Por Pr. Pedrão

Como diz o Apóstolo Paulo “nem olhos viram nem ouvidos ouviram o que o Senhor preparou para aqueles que o amam e o temem” [1Co 2.9].

Hoje, nossa teologia é confusa. Trocou-se a inteireza da Bíblia por uma pequena porção de casos veterotestamentários sobre prósperos homens de Deus, ou seja, trocou-se o valor da pregação, abriu-se mão da rendição pela prosperidade de modo com que as pessoas procuram igrejas que falem o que seus ouvidos querem ouvir e nem sempre a verdade do Evangelho.

Sou nascido num lar cristão do qual nunca me desviei. Filho de pastor e pastor, conto nos dedos de uma mão as pregações que ouvi nas igrejas por onde passei que desafiam as pessoas a atenderem o chamado do Senhor, isto é, os famosos sermões para “vocacionados”.

“Como ouvirão se não há quem pregue?”. Deus me deu uma oportunidade ímpar de ver algo inesquecível: “o SIM, todos somos vocacionados”, encabeçado pelas juntas de missões Batistas Mundiais e Nacionais. Um congresso com mais de 1.600 pessoas inscritas, com os corações abertos para ver e ouvir o que Deus queria de suas vidas e palestras focadas em um único objetivo: “abra o seu coração e veja o que eu Deus quer de você”. Assunto tratado com muita seriedade por todos que estavam ali. A presença do Espírito Santo era algo maravilhoso. Não consegui conter as lágrimas em vários momentos, e olha que sou “macaco velho”.

Aos desafios feitos, víamos jovens e adultos chorando, ajoelhados, dizendo: eis-me aqui. Tentou-se passar o sentido de vocação de forma integral, ou seja, “preciso ser um missionário, onde? Em todo lugar, o tempo todo, começando por sua casa, seu trabalho, local de estudo e aonde mais. Deus desejar te levar”.

Não tenho a menor sombra de dúvidas que naqueles dias se levantaram muitos homens e mulheres de Deus que entenderam sua vocação.

Um congresso inédito, que nasceu no coração de uma guerreira do Evangelho chamada Analzira, exemplo de vocação e chamado, que sentiu no campo a necessidade de se ter pessoas ao seu lado, estendendo a mão em todos os momentos.

Os resultados superaram as expectativas. Um exército se levantou para melhor servir ao Senhor. Ficou claro que eu não preciso largar tudo para seguir a Jesus, mas, pelo contrário, preciso pegar tudo: experiência cultural, sociológica, antropológica, profissional e acadêmica, de modo a ser um legítimo seguidor de Jesus, em Jerusalém, Judeia, Samaria, e até os confins da terra…

Fui um privilégio ver com os meus olhos o que Deus fez e o que Ele fará na vida de várias pessoas. Que Deus honre cada lágrima ali derramada, lágrimas da consciência de chamados em melhor servir ao Deus que veio ao nosso encontro, ao Deus que morreu por nós, ao Deus que nos amou e se entregou.

E você, qual é a sua vocação? Você tem sido um missionário na sua casa? Trabalho? Em todos os lugares? Você não foi ao SIM, mas pode dizer SIM ao chamado de Jesus?

Que Ele te abençoe e te guarde.

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Pedrão é teólogo, pastor da Comunidade Batista do Rio, casado com Marisa há 27 anos e pai de três filhos.

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