Jovens cristãos do grupo de leitura sobre "O Discípulo Radical".

Jovens cristãos do grupo de leitura sobre “O Discípulo Radical”

O apartamento tinha a curiosa e interessante decoração que misturava objetos novos com antigos. Uma TV moderna com uma máquina de escrever, por exemplo. Na sala, os jovens iam chegando, um a um. O grupo se formou: 15 pessoas. Na mesinha central, os 15 exemplares de O Discípulo Radical, de John Stott.

A maioria dos jovens não sabia quem era Stott. Eu estava ali para bater um papo com eles sobre o admirado autor.

Formava-se naquela noite um grupo de leitura de jovens evangélicos de Suzano, SP. A empolgação era evidente. Novos ares para a vontade de ir mais fundo na vida cristã.

Compartilhei a experiência do grupo de leitura da minha igreja e como a iniciativa fez bem a nós. Em seguida, falei como Stott lutou sua vida inteira pela unidade da igreja, sem colocar em jogo a identidade dela e a fidelidade da Palavra de Deus. Seu ímpeto era de ver uma igreja global assumindo seu papel no mundo, em todas as áreas da vida.

Percebi que um dos conceitos de Stott que os jovens mais gostaram foi a expressão “discípulo radical”: radical que vem de raiz. Gostaram tanto que resolveram dar um nome ao grupo: os “discípulos radicais”.

A conversa que durou cerca de uma hora terminou em volta de uma mesa farta e de risadas gostosas.

Dias depois, pensei naquela experiência. A metáfora foi inevitável: a beleza não está nas coisas novas, mas na mistura equilibrada entre o novo e o antigo. Assim como a decoração daquele apartamento.

Por que jovens da geração dos smartphones e imersos em uma cultura secularista decidiriam estudar o livro de um teólogo inglês que faleceu há dois anos com mais de 80 anos de idade? Por que um livro de John Stott ainda consegue levar “novos ares” às pessoas?

Sem cair na armadilha dos clichês, talvez a pista esteja no fato de que o que sustenta o crescimento de uma árvore não são as novas folhas, mas sim suas raízes. Ao mesmo tempo, não há árvores sadias sem a maravilha da renovação.

O que aqueles jovens querem mesmo é profundidade. E isso Stott pode ajudá-los a conseguir. Com a graça de Deus.

 

_________________
Lissânder Dias é jornalista e editor do Portal Ultimato.

 

 

A_Igreja_Autentica_capaJá está certo. Ultimato e ABU Editora vão lançar, juntas, em dezembro um livro inédito, no Brasil, de John Stott. O título é “A Igreja Autêntica” e traz como proposta principal apresentar fundamentos bíblicos que devem estar presentes na igreja em qualquer época e lugar. Como sempre, John Stott fez isso de um modo prático e fácil para todos os que enfrentam os desafios de ser e viver nas igrejas dos nossos dias.

Quando escreveu o livro, ele pensava em como a igreja deveria entender sua identidade diante da cultura contemporânea. Nada mais atual, hein?

“Tenho contato com os livros de John Stott por décadas, como alimento e também como guia prático para a vida cristã. ‘A Igreja Autêntica’ é um livro extremamente útil para discernir as questões controvertidas dos tempos modernos”. (Timothy Keller)

 

O “Sermão do Monte” exerce um fascínio sem par. Ele parece encerrar a essência do ensino de Jesus. Ele torna a justiça atrativa; envergonha o nosso fraco desempenho; gera sonhos de um mundo melhor.

É como expressou John Donne, num sermão pregado na quaresma de 1629, não sem uma pequena mas perdoável hipérbole: “Todos os artigos de nossa religião, todos os cânones de nossa igreja, todas as injunções de nossos príncipes, todas as homilias de nossos pais, todos o corpo de doutrinas estão contidos nestes três capítulos, neste Sermão do Monte.”

John Stott

[Trecho de A Mensagem do Sermão do Monte (ABU Editora)]