Por Renan Vinícius

Qual é o motivo que te faz acordar cedo todos os dias? O que te motiva a encarar horas no trânsito ou dividir um vagão de trem com uma multidão todas as manhãs e ao fim de um longo expediente numa rotina cansativa? Muito provavelmente, você faz isso por uma simples necessidade: (sobre)viver.

No livro de Eclesiastes, o rei Salomão diz que “só mesmo um louco chegaria ao ponto de cruzar os braços e passar fome até morrer” (Ecleasiastes 4:6 NTLH). Sua observação é pertinente: se você não trabalhar e não tiver alguém que o sustente, certamente passará por momentos difíceis nesta vida. No entanto, muitas vezes as coisas passam do limite e vivemos para ter – e não ser. Desejamos o carro do ano, o celular de última geração, o Instagram repleto de fotos invejáveis (mostrando os pés em frente ao mar em plena tarde de segunda-feira), entre outras coisas.

Para isso, nos sacrificamos, trabalhamos mais – mesmo que isso signifique deixar a família e os amigos de lado. Muitas vezes essas ações são justificadas com boas intenções, como “quero proporcionar mais conforto para minha família”. No entanto, quando conseguimos o que tanto queríamos, não nos contentamos: queremos ainda mais, correndo o risco de entrarmos num ciclo vicioso. Nesse sentido, Salomão nos adverte que “é melhor ter pouco numa das mãos, com paz de espírito, do que estar sempre com as duas mãos cheias de trabalho, tentando pegar o vento” (Ecleasiastes 4:6 NTLH).

Não há nada de errado em viajar ou trabalhar para comprar algo que você tanto deseja – como disse Benjamin Franklin, “o trabalho dignifica o homem”. Estaria mentindo ao negar que a sensação de comprar algum objeto desejado ou ter algum sonho realizado é gratificante, mas na insaciável vontade de crescermos e termos mais, cometemos erros. Muitas vezes buscamos a derrota do outro e nos esquecemos do que é verdadeiramente importante: vivermos uma vida que testemunhe o evangelho de Cristo. Continue lendo →

Por Luke Greenwood

Deus “amassou” o sonho dele de ser uma estrela do rock e o levou a servir café para prostitutas no centro de Curitiba. Hoje, ele viaja por vários lugares do mundo pregando o evangelho com uma banda de rock.

Com 15 anos, é claro que eu tinha uma banda. Meus pais missionários eram bem “mente aberta”, então meu cabelo era longo até a cintura, minhas roupas eram pretas e o meu quarto era uma sala de ensaio. Eu tinha grandes sonhos: seríamos “estrelas do rock” para Jesus. Seríamos muito famosos e, por meio da fama, iríamos falar de Jesus. E como morávamos no interior, e um tanto desconectados, acreditávamos que éramos a primeira banda de metal progressivo cristão do mundo! Desenvolvi uma técnica de tocar bateria e rodar o meu cabelo em círculos ao mesmo tempo.

Em 2001, fui estudar numa faculdade em Curitiba, e descobri que outras pessoas já haviam pensado no que eu sonhava. Juntei-me a um grupo de jovens que estavam plantando uma igreja para alcançar jovens alternativos na cidade. Na nossa igreja tinha mais bandas do que gente! Mas Deus havia colocado um sonho em meu coração, apesar das minhas próprias ideias humanas, e essa visão continuou a crescer forte. Eu queria ver meus amigos e muitos outros jovens, que nunca entrariam numa igreja, ver que Jesus é real. Eu queria encontrar novas maneiras de comunicar a verdade e a realidade de Jesus para a minha geração, de forma que poderiam entender, para que eles tivessem o mesmo privilégio que eu tinha de conhecer a Deus.

Aos 12 anos, eu havia sido batizado e perguntado a Deus o que ele queria que eu fizesse com minha vida. Naquele dia eu já havia a convicção de que eu deveria servir em missões. Como eu conhecia o mundo missionário através dos meus pais, comecei a pensar: “precisamos de uma organização missionária pra alcançar essa galera!”. Então minha mente ambiciosa começou a trabalhar num novo plano de vida: fundar a primeira organização missionária para alcançar a cultura jovem fora da igreja. Continue lendo →

Por Renato Alt

Mano, último dia! Como assim?? Parece que cheguei aqui não tem nem meia hora, velho… Pra quem nem queria vir eu agora fazendo o reclamão tô o máximo, falaí.

Mas aqui, antes de falar como foi o encerramento, deixa eu contar de ontem pra não esquecer. O negócio da trilha foi o seguinte: veio uma galera de convidados pra falar pra gente, só fera, mano. Então tinha um mega painel logo na entrada com um monte de tema e tal e o nome de quem ia falar sobre aquilo. Os caras chamaram de “trilha” porque cada um podia montar sua própria programação, saca? Por exemplo, ia lá pra ouvir sobre “igreja perseguida” e depois partia pra outra sala pra ouvir sobre “como descobrir sua vocação missionária”. Muito maneiro, foi show pra poder saber um pouco dessas paradas que ficam martelando… Esse lance de “descobrir a vocação” explodiu minha cabeça, mano, porque assim, uma das coisas que o maluco lá falou foi que tipo a gente não precisa abrir mão do sonho de ser um profissional de alguma área pra ser missionário, entendeu? Sempre rola aquela nóia de “putz, queria ir pro campo missionário mas quero ser… sei lá… geólogo. Não rola…” Rola muito, véi, demais, porque vai ser isso aí que tu vai usar mesmo, saca? De algum jeito vai, mano. E tipo, o evento rolou numa universidade, né… os caras toda hora falavam “termina tua faculdade aí, maluco, que lugar pra ti no campo vai ter sempre”. E é isso, brow, estar disposto a ir. A gente se instrui, se prepara e pá… é isso aí que Deus vai usar. Nada é por acaso.

Aí entra a parada do ConnecTED. Tá ligado nessas feiras que rolam de vez em quando pra galera da faculdade, onde vão empresas e tal pra se apresentar e mostrar oportunidades? É tipo isso, só que voltado pra missões. Então vamo dizer que tu queira ir pra Índia. Tem lá um stand de uma missão ou órgão que atua nesse campo e que te diz tudo o que você precisa saber pra ver se é isso que tu quer mesmo e, se for, o que é que tem que fazer pra isso acontecer. Tipo passo a passo mesmo. Aí enquanto você tá lá comendo um lanche e conversando com a galera, os caras tão te explicando tudo, clima informalzão mesmo… e tu sai cheio de contato. Essa é que a principal parada… como já falei um milhão de vezes, eu sempre tive essa coisa de ir pra missões mas ficava meio perdido sem saber o que fazer ou o que falar e o que precisava era disso aí. Ali tava tudo reunido, mano. Parada prática mesmo, faz você ver que não é nada de outro mundo não. Continue lendo →

Por Renato Alt

Velho, vou te enganar não, acordar foi tenso. Mas super valeu ter dormido tarde. Sabe aquele lance que eu tinha comentado, que acabava duas da manhã? Rolou ontem (hoje tem de novo) e eu, que antes tava cheio de preguiça pra ver qual era, acabei sendo um dos primeiros a chegar. Tava pilhadaço por causa da reunião da noite. A gente tinha ouvido um cara falando da experiência dele na África, e acaba que a tal da atividade era justamente pra gente sentir o drama que é estar num lugar assim, tipo campo missionário. O nome é “vivência missionária” (óbvio). Foi muito show, mano. Falando assim parece que é gostar de sofrer, tô ligado; Mas não é nada tipo alguém tacando um macaco na tua cabeça não, é uma simulação de algumas coisas que rolam.

Vou tentar explicar melhor: a que eu fui começava tipo num cenário de guerra. Ninguém explicou muita coisa não, acho que pra não dar spoiler da parada, né… Fomos atrás de um cara que levou a gente pra se reunir em uma salinha; ele era um missionário e já foi falando que a casa caiu e que agora o bagulho era doido: aquilo ali era o Líbano e não rolava orar nem cantar nem fazer culto barulhento porque tava geral doido pra meter tiro em todo mundo. Claro que no início tinha uma galera levando na brincadeira, risadinha idiota aqui e ali, mas aos poucos foi todo mundo comprando a proposta e bicho… que parada intensa, velho. A gente fez o culto pianinho. Era uma sensação muito louca de orar com medo, tipo só com um olho fechado e outro na porta, saca? Imagina viver isso todo dia?

Nem bem terminou isso aí e já tavam rebocando a gente pra outro lugar, uma sala com um barco. O papo agora era “refugiados”, e achei tudo a ver, afinal a crise toda tá aí. O lance é que ali era um “rio” e geral tinha que atravessar, só que detalhe: não rolava lugar pra todo mundo naquele barquinho, lógico. COMOFAS!? Daí entraram as meninas e a gente foi se segurando do lado de fora… Enquanto isso, projetaram um documentário muito sinistro sobre esse momento, dos refugiados e talz… Impossível não entrar no clima. Mano, aí DO NADA levanta uma mulher no meio do barco, cara! Maluco, que susto. Nem eu nem ninguém tinha visto ela ali. Acho que a gente tava tão frenético que nem olhou direito, sei lá. Começou a contar a história dela, que era enfermeira, pá, mas perdeu a família inteira… Qualquer participante que ainda tivesse uma vontade mínima de fazer graça ficou quietinho de vez. Continue lendo →

Conteúdo de “Mais na Internet” da revista Ultimato 365

Por Jacqueline Meireles

1.

Defina a “Teoria da Mudança” (Theory of Change) de seu projeto: muito utilizada pela Unicef, a Teoria da Mudança é basicamente uma descrição e uma ilustração sobre como e porque uma mudança ocorreria em um determinado contexto. A ideia é, a partir da mudança final desejada, decompor esta meta em condições que devam ser atendidas para que a mudança ocorra no longo prazo. A partir deste mapeamento, ficam, então, mais claras as intervenções necessárias e seus pontos de controle, para que o projeto cumpra seu propósito. Mas atenção: não podemos definir a Teoria da Mudança para a população-alvo. É de extrema importância ouvir e considerar os anseios dessa população – caso contrário, corremos o risco de construir algo que vai na contramão de seus interesses.

2.

Defina o escopo de atuação de seu projeto detalhadamente: a partir da definição da sua teoria da mudança, você deve trabalhar na definição e priorização do seu trabalho de intervenção (o escopo). Este deve ser sempre definido levando em consideração as expectativas da população atendida, dos potenciais doadores e de seus potenciais voluntários. Lembre-se de que um projeto social existe para servir à sociedade, e buscar um denominador comum entre esses três atores é fundamental para a longevidade de seu projeto. Continue lendo →