Na linguagem comum, comunhão descreve algo subjetivo, a experiência de cordialidade e segurança na presença dos outros, como em “Tivemos juntos uma boa comunhão”. Mas na linguagem bíblica, koinonia não é nenhum sentimento subjetivo, mas um fato objetivo, que expressa o que temos em comum.

Assim, Paulo pôde escrever: “todos vocês participam comigo da graça de Deus” (Fp 1.7); João pôde escrever: “… para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (1Jo 1.3); enquanto Paulo acrescentou: “a comunhão do Espírito Santo” (2Co 13.14). Então, a comunhão autêntica é uma comunhão trinitária. Ela testifica da nossa vida em comum na graça de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Não seria isso o que nos faz um? Somos de diferentes países, culturas e igrejas. Somos diferentes em temperamento, dons e interesses. E mesmo assim temos isto em comum: o mesmo Deus como nosso Pai Celestial; o mesmo Jesus Cristo como nosso Salvador e Senhor; e o mesmo Espírito Santo como nosso Consolador, habitando em nós.

O que nos une é nossa participação comum (nossa koinonia) em Deus (Pai, Filho e Espírito). E isso se expressa de maneira mais viva na Ceia do Senhor ou Eucaristia, pois, “Não é verdade que o cálice da bênção que abençoamos é uma participação no sangue de Cristo, e que o pão que partimos é uma participação no corpo de Cristo?” (1Co 10.16).

Trecho extraído do livro A Igreja Autêntica. Editora Ultimato.

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