Por Rafaela Senfft

“Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo”. João 14:27

Qual é a paz que o mundo oferece? Vinte dias num SPA ou num lugar paradisíaco? A paz do mundo significa ausência de perturbações e ela não pode ser constante, pois nem sempre tudo vai bem, pelo contrário. Se somos um pouco menos narcisistas, ao ligar a TV as notícias são estarrecedoras. Nada está tranquilo. Ainda que as tragédias pareçam passar longe dos nossos lares, nestes temos as infindáveis inconstâncias privadas que nos assalta.

A paz do mundo parece ser migalha de bons momentos, que se dissipam como neblina sob o menor raio de sol. Basta o regresso daqueles dias gloriosos de descanso nas cidades montanhosas ou nas ilhas calmas do Rio de Janeiro. Bastam alguns minutos na Avenida Brasil pra suprimir parte do seu investimento sensorial e do sossego.

A bateria parece descarregar em meio a um cenário desagradável e a dissonância das buzinas. O ar puro dá lugar à toxicidade da fumaça escura, à paisagem de concreto e à desarmonia estética das construções inacabadas e precárias.

O mal parece ser mais expressivo que o bem. O bem é sutil e, neste caso, está menos aparente. Ele é um habitante no interior das pessoas que nasceram de novo e que muda a perspectiva delas do que é a paz.

A paz de Deus não são migalhas de bem-estar. O salmista recitou que ainda que andasse pelo vale da sombra da morte não temeria mal algum porque sabia que Deus estava com ele. Essa é a paz verdadeira. Continue lendo →

Por Renan Vinícius

Se você está lendo este texto no blog Jovem da Ultimato, você é, provavelmente, um jovem.

Como jovem, certamente tem algumas responsabilidades, como trabalhar ou ir à universidade, cuidar da casa, pagar a conta de internet, aluguel, entre tantas outras coisas. Mas embora hoje você tenha muitas responsabilidades, um dia você foi criança. E, quando criança, o que você gostava de fazer? Correr? Brincar de elástico? De “lutinha”? Esconde-esconde? Se eu perguntar se você ainda continua participando de alguma dessas brincadeiras, certamente pensará: “é claro que não”. Será?

Recentemente, revisitei algumas músicas cristãs infantis que ouvia durante a infância. Uma delas me chamou bastante a atenção: “Esconde-esconde”, do Diante do Trono. Percebi então que, embora pareça coisa de criança, o “esconde-esconde” pode ser um hábito que permanece mesmo quando adultos.

Quando criança, tentamos nos esconder dos nossos pais quando fazemos alguma arte e quebramos algum objeto de nossas casas. Quando pré-adolescentes, nos escondemos daquele amigo com quem brigamos ou do professor quando nos esquecemos de fazer a tarefa. E na sua caminhada cristã, será que você já brincou de esconde-esconde? Será que já tentou se esconder de Deus após falhar ou errar de novo em relação àquele pecado com o qual você luta há anos?

Não preciso que você responda, certamente em algum momento da sua vida você já tentou se esconder de Deus, mesmo que por pouco tempo. Se você nunca parou para pensar nisso e está achando agora que somos inovadores, lamento dizer que a humanidade tenta brincar de esconde-esconde com Deus há muito tempo. Olha só:

“Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus, que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim. Mas o Senhor Deus chamou o homem, perguntando: “Onde está você?”. E ele respondeu: “Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi” (Gênesis 3:8-10 NVI).

Quando pecamos, nos sentimos distantes de Deus. Deus é santo, puro, perfeito e, como pecadores que somos, não merecemos a glória dele. Como o profeta Isaías escreveu, “as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá” (Isaías 59:2 NVI).

A teimosia de Adão e Eva os afastou de Deus. Quando perceberam que erraram, eles tentaram se esconder. Eles já conheciam a glória do Senhor, mas se renderam às tentações do pecado, como muitas vezes nós fazemos.  A tentativa de se esconder não deu muito certo, é claro. Eles foram encontrados e então não restou nenhuma alternativa a não ser… pedir desculpas? Não, Adão colocou a culpa em Eva e até em Deus, enquanto Eva colocou a culpa na serpente. Continue lendo →

Por Ana Beatriz de Jesus

Conheci “A Criança, a Igreja e a Missão” por uma divulgação nas redes sociais. Como trabalho com o ministério infantil, a temática do livro me chamou bastante atenção e resolvi adquiri-lo. O livro traz muitas questões importantes pra quem trabalha com crianças na igreja, e também para os pais na criação delas.

O livro aborda a criança na perspectiva bíblica, com o que a Bíblia vai dizer sobre a criança, abordando a importância de um trabalho com os pequenos de forma holística, num desenvolvimento integral.

Na segunda parte, a obra aborda qual deve ser o papel da igreja, já que o cuidado com a criança é uma responsabilidade da igreja local também. E na terceira parte do livro, o autor vai focar na criança na igreja. O trabalho que ela pode exercer na comunidade, seu desenvolvimento na fé, as características de uma igreja que é amiga da criança.

Uma parte muito importante nessa parte é sobre a questão da proteção da criança nos ambientes da igreja, tocando no assunto do abuso sexual, e como identificá-lo. Na quarta parte o foco é a missão da igreja, e como envolver também a criança nessa missão. E por último, a quinta parte entra na questão dos direitos da criança, com o que a ONU diz sobre a defesa da criança.

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Por Joyce Hencklein

 

Igreja viva é o que queremos ter,
Mas antes devemos primeiro ser
Ser cristãos com os olhos de Jesus
Sem esquecer da sombra da rude cruz

Igreja viva que seja bíblica
Ensinando, pregando e vivendo Jesus
Tendo seus valores como estilo de vida
E na terra sendo sal e luz

Igreja viva que canta e adora,
Que prostrada incessantemente ora
Buscando a Deus e sua justiça
Com ousadia sem ser omissa

Igreja viva que acolha com amor
Abraçando doentes e necessitados com fervor
Demonstrando carinho e cuidado com o próximo
Ajudando-os com seus propósitos

Igreja viva que sirva fazendo o bem
Fazendo o bem sem ver a quem
Estendendo a mão aos carentes
Orando para que eles sejam crentes

Igreja viva que espera em Deus
Vivendo sobre a graça que Ele nos deu
Aguardando sua gloriosa vinda
Estando prontos e restaurados pra subida.

 

  • Joyce Hencklein, 23 anos. É formada em Gestão Empresarial, faz parte da Igreja Presbiteriana de Leme (SP), e é amante da leitura e escrita.

Por Jeverton “Magrão” Ledo

Permita-me compartilhar algo simples e que me tem trazido alegria e desafio ao mesmo tempo: aprender um novo idioma.

Sim! Ainda tenho um longo caminho a percorrer… Estou me familiarizando com novos sons e construções… Palavras que no início pareciam fazer nenhum sentido, mas que hoje fazem parte do meu dia a dia.

As primeiras aulas de holandês causaram o medo comum diante do novo. Me senti como criança e assim me encontro em muitos momentos: fascinado!

O fascínio das primeiras experiências positivas na rua, no supermercado, com amigos locais na Igreja… sim! Consigo entendê-los, e o melhor, eles conseguem me entender.

Eu sei, você deve estar se perguntando “Estou aqui esperando um texto inspirador, desafiador, reflexivo e então, é isso?”

Quero te convidar a parar por uns minutos, desligar por vezes o piloto automático do seu corre-corre e voltar um pouco no tempo.

Fazer o exercício do “recordar é viver”, do início de uma caminhada que pode ter começado há poucas semanas, meses ou anos.

Isso mesmo, os seus primeiros passos. Quando algo novo e cheio da viva esperança trouxe transformação àquele cara quieto e tímido, ou àquela menina cheia de pré-conceitos e sonhos.

Tudo te parecia fascinante, não é mesmo? Continue lendo →