Já fazem quase sete anos que o pastor John Stott nos deixou e foi para junto do Senhor a quem tanto serviu. Chamado carinhosamente de “Tio John” por seus ex-alunos, ele era conhecido como um homem notável, porém simples; com muitas ocupações mas atencioso com todos; e com uma grande devoção a Deus e à Sua Palavra.

A Editora Ultimato, em sua missão de “contribuir para a transformação de vidas e edificação da Igreja, por meio da publicação de conteúdo cristão”, tem traduzido e publicado muitos livros do autor; e vem mais por aí em 2018 – ano em que a Ultimato comemora 50 anos! Além disso, temos desde 2012 este espaço dedicado exclusivamente à publicação de conteúdos do autor.

Mas, caso você se pergunte se ainda vale a pena ler Stott, temos uma resposta. O pastor Ricardo Wesley, que conheceu John Stott e foi muito influenciado por ele em seu ministério, disse: “Stott nos inspira e nos modela em sua simplicidade para tratar de maneira bíblica vários temas da fé, da vida da igreja, da missão, em sua saudável abordagem pastoral de temas complexos.”

Queremos conhecer histórias de pessoas que foram marcadas pela vida e obra de John Stott. Para isso, convidamos você, leitor, para acessar este espaço e deixar seu testemunho.

Cada evangelista começa sua história num lugar diferente. Marcos mergulha quase imediatamente no ministério público de Jesus, anunciado como foi por João Batista. João assume o outro extremo e vai resgatar na eternidade passada a existência pré-encarnada de Jesus Cristo.

Como “Verbo” ele estava com Deus no início de tudo. De fato ele mesmo era Deus, ativo na criação do universo. Muito antes de ter factualmente “vindo” ao mundo ao tornar-se carne, ele estava continuamente “vindo ao mundo” como verdadeira luz (embora não reconhecida), a fim de iluminar cada homem com a luz da razão e da consciência (Jo 1.1-14).

São Mateus e Lucas que de fato contam a história do nascimento de Jesus. Lucas conta-a pelos olhos da virgem Maria (talvez até mesmo por seus próprios lábios), enquanto Mateus conta-a sob a ótica de José.

Lucas registra o anúncio angelical feito a Maria de que tanto sua concepção quanto o menino que nasceria seriam sobrenaturais:

“Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus.” (Lucas 1.35)

Lucas prossegue descrevendo como Maria compartilhou seu segredo com sua prima Isabel, que logo daria à luz João Batista; como José (cujo doloroso dilema diante da gravidez de Maria é descrito por Mateus) viajou ao sul com ela, de Nazaré a Belém, residência de seus ancestrais, a fim de cumprir os requerimentos do recenseamento imperial e como foi num estábulo de uma hospedaria em Belém que Jesus nasceu e foi deitado, por sua mãe, numa manjedoura.

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Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva. (Lucas 1.46-48)

Desde o sexto século a Igreja tem demonstrado uma apreciação especial pelo Cântico de Maria e incluído o Magnificat em suas liturgias. Porém, isso levanta uma importante questão: como podemos cantá-lo? O cântico expressa a admiração de uma virgem hebraica por ter sido escolhida por Deus para dar à luz o Messias, o Filho de Deus. Como podemos fazer nossas as palavras de Maria? Não seria inadequado de nossa parte?

De forma nenhuma. Já há vários séculos que a experiência de Maria, apesar de ter sido uma experiência única, tem sido reconhecida como a experiência típica de todo cristão. O Deus que fez grandes coisas por ela tem também derramado generosamente sua graça sobre nós. Maria parecia estar ciente disso, pois o início do cântico está na primeira pessoa (“minha” e “meu”), porém, mais adiante ela passa à terceira pessoa: “Sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração” (v. 50). Tal como acontece no Cântico de Ana, escrito após o nascimento de Samuel, no Cântico de Maria Deus inverte os valores humanos. Podemos constatar isso através de dois exemplos:

Primeiro, Deus destrona os poderosos e exalta os humildes. Ele agiu assim com faraó e com Nabucodonosor, ao resgatar Israel do exílio. Ele continua agindo assim hoje. Se nos colocarmos de joelhos ao lado do publicano arrependido, Deus nos exaltará e nos aceitará com seu perdão.

Segundo, Deus despede os ricos de mãos vazias e enche de coisas boas os famintos. Maria sabia, através do Antigo Testamento, que o reino de Deus haveria de vir, e esperava ansiosamente por esse dia. Um anseio profundo no coração é condição indispensável para a bênção espiritual, enquanto que uma arrogante autossuficiência é o seu maior inimigo.

Se desejarmos herdar as bênçãos de Maria, devemos cultivar as mesmas qualidades demonstradas por ela, especialmente um espírito humilde e um profundo anseio pelas coisas espirituais.

Para saber mais: Lucas 1.46-55

Trecho retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo. Editora Ultimato.