Por Marlon Teixeira

UltJovem_15_07_13_Palmeiras_ventoTodo o esforço é inútil. Toda a desgraçada tentativa de continuar tentando entender a transcendência do “existir” se torna desastrosa. Jesus lhe convida para uma doce revolta espiritual, onde você guerreará consigo mesmo, sem, contudo, entrar em guerra, e pela qual não serão necessários atos abruptos de autoflagelação para alcançar uma vida com sabor de graça e uma graça com sabor de vida.

Uma revolução como esta, implica em preenchimento, em paz de dentro para dentro, de forma que o “eu” fique sempre cheio do Espírito, e portanto, vazio de si mesmo. O “aceitar” deste convite nada mais é que uma entrega sem precedentes ao maior revolucionário das eras, que destronou os jugos desnecessários de seus predecessores e trouxe um caminho de verdade e vida para este mundo tenebroso.

De fato, entregar-se a Jesus é participar de um descarrego e do único que pode descarregar a carga de dores existenciais que pesa sobre nós. Jesus te condena à graça, a ser escravo da liberdade e ao paradoxo de só se tornar o maior quando você se dispuser a servir. Ao longo deste processo, ele precisará destruí-lo com todas as peculiaridades do antigo homem, morto em suas cavernas escuras de pecado para, enfim, construir um novo ser, criado pela renovação da mente e pela metanóia do Evangelho.

Esta era a verdadeira intenção do carpinteiro Jesus, um artesão de vidas: mostrar às pessoas que o reino de Deus não é um remédio para ausência da dor, das contradições e dos fracassos, mas sim um império de analgésicos espirituais e de consolação para todas as manhãs. Não foi por acaso que ele mesmo as convidou para uma dança eterna de contentamento, com a intenção de aliviá-las de seu cansaço de existir, da loucura de ser e da infelicidade de não compreender o sentido de tudo isto.

Sinta hoje o prazer doce desta ditadura. Ela é leve e amacia as nossas mazelas. Ela desconsidera as nossas culpas e deixa patente aos nossos olhos uma nova consciência diante do que somos e do porquê de sermos o que somos. Há um propósito informal de Deus para nos libertar de nossa Matrix, isto é, para nos tornar cativos de suas cadeias sem grades. O intuito é nos fazer nascer de novo em um mundo real e espiritual de respostas e soluções para algo que só depois desta revolução iremos conhecer: a vida.

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Marlon Teixeira, 20 anos, é de Ipatinga, MG.

 

  1. Belíssimo texto! Árdua essa nossa caminhada, lutando, mesmo quando achamos que não, contra as ilusões (terríveis ilusões!) deste tenebroso e vasto mundo! Ah, se não fosse o Espírito Santo que Jesus deixou conosco…

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