Por Aléxia Duarte

Uma coisa que me chama atenção ao observar o evento da ressurreição é o fato de Jesus ter aparecido primeiro às mulheres.

Ele poderia ter aparecido aos mestres da lei, a Pilatos ou aos membros do Sinédrio, evidenciando sua vitória sobre a morte para aqueles que o condenaram. Todavia, contrariando nossa lógica, ele se releva à Maria Madalena e a outra Maria e lhes abraça com afago e amor.

É sabido que no judaísmo do primeiro século, as mulheres possuíam um status social bastante reduzido e não tinham o direito legal de servir como testemunhas.

Como Peter Kreeft e Ronald Tacelli colocam, “se o túmulo vazio fosse uma lenda inventada, seus perpetradores com certeza não teriam declarado que mulheres haviam encontrado o túmulo vazio, pois o testemunho delas seria considerado desprezível.

Em contrapartida, se os escritores estivessem simplesmente relatando o que viram, teriam de contar a verdade, independente da inconveniência social e legal”.

A conclusão que tiro quando olho pro tratamento de Jesus com a mulher adúltera, a filha de Lázaro, Marta, Maria, Maria Madalena e todas as outras mulheres que Jesus se encontrou é que de fato, Jesus leva as mulheres a sério.

Ele resgata a dignidade delas, olha-as nos olhos e lhes declara seu valor provendo-lhes de profunda atenção e afeto. Não as condena, mas constrange com amor. A personalidade e o caráter de Jesus atraem-as e as fazem querer andar com Ele, só pra ser um pouquinho do que Ele é e desfrutar da sua companhia.

De fato, Jesus é o melhor exemplo de como lidar com o mundo feminino, principalmente em um contexto ainda machista. A alegria consiste no fato de que Ele vivo está, sempre disposto a nos ensinar.

  • Aléxia Duarte é de Belo Horizonte, mestranda em Direito pela UFMG.

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