Por Cássia de Oliveira

Há muitos jovens por aí que são verdadeiras Martas. Estão afadigados e ansiosos com muitas coisas. E não é pra pouco! Nascemos em tempos pós-modernos. Nunca houve uma época com tantas pressões sociais, padrões inalcançáveis de sucesso e beleza, competição e cobrança por alto rendimento.

Não temos culpa de ser a geração que está vivendo as consequências dessa sociedade caótica e pouco humana: estamos desesperados por qualquer oportunidade no mercado de trabalho e sabemos que mesmo estudando muito, não será fácil conquistar um salário digno; estamos ansiosos mais do que qualquer geração que passou, questionando o tempo inteiro “O que comeremos? O que beberemos? O que vestiremos?”; estamos antecipando o futuro com neuras que nem vamos viver. Estamos perdendo o presente, logo agora na “melhor fase de nossas vidas”.

A juventude parece a melhor fase para se distrair com os cuidados da vida porque é nesse ponto da trajetória que estamos descobrindo quem somos e para onde queremos ir. Temos, além disso, decisões importantes para tomar: Qual profissão seguir? Com quem irei me casar? Qual o propósito de Deus para minha vida e ministério? Como irei me sustentar?

Decisões geram ansiedade e medo.  Medo de escolher errado, medo de não dar certo, medo de falhar, medo de arriscar, medo do que os outros vão pensar.  Mas o pior medo, o mais aterrorizante é aquele de receber coisas ruins na sua vida. De desejar algo e receber uma maldição em vez de bênção.

Temos medo de ter um emprego ruim que nos roube nosso tempo e vitalidade, temos medo de não conseguir dinheiro para casar, construir uma casa ou viajar; temos medo de ter um casamento fadado ao fracasso; temos medo de nunca encontrar alguém especial para compartilhar a vida; temos medo de ter traidores como amigos, e por aí vai!

O problema quando estamos enrolados com os cuidados da vida, afadigados e ansiosos, é que esquecemos que Deus é nosso Abba. Ele é o nosso Pai celestial que cuida de nós e nos trata com bondade. Pense nos seus pais terrenos! Como eles são bons para você, cuidando, ajudando e provendo.

Quantos pais se sacrificam em amor para dar boas coisas aos filhos; educação de qualidade, oportunidades, vivências e valores. Deixam de usufruir de experiências pessoais para investir nos filhos. Pais são as pessoas mais altruístas do mundo. Vocês bem sabem que seus pais fariam de tudo para ver você feliz, afinal, eles são as duas pessoas que mais lhe querem bem.

Se os pais, seres humanos imperfeitos, falhos e maus sabem dar boas coisas aos seus filhos, o que dirá nosso Pai Celestial! Quando pedimos, Ele sempre nos dará coisas boas e fará ainda mais do que imaginamos e pedimos. Nossa preocupação com o futuro nos faz esquecer a paternidade de Deus. Se pedirmos com fé e segundo sua vontade receberemos o melhor do Pai. Ele tem dádivas e bênçãos guardadas para nossa vida. Não se preocupe, Deus é bom. Se nem o seu próprio filho poupou, não dará também as outras coisas menores que pedirmos?

  • Cássia de Oliveira, 25 anos. Formada em Jornalismo pela UFRGS, congrega na Assembleia de Deus em Guaíba (RS).
  1. Vivemos em uma geração na qual eu me incluo, que não sabemos mais desfrutar das minímas coisas que nos cercam. Passamos muito tempo distraídos com o futuro que perdemos o belo das minúcias do presente. Uma geração ansiosa e depressiva, nunca houve tantos relatos de pessoas com doenças psicossomáticas. O grande antídoto é saber que o nosso passado, Deus lançou no mar do esquecimento. No nosso presente, ele nos diz 365 vezes não temas. Quanto ao nosso futuro ? Lançai sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.

    Elioenai Ribeiro
    Teólogo | Escritor | Professor

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