“Acabei de fazer uma grande descoberta. O Todo-Poderoso teve dois filhos. Jesus Cristo foi o primeiro; eu sou o segundo”. É assim que John Stott abre o terceiro capítulo do seu Cristianismo Básico. Claro, a “descoberta” não é do autor. Trata-se de uma das cartas recebidas por ele, enviada de um conhecido hospital para doentes mentais da Inglaterra.

Talvez, como afirma Stott, “uma certa ingenuidade em Jesus” é, digamos, a porta aberta para os loucos, e outros nem tanto, se arvorarem como filhos, herdeiros e até mesmo legítimos representantes do Filho do Homem. E a Páscoa não pode ser comemorada se não sabemos por que ou por quem a celebramos. Aliás, qualquer coisa que tenha aspecto institucional é objeto de rejeição. A igreja, os ritos, o envergonhado sinal da cruz e, quase caindo em desuso, até mesmo a Semana Santa.

É bom voltar ao começo. Às bases do cristianismo. Nas palavras do autor inglês, “Não é possível sustentar que as afirmações do carpinteiro de Nazaré são invenção ou exagero dos autores dos evangelhos […]. Jesus não aparentava nenhuma anormalidade, o que seria de se esperar em uma pessoa perturbada. Seu caráter sustenta suas declarações […]. Não o vemos como Deus disfarçado de homem, nem como um homem com qualidades divinas, mas como homem e Deus. Jesus foi uma pessoa histórica, com duas naturezas distintas e perfeitas, a divina e a humana. Só assim ele pode ser digno não apenas de nossa admiração, mas também de nossa adoração.”

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A notícia abaixo foi publicada na edição 266 da Revista Ultimato. Vale a pena ler e relembrar o que era divulgado acerca de John Stott em Outubro de 2000.

John Stott oferece A Verdade do Evangelho às gerações que estão surgindo

Faltando apenas alguns meses para completar 80 anos, o anglicano John R. W. Stott acaba de publicar mais um livro, uma espécie de legado espiritual às gerações que estão surgindo. Publicado em inglês no ano passado e imediatamente traduzido para o português, A Verdade do Evangelho ressalta a Palavra, a cruz e o Espírito como as três ênfases evangélicas essenciais. O autor defende os três erres: revelação, redenção e regeneração, “associando a revelação com o Pai, a redenção com o Filho e a regeneração com o Espírito Santo”. O objetivo de Stott é “dar testemunho da autoridade suprema da Palavra de Deus, da eficácia redentora da cruz de Cristo e do ministério imprescindível do Espírito Santo” (p. 137).

Ex-reitor (uma espécie de pastor titular) da All Souds Church, no centro de Londres, e capelão honorário da rainha Elizabeth II desde 1959, John Stott diz que “é impossível manter uma mensagem precisa sem construir frases precisas compostas de palavras precisas” (p. 3).

A Verdade do Evangelho é uma mensagem precisa sobre os pilares do cristianismo, pois “sem a Bíblia nós iríamos ficar cambaleando e titubeando por aí, em completa escuridão; sem a cruz viveríamos a debater-nos nas águas profundas da culpa e da alienação, sem misericórdia, sem redenção, sem perdão e sem a mínima esperança; [e sem o Espírito] seríamos vítimas indefesas do pecado que em nós habita, vítimas do trágico esforço próprio e, conseqüentemente, do nosso eterno fracasso” (p. 138).

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A história da igreja tem sido uma história doce e amarga, combinando atos de heroísmo com atos vergonhosos”.

Os profetas viveram em um tempo de antecipação e os discípulos, em dias de realização”.

É quando começamos ver a gravidade do pecado e a majestade de Deus que nossas perguntas mudam”.

De Gênesis 2 a Apocalipse 21, destaca-se a mesma verdade de que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23), ou seja, que ele nos separa de Deus”.

A cruz não explica a calamidade do sofrimento humano, mas oferece um bom campo de visão a partir do qual é possível observá-la e suportá-la”.

  Frases retiradas do livro Por que sou cristão.