Por Filipe Medeiros

Crescimento pessoal, espiritual, aventuras, despertamento vocacional e chamado missionário. A terceira edição do Acampamento para jovens, adolescentes e adultos do Centro de Treinamento e Apoio Missionário (CTAM) envolveu tudo isso entre os dias 05 a 08 de julho, na sede do ministério em Nova Granada, interior de São Paulo.

Com o tema “Comprometido”, a ideia do acampamento foi de convidar os jovens para serem comprometidos com o Reino de Cristo na sua área de atuação, confirmando que a juventude tem a força para levar as boas novas e participar daquilo que Deus tem feito e está fazendo no mundo.

A programação do acampamento foi bem intensa, com louvores, plenárias com missionários atuantes, aconselhamento com missionários, quarto de guerra para intercessão, comida típica árabe, luau, teatro, devocional em grupo, um game exclusivo, vivência missionária, momento de diálogo, testemunhos e o momento da ceia. Dá pra conferir as fotos na galeria abaixo.

O momento da ceia foi muito especial, pois mostrou uma realidade que não podemos ignorar, de muitos que ainda não conhecem a Jesus, e levou a uma reflexão profunda sobre quem levará a mensagem para que esses milhares de pessoas de todo o mundo, incluindo os oito segmentos menos evangelizados no Brasil, conheçam a Jesus e possam ter a oportunidade de participar da ceia. Continue lendo →

Por Daniel Theodoro

Pertenço ao seleto grupo de gente que tem ideias brilhantes debaixo do chuveiro na hora do banho. A maior parte dos pensamentos vai para o ralo. Outra parte significativa nunca é concluída porque devaneios costumam ser longos, e banhos precisam ser curtos. Mas há aquelas teorias que podem ser desenvolvidas em cinco minutos entre uma ensaboada e outra.

Pautado pela atual agenda política brasileira, meu último brain-shower-storm resultou em uma proposta de solução para nossa crise. Sim, achei uma saída, caro leitor! Trata-se do Bolsa-Bíblia, um programa de transferência de esperança para a população que vive abaixo da linha de qualquer perspectiva.

Há algum tempo vive-se próximo à miséria da descrença no Brasil. Desde as manifestações de 2013, parece que todo dia é um novo 7×1. De lá para cá, o brasileiro perdeu a perspectiva em função de impeachment, ocupação escolar, dólar a R$ 4, calamidade financeira decretada por estados, maior taxa de desemprego já registrada pelo IBGE, greve dos bancários, tragédia de Mariana, diárias denúncias de corrupção, parcialidade no STF, epidemia de dengue, Zika vírus, aumento na conta de luz, rumores de intervenção militar, greve de caminhoneiros e pior seca no nordeste em mais de 50 anos.

Soma-se a tudo isso o fato de que o brasileiro está de mau humor. Para 72% da população, a situação do país piorou nos últimos dois anos, segundo pesquisa Datafolha publicada no início do mês de junho. Apesar de tudo, o pulso do brasileiro ainda pulsa, embora tenha sido mais difícil passar a enxergar o copo meio cheio porque desde 2014 falta água uma vez que ainda enfrentamos a pior crise hídrica nacional.

Talvez por estar tomando banho mais curtos há quatro nos, a ideia de proposta suprapartidária do Bolsa-Bíblia não tenha tido tempo para ser desenvolvida antes e só veio à cabeça na semana passada diante da confirmação dos nomes presidenciáveis para a futura vaga no poder executivo. Continue lendo →

Por M. Coutinho

Em junho de 2018 aconteceu em Arujá, SP, a primeira edição do “Desobediência Zero”. Organizado pela Frontiers Brasil, o encontro promoveu muita conversa e papo aberto com obreiros com experiência na África, Ásia e Oriente Médio, possibilitando aos participantes uma melhor compreensão do que significa tornar Jesus conhecido entre os povos muçulmanos, não alcançados e não engajados.

Vimos que a necessidade ainda é grande: há cerca de 3 mil povos não alcançados, fora os que não podem ser contabilizados. Porém, Deus está se movendo de forma maravilhosa em cada canto do globo e os campos estão brancos. Testemunhos de curas, sonhos e visões que muçulmanos têm tido com Jesus nos dão um vislumbre da Missão de Deus.

Durante o encontro, a imersão cultural nos permitiu sentir de perto as diferentes culturas nas quais os obreiros trabalham. Entendemos que o aprendizado da língua é o primeiro passo, essencial para a comunicação efetiva. Percebemos que a contação de histórias é uma ferramenta muito usada para inserir Jesus em conversas, e que nossas profissões e formação são cada vez mais requeridas em muitos dos países majoritariamente muçulmanos.

De madrugada e até o anoitecer, o som do “Adhan” nos acordava e nos fazia parar uns minutos para orar pelos muçulmanos. O “Adhan” toca cinco vezes ao dia e é o mesmo som do chamamento dos muçulmanos para a oração. Quando um muçulmano ouve o Adhan, interrompe tudo o que está fazendo e faz sua oração a Alá.

Também aprendemos sobre um método de estudo bíblico que incentiva os participantes a compartilhar sobre o que foi aprendido e como Deus tem usado esse tipo de abordagem para ser conhecido entre pessoas que nunca haviam ouvido falar de Cristo. Os painéis de perguntas e respostas com os obreiros e as reuniões em pequenos grupos nos animaram, pois percebemos que muitas de nossas perguntas são as mesmas de outras pessoas e que podemos amigavelmente ajudar uns aos outros. Assim, vemos como Deus é gracioso e age em meio às nossas dúvidas. Continue lendo →

Por Maurício Avoletta Júnior

Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro, sem movimento, sem ar – ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai tornar-se indestrutível, impenetrável, irredimível. A alternativa à tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e perturbações do amor é o inferno.

– C. S. Lewis em Os Quatro Amores

Certa vez li algo que me chamou bastante atenção. Em uma das crônicas do padre Brown, Chesterton nos mostra um dos muitos momentos no qual o padre, em meio a situações inusitadas, nos traz reflexões mais inusitadas ainda a respeito da natureza humana.

Certa vez, Padre Brown foi o único a descobrir um crime que nem mesmo Sherlock Holmes conseguiu desvendar. Todos pensavam nas mais mirabolantes resoluções para o crime, mas ninguém a não ser o padre Brown ateve-se ao óbvio. Diante disso o padre diz: “hoje em dia, as pessoas morrem de medo, um medo específico de cinco palavras: ‘o Verbo se fez carne'”. As pessoas buscam soluções e respostas absurdas para questões muitas vezes extremamente complexas, quando na verdade as soluções são óbvias, mas extremamente incômodas.

Ao analisar essa crônica de Chesterton, o filósofo sloveno Slavoj Zizek mostra que a encarnação de Cristo traz um desconforto para a humanidade, pois a ideia de um Deus que se esvazia de si mesmo é assustadora, no entanto, a teologia nos mostra que essa era a solução lógica e óbvia para resolver o problema da humanidade. Em nossas cabeças, acreditamos que uma simples intervenção divina que alterasse a história, desde o Éden, seria mais fácil. A meu ver, isso é um grande alerta para nossa terrível falta de poesia.

Embora eu concorde com Chesterton a respeito do nosso medo dessa frase de cinco palavras, acredito que temos medo também de outra frase um pouco menor, uma frase de três palavras… Continue lendo →

Por Renan Vinícius

Os amigos costumam ser pessoas importantes em nossas vidas. Nos acompanham nos momentos alegres e também nos difíceis. Nos aconselham quando estamos com dúvidas e nos corrigem quando agimos de maneira incorreta. A amizade é tão importante que é tratada em diversos versículos das Sagradas Escrituras.

Em Provérbios, por exemplo, Salomão diz que “o amigo ama sempre e na desgraça ele se torna um irmão” (17:17 NTLH). Guarde bem este versículo. O próprio Jesus chegou a dizer que não somos mais seus servos, mas sim seus amigos: “Eu não chamo mais vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que o seu patrão faz; mas chamo vocês de amigos, pois tenho dito a vocês tudo o que ouvi do meu Pai” (João 15:15 NTLH).

Por falar em Jesus, um dos exemplos mais interessantes sobre amizade relatado na Bíblia é relacionado a Ele. Quando a população de Cafarnaum recebeu a notícia de que Cristo havia voltado, muitas pessoas foram até uma casa onde Ele estava para ouvir sua mensagem. Eis que, “enquanto Jesus estava anunciando a mensagem, trouxeram um paralítico. Ele estava sendo carregado por quatro homens, mas, por causa de toda aquela gente, eles não puderam levá-lo até perto de Jesus. Então fizeram um buraco no telhado da casa, em cima do lugar onde Jesus estava, e pela abertura desceram o doente deitado na sua cama” (Marcos 2:2–4 NTLH).

Leia novamente: “por causa de toda aquela gente, eles não puderam levá-lo até perto de Jesus. Então fizeram um buraco no telhado da casa, em cima do lugar onde Jesus estava, e pela abertura desceram o doente deitado na sua cama”.

É impressionante a garra e a fé desses quatro homens que, em meio à multidão, tentaram até o último momento levar o paralítico até Jesus. Mesmo que alguém diga que a casa poderia ser baixa e o telhado nada sofisticado, eles insistiram. Para chegar até Jesus, fizeram tudo o que poderia ser feito: carregaram o homem até a casa, subiram no telhado, abriram um buraco no telhado e por ele desceram o rapaz com sua cama. Diante daquela demonstração de fé, Jesus disse ao paralítico que seus pecados estavam perdoados (Mateus 2:5) e o curou (Mateus 2:11). “No mesmo instante o homem se levantou na frente de todos, pegou a cama e saiu. Todos ficaram muito admirados e louvaram a Deus, dizendo: — Nunca vimos uma coisa assim!” (Mateus 2:12 NTLH). Continue lendo →