Por Moisés da Silva Lima

Foto do Moisés, que é biólogo e fotógrafo.

Como sobreviver com a cosmovisão ateísta!? Essa é a pergunta que faço hoje, mas nem sempre foi assim. Fui descrente durante a maior parte da vida, achava que não era necessário existir um Deus para explicar a complexidade da vida. Isso se agravou quando ingressei no curso de Biologia na faculdade, onde fui doutrinado a achar que a cosmovisão materialista/evolucionista é a única e a melhor forma de entender o universo. Mas havia esperança.

Ao longo do curso acreditei que sim, lobos evoluíram para baleias, que as aves de hoje são os dinossauros de ontem, que tudo começou do nada e que no fim não haveria coisa alguma além do túmulo. Mas comecei a me perguntar se não era necessário ter fé na matéria para que essa cosmovisão me trouxesse conforto, e foi exatamente a essa conclusão que cheguei. Como eu poderia acreditar nisso tudo sem questionar?

Foi aí que meus pensamentos começaram a se abrir, mas não posso deixar de complementar meu testemunho com o de outra pessoa. Havia um amigo cristão na minha turma, e ele manteve sua fé durante todo o curso, mesmo quando o “perseguimos” com brincadeiras sobre a Bíblia. Depois de alguns anos, quando estávamos perto de formar, eu estava em conflito e queria uma entender: Como tudo isso pode existir? Qual o propósito? E a resposta veio. De maneira indireta, mas veio.

Meu amigo cristão estava anunciando para toda a turma que iria viajar como missionário para África, e neste momento eu disse “cara, você vai morrer lá!”. E ele respondeu: “se for morrer para Cristo, eu não me importo”. Claro que na hora eu ri com meus demais colegas de classe, mas aquilo internamente foi uma bomba! Como alguém pode querer morrer por algo que supostamente não existe?

Comecei a crer em Jesus, mas depois de me formar em Biologia e passar todo o curso como ateu, mas como eu conseguiria consolidar minha fé em Jesus? Foi aí que comecei a buscar algumas respostas sobre o cristianismo. Meu primeiro passo foi buscar livros sobre o tema. Na época, encontrei o “Em defesa de Cristo”, do Lee Strobel e “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, de Norman Geisler & Frank Turek, e a própria Bíblia. Também comecei a ler artigos de diversos autores, como William Lane Craig, Ravi Zacarias, Frank Turek e outros.

Aprendi sobre vários temas, mas um em especial me chamou a atenção. Todos esses autores que procurei de uma maneira ou de outra abordavam a ressureição de Cristo, que pra mim parecia um boato. Mas como poderia ser um boato, se os discípulos pagaram um alto preço por isso? Foi aí que aquele meu amigo cristão me veio à memória. Ele teve a mesma postura dos discípulos, com o entendimento de que, realmente, morrer por Cristo que vale a pena. Este é apenas um breve relato do que aconteceu comigo. Não pude lutar contra as evidências de que Jesus é nosso salvador e mediador perante Deus.

  • Moisés da Silva Lima, 30 anos. Biólogo e fotógrafo. Cristão há 4 anos.

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