Ult_Jovem_08_07_15_Caminho_sem_voltaNa vida e no ministério há muitos momentos distintos. Eclesiastes retrata bem essas nuances no capítulo três, no conhecido texto sobre o “tempo”.

A maneira como lidamos com essas mudanças é determinante para o que viveremos à frente. Alguns momentos mais tensos, outros mais suaves; alguns mais agitados, outros mais tranquilos; alguns (espero que muitos) alegres, outros mais tristes, e assim vamos vivendo, refletindo, avaliando e prosseguindo.

Prosseguir é uma palavra-chave. Depois de certo tempo de caminhada e alguns inesperados obstáculos, alguns costumam repensar os seus caminhos. Esta é uma tarefa importante e arriscada para aqueles que responderam ao “chamado que um dia, tu fizeste a mim, e ao qual sem hesitar, eu disse sim”.

O chamado exige renúncia. O chamado anuncia perdas. O chamado declara a opção pelo possivelmente menos popular. O chamado demanda sacrifício. O chamado assume a possibilidade de maiores dificuldades pelo caminho.

E por isso que se torna arriscado. Pois muitos dos chamados, ao olhar para trás nessa reflexão, acabam esquecendo-se de olhar para frente novamente. Aí, o tropeço é inevitável. Olhar para trás é importante, mas viver andando de costas é loucura.

Entre tantas possíveis escolhas negativas, por que não voltar atrás, ou por que olhar para frente novamente?

Porque o chamado é, também, resultado de paixão. Avassaladora, incontrolável, inevitável.

Porque o chamado tem origem nAquele que tem uma voz irresistível e uma vontade que é boa, perfeita e agradável;

Porque o chamado traz, como fruto, uma riqueza invisível, mas imperecível; intocável, mas intransferível; inimaginável, mas infinita; inexplicável, mas irresistível.

É, enfim, um caminho sem volta, independentemente dos percalços, obstáculos e tropeços. É loucura sim, mas é vida. E, de uma coisa estou certo: os momentos não determinam mais o meu chamado, mas fortalecem o caminho que foi escolhido para eu seguir.

Inspirado pelo apóstolo Paulo em II Coríntios 11:16, olho para trás e vejo as marcas que já recebi; olho pra frente e percebo que muitas estão por vir. Olho para os céus e só posso dizer uma coisa: eis-me aqui.

  • Rodolfo Gois é diretor pastoral do TeenStreet Brasil, pastor da IPIB de Maringá, PR, e integra a equipe executiva do Vocare.
  1. De fato, no ministério, as pontes devem ser destruídas, atrás de nós, em nossa caminhada, pois a tendência à desistência e à tomada de atalhos é muito grande. Os espinhos e dores são constantes, mas o que importa é o que quer o nosso SENHOR e, não o que nós, simples servos, queremos! (Pastor Josiel – IPB Itapema,SC).

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