Arquivo de janeiro 2013

Seleção de frases VII

O materialismo não pode satisfazer o espírito humano, quer na sua forma capitalista, quer na sua forma comunista. Sabemos instintivamente que há uma realidade transcendente, além da ordem material, e as pessoas a estão buscando em toda parte”.

O auto-amor é a essência do pecado”.

Somos chamados tanto à auto-afirmação quanto à autonegação, e precisamos de discernimento para saber qual das duas é mais apropriada e quando”.

Não somos apenas pecadores, mas pecadores culpados, e a nossa consciência assim nos diz”.

A ira de Deus não significa que ele seja mal intencionado, de má índole ou vingativo, mas, ao contrário, que ele odeia o mal e se recusa a comprometer-se com ele”.

 Frases retiradas do livro Por que sou cristão.

O Discípulo Radical

Discípulo ou cristãos?

Deixe-me explicar e justificar o titulo deste livro*, O Discípulo Radical.

Em primeiro lugar, porque “discípulo”?

Para muitos, descobri que, no Novo Testamento, os seguidores de Jesus Cristo são chamados de “cristãos” apenas três vezes, é uma grande surpresa.

A ocorrência mais significativa é o comentário de Lucas explicando que foi em Antioquia da Síria que os discípulos de Jesus foram chamados de “cristãos” pela primeira vez (At 11.26). Antioquia era conhecida como uma comunidade internacional. Consequentemente, a igreja também era uma comunidade internacional e seus membros eram adequadamente chamados de “cristãos” para indicar que as diferenças étnicas eram superadas por lealdade comum a Cristo.

As outras duas ocorrências da palavra “cristão” evidenciam que seu uso estava ficando mais comum. Assim, quando Paulo, que estava sendo julgado diante do rei Agripa, o desafiou diretamente, Agripa clamou’: “Por pouco me persuades a me fazer cristão” (At 26.28).

Depois, o apóstolo Pedro, cuja primeira carta foi escrita em um contexto de perseguição crescente, achou necessário fazer distinção etre aqueles que sofriam “como criminosos” e aqueles que sofriam “como cristãos” (1Pe 4.15-16), isto é, por pertencerem a Cristo. Ambas as palavras (cristãos e discípulo) implicam relacionamento com Jesus. Porém, “discípulo” talvez seja mais forte, pois inevitavelmente implica ralacionamento entre aluno e professor. Durante os três anos de ministério público, os doze foram discípulo antes de serem apóstolos e, como discípulos, estavam sob a instrução de seus Mestre e Senhor.

Talvez, de alguma forma, deveriamos ter continuado a usar a palavra “discípulo” nos séculos seguintes, para que os cristãos fossem discípulos de Jesus de maneira consciente e levassem a sério a responsabilidade de estar “sob disciplina”.

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