Outros Papos
O Homem do Futuro e a Graça atemporal
16/05/12
Eu acabei de assistir (novamente) o filme O Homem do Futuro, com o excepcional ator Wagner Moura e a ótima Alinne Moraes. Pra quem já viu é inevitável a comparação com “Efeito Borboleta” e com a trilogia “De Volta para o Futuro”. Zero é o personagem de Wagner Moura, que aprende, do modo mais difícil, que não se deve mudar o passado.
Mas é claro que minha intenção não é fazer aqui uma crítica do filme. É que ele me fez pensar. Eu não sou a maior especialista do mundo em física quântica, mas a premissa básica do filme se baseia no princípio de que o passado deve acontecer exatamente da forma que aconteceu para que o futuro seja garantido. Mais >
O aniversário de Áureo
23/04/12
Por Eliceli Bonan

Dedos queimados e calos são cicatrizes comuns deixadas pelo crack nas mãos de quem fuma Foto: Marcello Casal Jr./ABr
- A única diferença entre eu e vocês é que minha roupa está suja – disse Áureo Angélico de Jesus, em pé, debaixo da marquise de um prédio próximo ao Ponto 7, um dos mais movimentados na noite de Porto Velho, RO.
Enquanto discursa sobre a vida, come o cachorro quente que lhe oferecemos e saboreia dydyo, um refrigerante da região, mais vendido que coca-cola. Tira do bolso da bermuda cáqui a carteira de trabalho que há muito tempo não usa. É seu único documento. Bate no peito ao contar que nasceu em Rio Branco, no Acre. Sua expressão muda ao lembrar-se de não ter ganhado nenhum presente de aniversário, no dia anterior.
Veio a Porto Velho por causa da mulher. A língua se embaralha ao falar dela e não consegue dizer coisas claras. Trabalha como guardador de carros e dorme em qualquer lugar. Fuma crack todos os dias depois da metade da tarde porque, segundo ele, as outras drogas não fazem nenhum efeito. O cabelo longo, a barba por fazer, um dos dedões do pé sem a ponta. De pé, na calçada, cinquenta centímetros acima do meu olhar, ele é o professor agora. Sinto-me diante de um mestre. Ele sabe do que fala. Não quer ir para uma casa de recuperação, porque não precisa ser recuperado. E o que precisa? Mais >
40 anos, mas com corpinho de estudante secundarista!
14/03/12
Neste ano a ABS – Aliança Bíblica Secundarista – está completando 40 anos! O ministério de evangelização e formação de lideranças entre estudantes de ensino médio é um dos braços (ou seria melhor mais uma cabeça?) da ABUB e começou a ser desenvolvido no Brasil em 1972. Publicamos abaixo um apanhado histórico do movimento, que está mais vivo do que nunca! No informativo Entre Nós você pode ter contato com mais relatos a respeito da ABS. Não deixe de ler!
ABS, ontem e hoje!
A história de ontem - O ministério com estudantes de ensino médio (na história da ABUB) surgiu “naturalmente”. Não vieram ao nosso país missionários pioneiros, não houve uma estratégia “predeterminada” de evangelização destes estudantes. Foi simples assim: estudantes universitários e outros assessores começaram espontaneamente a olhar para as escolas, amá-las, identificando nelas um vasto campo missionário. Mais >
O que são os direitos humanos?
25/11/11
Para lutar pelos direitos humanos – características inerentes à nossa semelhança com Deus -, primeiro precisamos saber o que eles são. Por isso, não deixe de assistir à esse vídeo.
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E o que faremos?
09/11/11
Na cidade onde o mar faz fronteira com o asfalto e as ruas de domingo se calam pra ver o tempo passar, um ruído de justiça parece nascer do alto de um prédio plantado na rua Wilson Freitas, número 250, centro de Vitória. Ali fica o Avalanche Missões Urbanas, que, entre paredes de grafite e escadarias compridas, realizou seu segundo Festival de Artes sobre um tema não tão comum entre os cristãos: a corrupção, desde aquela que se manifesta nas iras cotidianas até a que estampa capas de jornais afoitos por manchetes graúdas.
Houve espaço também para a luta contra esse mal que impera nos nossos dias, silenciosa ou extravagante, lenta ou acelerada. O assunto invadiu rodas de debate, obras de arte, fotografias, instalações artísticas e a curiosidade dos que estavam por lá. O ajuntamento aconteceu nos dias 30 de setembro e 1 e 2 de outubro e reuniu pessoas de diferentes estados do país.
Dentre as falas inflamadas, pedidos de socorro e súplicas para que a igreja tome parte na batalha, e do lado certo. Dentre as músicas tocadas, anseios de justiça, ação e mudança. Dentre as exposições artísticas, reclamações coletivas, denúncias políticas, esperança congelada em atos fotográficos. Mais >


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