Por Jean Francesco

Quantas vezes acordamos após noites agradáveis de sono com aquela vontade mais forte do que nós mesmos… a de voltar a dormir? Sem dúvidas, dormir é contagiante, mas pode ser um grande problema. Dormir demais pode atrapalhar nossa vida em vários aspectos. Uma pesquisa de 2008 da Universidade do Texas indicou que os estudantes que acordam cedo têm nota média superior aos que têm hábitos mais noturnos, por exemplo. Um estudo da Universidade de Heidelberg indica que pessoas que acordam cedo tendem a ser mais proativas – antecipando problemas em seus trabalhos — e também na vida.

No mundo dos negócios, vários executivos se dizem madrugadores. Jeff Immelt, diretor da General Electric, e Jack Dorsey, do Twitter, dizem acordar às 5h30. Indra Nooyi (Pepsi) e Tim Cook (Apple) acordam às 4h30. Para muitos deles, acordar cedo e aproveitar o tempo da quietude é um dos segredos no sucesso. Mas, o que isso tem a ver com o cotidiano da fé cristã? Para ser sincero, tudo.

Uma das metáforas bíblicas para o desenvolvimento espiritual é justamente o despertamento espiritual. O apóstolo Paulo escreveu: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus” (Efésios 5.14-15). Em resumo, existem três coisas nessa passagem que podem nos ajudar a viver a vida cristã cotidiana:

 

1 – O sono

Primeiro, o sono em demasia é uma perfeita alusão à morte do espiritual do coração humano. Perceba a relação que Paulo faz entre sono e morte: “desperta ó tu que dormes… levanta-te dos mortos…” Isso me leva aos anos da infância nos quais minha mãe repetia durante as manhãs: “quem dorme demais vê a vida passar!”. Ah… e como era verdade.

Quantas pessoas vivem a vida como sonâmbulas, sem propósito, com consciência cauterizada e coração vazio diante de Deus? De fato, uma vida sem Deus é um pesadelo existencial. Se você está vivendo nesse sono profundo da alma, grite por socorro e peça para Deus te acordar. Ou como mamãe sempre dizia: “Acorde pra vida, filho”. Continue lendo →

Por Jeferson Cristianini

A espiritualidade anêmica é aquela que se alimenta de versos isolados, que baseia a fé em correntes e/ou campanhas, que crê que a oração do pastor ou do bispo é “mais forte”, que a adoração e devoção só se dão em determinados locais geograficamente determinados pelos líderes. A espiritualidade anêmica é aquela que enfatiza as riquezas materiais em detrimento da salvação, como a maior riqueza dessa vida. É aquela espiritualidade que enfatiza que as bênçãos de Deus devem ser medidas pela saúde, prosperidade, sucesso e vida luxuosa, desprezando o sofrimento. É aquela espiritualidade que convida pessoas a “pararem de sofrer”, deixando de lado que a figura do Messias Esperado, relatado no Antigo Testamento, é a do Servo Sofredor. É a espiritualidade que se baseia na troca, na barganha e nas expressões deterministas e que não ensina que somos fracos, falhos e pecadores.

É a espiritualidade que nada fala sobre eternidade, só de vitória material, de conquistas efêmeras e de curas milagrosas, valorizando esse corpo que deverá voltar ao pó da terra. É a espiritualidade que valoriza o amor ao dinheiro e aos prazeres que ele pode oferecer, que foi tão combatido por Jesus. É a espiritualidade que coloca o ser humano no trono e Deus como Aquele que recebe ordens de filhos mimados. É a espiritualidade destituída de adoração, devoção e rendição, que são trocadas por rituais religiosos, cobranças litúrgicas, requisição de retorno do tempo e dinheiro investido, de uma fé cega que aliena e neutraliza a razão humana, tão valorizada no contexto do Novo Testamento.

Inicialmente, essa espiritualidade anêmica não apresenta sintomas, mas com o decorrer do tempo, ela fará com que não haja resposta diante das situações cotidianas e nem perante o destino final da vida após a morte. Essa espiritualidade não nutre a lama do pecador, não faz dele um ser humano parecido com Jesus, uma pessoa que reflete a imagem de Deus. Pelo contrário, essa espiritualidade enfatiza a emoção, coloca o homem como centro de tudo, e leva a pessoa a ser mimada, alguém que deseja somente as bênçãos divinas de cunho material.

Essa espiritualidade anêmica um dia começa apresentar seus sinais, pois suas propostas só satisfazem por um tempo e não preenchem o vazio interior, não levam o pecador e buscar a Deus em tudo, pois enfatizam Deus como o meio de se conquistar patamares cada vez mais elevados. Essa espiritualidade um dia cobra o preço de sua rapidez, e deixa a pessoa fragilizada, magoada, decepcionada, e desestruturada. Continue lendo →

Por Rachel Sousa

Sempre digo que todo cristão deveria fazer uma viagem missionária de curto prazo pelo menos uma vez na vida. É um engano pensar que missão é uma exclusividade daqueles que tem um “chamado” especial, já que todos são chamados. A ordem de Jesus foi para todos os seus seguidores, para que, enquanto seguem na jornada da vida, preguem o Evangelho e façam discípulos. O chamado é universal, a vocação é pessoal.

Certamente alguns são vocacionados a uma vida dedicada inteiramente ao que chamamos de “missões”; vocacionados especificamente para a pregação do Evangelho e o discipulado das nações. Mas o envolvimento com a proclamação do Evangelho é tarefa para a Igreja de Cristo e, portanto, para todos os cristãos.

E aí entra a importância das viagens missionárias de curto prazo. Nem sempre dispomos de semanas ou meses, mas até mesmo viagens de alguns dias podem despertar nosso coração e gerar bons frutos. Aqui vão seis pontos a serem considerados nesse contexto:

1 – Cuidado com a autopromoção

Em minhas viagens, especialmente no tempo que passei morando em bases missionárias, conheci muitas equipes em viagens de curto prazo. E nelas encontrei de tudo um pouco.

Algumas pessoas infelizmente participam de viagens de curto prazo com o intuito de explorar a realidade de pobreza e sofrimento, para se autopromover em suas igrejas, ou ainda para aliviar a consciência, na ideia de que “fez seu papel”.

Viagens de curto prazo não são para isso! São incríveis oportunidades de, em primeiro lugar, cooperar com aquilo que Deus está fazendo através de seus servos em favor de pessoas que ainda não conhecem o evangelho. Somos cooperadores de Deus, coadjuvantes em seu plano eterno para o homem.

2 – É um tempo de aprendizado intensivo

Viagens de curto prazo são uma ferramenta de Deus para nos ensinar e alinhar nosso coração. Já falei essa frase e também já ouvi dezenas de pessoas dizendo a mesma coisa: “Fui para a viagem acreditando que ia dar algo e acabei recebendo muito mais”. Continue lendo →

Cerca de 70 milhões de jovens estão desempregados neste ano em todo o mundo, de acordo com um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esse número representa mais de 35% da população desempregada, e a OIT estima que o volume do desemprego juvenil deve aumentar em mais 200 mil em 2018, atingindo um total de 71,1 milhões.

Globalmente, houve um aumento considerável nas taxas de desemprego entre a juventude de 2010 a 2016 no norte da África, nos Estados árabes e na América Latina e Caribe, enquanto as melhorias nos mercados de trabalho juvenil aconteceram na Europa, na América do Norte e na África subsaariana.

Em 2017, 39% dos 160,8 milhões de jovens trabalhadores no mundo emergente e em desenvolvimento vivem em pobreza moderada ou extrema, ou seja, com menos de 3,10 dólares por dia.

Atualmente, mais de dois em cada cinco jovens na força de trabalho estão desempregados ou estão trabalhando enquanto continuam na pobreza, uma realidade impressionante que afeta sociedades do mundo todo.

Para muitos deles, presente e futuro estão na economia informal. Três em cada quatro jovens mulheres e homens empregados estão no emprego informal, em comparação com três em cada cinco adultos. Nos países em desenvolvimento, essa proporção chega a 19 em cada 20 jovens mulheres e homens. Continue lendo →

Por Rafaela Senfft

A leiteira
Johannes Veermer

A arte é o reflexo do social. Essa frase é crucial para entender a escola artística dominante de cada tempo. A temática sempre representa aquilo a que se dá importância em cada época. Na arte renascentista, por exemplo, é comum vermos muitos corpos anatomizados, músculos e veias que saltam à pele e homens nus que tomam o conteúdo das narrativas bíblicas e mitológicas. Isso já era uma ideia recorrente na Grécia Antiga, mas no Renascimento o corpo toma uma ênfase bastante peculiar na exibição e tensionamento de músculos, refletindo o movimento do humanismo, a importância que o homem estava tomando na história.

A arquitetura greco-romana toma o cenário das telas. Mesmo que as cenas sejam passadas no Oriente Médio, são os arqueamentos romanos, pilares coríntios e as abóbodas que formam cenários, porque eram elementos considerados importantes para aquela cultura. Assim, segundos os próprios italianos, demonstravam a afirmação de uma cultura que renasceu depois da feroz estética medieval.

O que poderia ser o tema de uma pintura ou escultura em toda história da arte na Europa, desde a Grécia até o século 18? Existia uma hierarquia que transitava entre Maria, Jesus, santos mártires, divindades greco-romanas, membros da família Médici e da aristocracia. Em meio ao que era produzido em toda a Europa nesse período, a arte holandesa e de alguns países protestantes do norte da Europa do século 16 e 17 é impar.

Ao olharmos para a arte holandesa, o que vemos é algo muito diferente: pessoas comuns protagonizam as telas dos pintores, em seus afazeres mais corriqueiros. Uma mulher derramando leite na tigela; um casamento de camponeses (classe que antes não era tema de uma obra de arte); o cotidiano da rua, crianças brincando; naturezas mortas feitas com um primor nunca visto antes. Continue lendo →