Arquivo de novembro 2012

O John Stott do começo de um novo século

A notícia abaixo foi publicada na edição 266 da Revista Ultimato. Vale a pena ler e relembrar o que era divulgado acerca de John Stott em Outubro de 2000.

John Stott oferece A Verdade do Evangelho às gerações que estão surgindo

Faltando apenas alguns meses para completar 80 anos, o anglicano John R. W. Stott acaba de publicar mais um livro, uma espécie de legado espiritual às gerações que estão surgindo. Publicado em inglês no ano passado e imediatamente traduzido para o português, A Verdade do Evangelho ressalta a Palavra, a cruz e o Espírito como as três ênfases evangélicas essenciais. O autor defende os três erres: revelação, redenção e regeneração, “associando a revelação com o Pai, a redenção com o Filho e a regeneração com o Espírito Santo”. O objetivo de Stott é “dar testemunho da autoridade suprema da Palavra de Deus, da eficácia redentora da cruz de Cristo e do ministério imprescindível do Espírito Santo” (p. 137).

Ex-reitor (uma espécie de pastor titular) da All Souds Church, no centro de Londres, e capelão honorário da rainha Elizabeth II desde 1959, John Stott diz que “é impossível manter uma mensagem precisa sem construir frases precisas compostas de palavras precisas” (p. 3).

A Verdade do Evangelho é uma mensagem precisa sobre os pilares do cristianismo, pois “sem a Bíblia nós iríamos ficar cambaleando e titubeando por aí, em completa escuridão; sem a cruz viveríamos a debater-nos nas águas profundas da culpa e da alienação, sem misericórdia, sem redenção, sem perdão e sem a mínima esperança; [e sem o Espírito] seríamos vítimas indefesas do pecado que em nós habita, vítimas do trágico esforço próprio e, conseqüentemente, do nosso eterno fracasso” (p. 138).

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Seleção de frases V

A história da igreja tem sido uma história doce e amarga, combinando atos de heroísmo com atos vergonhosos”.

Os profetas viveram em um tempo de antecipação e os discípulos, em dias de realização”.

É quando começamos ver a gravidade do pecado e a majestade de Deus que nossas perguntas mudam”.

De Gênesis 2 a Apocalipse 21, destaca-se a mesma verdade de que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23), ou seja, que ele nos separa de Deus”.

A cruz não explica a calamidade do sofrimento humano, mas oferece um bom campo de visão a partir do qual é possível observá-la e suportá-la”.

  Frases retiradas do livro Por que sou cristão.

O discípulo radical

Se John Stott fosse conhecido no mundo todo apenas como teólogo, escritor e evangelista, já seria surpreendente. Porém, além disso e de ter sido indicado pela revista “Time” como uma das cem personalidades mais influentes do mundo, ele é também o presidente honorário do Movimento Lausanne e um de seus pioneiros.

Aos 88 anos e com a saúde debilitada, Stott não pôde comparecer ao congresso. Mas fez questão de enviar uma mensagem a todos os participantes, que foi publicada em oito idiomas no informativo do congresso:

“Tenho agradecido a Deus, durante todos esses anos, pelo crescimento do Movimento Lausanne desde 1974 e pela maneira como ele o tem usado para a sua glória. Agradeço ainda mais a Deus pelo crescimento da igreja mundial durante esses anos, principalmente nos grandes continentes do mundo em desenvolvimento.

Alegro-me com a realização do Congresso na África e oro para que vocês partilhem ricamente a bênção de Deus sobre a igreja nesse continente, assim como a dor e o sofrimento do seu povo.”
Apesar das limitações, John Stott mantém uma invejável lucidez e senso de humor — e realiza suas atividades com a ajuda de Frances Whitehead, sua secretária por mais de cinquenta anos.

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