Todos os dias durante o Encontro Missionário Estudantil e Profissional (EMEP), às 8h, era hora dos participantes se reunirem para um momento devocional. O primeiro deles foi conduzido por Dani Marçal, missionária da Mocidade Para Cristo (MPC), que expôs o texto de Gênesis 3.6:

“E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela”.

O que nossos olhos têm cobiçado hoje? Quais são os sonhos que têm tido lugar em nosso coração? Será que eles vão nos afastar de Deus, como no caso de Eva, ou vão nos levar mais perto de cumprir a vontade que ele tem para nós?

Alguns dos participantes do Encontro responderam pra gente quais foram os sonhos que eles escreveram durante esse momento. Enquanto lê as respostas deles, aproveite para pensar em quais são seus sonhos também.

 

“Os sonhos que escrevi foram constituir uma família e ter uma confirmação do que Deus quer fazer através da minha vida, com minha profissão. Sou médico e trabalho com pacientes portadores de doenças negligenciadas, como HIV. São pessoas que são discriminadas pela sociedade. Dentro dessa área, vejo um terreno muito fértil para levar o amor de Deus. Não só aqui, mas, quem sabe, em outros países”. – Marcos Gomes, 32 anos, médico, Rio de Janeiro (RJ)

“Não tenho muitos sonhos, mas quero formar logo, para agir logo como engenheiro civil para a obra de Deus. Já faz um tempo que quero construir igrejas, clínicas de reabilitações”.  – Mauro Vasconcelos, 19 anos, estudante, Nova Iguaçu (RJ)

“Escrevi meus sonhos, mas também escrevi um pedido de ajuda, para Deus me orientar. Vou cursar Pedagogia e penso em trabalhar com surdos e crianças. Ajudo no grupo de conversação com estrangeiros da minha igreja e tenho vontade de aprender uma nova língua. Mas não penso de uma maneira isolada não, espero que Deus me chame para qualquer lugar, estou a fim de ser luz”. – Laís Silva, 18 anos, estudante, Viçosa (MG)

“Alguns dos meus sonhos já se realizaram, como a formatura na faculdade e o casamento. Hoje, como sonhos pessoais, penso em ter filhos, viajar o mundo, ter conforto em minha casa, voltar a morar no exterior. Tentei ser bem sincera mesmo, trazendo à tona questões até egoístas. Coloquei também o sonho de viagens missionárias e a criação de um projeto de atuação com minha profissão, como enfermeira, levando assistência em saúde a povos que não têm acesso, e evangelizar através disso. Aqui venho questionando minhas motivações, para não dar lugar à hipocrisia. Até que ponto falo que quero fazer algo, mas no meu coração quero outra?” – Jéssica Poeys, 25 anos, enfermeira, Rio das Ostras (RJ). Casada com Thiago.

“Nossos sonhos ficam bem parecidos depois que casamos. Nós decidimos namorar porque tínhamos certeza do chamado missionário. Tivemos uma experiência parecida, de ter vivido um tempo na América do Norte e perceber a diferença da qualidade de vida de lá e daqui do Brasil. Pensamos que era óbvio que não queríamos criar nossa família aqui se tivéssemos condições de voltar para lá. Durante meu intercâmbio no Canadá, há 3 anos, conheci a Interserve e ouvi falar do EMEP. Agora nós dois estamos aqui e questionando parte dos nossos sonhos, que não necessariamente vêm de Deus, mas fazem parte do sistema da nossa cultura. Estamos levando um choque de realidade. Jesus fala que não tem como colocar vinho novo em odre velho, porque vai se romper. Acho que nós estávamos tentando fazer isso, e estamos sendo lembrados disso, questionando nossas motivações”. – Thiago Poeys, 25 anos, engenheiro, Rio das Ostras (RJ). Casado com Jéssica.

 

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