O propósito de Deus não é salvar indivíduos e perpetuar seu isolamento. Deus se propôs a edificar a igreja, uma comunidade nova e redimida. A igreja está no centro do plano de salvação. Cristo morreu não só para nos redimir de toda iniquidade, mas também para reunir e purificar para si mesmo um povo entusiasmado pelas boas obras.

Pergunto-me se valorizamos suficientemente a dádiva de Deus que é a amizade. Deus faz uso da necessidade humana da amizade para consolar-nos. Continue lendo →

Abro o envelope familiar com emoção. Depois de tantos anos de recebê-lo com regularidade periódica, ele parecia haver cessado, pois não o tivemos no último Natal. Era a carta informativa que o Rev. John Stott envia para a sua lista de amigos em todo o mundo. Essa agora vinha datada de julho.

Como se sabe, Stott havia se mudado em agosto de 2007 do seu antigo apartamento (12 Weymouth Street), a um quarteirão da Paróquia de All Souls, no centro de Londres, para as instalações do St. Barnabas College (campus de uma antiga faculdade transformado em residência de idosos para ministros anglicanos aposentados), em Surrey, a quarenta minutos da capital inglesa. Quando eu estive com Stott, há três anos, percebi que seria impossível para ele continuar no velho (e espartano) apartamento, com aquela escada íngreme entre o térreo e o primeiro andar, depois de duas isquemias e uma fratura de fêmur que haviam afetado a sua visão e os seus movimentos, embora ainda caminhasse relativamente firme com a sua bengala. Ele passou a usar o que recebe das duas aposentadorias (do governo e do fundo de pensão da igreja) para pagar a mensalidade no St. Barnabas. Em suas palavras, seria a verdadeira aposentadoria. Continue lendo →

Cristianismo Básico foi o primeiro livro de John Stott publicado no Brasil pela Editora Ultimato. Traduzido em mais de 50 línguas, incluindo chinês, japonês, russo e coreano, o título é uma resposta à pergunta “o que significa ser cristão?”. A seguir o prefácio escrito por John Stott.

Prefácio

“HOSTIS Á IGREJA, CORDIAIS para com Cristo.” Estas palavras descrevem um grande número de pessoas da atualidade, especialmente os jovens.
Estas pessoas se opõem a qualquer coisa que tenha um aspecto institucional. Destestam o sistema e os privilégios dele decorrentes. Rejeitam a igreja, com certa razão, porque a consideram irremediavelmente corrompida por esses males.
Porém, o que essas pessoas rejeitam é a igreja contemporâneo, e não Jesus Cristo. Precisamente por verem uma contradição entre o fundador do cristianismo e o estado atual da igreja fundada por ele, tais pessoas têm adotado uma postura crítica e arredia. A pessoa e os ensinos de Jesus, contuto, não perderam seu apelo. Primeiramente, porque o próprio Jesus assumiu uma posição contra o sistema. Algumas de suas palavras possuem uma conotação claramente revolucionária. Seus ideais demonstraram ser incorruptíveis. Em qualquer lugar que ele estivesse, sua presença trnsmitia amor e paz. Além disso, ele invariavelmente praticava aquilo que pregava.
Mas seria Jesus realmente verdadeiro? Continue lendo →