Nascido em 27 de abril, John Stott completaria 96 anos hoje. Pelos relatos a respeito de sua vida e por sua obra é possível imaginar que se estivesse vivo, ainda dedicaria tempo para contemplar a natureza – e os passarinhos, em especial – orar, divertir-se e ser atencioso com quem quer que fosse.

No texto a seguir, John W. Yates, um dos assistentes de John Stott, relata como o notável pastor e escritor encarava cada novo dia.

 

Naquela primeira manhã, ao entrar no quarto de John Stott (meu escritório durante as horas do dia), eu encontrei um manuscrito de dez páginas escrito por ele próprio sobre minha mesa, junto a uma nota: “Isto é uma entrevista sobre um livro escrito para pessoas solteiras nos seus 20 anos. Você poderia dar um parecer a respeito do que eu disse, e sugerir quaisquer mudanças que a tornem mais interessante ou relevante?” Não que os pensamentos deste jovem de 21 anos fossem de algum valor, ainda assim, eu li cuidadosamente o manuscrito e listei várias sugestões de acréscimos, exclusões e modificações.

Na manhã seguinte, lá estavam novamente o manuscrito e uma nota em minha mesa: “O que você acha agora?” A entrevista tinha sido reescrita — e cada uma das sugestões aplicada. O britânico mundialmente renomado, escritor e professor de 75 anos, tinha consentido com cada parte de um conselho dado por um recém graduado em seu primeiro dia de trabalho.

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“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso” (Mt 11.28)

O primeiro passo para nos tornarmos um seguidor de Jesus Cristo é a admissão humilde de que precisamos dele. Nada nos distancia mais do reino de Deus do que o nosso orgulho e a nossa autossuficiência.

Tendo considerado a quem Jesus dirige o seu convite, podemos considerar aquilo que ele oferece. Ele promete aliviar o nosso jugo, erguer o nosso fardo, libertar-nos, dar-nos descanso, se formos a ele.

Há alguns anos visitei um grupo de estudantes em Cuba, que vivia uma desilusão generalizada em relação ao marxismo. Um jovem descreveu a sua experiência. Ele tornara-se cristão havia quatro meses. Antes, como a maioria das pessoas em Cuba, ele se sentia sobrecarregado por privações e pobreza, vazio existencial e alienação, até que pediu a Jesus Cristo que lhe desse paz e tranquilidade e o livrasse de seus fardos. Ele recebeu a libertação a partir da promessa de Mateus 11.28 e mal podia dormir. No dia seguinte, percebeu que estava diferente. Nenhum medicamento havia sido capaz de lhe dar tranquilidade. Ele não deixara de ser pobre, mas Jesus Cristo lhe dera descanso.

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Selecionamos frases da seção “O começo da vida cristã”, do livro Como Ser Cristão, de John Stott, para compartilhar com você. Para aqueles que iniciam na fé, elas são um estímulo ao encontro, confiança e entrega da vida a Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Para os que são cristãos há muito tempo, as frases lembram o caminho já percorrido e reforçam a necessidade de comunhão contínua com ele.

 

Todos nós sabemos quem foi Cristo – seu nascimento e infância, a troca que ele fez, suas palavras e suas obras, sua morte e ressurreição. A pergunta é se podemos dizer com integridade que o conhecemos, que ele é a realidade suprema em nossas vidas.

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Se vamos a Cristo e depositamos a nossa confiança nele, aí se dá uma troca maravilhosa e misteriosa: ele remove nossos pecados e, em lugar destes, nos veste com a sua justiça.

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Quando Jesus é verdadeiramente nosso Senhor, ele dirige a nossa vida e nós obedecemos com toda alegria.

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Cada um de nós precisa ir pessoalmente a Jesus e implorar por sua misericórdia. Temos que pedir-lhe para ser nosso Salvador e nosso Senhor.

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Para aceitar-nos, Deus não depende de nós e daquilo que possamos fazer, mas inteiramente de Cristo e do que ele fez de uma vez por todas na cruz.

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Os cristãos são crentes porque eles colocaram a sua confiança em Jesus Cristo como seu Salvador e porque aceitam a palavra de Deus e confiam nas suas promessas.

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Conhecer a Deus em Jesus Cristo – a essência do que é ser cristão – implica um relacionamento vivo e pessoal com ele.

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Se esperamos crescer para atingir uma maturidade cristã saudável, isso só pode acontecer no contexto da família de Deus. Ser membro de uma igreja não é uma opção nem um luxo; é um dever e uma necessidade.

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Não se contente com uma vida cristã estática. Antes, tenha a firme determinação de crescer em fé e amor, em sabedoria e santidade. Cultive a disciplina de buscar a Deus diariamente através da leitura da Bíblia e da oração e dedique-se de todo o coração para participar dos cultos, da vida comunitária e do testemunho de sua igreja.