Joyce Hencklein

“Porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmo se atormentam com muitas dores” – 1 Timóteo 6.10

Falar sobre dinheiro em nossa sociedade quase sempre nos remete a alguns pensamentos como “Se eu tivesse dinheiro, não teria problemas” ou “É muito melhor ter algo do que ser alguém”. Esses pensamentos são nutridos dia após dia em nossa cultura. A ideia de ter carros importados, morar em condomínios de luxo e usar roupas de marca comumente nos parece ser o melhor jeito de viver uma vida fácil e feliz.

Ser alguém não parece tão legal quanto ter o salário do Neymar, e é a partir disso que “ganhar dinheiro ou morrer tentando” se tornou uma missão para boa parte da população. É claro, queremos trabalhar para ter uma vida confortável, mas não podemos viver em função da busca implacável pela riqueza.

O grande problema é que essa questão do nosso relacionamento com o dinheiro tomou conta de grande parte dos púlpitos evangélicos do nosso país. Já não é de hoje que vemos líderes distorcendo a mensagem de Cristo, falando sobre as riquezas terrenas e não sobre a visão do Eterno.

A teologia da prosperidade foi uma forma de atrair público oferecendo aquilo que o povo tinha como necessidade, a “benção” do dinheiro. Nessa lógica, Deus tem bênçãos infinitas, mas para obtê-las é preciso comprá-las, barganhá-las. Iniciar campanhas para ter vitórias financeiras nunca foi tão comum – quase tão comum quanto os escândalos envolvendo pastores e dinheiro dos fiéis.

A raiz de todos os males é o amor ao dinheiro, e além de desviar a fé, esse mal gera tormento e dores. Infelizmente, a teologia da prosperidade não é a única consequência desse mal que está viva em nossas igrejas. Existem outros pensamentos e formas sutis de manipular uma comunidade cristã.

A Igreja portanto, deve buscar sabedoria e discernimento para enxergar possíveis desvios de conduta dos pastores e líderes através de suas mensagens. A pregação, por exemplo, deve ser cristocêntrica, tendo a Bíblia como base e manual de fé e prática. Para buscarmos a fidelidade e zelo sigamos o que Paulo orientou a Timóteo em sua segunda carta:

“Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério” (4:1-5)

Que Deus abra nossos corações e mentes para não sermos enganados e não deixarmos de combater o bom combate em nome de Cristo.

“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda” 2 Timóteo 4:7,8

  •  Joyce Hencklein, 23 anos. É formada em Gestão Empresarial, faz parte da Igreja Presbiteriana de Leme (SP), e é amante da leitura e escrita.
  1. Triste realidade! Nossa fé fica abalada!
    Porém nos aguardemos a palavra de Cristo, e peçamos a ele a misericórdia por esses aproveitadores……..

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