(FOTO: Campanha busca discutir suicídio - CRÉDITO: Divulgação/Caps)

(FOTO: Campanha busca discutir suicídio – CRÉDITO: Divulgação/Caps)

 

Tirar a própria vida já é a segunda principal causa da morte em todo mundo para pessoas de 15 a 29 anos de idade – ainda que, estatisticamente, pessoas com mais de 70 anos sejam mais propensas a cometer suicídio. Os dados são do relatório publicado em 2014 pela Organização Mundial de Saúde. No gráfico abaixo você pode ter uma ideia do tamanho do problema entre os jovens:

 

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No Brasil, o índice de suicídios na faixa dos 15 a 29 anos é de 6,9 casos para cada 100 mil habitantes, uma taxa relativamente baixa se comparada aos países que lideram o ranking – Índia, Zimbábue e Cazaquistão, por exemplo, têm mais de 30 casos. O país é o 12º na lista de países latino-americanos com mais mortes neste segmento.

O suicídio é um assunto complexo. Normalmente, não existe uma razão única que faz alguém decidir se matar. E o suicídio juvenil é ainda menos estudado e compreendido”, disse à BBC Ruth Sunderland, diretora do ramo britânico da ONG Samaritanos, que se especializa na prevenção de suicídios.

Neste mês celebra-se em todo o mundo mais uma edição do Setembro Amarelo, uma campanha que pretende quebrar o tabu em torno do assunto e levar à população informação relevante em favor da vida.

Por isso, perguntamos:

Por que há tantos suicídios entre os jovens?

Dê sua opinião.

A Organização Mundial da Saúde afirma também que em pelo menos 90% dos casos o suicídio é prevenível, porque está associado a psicopatologias diagnosticáveis e tratáveis, principalmente a depressão. Como você acha que o Cristianismo poderia ajudar as pessoas (especialmente os jovens) a desistirem do suicídio?

 

PUBLICAÇÕES DA OMS SOBRE SUICÍDIO:

Download gratuito

 

 

  1. Há muita cobrança da sociedade sobre os jovens, em todas as áreas. Por não suprir de modo que todos esperam (e a de si próprio, porque se cobra também), os jovens se sentem fracassados. Isto pode levar á depressão e a outras doenças, acredito. Nem todos sabem lidar com essa situação, o que leva ao suicídio. Além disso, as pessoas também não sabem detectar os sinais no outro ou, se entendem, ignoram achando que um dia, tudo vai passar.

    Como cristãos penso que devemos parar de nos comportar apenas como cidadãos dos céus. Vejo que a pressão não é só de quem tá fora da igreja, é, principalmente, das pessoas que professam a mesma fé. Se a pessoa não casa, é encalhada. Se não faz faculdade, não é visto da mesma forma… entre outras coisas.
    E é necessário uma seriedade pra encarar a depressão e doenças afins. Antigamente, se falava que crente não podia ter depressão. Só que todos nós estamos expostos a qualquer tipo de mal.

    Hoje, vejo as coisas com outros olhos, porque faço terapia e já tive num fundo do poço (sim, pensei no suicídio. Acreditava ser a maneira mais rápida de acabar com meu sofrimento….)Infelizmente, passei tudo sozinha. Me consulto com psicóloga, porque vi a necessidade de tratar assuntos que não conseguia conversar com um amigo ou com meus pais. Tem me ajudado bastante e, sempre que posso, aconselho outros a tomarem a mesma decisão

  2. Penso que as causas podem ser múltiplas. Vou tentar listar algumas, de caráter mais social.

    Primeiro, o pós-modernismo. Essa mentalidade acabou com todas as metanarrativas, inclusive a cristã, e passou ao jovem a responsabilidade de criar sua própria narrativa. Isso é muito difícil. O jovem nem sempre consegue fazê-lo. Se consegue, a narrativa pode, com o tempo, se revelar defeituosa. Se não consegue, o vazio toma conta de seu coração. Ele tenta se anestesiar com entretenimentos, mas o efeito anestésico dura pouco e ele corre o risco de se afundar em vícios.

    Em segundo lugar, há a ditadura da felicidade, onde todos têm que ser felizes. Mas não é isso que acontece, na vida real. E o jovem não consegue perceber que os posts felizes e perfeitos de seus amigos, nas redes sociais, não necessariamente refletem a realidade.

    Em terceiro lugar, há uma tolerância muito pequena à dor e à frustração. As nossas crianças têm crescido mimadas, tendo todos os seus desejos satisfeitos. Quando a juventude e vida adulta chegam, essas pessoas percebem que isso quase nunca acontece e é muito difícil lidar com isso.

    Portanto, o trabalho preventivo, na minha opinião, pode ser resumido da seguinte forma: como povo de Deus, precisamos ajudar as pessoas a desenvolverem um relacionamento vivo e pleno com Deus por meio de Jesus, e ajudá-las a tornarem-se tudo o que Deus as criou para ser, para que vivem o projeto de Deus em suas vidas integralmente.

    O Carpinteiro de Nazaré, Autor da vida e Senhor ressuscitado, é poderoso para socorrer os corações e mentes adoecidos e quer fazer isso na Igreja e através da Igreja, para a cura dos povos e glória de Deus!

  3. Creio que a maioria dos casos de suicídio estão ligados a ação do espirito da morte, que por algum trauma, uso de dogras ou outro motivo, abriu essa porta. Acho interessante que os crentes consultem com psicólogos cristãos, devido a cosmovisão, bem como, é extremamente útil o auxilio de ministérios de libertação e cura interior.

  4. Só quem passou por esta experiência na família sabe o tamanho da agressão que é o suicídio. Aquele que se suicida esquece que a família fica com todas as questões e sentimento de que poderia ter evitado tudo isso.

  5. Antonia Leonora van der Meer

    Quando jovem tive uma amizade muito forte com uma jovem que acabou se suicidando. Por um tempo eu fui a pessoa de confiança dela, ela podia falar sobre suas depressões e lutas e orávamos juntas.
    Mas eu fui ao exterior por 2 anos e ela me escreveu que achava artificial continuar o mesmo tipo de amizade, já tinha outras pessoas que a acompanhavam.
    Já de volta ao Brasil acordei uma madrugada com uma sensação que algo terrível estava acontecendo, levantei e comecei a orar e clamar a Deus. Soube depois que ela estava se suicidando naquele horário. Ainda viveu 2 dias em que se reconciliou com Deus e com a família.
    Eu creio que precisamos levar muito a sério a dor e depressão de pessoas ao nosso redor, e fazer o possível para lhes dar compreensão e apoio.

  6. Todo ser humano deve ser visto dentro destes aspectos “bio-psico-social-espiritual”, e não isoladamente. Portanto nós somos seres humanos tendenciosos a olhar para as pessoas por apenas em um desses ângulos, isto inclui; “Família, sociedade, cultura e religião”… Enquanto o ser humano não for visto dentro deste conjunto, encontraremos inúmeras pessoas buscando apenas aprimorar uma dessas esferas e desprezando as demais; e como consequências da não realização almejada em uma dessas áreas o confronto com a frustração é inevitável. É preciso lembrar que todos nós temos “perfume, pétalas e espinhos”, e por sermos assim, precisamos entender que não perdemos o nosso brilho e encantamento. É Preciso deixar o farisaísmo que muitas vezes nos leva a um exterior rigoroso, mas internamente deficiente. O mestre dos mestres Jesus disse a mulher que foi pega em adultério; Onde estão os teus acusadores?Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais. João 8:10,11. Todo ser humano precisa ser entendido, compreendido e amado… Pois somente assim ele encontrará a paz verdadeira para a sua vida. E quando esta paz for alcançada, os níveis tão alarmante de suicídios se amenizarão, e porque não dizer poderemos até extingui-lo.
    Alécio, Pastor, Psicopedagogo e Psicanalista Clínico

  7. Boa Tarde,

    Eis um tema complexo, mas creio que a Igreja ajudará muito quando celebrar entre a juventude a vida em abundância que Cristo dá.
    Contudo, o que podemos perceber que em alguns segmentos do universo evangélico o que existe é mais cobrança para que o jovem também bata as metas.

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