Em sua essência, o cristianismo é o próprio Cristo. É um relacionamento pessoal com Cristo como nosso Salvador, Senhor e Amigo. Mas como alguém pode se comprometer assim com ele?

Algo a admitir

Admitir. O nosso primeiro passo deve ser admitir que (para usar o vocabulário tradicional) nós somos “pecadores” e precisamos de um “Salvador”. Por “pecado” a Bíblia quer dizer egocentrismo. A ordem de Deus é que o amemos em primeiro lugar, depois o nosso próximo e, por último, a nós mesmos. O pecado consiste precisamente em se inverter esta ordem. Pecado é colocar a nós em primeiro lugar, depois o nosso próximo (quando nos convier) e Deus em algum lugar remoto. Em vez de amar a Deus com todo o nosso ser, nós nos rebelamos contra ele e seguimos o nosso próprio caminho. Em vez de amar e servir ao nosso próximo, nós, por egoísmo, alimentamos os nossos próprios interesses. E, quando vêm os nossos melhores momentos e nos damos consciência disso, ficamos profundamente envergonhados.

Além do mais, o nosso pecado nos separa de Deus, pois ele é absolutamente puro e santo. Deus não pode conviver com o mal, nem olhar para ele, nem aquiescer com ele. A Bíblia descreve Deus como uma luz ofuscante e um fogo consumidor. Então a sua “ira” (que, longe de ser uma espécie de malícia pessoal, consiste na sua justa hostilidade em relação ao pecado) cai sobre nós. Como consequência, o que nós mais necessitamos é de um “Salvador” que possa vencer o abismo que existe entre nós e Deus, já que as pontes que nós mesmos tentamos construir não alcançam a outra margem. Nós precisamos do perdão de Deus e de um novo começo.

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Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. (Colossenses 1:20)

O Evangelho da reconciliação é a plataforma que aproxima homens e mulheres de Deus, por meio de Cristo. Esta obra alcança todas as áreas da vida humana e, também, da cultura.

Por entender a importância deste tema, que é também a matéria de capa da primeira edição de 2018 da revista Ultimato, selecionamos dez frases ilustradas, extraídas de livros de John Stott.

Você pode baixar gratuitamente e compartilhar à vontade em suas redes sociais. Aproveite!

 

 


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Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. (Mateus 16.24)

Para seguir a Cristo, devemos não somente abandonar alguns pecados específicos, como também renunciar aos nossos desejos egoístas, que se encontram na raiz de todos os nossos pecados. Seguir a Cristo é entregar a ele os direitos sobre a nossa própria vida. É também abdicar ao trono do nosso coração e reverenciá-lo como nosso Rei. Jesus descreve vividamente, em três frases, essa renúncia.

Negue-se a si mesmo: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue”. Esse mesmo verbo foi usado quando Pedro negou ao Senhor no pátio do palácio do sumo sacerdote. Devemos repudiar a nós mesmos da mesma forma  como Pedro repudiou a Cristo quando disse, “Não conheço tal homem”. Não se trata de parar de comer doces ou de fumar definitivamente ou por um período de abstinência voluntária. A questão não é negar algumas coisas a si mesmo, mas negar a si mesmo. É dizer não ao eu e sim a Cristo; repudiar o eu e reconhecer a Cristo como Senhor de nossas vidas.

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