Arquivo de outubro 2012

John Stott – estadista do reino de Deus

O mundo cristão comemorou, com grande alegria, no dia 27 de abril deste ano, os 80 anos do nascimento de um dos mais importantes teólogos do último século, o Rev. John Stott, ministro anglicano e autor de, entre outros, Cristianismo Básico, um clássico traduzido para 50 línguas, com mais de 2 milhões e meio de cópias vendidas. Há dez anos, estive presente ao seu 70º aniversário, em Oxford.

Stott nasceu em 1921 no seio de uma família de classe média alta de Londres. Seu pai, um humanista, era um renomado cardiologista. Sua mãe, uma cristã tradicional, ensinou ao pequeno John e a suas três irmãs a lerem a Bíblia, a orarem e a freqüentarem a igreja. Sua conversão se deu na adolescência, quando aluno da prestigiosa Escola Secundária Rugby, pelo ministério de um professor que organizava grupos de estudo bíblico e acampamentos de férias, visando ganhar para Cristo os filhos da elite inglesa.

Formou-se em letras (línguas modernas — francês e alemão) pela Universidade de Cambridge, onde se tornou um ativo líder do grupo local da Aliança Bíblica Universitária (IUF, sigla em inglês), sendo laureado. Obteve o seu título em teologia pelo Ridley Hall. Em 1945, foi ordenado ministro da Igreja da Inglaterra e designado coadjutor (pastor auxiliar) da Paróquia de All Souls, Langham Place, no centro de Londres. Em 1950, foi eleito reitor (pastor titular) da mesma paróquia, assim permanecendo por 25 anos. Em 1975, aposentou-se e recebeu o título de reitor emérito, e membro voluntário da equipe pastoral. Desde 1959, tinha sido designado para ser um dos capelães de S.M. a rainha Elizabeth II.

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Seleção de frases IV

Há uma verdadeira Babel de vozes competindo por nossa atenção. A qual delas escutaremos? Somos apresentados a um verdadeiro buffet religioso. Que pratos escolheremos?”.

O fato de eu ser cristão não se deve em última análise à influência de meus pais e professores, nem à minha decisão pessoal por Cristo, mas ao “Cão de Caça do Céu”, ou seja, ao próprio Jesus Cristo, que me perseguiu incansavelmente, mesmo quando eu estava correndo dele a fim de seguir meu próprio caminho. Se não fosse pela perseguição graciosa do Cão de Caça do Céu, hoje eu estaria na lata de lixo das vidas desperdiçadas e descartadas”.

A alma busca satisfação em toda parte, mas não consegue encontrá-la”.

Se somos de fato cristãos, não é porque tenhamos nos decidido por Cristo, mas porque Cristo se decidiu por nós. É a busca desse ‘amante tremendo’ que nos torna cristãos”.

A cobiça não é nem uma obra nem uma palavra, mas um desejo, uma luxúria insaciável”.

 Frases retiradas do livro Por que sou cristão.

A Bíblia toda, o ano todo

Ler a Bíblia é a arte de procurar a Deus até encontrá-lo. De enxergar o que está por trás da letra, de ouvir a voz de Deus. É assim que o autor de Práticas Devocionais começa o capítulo “Prática da Leitura da Bíblia”.

No entanto, para alguns ler a Bíblia toda é um desafio. Para outros, um prazer, alimento diário, consolo, orientação. Às vezes, ler a Bíblia pode ser uma obrigação ou daquelas tarefas que todos os anos agendamos e não cumprimos. Os métodos variam. As sugestões levam em conta o temperamento, o estilo pessoal de leitura, a disponibilidade de tempo.

Em novembro de 2007, a Editora Ultimato lançará “A Bíblia Toda, O Ano Todo – leituras diárias”, do conhecido teólogo e escritor inglês John Stott. A cada leitura diária, ao longo dos 365 dias do ano e por toda a narrativa bíblica, o autor mostra a história do povo de Deus, o cuidado e a atuação divinos. Tendo como base o calendário cristão, a obra é dividida em três partes. A primeira começa com a criação, em Gênesis, e termina com o nascimento de Cristo – nos faz mais próximos das histórias do Antigo Testamento; a segunda começa com Jesus Cristo, seu ministério, morte e ressurreição, e vai até o Pentecoste. A terceira começa com o livro de Atos dos Apóstolos, mostra os desafios e o significado da vida cristã, passando pelas Cartas e vai até o livro de Apocalipse. Enfim, uma forma de ler a Bíblia em boa companhia. E, claro, uma obra de peso, que celebra o conteúdo bíblico e a fé cristã, bem como a confiança no Deus único e Senhor da história.

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