Lembro-me muito claramente de que há vários anos, sendo um cristão ainda jovem, a questão que me causava perplexidade (e a alguns amigos meus também) era esta: Qual é o propósito de Deus para o seu povo? Uma vez que tenhamos nos convertido, uma vez que tenhamos sido salvos e recebido vida nova em Jesus Cristo, o que vem depois? É claro que conhecíamos a famosa declaração do Breve Catecismo de Westminster: “O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre”. Sabíamos disso e críamos nisso.

Também refletíamos sobre algumas declarações mais breves, como uma de apenas sete palavras: “Ama a Deus e ao teu próximo”. Mas de algum modo, nenhuma delas, nem outra que pudéssemos citar, parecia plenamente satisfatória. Portanto, quero compartilhar com vocês o entendimento que pacificou minha mente à medida que me aproximo do final de minha peregrinação neste mundo. Esse entendimento é: Deus quer que seu povo se torne semelhante a Cristo. A vontade de Deus para o seu povo é que sejamos conformes à imagem de Cristo.
Sendo isso verdade, quero propor o seguinte: em primeiro lugar, demonstrarmos a base bíblica do chamado para sermos conformes à imagem de Cristo; em segundo, extrairmos do Novo Testamento alguns exemplos; em terceiro, tirarmos algumas conclusões práticas a respeito. Tudo isso relacionado a nos assemelharmos a Cristo.

Então, vejamos primeiro a base bíblica do chamado para sermos semelhantes a Cristo. Essa base não se limita a uma passagem só. Seu conteúdo é substancial demais para ser encapsulado em um único texto. De fato, essa base consiste de três textos, os quais, aliás, faríamos muito bem em incorporar conjuntamente à nossa vida e visão cristã: Romanos 8:29, 2 Coríntios 3:18 e 1 João 3:2. Vamos fazer uma breve análise deles.

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O mundo cristão comemorou, com grande alegria, no dia 27 de abril deste ano, os 80 anos do nascimento de um dos mais importantes teólogos do último século, o Rev. John Stott, ministro anglicano e autor de, entre outros, Cristianismo Básico, um clássico traduzido para 50 línguas, com mais de 2 milhões e meio de cópias vendidas. Há dez anos, estive presente ao seu 70º aniversário, em Oxford.

Stott nasceu em 1921 no seio de uma família de classe média alta de Londres. Seu pai, um humanista, era um renomado cardiologista. Sua mãe, uma cristã tradicional, ensinou ao pequeno John e a suas três irmãs a lerem a Bíblia, a orarem e a freqüentarem a igreja. Sua conversão se deu na adolescência, quando aluno da prestigiosa Escola Secundária Rugby, pelo ministério de um professor que organizava grupos de estudo bíblico e acampamentos de férias, visando ganhar para Cristo os filhos da elite inglesa.

Formou-se em letras (línguas modernas — francês e alemão) pela Universidade de Cambridge, onde se tornou um ativo líder do grupo local da Aliança Bíblica Universitária (IUF, sigla em inglês), sendo laureado. Obteve o seu título em teologia pelo Ridley Hall. Em 1945, foi ordenado ministro da Igreja da Inglaterra e designado coadjutor (pastor auxiliar) da Paróquia de All Souls, Langham Place, no centro de Londres. Em 1950, foi eleito reitor (pastor titular) da mesma paróquia, assim permanecendo por 25 anos. Em 1975, aposentou-se e recebeu o título de reitor emérito, e membro voluntário da equipe pastoral. Desde 1959, tinha sido designado para ser um dos capelães de S.M. a rainha Elizabeth II.

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Há uma verdadeira Babel de vozes competindo por nossa atenção. A qual delas escutaremos? Somos apresentados a um verdadeiro buffet religioso. Que pratos escolheremos?”.

O fato de eu ser cristão não se deve em última análise à influência de meus pais e professores, nem à minha decisão pessoal por Cristo, mas ao “Cão de Caça do Céu”, ou seja, ao próprio Jesus Cristo, que me perseguiu incansavelmente, mesmo quando eu estava correndo dele a fim de seguir meu próprio caminho. Se não fosse pela perseguição graciosa do Cão de Caça do Céu, hoje eu estaria na lata de lixo das vidas desperdiçadas e descartadas”.

A alma busca satisfação em toda parte, mas não consegue encontrá-la”.

Se somos de fato cristãos, não é porque tenhamos nos decidido por Cristo, mas porque Cristo se decidiu por nós. É a busca desse ‘amante tremendo’ que nos torna cristãos”.

A cobiça não é nem uma obra nem uma palavra, mas um desejo, uma luxúria insaciável”.

 Frases retiradas do livro Por que sou cristão.