Por Vinicius Vargas

“O discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: ‘É o Senhor!’ Simão Pedro, ouvindo-o dizer isso, vestiu a capa, pois a havia tirado, e lançou-se ao mar” João 21:7

Aquele foi um dos encontros que marcam pra vida toda. Parecia cena de fim de novela: um barquinho, uns peixes assados, e a certeza de um final feliz. Mas antes de seus desfechos, finais felizes têm momentos de suspense e tensão, e com aquele não era diferente. Jesus, ao longo de seu ministério, reuniu 12 discípulos. Àquela altura, Judas, o Iscariotes estava morto. Naquele barco estavam sete dos onze restantes. Navegavam tendo em mente muitas indagações e incertezas, algumas decepções e frustrações.

Aquele barco levava sete homens com a consciência pesada. Eles queriam seguir a vida, continuar pescando, serem bem-sucedidos no negócio da pesca. A última pessoa que esperavam encontrar ali era Jesus.

Mas Jesus queria encontrá-los. Precisava ensinar algumas coisas a eles. Precisava desfazer umas dúvidas…

Aquele encontro serviu para mostrar que Jesus não se importa com os erros do passado. Muitas pessoas que fazem mais conta dos erros cometidos do que o próprio Jesus. Muitos querem se penalizar por coisas que já foram perdoados por Cristo.

Naquele barco estavam pessoas que um dia foram próximas de Jesus e que, desafortunadamente, perderam seu contato, seu convívio, e fizeram coisas que os deixaram com a certeza de que Jesus não queria mais saber delas.

Naquele barco estava o Pedro, o mesmo que havia negado conhecer Jesus (João 18:25-27); Tomé, o mesmo que havia duvidado dele (João 20:25); Natanael, o mesmo que antes de conhecer a Jesus já se mostrava preconceituoso, achando que nada de bom poderia vir de Nazaré (João 1:45-46); Tiago e João, os filhos de Zebedeu, que haviam sido ambiciosos a ponto de solicitar que a mãe pedisse a Jesus uma vaguinha de destaque para eles num possível reino do Cristo na Terra (Mateus 20:20-24).

Podemos não saber dos erros dos outros dois homens presentes no barco, mas aquele grupo sabia que tinha errado feio. E Jesus estava ali para provar que o passado não importava. Jesus queria escrever outra história. Queria valorizar e fazer daqueles homens, antes derrotados, pessoas de valor no seu reino. Aquele encontro serviu para mostrar que Jesus está vivo.

Alguns vivem suas vidas e nem se preocupam com Jesus. Erram e não se envergonham nem se arrependem porque não reconhecem que Jesus está olhando. Para eles, Jesus é página virada. Algo em que acreditaram um dia, mas que passou. Jesus vai até aquela praia, para provar àqueles homens – e a nós – que estava vivo. Sim, Tomé, ele estava de volta! Sim Natanael, havia coisa boa vinda de Nazaré! Sim Tiago e João, o reino dele não é o mesmo deste mundo. É eterno! Jesus não estava mais entre os mortos, estava vivo!

Jesus está vivo e se importa conosco. Ele voltou àqueles homens para mostrar que o que havia dito a respeito de si mesmo era fato. O Cristo de Deus ressurgiu. Está olhando por nós, cuidando de nós e nos abençoando. Dando-nos a oportunidade de encontrarmos perdão e paz mesmo diante de nossos corações duros e dos pecados do nosso passado.

Aquele encontro serviu para reafirmar o poder de Jesus. Os homens do barco queriam voltar à sua rotina, voltar ao mar. Mas, mesmo tendo trabalhado a noite toda, nada deu certo. Só conseguiram pescar alguma coisa quando Jesus disse onde estavam os cardumes. Depois disso, eles pegaram tantos peixes que ficaram com medo de que as redes se rompessem. Jesus estava provando a eles que mesmo em meio às coisas simples, ele era Deus. E que eles tinham um chamado especial para serem pescadores de homens, não para voltarem à vida de antigamente.

Jesus mostrou seu poder fazendo com que o trabalho deles finalmente rendesse. Quantas vezes já andamos tanto, trabalhamos tanto e não alcançamos nada? Nos esforçamos em vão? Será que é por que não estamos fazendo aquilo que Deus quer pra nossa vida? Só com Jesus as coisas funcionam!

Você pode ter duas posturas em relação a isso: não mudar de atitude e continuar tentando pescar, sem resultados; ou fazer como Pedro, que assim que percebeu que era o Senhor, não quis saber de mais nada, porque já conhecia seu poder e o tamanho de seu perdão. Pedro se arrependeu de ter negado a Jesus, se arrependeu de ter fugido, mas agora estava ali, disposto a deixar que Deus fizesse, através de sua vida, a sua divina vontade.

Seguir a Jesus é fazer como Pedro, que, de novo, recebia o mesmo desafio. Na beira da praia, ouviu o convite pra deixar tudo e seguir Jesus, assim como da primeira vez. Que todo dia, como se fosse a primeira vez, a gente decida seguir a Cristo!

  • Vinicius Vargas é pastor de jovens da IB Fonte Carioca e vice-presidente da Juventude Batista Meritiense. É marido da Izabela e pai do Eduardo e da Eliza.
  1. Muito bom o texto. Li em meu trabalho. Havia falado com meu pastor pedindo afastamento da escola dominical. Como sou professor, por profissão, aleguei cansaço. Quando terminei a leitura mudei minha decisão. Que Deus continue te capacitando e usando para fortalecer e edificar sua igreja.

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