita filme de ficção científica, né? Só que não mesmo.

O primeiro ato do filme é mesmo voltado para o drama de acordar antes do planejado em uma nave que vai demorar 90 anos para chegar em seu destino final. O que deu errado? Será que tem como voltar ao estado de hibernação? Será que tem como reprogramar a rota para voltar para a Terra? Será que tem jeito de uma missão de resgate buscar os tripulantes que acordaram? Será que dá mesmo para confiar na inteligência artificial? O que pode acontecer com a mente de uma pessoa frente à realidade de 90 anos no espaço?

E, entre todas as inúmeras possíveis perguntas, a que mais tinha potencial para me intrigar é: o que faz alguém largar tudo na Terra para “ressurgir” 120 anos depois em um novo planeta? Não só “alguém”, mas 5000 pessoas só naquela nave, e mais inúmeras outras que deram bilhões de trilhões de dólares para a empresa responsável pelas colônias. (Isso me faz pensar em quem diz que “tacar uma bomba em Brasília” é uma opção possível para acabar com a corrupção, por exemplo. Nós podemos “começar tudo de novo” em outro planeta – ou em outro congresso -, mas ainda seremos nós).

Esse primeiro ato do filme faz um trabalho digno em desenrolar algumas dessas questões. Mas então tudo muda. Do suspense, da aventura, do drama psicológico, do sci-fi-perdidos-no-espaço prometido, passamos para o romance entre os protagonistas Jim (Pratt) e Aurora (Lawrence). E nada contra um bom romance, mas é que a gente comeu uma torta bem gostosa na primeira parte do filme, e depois veio um mousse com açúcar demais da conta. E quando tentaram voltar pra torta, já não tinha mais. Continue lendo →

Cinco anos depois da última edição, o Encontrão vem aí de novo! Em 2017, comemorando os 500 anos da Reforma Protestante, o tema será “Reformando para ser discípulos, igrejas e cidadãos”, com base em Romanos 12:1. O evento acontece entre 25 e 28 de fevereiro, no Parque de Exposições de Ituporanga, em Cerro Negro, Santa Catarina.

Um dos legados de Lutero, o sacerdócio geral de todos os crentes, vai ser destacado no evento. Ariton Palm, diretor executivo do Movimento Encontrão, diz que “se a história registra a dificuldade de se praticar essa afirmação, quanto mais nos apaixonamos pelo conceito de igreja missional, mais reconhecemos a sua semelhança. Portanto, o Encontrão Nacional 2017 promete em termos de desdobramentos.”

Sobre a história do Encontrão, Airton explica com a formação de pequenos grupos no contexto luterano, foi sendo necessário que se juntassem em um grande congresso, o Encontrão, que foi crescendo, formando um Movimento maior. “As demandas posteriores de formação e missão exigiram uma organização extra. No entanto, a influência teológica e prática do Movimento Encontrão avançou e se firmou”, esclarece Airton. Continue lendo →