Posts tagged Herman Dooyeweerd

O Secularismo e a Introversão da Mente Moderna

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“Lá dentro está o nosso futuro! Lá dentro… está o nosso destino!”
Kevin Flynn (Tron: the Legacy, 2011)1
“A mente dele se move num círculo perfeito, porém reduzido. Um círculo pequeno é exatamente tão infinito quanto um círculo grande; mas embora seja exatamente tão infinito, não é tão grande.”
G. K. Chesterton (Ortodoxia)


Essa era a fé e a loucura de Kevin Flynn, dono da megacorporação tecnológica ENCOM, quando ele criavaClu, uma espécie de clone digital de si mesmo encarregado de criar o sistema perfeito no interior da Grade, um universo paralelo gerado digitalmente. Flynn acreditava ser possível levar a perfeição desse universo para o mundo externo, devido às infinitas possibilidades que ele oferecia: “uma fronteira digital para remodelar a condição humana”. Mas enquanto eles trabalhavam um milagre aconteceu: seres vivos digitais (ISO’s) emergiram dentro desse universo, alterando completamente os planos de Flynn. Agora ele desejava proteger os ISO’s com a ajuda de Clu e de Tron, o protetor dos “usuários”, uma versão digital do amigo e colega de Flynn, Alan Bradley que foi transportada do antigo sistema (do primeiro filme, Tron, de ) para o novo sistema.

LEIA A CONTINUAÇÃO DO ARTIGO NA REVISTA “TEOLOGIA BRASILEIRA”

 

Sobre a minha crítica ao Progressismo Evangélico: Perguntas, Balanço Preliminar e Roteiro de Leituras

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“E não vos associeis às obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as; pois é vergonhoso até mesmo mencionar as coisas que eles fazem às escondidas. Mas todas essas coisas, sendo condenadas, manifestam-se pela luz, pois tudo que se manifesta é luz.
Por isso se diz: Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará”. (Efésios 5.11-14)

Queridos leitores,

Agostinho1Desde o final do ano passado introduzi uma série de artigos críticos, lidando com problemas do progressismo evangélico e da teologia de Missão Integral, com graus heterogêneos de densidade teórica e de teor apologético. Esses artigos apresentam, de forma um tanto estocástica, uma crítica teológica, filosófica e também pastoral que venho desenvolvendo há alguns anos, em diálogo com vários amigos.

A crítica, como vários já notaram, não está completa. Não exatamente pela precariedade dos argumentos – considero-os sim, ainda precários, muito embora isso não tenha ajudado nem um pouco meus críticos a refutar qualquer um deles – e espero que, havendo a oportunidade, poderei desenvolver o pleno potencial crítico de cada um. O momento, no entanto, é de problematizar, e não de solucionar a todas as questões.

Enfatizo, inspirado pelo texto de Efésios 5 e ilustrando minhas esperanças com a imagem de Santo Agostinho, que a Igreja Evangélica precisa muitíssimo, agora, de um profundo encontro com a verdade, e que esse encontro com a luz da verdade pode ser também, para ela, um momento de ressurreição. A verdade clama pelo coração da igreja evangélica.

Neste post quero, em primeiro lugar, dispersar umas poucas dúvidas que surgiram na mente de alguns leitores nos últimos dias. Quero também apresentar um roteiro de leituras/áudios para os que tem interesse em compreender com mais clareza as minhas ideias, sejam eles meus críticos ou meus defensores. E finalmente, farei um balanço preliminar da nossa situação e indicarei os rumos a seguir. (mais…)

A Teologia da Missão e a Linguagem da Transformação

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Em 2005 um grupo de amigos se reuniu para  discutir novos rumos para a reflexão evangélica sobre Cristianismo e Cultura e, particularmente, sobre as limitações e possibilidades da teologia da missão integral. Desses encontros surgiu o livro “Cosmovisão Cristã e Transformação”, publicado pela editora Ultimato em 2006. A este livro se seguiu outro pela mesma editora, intitulado “Fé Cristã e Cultura Contemporânea”, e uma série de iniciativas de tradução de autores reformacionais, palestras gravadas e artigos. O último desdobramento literário desse movimento foi o indispensável livro do filósofo e teólogo goiano Pedro Lucas Dulci, “Ortodoxia Integral”, que impulsionou novas reflexões no  movimento.

As reflexões tem nos levado recentemente a um ponto de inflexão, na medida em que  nos perguntamos: é o projeto historicamente denominado “Teologia da Missão Integral” ainda fértil e adequado para responder aos desafios da hipermodernidade e às necessidades da igreja evangélica brasileira no século XXI ou estaríamos no meio de uma crise paradigmática “Khuneana” que pode nos levar à ruptura e a um novo paradigma de teologia pública? Os próximos anos ou meses dirão; mas as atitudes dos representantes do paradigma atual sugerem que ele está irrecuperavelmente calcificado; seus atos e palavras mostrarão a verdade no futuro próximo.

Neste artigo vamos problematizar o uso da linguagem da transformação no contexto da missão integral. As respostas são apenas parciais. Na reflexão sobre o assunto, descobrimos que a própria tradição neocalvinista compartilha de alguns dos erros agora visíveis no discurso popular sobre a missão integral, embora não do mesmo modo, sugerindo que a mera substituição da teologia de missão integral pelo neocalvinismo holandês seria insuficiente para articular uma teologia pública radicalmente evangélica no contexto do século XXI. (mais…)

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